Terça-feira, Julho 14, 2009

[Lançamento] FARPAS PELA NOSSA SAÚDE

O Presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Prof. Doutor José Manuel Silva, o Autor e as Edições MinervaCoimbra têm o prazer de convidar para o lançamento do livro

"FARPAS PELA NOSSA SAÚDE"

de Carlos Costa Almeida.

Prefaciado pelo Dr. Paulo Mendo e pelo Dr. Armando Gonsalves, o livro será apresentado pelo Dr. António Arnaut e pelo Prof. Doutor Manuel Antunes.

A sessão realiza-se no dia 14 de Julho de 2009, pelas 21h15, na sala Miguel Torga, Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (av. Afonso Henriques, n.º 39), em Coimbra.



Carlos Manuel Costa de Almeida nasceu em Lisboa em 1948 e viveu depois sucessivamente em Moura, Vila Real, Braga e Figueira da Foz. Ingressou com 17 anos na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, onde recebeu vários prémios académicos, se licenciou e mais tarde se doutorou em Medicina. Especialista em Cirurgia Geral e em Angiologia e Cirurgia Vascular, foi bolseiro no Reino Unido, Alemanha e França.
É Chefe de Serviço de Cirurgia do Centro Hospitalar de Coimbra (Hospital dos Covões), onde foi director de Serviço durante 10 anos e director do Internato Médico durante 20. Foi membro do Conselho Nacional dos Internatos Médicos e presidente da Comissão Regional dos Internatos Médicos da Zona Centro durante duas décadas. Continua a integrar esta Comissão, e faz parte do Conselho Nacional para a Pós-Graduação da Ordem dos Médicos.
É professor da Faculdade de Medicina de Coimbra, onde é regente da cadeira de Cirurgia Vascular e tutor de alunos do 6.º ano médico profissionalizante. É também professor do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, onde lecciona Anatomia e Fisiologia no curso de Engenharia Biomédica.
É vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia e presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Carreira Hospitalar.



Segunda-feira, Junho 29, 2009

Pintura de Ângela Gomes é hino à amizade entre Portugal e Brasil

Isabel de Carvalho Garcia, Ângela Gomes e Teresa Pestana


A Galeria Minerva tem patente a exposição de pintura TRATADO DE AMIZADE de Ângela Gomes, natural de Cahoeiro de Itapemirim, Espírito Santo (Brasil), uma mostra que é um verdadeiro hino à amizade entre Portugal e o país irmão.

Durante a inauguração da exposição, Isabel de Carvalho Garcia falou sobre pintura naïf e Ângela Gomes agradeceu a amizade e carinho com que foi recebida em Portugal. A sessão incluiu ainda um momento musical por Marília Ascenso.

A exposição poderá ser visitada até dia 13 de Julho, de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 20h00.

Pintora Naïf, Ângela Gomes é espontânea, ingénua e primitiva. Participou em várias exposições em Espírito Santo, por todo Brasil e exterior, tendo sido premiada com menção honrosa, medalhas de ouro e prata.

Com várias exposições nacionais e internacionais, Ângela Gomes procura valorizar paisagens regionais e cenas que expressam a arte e a tradição popular — o povo, seus usos e costumes. Procura elementos para abastecer o seu universo iconográfico, através de pesquisa junto da comunidade, usando cores puras e variadas.

Para a exposição TRATADO DE AMIZADE, Ângela Gomes brinda-nos com imagens de lugares por onde passou, que registou e pintou. No conteúdo plástico, constantemente colorido, reflecte na sua memória um Espírito totalmente Santo, repleto de pássaros, pipas, flores... muita gente, que brinca, que passeia, dança, trabalha e canta, num total de 25 obras, em tamanhos variados e pintadas em acrílico s/tela.

