quarta-feira, maio 17, 2006

Mudar de Idade, Mudar de Museu

A Livraria Minerva associou-se ao Museu Nacional de Machado de Castro, e promoveu uma sessão das Terças-Feiras de Minerva no âmbito da Semana de Actividades "Mudar de Idade. O Museu Nacional de Machado de Castro e os Jovens (de todas as idades)".

Assim, durante a tarde realizaram-se uma série de palestras sob o tema "Mudar de idade, mudar de museu" a cargo dos vários técnicos do MNMC, e convidados.




A apresentação dos intervenientes e dos temas apresentados foi feita por Isabel de Carvalho Garcia, da Livraria Minerva.



PORQUE FAZEMOS OBRAS NO MUSEU?
Pedro Redol - Director do Museu Nacional de Machado de Castro



MUDAR DE CASA
Catarina Alarcão - Técnica superior de conservação e restauro do MNMC



CATIVAR E COMUNICAR COM JOVENS NO MUSEU. REFLEXOS DE 4 DIAS DE FORMAÇÃO
Madalena Alarcão - Professora Associada da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra




ESTUDAR A ESCULTURA, TRATANDO-A: A ÚLTIMA CEIA DO REFEITÓRIO DE SANTA CRUZ DE COIMBRA
Ana Alcoforado - Técnica superior do MNMC
Catarina Alarcão - Técnica superior de conservação e restauro do MNMC
João Pocinho - Técnico profissional do MNMC



PINTURAS REVELAM-SE? O RETÁBULO DA NOVA SACRISTIA DA SÉ DE COIMBRA, NO SÉC. XVII
Ana Paula Abrantes - Directora do Museu Grão Vasco (Viseu)
Virgínia Gomes - Assessora do MNMC


O serão foi preenchido com a actuação do Grupo Thíasos, do Instituto de Estudos Clássicos da FLUC, que apresentou a peça "As Suplicantes", de Eurípides, aproveitando o magnífico cenário da loggia do edifício do MNMC.









domingo, maio 14, 2006

Terça-feira de Minerva no Museu Nacional de Machado de Castro


Mudar de Idade
O Museu Nacional de Machado de Castro e os Jovens (de todas as idades)

16 a 20 de Maio de 2006


A Livraria Minerva associa-se ao Museu Nacional de Machado de Castro, integrando a semana comemorativa do Dia Internacional dos Museus que se assinala no próximo dia 18.

Uma despedida de bom augúrio na véspera das grandes obras de remodelação e ampliação a que o Museu vai ser submetido, sugestões oferecidas pela pintura e pelo teatro para uma (provisória) última interacção com os velhos edifícios, exploração do vasto e menos conhecido universo que é o Museu em vias de transformação, reforço dos laços com a comunidade universitária (estudantes, professores, museus), a cidade, as empresas e a comunicação social através do seu envolvimento em actividades concretas e da saída do Museu para fora de portas – eis os principais objectivos desta semana.

Assim, na próxima terça-feira, dia 16, a habitual sessão da TERÇA-FEIRA DE MINERVA realizar-se-á no Museu, com uma tarde de palestras e livros subordinada ao tema “Mudar de idade, mudar de museu”. O programa proposto é o seguinte:

15h30 Pedro Redol – Porque fazemos obra no Museu?

15h50 Catarina Alarcão – Mudar de casa

16h10 Madalena Alarcão e Ana Bertão – Cativar e comunicar com jovens no Museu

Intervalo

16h45 Ana Alcoforado, Catarina Alarcão e João Pocinho
Estudar a escultura, tratando-a: a Última Ceia do refeitório de Santa Cruz de Coimbra

17h30 Virgínia Gomes – Pinturas revelam-se?

Intervalo

18h00 António Pacheco – O azulejo hispano-árabe em Coimbra

Pôr-do-sol/Jantar volante

21h30 “As Suplicantes” de Eurípides, pelo grupo de teatro Thíasos, do Instituto de Estudos Clássicos, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

No local decorrerá uma Feira do Livro de Arte.


RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES:

Mudar de idade, mudar de museu 16 de Maio, 15h30, no MNMC


Porque fazemos obras no Museu? Pedro Redol - Director do Museu Nacional de Machado de Castro
Interrogamo-nos sobre a missão dos museus, em particular a dos museus de arte, a propósito de uma experiência concreta: a ampliação e remodelação, em curso, do Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra. O ponto de partida é o papel que um museu desta natureza pode assumir em relação ao conhecimento. O ponto de chegada são as soluções de arquitectura e exposição encontradas pelos projectistas, em interacção com os programadores. Entre o ponto de partida e o de chegada medeiam reflexões sobre modos de apropriação do real e representação, tanto quanto sobre a autenticidade como aspecto indissociável de uma ideia de criação de raiz metafísica.
A requalificação do espaço torna-se na grande prioridade de museus que, como aquele que aqui consideramos, foram acumulando objectos arrancados aos seus contextos funcionais no interior de edifícios antigos, resultantes eles próprios da estratificação de numerosas preexistências. Requalificar o espaço implica experiência relativamente à interacção entre espaço, pessoas e objectos, uma experiência que é exigível tanto aos programadores, por regra o director do museu e os seus colaboradores imediatos, como aos projectistas.


Mudar de casa Catarina Alarcão - Técnica superior de conservação e restauro do MNMC
Em 2005 o Museu encerra ao público com vista à implementação de um projecto de ampliação e requalificação que propiciará aos objectos relações formais mais adequadas com o espaço envolvente.
Foi necessário deslocar as colecções para novas instalações – Igreja S. João de Almedina e Quartel da Sofia –, adoptando soluções e critérios especiais adequados a cada caso específico. Todo o equipamento a construir e o método a desenvolver foram cuidadosa e criteriosamente estudados, tendo em conta a fragilidade e condição física das peças e o seu tamanho e peso.
Foram levadas a cabo intervenções de conservação para melhorar a estabilidade física das obras e assegurar que não sofreriam qualquer tipo de dano durante o transporte. Elaboraram-se fichas individuais de conservação, reunindo informações, quantitativas e qualitativas das colecções, bem como registos fotográficos individuais. Foi possível efectuar uma verificação cuidadosa do ponto de vista da conservação e do inventário e garantir a localização imediata das peças ao longo do tempo de encerramento do Museu.
O processo de desmontagem e mudança constituiu, para todas as pessoas nele implicadas, uma aprendizagem contínua e muito enriquecedora, melhorada dia a dia.


Cativar e comunicar com jovens no Museu. Reflexos de 4 dias de formação Madalena Alarcão - Professora Associada da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra Ana Bertão - Professora Adjunta da Escola Superior de Educação do Porto

A farinha está para os bolos como a comunicação está para as relações: é o elemento de ligação (José Gameiro)

Cativar e comunicar parecem ser palavras mágicas para os educadores museais dado o seu desejo de acolher os jovens no museu e de entusiasmá-los pelas suas colecções.
Numa visita, o tempo corre rápido, para uns, e lento, para outros, e a sedução pode ocorrer como num coup de foudre, pode instalar-se insidiosamente ou pode, mesmo, não chegar a acontecer.
Mas como saber que, nestes encontros, se tocou alguém? E como saber que não se tocou? Olhos brilhantes, sorrisos trocados, perguntas complementares, afirmações explicitadas são sinais habitualmente pontuados como indicadores de interesse e de aceitação da mensagem transmitida. Pelo contrário, silêncios, olhos baixos, conversas colaterais, perguntas que, longe de cruzarem o discurso do educador museal, antes parecem desviá-lo do seu objectivo ou obrigá-lo a percorrer novas vias, são sinais quase sempre entendidos como manifestações de desinteresse.
Mas quem selecciona e interpreta estes sinais? Quem os elege de entre um sem número de sinais que permanecem ocultos ou menos visíveis? Fundamentalmente, é o educador museal, ainda que, mais ou menos conscientemente, ajudado pelas trocas comunicacionais ocorridas entre os jovens e os adultos presentes. A percepção é um processo de construção, tecido no cruzamento dos objectivos e das referências de quem fala e de quem escuta, de quem pergunta e de quem responde.
Saber porque é que ele selecciona e amplifica certos sinais, saber de que forma essa selecção e essa amplificação ajudam à troca comunicacional, é descobrir a quantidade de farinha de que cada bolo precisa para crescer bem. Porque mesmo feito infinitas vezes, o bolo nunca sai exactamente igual de todas as vezes.