Ângela Gomes é séria e alegre e a sua obra é brasileira, feliz e nostálgica, mas também retrata com a mesma felicidade lugares de países do exterior, como Itália, Espanha e Portugal.














































Sexta-feira, Junho 26, 2009

Não me ensines a estrada, um livro preso ao domínio do sonho

Maria Helena Teixeira e Zé Penicheiro



Um livro preso ao domínio do sonho e recheado de auto-questionação são algumas das características apontadas ao novo livro de poesia, o quarto, de Maria Helena Teixeira, cuja sessão de lançamento decorreu no Pavilhão Centro de Portugal com apresentação de Maria Manuela Gouveia Delille e leitura de poemas por Maria Manuel Almeida. Numa sala pequena para tantos amigos e familiares da autora, a sessão foi ainda abrilhantada pela actuação de um quarteto da Orquestra Clássica do Centro.

E sobre o livro, “Não me ensines a estrada”, Maria Manuela Delille referiu que a autora, ou o sujeito poético, “se confessa inexplicável mas irremediavelmente preso ao domínio do sonho que acaba por desgastar a vida”.

“Em horas de intensa desorientação, inquietude, angústia e/ou funda melancolia, acentuam-se as sensações de frialdade e de vazio em vários poemas”, afirmou numa visita guiada por “Não me ensines a estrada”, é também “curioso notar que na captação de instantes ou momentos do quotidiano o eu lírico, nos relativamente raros poemas em que sai para fora da esfera íntima, regra geral [Maria Helena Teixeira] percepciona uma realidade disfórica, feita de imagens meramente alinhadas, desconexas, das quais o sentido parece estar ausente, chegando a roçar o absurdo”.

Não são, porém, acrescentou, “as imagens (quase sempre disfóricas) do mundo exterior (que, note-se, constituem completa novidade em relação à lírica cerradamente intimista dos volumes anteriores) que acabam por predominar nesta nova colectânea. A maior parte dos versos diz respeito quer ao quotidiano rotineiro e manietante do eu poético e às tentativas de auto-questionação de início referidas, quer aos lugares-tempo ou aos lugares de sonho em que esse mesmo eu se refugia ou para os quais tenta evadir-se”. Refúgio esse frequentemente “encontrado na evocação nostálgica do mundo perdido da infância, de que o mar constitui parte indissolúvel”.

Em relação a outros livros da autora, Maria Manuela Delille confessou-se impressionada pela “estrutura mais coesa destes poemas, a maior densidade e autenticidade metafórica, a maior atenção ao quotidiano e dentro dele também ao momento histórico que atravessamos, e sobretudo a mais contida transfiguração poética das vivências ou experiências do universo real de que fazemos parte”.

A apresentadora realçou ainda a colaboração de Zé Penicheiro na feitura do livro, “uma colaboração preciosa que, mantendo a tradição dos volumes anteriores, vem a meu ver acentuar, através do seu traço dinâmico, o já de si forte elemento cinético destes versos, os seus múltiplos movimentos, ondulações, fugas, evasões, numa associação muito sugestiva entre poesia e desenho, em plena sintonia com a sensibilidade estética da autora e com a mensagem por ela intencionada”.

Durante a sessão, presidida por Maria Emília Martins, directora da Orquestra Clássica do Centro, usaram ainda da palavra a editora Isabel de Carvalho Garcia e Maria Helena Teixeira, que agradeceu a todos a presença na sessão.






































Quinta-feira, Junho 25, 2009

O dever de educar para a História

Maria Helena Damião, João Gouveia Monteiro e Isabel de Carvalho Garcia


A 15.ª sessão do ciclo "O dever de educar", com o título "O dever de educar para a História", contou com a presença de João Gouveia Monteiro, professor de História da Universidade de Coimbra, director do Instituto de História e Teoria das Ideias e director da Imprensa da Universidade de Coimbra. Uma sessão bastante participada pelo público, à semelhança das sessões anteriores deste ciclo que tem vindo a debater questões fundamentais na área da educação.

Durante cerca de uma hora, João Gouveia Monteiro falou sobre o dever de educar para a História, que muitos dizem negligenciado, aligeirado ou, mesmo, afastado do ensino actual. O docente universitário falou sobre as possíveis razões que justificarão este estado e sobre as consequências que advirão para as novas gerações do desconhecimento histórico, não deixando, ainda, de abordar qual a função social da História no mundo de hoje.