Estudar a escultura, tratando-a: a Última Ceia do refeitório de Santa Cruz de Coimbra
Ana Alcoforado - Técnica superior do MNMC Catarina Alarcão - Técnica superior de conservação e restauro do MNMC João Pocinho - Técnico profissional do MNMC

Conservar uma escultura, ou restaurá-la, pressupõe um estudo rigoroso dos testemunhos materiais que o escultor nos deixou na obra. Em 2002 iniciou-se um programa visando a reabilitação do conjunto escultórico e um melhor conhecimento da obra de Hodart.
Persistem ainda mais dúvidas do que certezas. Pretendemos recensear as respostas seguramente comprovadas, bem como elencar as questões que nos acompanharão nos próximos tempos, e sobre as quais esperamos que possa surgir alguma luz.
A observação, atenta e diária, das figuras e das centenas de fragmentos, bem como a estudo documental realizados, permitiram clarificar aspectos da elaboração da obra, desde as matérias primas usadas aos materiais e métodos a que o escultor terá recorrido, bem como a tecnologia de execução e o modo de cozedura.
Começando pela extracção dos sais solúveis, passando pelo desmantelamento das peças e separação das bases antigas e pela limpeza, mecânica e química, recuperou-se a estrutura anatómica das figuras e completaram-se as mesmas, no todo ou em parte, devolvendo a leitura de motivos decorativos e possibilitando a colagem de novos elementos. A concepção de estruturas para a remontagem das figuras permitirá uma maior estabilidade e mobilidade das peças com vista à sua exposição futura.


Pinturas revelam-se? O retábulo da nova sacristia da Sé de Coimbra, no séc. XVII Ana Paula Abrantes - Directora do Museu Grão Vasco (Viseu) Virgínia Gomes - Assessora do MNMC

Tradicionalmente aceite pelos historiadores da arte como uma série de pintura decorativa sobre o arcaz da nova sacristia que, no início do séc. XVII, o Bispo de Coimbra mandou fazer para a Sé, a série de dez tábuas que agora se aborda é para nós ainda um enigma sob vários aspectos.
Porquê um programa iconográfico tão rico num local não visitado pelos crentes? Dever-se-á a que ditames? Pessoais do comitente, litúrgicos, políticos? Porque são cinco das pinturas executadas sobre pranchas dispostas horizontalmente e as das outras cinco na vertical?
Porque é frustre a execução das primeiras cinco tábuas e tão elaborada a das restantes? Terão sido executadas em momentos e para espaços diferentes?
Então, o que permite que acreditemos estar perante um conjunto homogéneo - iconográfica e materialmente -, pensado para um determinado local, instrumento da afirmação pessoal do comitente?
Os documentos até agora divulgados pouco esclarecem.
Estamos perante um conjunto de dez pinturas aparentemente divididas em dois grupos de cinco, encomendadas para um edifício entretanto destruído. Todas estas dúvidas e a datação tradicional do conjunto - c.1607 - relativamente à obra da parceria de Simão Rodrigues e Domingos Vieira Serrão motivaram um estudo atento e abrangente e o seu restauro, num processo que terá o seu auge no final deste ano, com uma exposição monográfica, preparada por uma equipa multidisciplinar.


Mudar de Idade O Museu Nacional de Machado de Castro e os Jovens (de todas as idades)
16 a 20 de Maio de 2006
PROGRAMA COMPLETO


Dia 16, Terça-feira
NO MUSEU

Mudar de idade, mudar de museu

15.30H Pedro Redol – Porque fazemos obra no Museu?
16.00H Catarina Alarcão – Mudar de casa
16.30H Madalena Alarcão e Ana Bertão – Cativar e comunicar com jovens no Museu

Intervalo

17.15H Ana Alcoforado, Catarina Alarcão e João Pocinho
Estudar a escultura, tratando-a: a Última Ceia do refeitório de Santa Cruz de Coimbra
18.30H Virgínia Gomes – Pinturas revelam-se?

Pôr-do-sol/Jantar volante

21.30H As Suplicantes de Eurípides, pelo grupo de teatro Thíasos, do Instituto de Estudos Clássicos, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra


NA ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA D. MARIA

18.00H Assim? Uma Homenagem aos Momty Python, pelo Grupo Juvenil de Teatro da Liga dos Amigos do MNMC

Dia 17, Quarta-feira










18.00H Inauguração da exposição “Os Alqueires bem Medidos”, na Torre de Almedina


Dia 18, Quinta-feira Dia Internacional dos Museus

NO PORTUGAL DOS PEQUENITOS

14.00H O Museu no Portugal dos Pequenitos

NO HOSPITAL PEDIÁTRICO DE COIMBRA

11.00H O colar da Rainha Santa. Aprender a fazer jóias mágicas


NO MUSEU
Jovens investigadores do Museu Nacional de Machado de Castro

15.00H Milton Pacheco – O Paço episcopal de Coimbra – espaços e representação
15.20H Duarte de Freitas – Para além dos objectos... O Museu Machado de Castro e as interacções com o meio (1911-1929)

15.40H Debate com moderação de Catarina Pires

Intervalo

16.30H Eva Armindo – Tecendo a conservação – ciência e arte num tapete oriental
16.50H Sónia Pires – Quem pintou o Políptico de Celas?
17.10H Isabel Matias e Catarina Alarcão–As cores de João de Ruão: estudo dos pigmentos utilizados em duas predelas de calcário policromado
17.30H Debate com moderação de Gilberto Pereira

16.00H Mini-repórteres fotografam o Museu













18.00H Inauguração da exposição de Délia Carvalho, Pepe Garcia, Vasco Carneiro e Eric Irving, “Rostos, formas e sombras”













© Vasco Carneiro

Dia 19, Sexta-feira

NO MUSEU

17.30H Grafitti e património, uma actividade para crianças


Dia 20, Sábado
Noite dos Museus

NO QUARTEL DA SOFIA (ENTRADA PELA RUA DE AVEIRO)

21.00H A tenda está montada
Exploração da tenda-reserva de escultura – jogo de pistas e construção de símbolos heráldicos
23.00H A Fundação da Cidade de Coimbra, pelo grupo de teatro de fantoches do Ateneu de Coimbra
23.30H Acampamento infantil nocturno


Informações: Museu Nacional de Machado de Castro
Tel. 239 482 001
Email:
mnmc@ipmuseus.pt

sábado, maio 06, 2006

Edições MinervaCoimbra promovem debate sobre liberdade de imprensa




Assinalando o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, as Edições Minerva Coimbra promoveram no recinto da Feira do Livro (Praça da República), em conjunto com a Arcádia, uma conversa à volta do tema "Liberdade de Imprensa e Informação em Tempos de Crise”.
A sessão contou com a presença de Isabel Vargues, docente da Licenciatura em Jornalismo da FLUC e directora do Mestrado em Comunicação e Jornalismo, João Figueira, jornalista do Diário de Notícias e docente da Licenciatura em Jornalismo da FLUC, Carolina Ferreira, jornalista do grupo RTP, e Isabel de Carvalho Garcia, das Edições MinervaCoimbra.
Isabel Vargues recordou a história da liberdade de imprensa ao longo do século XIX e XX.
Carolina Ferreira, por seu turno, chamou a atenção dos presentes para o facto de o jornalista, no seu dia-a-dia, estar condicionado à “tirania” da agenda, não sendo livre de escolher, e muitas vezes nem propor, trabalhos.
A este propósito, também João Figueira salientou que a prática associada ao exercício da profissão, coloca em risco a liberdade de imprensa. Os jornalistas, principalmente os da imprensa regional, estão muitas vezes condicionados nos trabalhos que desenvolvem. Para o que também contribui a uniformização dos temas tratados, condicionados pelos centros de poder político e económico.
Ao mesmo tempo, todos denunciaram o desinvestimento nas redacções. A tendência é trabalhar com menos gente, mas mais horas, com uma enorme pressão com vista ao aumento das audiências.
João Figueira salientou ainda o enorme investimento actual ao nível da opinião, principescamente paga por parte das empresas de comunicação social.
Isabel de Carvalho Garcia chamou a atenção para uma questão que todos consideraram fundamental, e que tem a ver com as baixas remunerações dos jornalistas, principalmente os de órgãos de comunicação social regionais.
Além desta sessão em Coimbra, as Edições MinervaCoimbra promoveram, no Porto, em conjunto com a FNAC de Santa Catarina, um debate à volta do livro "A Geração da Ética", de Fernando Martins, recentemente publicado na Colecção Comunicação dirigida por Mário Mesquita. Este debate contou com as participações de Fernando Martins, José Leite Pereira (Director do Jornal de Notícias), Alfredo Maia (Presidente do Sindicato dos Jornalistas) e José Alberto Lemos (Director da RDP-Porto).



Liberdade de expressão, liberdade de imprensa
– notas a propósito do Dia Mundial da liberdade de imprensa (3 de Maio de 2006)


Rememoramos hoje o dia mundial da liberdade de imprensa. Não é demais recordar que esta data é uma criação recente de um organismo nascido no século XX, após a segunda guerra mundial, a UNESCO, organização que tem entre os seus primeiros desígnios a promoção da liberdade de expressão, de imprensa, a independência e o pluralismo dos media, a democracia, a paz e a tolerância.
A Declaração Universal dos Direitos do Homem proclamou no seu art.º 19 o direito de todos os indivíduos à liberdade de opinião e de expressão.
A liberdade de expressão torna-se uma das pedras angulares das sociedades democráticas contemporâneas na sua luta constante pelo desenvolvimento e pela paz.
A liberdade de imprensa é essencial para a estabilidade política e social nos governos democráticos que exigem comportamentos responsáveis com uma informação independente e plural.
Em Portugal também se celebra hoje a liberdade de imprensa. Mas nem sempre foi assim. Nem sempre se pode falar em liberdade. A existência da censura no nosso país foi um verdadeiro espartilho à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa.
Importa recordar que a primeira lei de Liberdade de imprensa em Portugal tem a marca liberal (1821) e depois todo o século XIX conheceu momentos de grande explosão da imprensa e outros de retracção com a acção da censura. Recorde-se o momento de apresentação e promulgação do diploma sobre a liberdade de imprensa conhecido como a Lei das rolhas, em 1850,com Costa Cabral que provocou um manifesto assinado por 50 personalidades entre as quais se salientaram os nomes de Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Latino Coelho e Lopes de Mendonça e, em 1907, com o governo de João Franco, o novo diploma sobre a liberdade de imprensa conhecido como a 2ª Lei das rolhas. Na I República, em Ditadura Militar e no Estado Novo vemos como a história da liberdade de imprensa e da censura prévia marcou e formatou muitas gerações. Afinal estes momentos também foram de crise.
Depois da revolução de Abril de 1974 a liberdade de imprensa em democracia é uma realidade. Além do diploma é fundamental recordar aqui o próprio texto constitucional e as suas revisões: a Constituição da República nos seus art. 37,38,39,40 definem as liberdades de expressão e informação, de imprensa, dos meios de comunicação social.
Nos países livres e democráticos a liberdade de imprensa deve ser defendida e permanecer em construção diária pois ela é um requisito para a própria regulação da democracia. E em tempos de crise e de conflito como os actuais os medias e os jornalistas como profissionais de uma imprensa independente têm uma difícil missão a cumprir. Reconheceu-se hoje,3 de Maio de 2006, no jornal Le Monde que a liberdade de imprensa se deteriora no mundo e na Europa pois um terço da população mundial não tem imprensa livre à sua disposição e acentuou-se um facto: o Próximo Oriente é a zona mais perigosa para o exercício da profissão de jornalista.
Em 1993 foi celebrado o primeiro dia, constituindo depois a UNESCO um grupo consultivo sobre a liberdade de imprensa e, em 1997, o prémio anual Guillemo Cano, imortalizando o jornalista colombiano assassinado em 1987. Em 2006 o prémio distinguiu a jornalista libanesa May Chidiac também ela uma jornalista de televisão de grande prestígio vítima de um atentado que a mutilou.
O desenvolvimento, a paz e a democracia no mundo e em Portugal precisam de uma informação independente e plural e é isso o que nos motivou hoje aqui relembrar no dia mundial da liberdade de imprensa.

Isabel Vargues

sexta-feira, maio 05, 2006

Para compreender o jornalismo

Para quem não pode estar presente, aqui ficam dois momentos do lançamento do livro "Para compreender o jornalismo", de Estrela Serrano:




quinta-feira, maio 04, 2006

Sessões de Autógrafos na Feira do Livro

A MinervaCoimbra promove este fim de semana – sexta-feira, sábado e domingo – várias sessões de autógrafos.

Assim, amanhã, sexta-feira, dia 5 de Maio, pelas 15h30, estarão presentes na Feira do Livro os autores Júlio Correia e Sousa Dinis, autores dos livros “Estórias do Meu Beco” e “Tempos de Mim”, e “Xeque ao Rei Capelo”, respectivamente.

No sábado, dia 6, pelas 17 horas, será a vez de Manuela Sinde Filipe e Edgar Panão, autores dos livros “Estórias que fazem a história de uma farmácia” e “Covseiro de Myranda”.

Finalmente, no domingo, dia 7 de Maio, pelas 18 horas, Dia da Mãe, um dia particularmente simbólico, a Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, numa acção conjunta com a Livraria Minerva e a Arcádia – Associação para a Organização da Feira do Livro de Coimbra, promovem uma sessão de autógrafos com a Prof. Doutora Maria José Azevedo Santos, à volta do livro de sua autoria “O valor da escrita em tempos de Inês de Castro” (ed. CMMV), com prefácio do professor catedrático de Santiago de Compostela, Manuel Diáz y Diáz (Doutor Honoris Causa por Coimbra) e fotografias de Alexandre Ramires.
Maria José Azevedo Santos evocará Inês de Castro, também ela mulher e mãe.

quarta-feira, maio 03, 2006

"Provedores melhoram relação com os públicos"

Os jornalistas "ou não conhecem os seus públicos ou ignoram-nos", escreve Estrela Serrano nas notas finais do livro que reúne uma selecção das crónicas que publicou enquanto Provedora dos Leitores do DN de 2001 a 2004. Uma realidade que nos últimos dois anos não mudou.