“Uma sociedade sem História é uma sociedade perdida, amnésica”, considerou João Gouveia Monteiro, acrescentando que “a História é o fio condutor que liga os homens entre si ao longo do tempo e que permite evitar que eles se «percam»”.


Quarta-feira, Junho 24, 2009

TRATADO DE AMIZADE na Galeria Minerva



A Galeria Minerva tem o prazer de convidar para a inauguração da exposição de Pintura TRATADO DE AMIZADE de Ângela Gomes, no dia 27 de Junho, pelas 19h00.

Momento musical por Marília Ascenso.

A exposição poderá ser visitada até dia 13 de Julho, de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 20h00.

Terça-feira, Junho 23, 2009

[Lançamento] NÃO ME ENSINES A ESTRADA


A Autora e as Edições MinervaCoimbra convidam para o lançamento do livro

não me ensines a estrada

de Maria Helena Teixeira.

A apresentação da obra será feita pela Prof.ª Doutora Maria Manuela Gouveia Delille.

A sessão terá lugar dia 23 de Junho, pelas 21h30, no Pavilhão Centro de Portugal (Parque Verde do Mondego), em Coimbra.


Maria Helena Teixeira é natural do Porto, química de profissão, casada, mãe de três filhos e avó de quatro netos, vivendo em Coimbra há 36 anos. Para além de um particular gosto pela música, é na poesia que a autora esvazia alguns dos seus momentos de vida.

À semelhança dos livros anteriores, também este é ilustrado com capa e desenhos interiores de Zé Penicheiro.

O dever de educar para a História

Realiza-se no próximo dia 23 de Junho, pelas 18h15, a décima quinta sessão do ciclo "O dever de educar", com o título "O dever de educar para a História".

Dedicamos esta sessão ao dever de educar para a História, que muitos dizem negligenciado, aligeirado ou, mesmo, afastado do ensino actual. Terá razão quem assim opina? Se sim, que razões justificarão este estado? Que consequências advirão para as novas gerações do desconhecimento histórico? E, qual a função social da História no Mundo de hoje?

O convidado é João Gouveia Monteiro, professor de História da Universidade de Coimbra, director do Instituto de História e Teoria das Ideias e director da Imprensa da Universidade de Coimbra.

A sessão decorre na Livraria Minerva (rua de Macau, n.º 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.

As sessões deste ciclo estão abertas ao público (com certificado de presença).

Organização: Helena Damião, João Boavida, Isabel de Carvalho Garcia, Mónica Vieira e Aurora Viães.

Segunda-feira, Junho 15, 2009

O CHÃO DA RENÚNCIA na Biblioteca Municipal António Botto [Abrantes]

Em mais um encontro com autores locais, a biblioteca municipal vai receber Aida Baptista, a propósito da obra “O Chão da Renúncia”, da editora MinervaCoimbra. O encontro acontecerá no dia 16 de Junho, às 21h30.

Numa actividade destinada ao público em geral, a Biblioteca Municipal António Botto vai promover a realização de mais uma edição do “Ler os nossos”, que contará com a presença da autora local, Aida Baptista. O livro “O Chão da Renúncia”, da editora MinervaCoimbra, será o ponto de partida para uma conversa em torno da obra e da artista, que se realizará no dia 16 de Junho, pelas 21h30.

Quinta-feira, Junho 11, 2009

Asas versus Aspas: a poesia de Paulo Ilharco

Alda Belo, Manuel Bontempo, Maria Clara Murteira,
Paulo Ilharco, Isabel Jardim e Isabel de Carvalho Garcia



Num fim de tarde cheio de emoções, a Livraria Minerva acolheu o lançamento do sétimo livro de poesia de Paulo Ilharco. Intitulada “Asas versus Aspas (Poema de força na cedilha)”, a obra, um poema em nove cantos, foi apresentada por Maria Clara Murteira, também autora do prefácio, numa sessão que encheu por completo o espaço da Minerva com amigos, colegas e familiares do autor.