"Talvez ao nível de audiovisual os jornalistas conheçam melhor o share, o número de pessoas que estão disponíveis para comprar, para ouvir, para ver as audiências. Mas os públicos, na acepção de saber o que pensam, o que desejam, o que precisam, isso acho que não. O jornalismo tornou-se muito comercial, mas não sei se pode ser de outra maneira. Mas há algo a fazer", disse Estrela Serrano ao DN.

Referindo-se a José Nuno Martins e Paquete de Oliveira, provedores do ouvinte e do telespectador da Rádio e Televisão de Portugal, a autora de Para Compreender o Jornalismo considerou que os (novos) provedores "vão melhorar muito a relação das televisões com os públicos, vão complementar a crítica dos profissionais da crítica, que é muitas vezes radical, vão mostrar e vão explicar que a televisão, os media, são muito feitos de contextos."

Nas palavras que dirigiu à plateia atenta e que marcou presença na livraria Bulhosa, Estrela Serrano apontara: "a sua tarefa vai ser ainda mais difícil do que foi a minha".

Período difícil nos media

O livro de Estrela Serrano foi apresentado por Mário Bettencourt Resendes, antigo director do DN e que, em 1997, criou a figura do provedor do leitor, numa iniciativa inédita em Portugal. A docente universitária e membro do conselho regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) foi a terceira Ombudsman do jornal, sucedendo no cargo a Mário Mesquita e Diogo Pires Aurélio.

Resendes considerou que o mandato de Estrela Serrano coincidiu com "um dos períodos mais difíceis na imprensa portuguesa e nos media em geral", marcado pelos ataques do 11 de Setembro, a Guerra do Golfo e o caso Casa Pia. Esta conjuntura "enriqueceu a matéria que a Provedora analisou", referiu.

O livro Para Compreender o Jornalismo cristaliza agora algumas das questões que marcaram esse período, ultrapassando o "carácter efémero" de uma coluna de jornal. A autora quer fixar de uma maneira mais duradoura, "uma reflexão sobre o jornalismo e os jornalistas".

A sugestão do nome da ex-provedora do DN partiu de José António Santos, à época director-adjunto do jornal. "Uma mulher como provedora tinha um carácter inovador e além disso Estrela Serrano tinha um perfil que se ajustava à função", assumiu Resendes.

Já sobre o seu desempenho, o ex-director do DN foi mais crítico: "nas direcções dos jornais deveria haver um limite" de dez anos. Mário Bettencourt Resendes foi, durante 12 anos, director do jornal e assumiu que nos últimos dois as "reservas anímicas" estavam em baixo. "Estas coisas cansam", admitiu.

Resendes assumiu ainda os "sentimentos mistos" que um director tem em relação à figura do provedor: "há uma lógica conflitual, latente, genética mas alguma coisa está mal se a redacção e o provedor forem um caso de lua-de-mel..."

Estrela Serrano não esconde a "satisfação" que o cargo lhe deu. "Dormia e acordava a pensar no que ia escrever", disse a ex-provedora que não se quis limitar a ser reactiva. Até porque - enfatizou Bettencourt Resendes - "muitas vezes o universo de leitores que questionam o provedor é restrito."

No entanto, a ex-provedora diz que os leitores a desafiavam para escrever sobre imensas coisas - o que "achava estimulante".

Mário Mesquita, também director da Colecção Comunicação da Minerva (a que se junta agora o novo título de Estrela Serrano), destacou a "institucionalização" da figura do provedor - apontando o exemplo recente da dupla Nuno Martins/Paquete de Oliveira.

A experiência como provedora dos leitores do Diário de Notícias foi um "treino excelente" para Estrela Serrano, membro da ERC, que concluiu a sua intervenção referindo que esse ponto da sua carreira foi "de alguma forma premonitório" em relação ao lugar onde está hoje.

"O provedor tem que medir muito bem aquilo que escreve", disse na apresentação do livro Para Compreender o Jornalismo. Ao DN Estrela Serrano clarificou esta ideia: "eu tinha a noção que os jornalistas olhavam à lupa para aquelas palavras. Uma palavra menos pensada ia dar origem a uma grande polémica", assumiu.

Marina Almeida, hoje no DIÁRIO DE NOTÍCIAS

terça-feira, maio 02, 2006

A experência de uma provedora: Livro Para Compreender o Jornalismo apresentado hoje

Estrela Serrano relata os tempos em que foi provedora do leitor do Diário de Notícias

Quando a convidaram para ser provedora do leitor do Diário de Notícias, Estrela Serrano teve dúvidas se estariam a convidar a pessoa certa. "Tinha sido assessora do doutor Mário Soares e nunca mais voltei às redacções", confessa a ex-jornalista e actual professora de jornalismo e membro da Entidade Reguladora da Comunicação (ERC). Mas a sua consciência e o apoio de colegas levaram a que aceitasse o desafio que hoje descreve, em cerca de 200 páginas, no livro Para Compreender o Jornalismo - o Diário de Notícias visto pela provedora dos leitores. A experiência, confessa, acabou por se tornar uma das mais enriquecedoras da sua carreira.
Não foram tempos fáceis, afirma Estrela Serrano sobre o período entre 2001 e 2004, que se viveu no Diário de Notícias enquanto foi provedora dos leitores: "Apanhei uma fase difícil. É um jornal com um peso institucional muito grande, para o bem e para o mal." O jornal sofreu alterações gráficas e alterações na sua equipa directiva. Surgiu entretanto o processo Casa Pia. E depois a guerra no Iraque. A ebulição marcada pelos acontecimentos acabou por também se sentir na redacção. "Havia ali contradições internas tão grandes que até eu me interrogava onde estava a linha editorial. Uma vez uma jornalista acabou por me dizer que os próprios jornalistas também precisavam de um provedor."
A actual membro da recentemente criada Entidade Reguladora da Comunicação confessa que a experiência enquanto provedora do leitor do Diário de Notícias lhe trouxe largos benefícios para sua actual função: "Recordo tudo com grande entusiasmo e até foi uma experiência premonitória da minha nomeação para a ERC. Deu-me uma visão mais alargada, sobretudo em relação à natureza ética e deontológica do jornalismo. Há quem acredite que o provedor não é mais do que um relações públicas. Eu acredito muito na força da auto-regulação. A condenação moral, que resulta de uma crítica feita nas páginas do jornal, é a mais eficaz", afirma, acrescentando que encara aquele momento da sua carreira como muito enriquecedor: "Foi das coisas mais interessantes que fiz."
Do processo casa Pia, Estrela Serrano recorda no seu livro o episódio do juiz super-homem, lembrando quando, como provedora do leitor, se insurgiu contra a publicação de uma primeira página com o juiz Rui Teixeira vestido de super-homem, acompanhado do título "O super-juiz". "O título super-juiz dificilmente se adequa a um jornal de referência que o DN se reclama", afirma sobre este episódio, onde equipara a solução defendida para a primeira página com as seguidas pelos tablóides e jornais populares. Para Estrela Serrano, apesar dos jornalistas terem tido o mérito de denunciar o que se passava na Casa Pia, isso acabou por depressa se tornar, em seu entender, um "caso negro do jornalismo português".
Mais à frente, passa da crítica ao jornalismo para a crítica aos responsáveis políticos, aludindo ao episódio da publicação na revista Time de um artigo sobre o turismo sexual em Bragança, que levou a que o Governo português mandasse retirar das páginas da prestigiada revista norte-americana a publicidade ao Euro 2004. A então provedora classifica essa decisão do Governo como um acto de censura, apesar de a Time ter uma dimensão económica que a imuniza contra estas investidas. "Nas sociedades de poder económico reduzido, em que a publicidade escasseia, as decisões editoriais estão cada vez menos protegidas face a preocupações comerciais. Parece não ser esse o caso da revista Time mas pode ser o de alguns media em Portugal."
Estrela Serrano reconhece que o facto de ter sido até hoje a única mulher provedora do leitor em Portugal lhe pode ter dado alguns benefícios: "Não sei se se pode falar sobre um olhar feminino sobre as coisas. Mas há certos aspectos que escapam aos homens, nomeadamente em relação a questões que envolvem públicos sensíveis", lembra, recordando uma fotografia de primeira página em que se via uma senhora de fralda a ser evacuada de um lar de terceira idade onde tinha ocorrido um incêndio: "Aquilo para mim até foi doloroso."