Intercalando com apontamentos musicais ao piano por João Nogueira e com poesia declamada por Paulo Ilharco, a sessão incluiu também intervenções da editora Isabel de Carvalho Garcia, do crítico e poeta Manuel Bontempo, a poeta Alda Belo e de Isabel Jardim, ministra da Ordem Terceira de São Francisco.

Na sua apresentação, Maria Clara Murteira assinalou a dimensão transpessoal presente no clamor do poeta. “Porque ao exprimir a sua aflição singular, o poeta exprime a aflição de todo o homem que no curso existencial ousa olhar de frente a sua verdade mais íntima”, referiu. Na essência esta obra poética “testemunha a difícil demanda do verdadeiro rosto do homem — rosto inteiro, feito de luz e de sombras — e a coragem de o revelar".

Para Maria Clara Murteira, Paulo Ilharco, “como Ícaro, que aprisionado no labirinto se evade da prisão com asas de cera, tenta olhar do alto a própria vida. A imagem do “voo”, metáfora do distanciamento do mundo e de si mesmo, exprime a ânsia de libertação do peso da terra e de reencontro da alma despojada do corpo. É símbolo também do desejo de sublimação, do anseio de regeneração, da tentativa de superar o abismo existencial”.

Isabel de Carvalho Garcia, Isabel Jardim, Manuel Bontempo e Alda Belo realçaram a admiração e apreço que têm pelo autor, testemunhando a amizade que os une ao poeta.

No final da sessão, depois de, num momento de grande emoção, homenagear família, amigos e colegas, Paulo Ilharco brindou os presentes com a interpretação de algumas músicas, acompanhado ao piano por João Nogueira.

Paulo Ilharco nasceu a 26 de Maio de 1961, na freguesia de S. Bartolomeu, em Coimbra. Ainda muito jovem, concluiu o curso superior de Línguas e Literaturas Modernas, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo-lhe sido atribuídas bolsas de estudos pelos governos britânico e espanhol. Desde então, tem vindo a exercer as funções docentes, como professor de português e inglês, em diversas escolas do país.

Tem publicados os livros Sonetos Imperfeitos (1991), Chão Sagrado - Sonetos-Mais-Que-Imperfeitos (1992), Paranóia - Sonetos do Reencontro (1995), Transgressão - Poemas ao Ocaso (1997), E Nu Sente - Sonetos (E)ternos (2002) e Ideias... E Dei-as! - Quadras doídas sem acento no ' i ' (2004).
















Quarta-feira, Junho 10, 2009

Novo livro de PAULO ILHARCO lançado em Coimbra dia 10 de Junho



As Edições MinervaCoimbra e o Autor têm o prazer de convidar para o lançamento do sétimo livro de Paulo Ilharco


ASAS versus ASPAS
(Poema de força na cedilha)

A apresentação será feita pela Prof. Doutora Maria Clara Murteira.

A sessão realizar-se-á no próximo dia 10 de Junho, pelas 18h00, na Livraria Minerva (rua de Macau, 52 - B.º Norton de Matos), em Coimbra.

Participação musical do pianista João Nogueira.





ASAS versus ASPAS
(Poema de força na cedilha)
é um livro em 9 cantos



NOTA DO AUTOR

Não me venham com terra nem com mAR!
Tenho asas desde a alma ao calcanhAR!
– As minhas mãos, Leitor, são p’ra voAR!



CANTO PRIMEIRO

Asas de dia e noite, asas de luz!
- Eis a feliz tristeza que me invade
E me leva a escrever a própria cruz
Que escondi mesmo atrás da Eternidade,
Onde outra Lua e outro Sol compus,
Talvez aqui, talvez duma cidade
A Marte, imaginária – desse Mundo
Em que Deus é primeiro e não segundo!

Fecundei-me em entranhas de cegonha
Que, arrogante, planava no Mondego…
E voava, voava!... – o Poeta sonha,
Enquanto o rumo for Desassossego.
No bico não cabia nem Vergonha,
Se a Margem de Coimbra era aconchego
Para erguer Rebeldia na caneta
E frequentar a Torre num cometa!