Ana Machado, no PÚBLICO de hoje

Título: Para Compreender o Jornalismo
Autora: Estrela Serrano
Editora: Minerva Coimbra - Colecção Comunicação
Preço: 18 euros
216 páginas



"Provedores da TV e rádio têm um desafio complicado"
Provedora do leitor entre 2001 e 2004, Estrela Serrano mostra-se "esperançada" em relação ao futuro trabalho dos recentemente empossados provedores da televisão e rádio públicas, respectivamente, José Manuel Paquete de Oliveira e José Nuno Martins. "Na televisão, acho que a evolução será, no futuro, para dois provedores - um de programas e outro de informação. Mas serão os primeiros a fazer o caminho, terá de haver muita doutrina. Têm um desafio muito complicado", considera, sobre o papel dos primeiros provedores de TV e rádio em Portugal. Para Estrela Serrano, o mais difícil será criar um programa para o provedor, quer na TV, quer na rádio, que seja apelativo para os ouvintes ou telespectadores: "O mais difícil será criar um espaço interessante, que chame as pessoas. Creio que a Fernanda Mestrinho saberá fazer isso", diz sobre a jornalista da RTP escolhida para esta tarefa. "Terá de se encontrar uma solução estética. Se for um programa de sucesso, as privadas vão atrás", comenta, em relação à possibilidade de esta função do provedor do leitor se alargar à SIC e TVI. Esta última até já teve um provedor no seu início, que foi António Sousa Franco.

domingo, abril 30, 2006

3 DE MAIO: DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA

PARA ASSINALAR O DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA, AS EDIÇÕES MINERVACOIMBRA e a ARCÁDIA-Associação para a Organização da Feira do Livro de Coimbra,promovem em Coimbra no próximo dia 3 de Maio, pelas 17h30, no recinto da Feira do Livro (Praça da República), uma conversa à volta do tema "LIBERDADE DE IMPRENSA E A INFORMAÇÃO EM TEMPOS DE CRISE".

A sessão conta com a presença de ISABEL VARGUES (Professora da Faculdade de Letras, docente da Licenciatura em Jornalismo e Directora do Mestrado em Comunicação e Jornalismo), JOÃO FIGUEIRA (Jornalista do Diário de Notícias e docente da Licenciatura em Jornalismo da Faculdade de Letras da UC), CAROLINA FERREIRA (Jornalista do grupo RTP) e ISABEL DE CARVALHO GARCIA (Ed. MinervaCoimbra).


No Porto, em conjunto com a FNAC de Santa Catarina, as Edições MinervaCoimbra promovem, pelas 18h00, um debate à volta do livro "A GERAÇÃO DA ÉTICA", de Fernando Martins, recentemente publicado na Colecção Comunicação dirigida por Mário Mesquita.

"O PAPEL DOS PROVEDORES E DOS CONSELHOS DE REDACÇÃO COMO GARANTE DA LIBERDADE DE IMPRENSA" será o tema a debater e os intervenientes são: FERNANDO MARTINS (primeiro provedor do JN), JOSÉ LEITE PEREIRA (Director do Jornal de Notícias), ALFREDO MAIA (Presidente do Sindicato dos Jornalistas) e JOSÉ ALBERTO LEMOS (Director da RDP-Porto).

sábado, abril 29, 2006

terça-feira, abril 18, 2006

Lançamento MinervaCoimbra


A Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, Dra. Fátima Ramos, as Edições MinervaCoimbra e o Autor, têm o prazer de convidar para o lançamento do livro "COVSEIRO DE MYRANDA", de Edgard Panão.



A apresentação será feita pela Professora Doutora Maria José Azevedo Santos (Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Directora do Arquivo da Universidade de Coimbra).

A sessão realizar-se-á no próximo dia 22 de Abril, sábado, pelas 17 horas, no Auditório da Câmara Municipal de Miranda do Corvo.

domingo, abril 09, 2006

Vivência do provedor em livro

«A geração da ética», da autoria de Fernando Martins, foi lançado na Fnac do Norteshopping. A cerimónia, que contou com a presença de alguns jornalistas, serviu para abordar alguns dos problemas do jornalismo. A apresentação do livro ficou a cargo de José Leite Pereira.


Rui Almeida

O lançamento do livro «A geração da ética», da autoria de Fernando Martins, com a chancela das Edições Minerva Coimbra, decorreu, anteontem, em ambiente descontraído, no café da Fnac do Norteshopping.
A apresentação da obra esteve a cargo de José Leite Pereira, director do Jornal de Notícias. O director aproveitou a oportunidade para falar do jornalismo e dos problemas que hoje se colocam à profissão. O sensacionalismo é, na opinião de José Leite Pereira, um dos problemas com que os jornais se deparam. Contudo, o director defendeu que o jornal que dirige é um “jornal popular de qualidade”, ou seja, “trata de qualquer matéria, mas sem aproveitamento das emoções”, definiu.
O risco de um jornalismo justiceiro foi o segundo problema abordado pelo responsável do JN. No entanto, considerou “preponderante” a acção dos provedores dos leitores na denúncia desse risco.
Por fim, José Leite Pereira considerou as fontes anónimas “um mal necessário”. No entanto, o director salientou que “não podem ser a única forma de fazer notícias”. Até porque, no seu entender, “a correcção de um erro nunca corrige o mal que ficou para trás”.

Três anos em livro
«A geração da ética» foi fruto dos três anos em que Fernando Martins exerceu a função de provedor do leitor no Jornal de Notícias. Durante a apresentação da obra, Fernando Martins sublinhou que, enquanto provedor do leitor, sempre tentou “alertar a consciência” dos seus colegas para a “palavra tornada pública”. A qual, no seu entender, é uma “arma poderosíssima” que, por vezes, é utilizada com “enorme leviandade”. O jornalista comparou a função de provedor à do “grilo falante do pinóquio”. O ex-provedor sublinhou, ainda, a inexistência, hoje, nas redacções, de uma “faixa intermédia” para zelar pelo “respeito das normas deontológicas”. Esta necessidade, segundo Fernando Martins, prende-se, também, com o facto de os “editores estarem mais preocupados com o grafismo” do que em “lerem as notícias”.

Conversa de café
A cerimónia contou com a presença de alguns jornalistas. Em resposta a Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas, Fernando Martins considerou não ter sentido “nenhum constrangimento” pelo facto de ter assumido o cargo de provedor após abandonar a direcção do JN. Auscultar o conselho de redacção, segundo Fernando Martins, “enriqueceu” as crónicas que escreveu enquanto provedor.
Outra das presenças, Nassalete Miranda, directora de O PRIMEIRO DE JANEIRO, manifestou o apreço pelo facto de o lançamento de um livro se ter transformado em tertúlia. E enalteceu, ainda, a capacidade de Fernando Martins de não fazer da ética, apenas, uma “figura de retórica”.

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Discussão
Jornalistas na ordem
A apresentação serviu como pretexto para a discussão de alguns dos problemas do jornalismo actual. Fernando Martins defendeu a criação de uma ordem dos jornalistas. “Zelar pelas questões deontológicas”, numa altura em que “exercício da profissão se alterou”, foi o argumento apontado pelo autor do livro.
Pelo contrário, Alfredo Maia manifestou-se contra essa ideia, porque a entrada na ordem é obrigatória. E acrescentou: “A mim arrepia-me fazer qualquer coisa por obrigação”.
Em declarações a O PRIMEIRO DE JANEIRO, Fernando Martins considerou que a “democracia, através da liberdade de imprensa, começa a estar ameaçada”, perante a concentração que se vive, hoje, ao nível dos meios de comunicação social.


O Primeiro de Janeiro

sexta-feira, abril 07, 2006

Serão de poesia na Minerva



As Edições MinervaCoimbra apresentaram duas novas obras da Colecção Poesia Minerva. Trata-se de “Dois dias e um serão no Inferno”, da autoria de Delfim Leão, e “Sólon: Estadista, Poeta e Sábio”, com tradução também de Delfim Leão e o apoio do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da FLUC.


Apresentado por José Carlos Seabra Pereira, “Dois dias e um serão no Inferno” confirma um processo de desdobramento da criatividade poética de Delfim Leão, mas também uma evolução para um grau superior de realização estético-literária. Mas o que há de mais surpreendente nesse processo de evolução, segundo Seabra Pereira, “é que me parece que não é a forma de evolução mais comum”. Os poetas parecem realizar um caminho de maturação contínua, mas Delfim Leão tem “surpreendido”, porque “há uma sensação de estranheza porque a evolução apresenta uma certa descontinuidade”, em relação aos dois livros anteriores.


Além deste aspecto, este livro vem confirmar, “apesar do título tão quente”, que Delfim Leão “não faz um convite a qualquer vício de voyeurismo” já que se torna logo patente que o poeta tem concepção intelectualista.
Para Seabra Pereira, os poemas de “Dois dias e um serão no Inferno” só merecem ser lidos “por um leitor que perceba que não pode curar da sinceridade emotiva do autor, mas da autenticidade artística da obra”.


José Ribeiro Ferreira, por seu turno apresentou a obra “Sólon: Estadista, Poeta e Sábio”, que reúne fragmentos poéticos do autor clássico grego. Segundo o professor, Delfim Leão tem centrado a sua investigação no âmbito do Direito grego, onde se inclui Sólon, mas também no âmbito do drama e na defesa das línguas clássicas.


Sólon é, neste caso, um dos dois autores – juntamente com Petrónio – que têm dominado a carreira de investigador de Delfim Leão, cujas traduções têm sido “versões, exactas, escorreitas, rigorosas, fiéis, vivas, elegantes e fluentes”, segundo afirmou Ribeiro Ferreira. Qualidades também presentes nesta obra.
Numa primeira parte do livro, o tradutor aborda os principais problemas suscitados pela obra poética de Sólon e a escassez desse corpus poético que chegou aos nossos dias. “Material muito importante para estudar quer a obra do autor, quer a época”, referiu o apresentador.
Numa segunda parte, então, são reproduzidos os fragmentos poéticos de Sólon, “um poeta que sabe aproveitar de forma original a tradição, e que se distingue pela vivacidade das suas metáforas”.


A encerrar a sessão, Delfim Leão salientou a sua “abordagem cerebral” da escrita, revelando que não escreve poemas avulso, que depois reúne em colectânea, mas sim escreve um livro como unidade, seguindo uma série de passos. Daí que a primeira chave para a leitura dos seus livros seja o próprio índice. Este é, ainda segundo o autor, “o derradeiro livro de poesia”, já que não pensa escrever mais, antecedendo, no entanto, a escolha de outros estilos.

quinta-feira, abril 06, 2006

As coisas não têm paz



Decorreu na Livraria Minerva, no âmbito das Terças-feiras de Minerva, mais uma sessão da primeira parte do Ciclo da Arte, co-organizado com a Escola Universitária das Artes de Coimbra.
O convidado foi Lucio Magri, professor da EUAC, que falou sobre design sob o título “As coisas não têm paz”. Partindo de uma cadeira, Lucio Magri usou sobretudo imagens para falar das “coisas”, e fazer uma breve história do design industrial.


Do conjunto de experiências a que se chama design industrial, pode dizer-se que ainda não tem história própria. Uma carência que pode ser explicada de várias maneiras, todas reconduzíveis numa postura ideológica em relação ao estudo de uma matéria que depende quase exclusivamente da força das coisas.


“O design é, simplesmente, a força das coisas”, referiu Lucio Magri. Aliás, continuou, uma das polémicas entre a arquitectura e o design, reside no facto de que a história de ambos está permanentemente ligada, embora os arquitectos considerem o design uma parte menor da história da arquitectura. Mas para Lucio Magri, “sempre que a arquitectura deixou as casas, foi um fracasso, enquanto o design não”.
No entanto, não se sabe muito bem quando é começa a história do design, mas poderá considerar-se que começa quando o homem começa a fazer máquinas e utensílios, usando para isso outras máquinas e utensílios, o que reporta à pré-história.


A apresentação do palestrante foi feita por Paula Trigueiros. Lucio Magri é licenciado em Design pelo Instituto Politécnico de Milão e tem o doutoramento em arquitectura de interiores. Está ligado ainda aquele instituto como docente, e em Portugal, exerceu funções de docente na Universidade Lusófona, estando actualmente na EUAC.
Carlos Sá Furtado, presidente da EUAC, congratulou-se pelo sucesso desta primeira parte do Ciclo da Arte, que oportunamente continuará com mais sessões.

segunda-feira, abril 03, 2006

Só a exigência pode conduzir à qualidade


Na próxima sexta-feira realiza-se, na Fnac NorteShopping, o lançamento do livro «A Geração da Ética», da autoria de Fernando Martins. Com a chancela das Edições MinervaCoimbra, a apresentação estará a cargo de José Leite Pereira.
A abertura, em Portugal, dos canais privados de Televisão, deu origem a todo um ciclo que começou pela disputa do bolo da publicidade e que se espera que regresse à postura profissional e cívica dos tempos em que nem a informação-espectáculo representava uma ameaça, nem a sede de protagonismo dos diversos agentes da comunicação tinha, ainda, feito da verdade e da honra degraus espezinhados na corrida pelas audiências.
Os outros “media” não escaparam à verdadeira pandemia que, no entanto, foi mais benévola nos efeitos sobre as rádios e sobre os jornais. Tudo isto numa altura em que, em nome das crises, as redacções passaram por profundas renovações, de entre as quais se destaca um rejuvenescimento excessivo e mal enquadrado. Também foi uma altura em que parece ter nascido a geração da Ética, sob um manto de preocupações nem sempre próximas.
É precisamente desta experiência de quase quatro anos que fala «A Geração da Ética», de Fernando Martins. Uma obra que mais não pretende do que ser um testemunho que conduzirá, decerto, a conclusões diversas, e cujo estudo espera, o autor, seja aproveitado não só pelos jovens jornalistas, mas por todos os outros que fazem parte da sociedade da comunicação, em que só o exercício permanente da exigência, da responsabilização, pode conduzir à qualidade desejada.
A sessão de lançamento está marcada para sexta-feira, dia 7 de Abril, às 21h30, na Fnac NorteShopping, estando a apresentação sob a responsabilidade de José Leite Pereira, director do Jornal de Notícias, que foi, entre os grandes jornais de informação geral, o terceiro a disponibilizar aos leitores essa importante porta diálogo, tendo sido Fernando Martins o seu primeiro news ombudsman.

O Primeiro de Janeiro

Exposição de solidariedade a favor da Unidade de Tumores do Aparelho Locomotor, Serviço de Ortopedia-HUC















Foi inaugurada hoje, pelas 12 horas no Átrio principal, piso 0 (Hospital), com a presença do Senhor Presidente do Conselho de Administração, Prof. Doutor Agostinho Almeida Santos, Prof. Doutor Abel Nascimento (Director do Serviço de Ortopedia), Dr. José Portela (Chefe de Serviço concursado da UTAL), entre outros.

Os artistas participantes são: ANTÓNIO PAIVA, ARMÉNIO DINIZ, COLETTE VILATTE, CRISTINA CORTEZ, ISABEL DIAS, JUDITE ANTUNES, LÚCIA MAIA, LUIS SEQUEIRA, MANUEL OLIVEIRA, MARIA JOÃO FRANCO, MARÍLIA ABREU, MÁRIO SILVA, MINDA LAVADO, PEDRO OLAYO (FILHO), PINHO DINIS, REBELO, RUI CUNHA, SANTIAGO RIBEIRO E VASCO BERARDO.

Esta iniciativa contou com a organização de Carmen Cruz (Apoio Psicopedagógico da UTAL), José Portela, Santiago Ribeiro e Isabel de Carvalho Garcia e o apoio da Unidade de Tumores do Aparelho Locomotor-Serviço de Ortopedia-HUC e Galeria Minerva.

Convidam-se os utentes, seus familiares e amigos, médicos, enfermeiros, todos os profissionais de saúde e a COMUNIDADE EM GERAL a participarem na inauguração e a visitar a exposição até ao próximo dia 07 de Abril. O produto da venda das obras reverte integralmente a favor da UTAL.

















Este movimento espontâneo de solidariedade teve o seu início no Natal de 2005. Carmen Cruz (do Gabinete Psicopedagógico da UTAL), contactou Isabel de Carvalho Garcia expondo-lhe a sua preocupação pelas carências existentes na unidade, tendo solicitado algum apoio para a festa de Natal que estavam a organizar.

Isabel Garcia desafiou Carmen Cruz e José Portela para estarem presentes e participarem na inauguração da exposição do Mestre Pinho Dinis. Depois de ouvirem José Portela que de uma forma sentida exprimiu as suas inquietações, de imediato surgiu um movimento espontâneo de solidariedade encabeçado por Santiago Ribeiro.















Ao participarem na festa de Natal, os artistas presentes manifestaram ao chefe de serviço a sua inteira disponibilidade para um projecto de continuidade. Este projecto com a colaboração e boa vontade de todos os artistas muito poderá contribuir a favor da UTAL quer no âmbito das amenidades e qualidade de vida para os doentes, quer no que concerne às técnicas de trabalho e investigação clínica, constituindo-se assim um verdadeiro movimento "ecológico-social".

Os artistas presentes na festa de Natal da UTAL sentiram, que a partilha de afectos e sentimentos, a vivência do contexto de vida do doente oncológico, os levaria de livre e espontânea vontade a um movimento de solidariedade.

A Organização

domingo, abril 02, 2006

A GERAÇÃO DA ÉTICA

As Edições MinervaCoimbra, o Director da Colecção Comunicação, Mário Mesquita, e a FNAC, têm o prazer de convidar
para o lançamento do livro

A GERAÇÃO DA ÉTICA

de Fernando Martins

A apresentação será feita pelo Dr. José Leite Pereira
(Director do Jornal de Notícias)

A sessão realiza-se no próximo dia 7 de Abril, pelas 21h30 horas,
na FNAC NorteShopping, Centro Comercial NorteShopping,
Rua Sara Afonso, 105-117, loja 206, Matosinhos.



O Livro:

A abertura, no nosso país, dos canais privados de Televisão, deu origem a todo um ciclo que começou pela disputa do bolo da publicidade e que se espera que regresse à postura profissional e cívica dos tempos em que nem a informação-espectáculo representava uma ameaça, nem a sede de protagonismo dos diversos agentes da comunicação tinha, ainda, feito da verdade e da honra degraus espezinhados na corrida pelas audiências.

Os outros “media” não escaparam à verdadeira pandemia que, reconheça-se, foi mais benévola nos efeitos sobre as rádios e sobre os jornais - tudo isto numa altura em que, em nome das crises, as redacções passaram por profundas renovações, de entre as quais se destaca um rejuvenescimento excessivo e mal enquadrado.

Os desvios, principalmente os de natureza deontológica, caíram na praça pública, onde a crítica, algumas vezes, não conseguiu esconder apetites censórios. Foi a altura em que parece ter nascido a geração da Ética, sob um manto de preocupações nem sempre próximas. A vontade autêntica de resolver problemas andou (e anda, ainda) muitas vezes a par de objectivos de marketing e até de mera cenografia.

Apareceram, beneficiando do prestígio do pioneiro Provedor de Justiça, mais e mais provedores.

Os dos leitores também.

O “Jornal de Notícias” foi, entre os grandes jornais de informação geral, o terceiro a disponibilizar aos leitores essa importante porta diálogo, tendo o Autor sido o seu primeiro news ombudsman. Dessa experiência de quase quatro anos fala esta obra, que mais não pretende ser do que um testemunho que conduzirá, decerto, a conclusões diversas, e cujo estudo espero possa aproveitar não só aos jovens jornalistas, mas a todos os outros que fazem parte desta sociedade da comunicação, em que só o exercício permanente da exigência, da responsabilização, pode conduzir à qualidade desejada.



O Autor:

FERNANDO MARTINS, que cursou Engenharia e Direito, encetou, na delegação do Porto do jornal “O Século”, uma carreira hoje com mais de 40 anos.

Fez Rádio e Televisão. Mas foi, de facto, na Imprensa que acabou por fixar-se. Com trabalhos espalhados por jornais e revistas nacionais e estrangeiros, a sua paixão foi vivida essencialmente no “Jornal de Notícias”, onde ao longo de quatro décadas assinou reportagens, entrevistas, crónicas e artigos. No JN foi de repórter a director, passando pelos cargos de editor e chefe de Redacção.

Em 2001, após ter-se demitido da Direcção (onde esteve 12 anos), aceitou o convite para ser o primeiro Provedor dos Leitores do JN, cargo que desempenhou durante quase quatro anos.

É, desde 1983, vice-presidente do Centro de Formação de Jornalistas, do Porto, sendo, também, sócio fundador do Observatório de Imprensa. Ministrou cursos para a imprensa regional no Continente e nas Ilhas e deu aulas na Universidade Moderna (curso de pós-graduação). É director da Associação do Museu Nacional da Imprensa. Pertenceu ao Instituto Internacional de Imprensa (IPI) e à ONO (associação mundial de provedores da Comunicação Social).

Integrou direcções do Sindicato dos Jornalistas e da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto.

Nos anos em que exerceu as funções de Provedor dos Leitores do JN, tentou ser, para os jornalistas, um permanente sensor contra desvios à Deontologia, estimulando, ao mesmo tempo, os leitores para o exercício da crítica. “A Geração da Ética” testemunha os momentos mais significantes dessa luta. Uma luta que, se não foi totalmente vencida na consciência dos redactores e dos editores do jornal, terá logrado aumentar o grau de exigência de parte substantiva dos leitores. E só por isso valeu a pena!

sábado, abril 01, 2006

Maratona cultural na Livraria Minerva

A próxima TERÇA-FEIRA DE MINERVA será uma verdadeira maratona cultural.

Às 18h30, a terceira e última sessão do CICLO DA ARTE, organizado em parceria com a Escola Universitária das Artes de Coimbra, com a presença do Prof. Doutor Lucio Magri, que falará sobre design sob o título "As coisas não têm paz", e será apresentado pela Prof. Doutora Paula Trigueiros.

Ao serão, a partir das 21h30, realiza-se a sessão de lançamento de dois livros de Delfim Leão, um de originais e outro uma tradução:












As sessões realizam-se na Livraria Minerva, Rua de Macau 52, Bairro Norton de Matos, em Coimbra.

A entrada é livre.

A luz como material plástico



A Livraria Minerva promoveu mais uma palestra no âmbito do Ciclo da Arte, uma co-organização com a Escola Universitária das Artes de Coimbra - EUAC, integrada nas Terças-Feiras de Minerva.

Desta vez, Maria Isabel Azevedo abordou o tema “A Luz como material plástico”. Uma intervenção que pretendeu definir e objectivar a luz como material plástico, quer na perspectiva histórica e evolutiva, quer na sua demonstração formal.



As descobertas na investigação dos fenómenos luminosos e tecnologias ópticas levadas a cabo nas últimas décadas, permitiram um significativo avanço científico. Essa evolução teve também consequências no caso da Arte, que levaram ao desenvolvimento de novas técnicas e formas de expressão plástica, nomeadamente a possibilidade da óptica e da luz laser como meios criativos.

Maria Isabel de Azevedo tem a licenciatura de Belas Artes e fez o doutoramento em arte na Universidade de Aveiro. Tem sido docente em várias instituições de ensino, estando actualmente na EUAC onde dá aulas de pintura e desenho. Desde 1994 que participa em exposições colectivas.




A palestrante foi apresentada por António Melo.

Na próxima terça-feira será a vez de Lucio Magri, que abordará o tema do design sob o título “As coisas não têm paz”. O convidado será apresentado por Paula Trigueiros.

segunda-feira, março 27, 2006

Ciclo da Arte - Terças-Feiras de Minerva

A Escola Universitária das Artes de Coimbra - EUAC, e a Livraria Minerva estão a promover um Ciclo da Arte, integrado nas Terças-Feiras de Minerva.

Assim, amanhã, dia 28 de Março, a sessão estará a cargo da Dra. Maria Isabel Azevedo, com o tema “A Luz como material plástico”. A palestrante será apresentada pelo Dr. António Melo.

No próximo dia 4 de Abril, será a vez do Prof. Dr. Lucio Magri, que abordará o tema "As coisas não têm paz" e será apresentado pela Prof. Dra. Paula Trigueiros.

As sessões realizam-se às 18h30, na Livraria Minerva, Rua de Macau 52, Bairro Norton de Matos, em Coimbra.

A entrada é livre.

sábado, março 25, 2006

Arquitectura iniciou Ciclo da Arte na Livraria Minerva



“Arquitecturas” e não arquitectura, no singular, foi o título escolhido por José Pedreirinha para a palestra de abertura do Ciclo da Arte, promovido pela Livraria Minerva em conjunto com a Escola Universitária das Artes de Coimbra – EUAC, no âmbito das Terças-Feiras de Minerva.




“Arquitecturas porque há várias formas de abordarmos a arquitectura”, elucidou José Pedreirinha, que não referiu, na sua intervenção, um único arquitecto, optando antes por mostrar imagens gerais de paisagens naturais ou construídas.

O arquitecto convidado abordou, além de muitas outras, a relação entre a arquitectura e dinheiro, entre a arquitectura e o espaço, entre arquitectura e natureza. Para José Pedreirinha a arquitectura é sobretudo uma manifestação cultural, e é nesse aspecto que parece interessante, cada vez mais, poder analisá-la.




“A arquitectura não pode viver desligada da relação com a paisagem natural”, afirmou, “seja para se relacionar intimamente com ela, seja para se lhe opor”. E se quando se fala de arquitectura, pensa-se sempre numa organização de espaço, a verdade é que o homem organiza o espaço de muitas outras formas não arquitectónicas, algumas até pontuais e temporárias.

No final houve um aceso debate sobre a arquitectura urbana actual, e sobre a responsabilidade, ou não, dos arquitectos na construção das cidades modernas, cada vez mais condicionada por factores económicos.




José Pedreirinha foi apresentado por Carlos Sá Furtado. É arquitecto desde 1976 e tem gabinete próprio desde 1980. Desde 1985 que exerce actividade de docente e desde há sensivelmente duas décadas que colabora em diversas revistas e jornais da especialidade, e não só. Tem publicadas várias obras sobre arquitectura. Integra regularmente júris de prémios de arquitectura. É professor, entre outros, da Universidade Lusíada, em Lisboa, e da Escola Universitária das Artes de Coimbra – EUAC, onde coordena o curso de arquitectura.

A sessão realizou-se no âmbito do Ciclo da Arte, integrado das Terças-Feiras de Minerva, e promovido pela Livraria Minerva em colaboração com a Escola Universitária das Artes de Coimbra – EUAC.




Para assinalar o Dia Mundial da Poesia, Maria Lucília Mercês de Mello leu um poema de sua autoria no início da sessão.

O Ciclo da Arte prossegue no próximo dia 28 de Março, desta vez com a presença de Maria Isabel Azevedo, que abordará o tema “A Luz como material plástico”. A palestrante será apresentada por António Melo.

As sessões realizam-se às 18h30, na Livraria Minerva, Rua de Macau 52, Bairro Norton de Matos, em Coimbra.

sexta-feira, março 24, 2006

Aulas de Pintura com Mestre Rui Cunha

Começam já no próximo sábado, dia 25 de Março, às 10h30, as AULAS DE PINTURA, ministradas pelo artista plástico Mestre Rui Cunha.

As aulas decorrem na Livraria Minerva Galeria, Rua de Macau 52, Bairro Norton de Matos, em Coimbra.

Para inscrições e mais informações contactar a Livraria Minerva através do telefone 239 716204 ou do email livrariaminerva@mail.telepac.pt.

terça-feira, março 21, 2006

FEIRA DO LIVRO DE POESIA



No âmbito do Dia Mundial da Poesia, e à semelhança do que vem acontecendo nos últimos anos, as Livrarias Minerva estão a promover uma FEIRA DO LIVRO DE POESIA até ao próximo dia 30 de Abril, com descontos especiais.




LIVRARIAS MINERVA:
Rua de Macau, 52 (Bairro Norton de Matos)
Rua dos Gatos (junto ao Largo da Portagem)
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (3.º piso, junto ao Teatro Paulo Quintela)