Nas palavras invento a minha vida,
Já gastas p’los poetas bons e maus:
Devolvi o perfume à margarida,
Redescobrindo o Mundo noutras naus.
Nos livros jamais sara a cruel f’rida
De me atirarem pedras e calhaus…
De repente, a cegonha adormeceu
E ao colo do horizonte estava eu!

E como se lirismos não bastassem
Para ostentar tamanha maldição,
Impus-me que os meus olhos não me olhassem
Com a lúgubre voz do coração
E as minhas lágrimas, tão-só, lavassem
O rosto de quem ouve esta canção:
Musas-herdeiras d’alma que me habita,
Dedico os versos a Patrícia e a Rita!

Darei a volta ao Mundo, folheando.
Tenho asas p’ra abraçar o Povo inteiro.
Não sei ao certo como, onde e quando,
Mas a voz sairá do meu tinteiro
Mais a disparos de canhões soando
Ou ao bramir do mar contra um veleiro,
Do que ao bater de alegres castanholas
Ou ao rir de crianças nas escolas!

A jeito indubitavelmente meu,
Narrarei no poema a minha história
Que um dia ninguém nunca se atreveu
A contar, nem com brio, honra ou glória.
Não sendo narcisista, nela eu
Farei do vão futuro vã memória
E assim, talvez volvido outro milénio,
Alguém me julgue um louco, alguém um génio!

Só versos me libertam das algemas
Com que outros me acorrentam ao Vazio.
Já quase até naufrago nos problemas
Que desaguam em revolto rio.
A foz das minhas mágoas são poemas
De metáforas ditas sempre a frio.
O que de pai e mãe trago na veia
É o filho que me sou nesta epopeia!

E p’ra que não se negue engenho e arte
À Obra, cuja forma é doutros Sábios,
Registo que é do sangue que então parte
Em busca doutras vozes, doutros lábios,
Numa esfera de utópico estandarte…
- Ah!, quem souber meus versos, grite-os!, gabe-os!,
Porquanto só com eco e muita estima
É que nas asas levarei a Rima!

Na prateleira farta do Saber
Colocarei meus versos, um a um.
Não há pó que me dê menos prazer
Do que aquele que ao limpar se espalha algum
E cobre de ignorância todo o Ser
Que lê versos, sem nunca ler nenhum.
- Na selva de quem nada sente ou nutre,
Não se é leão nem águia – só abutre!

Na alma do Poeta há uma planície
Que se estende p’ra lá da Imensidão
E até mesmo a brotar da superfície
Uma flor é maior do que um vulcão.
Tão longe, bem distante da Imundície,
O seu voo será rumo à Canção.
Só aí, nesse extremo de veludo,
É que ele dirá ter visto Nada e Tudo!

Repouse o vagabundo que hoje sou
No berço eterno, perto da sarjeta,
Na qual o D. Corrupto me deitou
Com pompa e circunstância de vedeta,
Que Deus, sendo do Vate pai e avô,
Preferirá, por certo, esta faceta
De eu pôr nos versos tantos rouxinóis
Quantas as fadas que eu amei em Góis!

Cumpram-se, pois, as profecias dantes:
Qual Mercúrio de alados calcanhares,
Voar da Terra ao Céu, por uns instantes,
E confundir, então, lugares e mares;
Transformar as palavras em diamantes
E ser Amor a língua dos cantares.
Por fim, casar Loucura com Juízo
P’ra que seja a Poesia o Paraíso!



EPÍLOGO

Nasci ave. Sou homem por disfarce.
Quis Deus que as minhas asas fossem braços.
Levo no bico um verso a libertar-se
Da voz lírica de êxito em fracasssos.

Meu Estro está, por fim, a aproximar-se
Da Imensidão que voa nos meus passos...
Ninguém mais ouça, pois, a lamentar-se
A lágrima-sorriso em olhos baços!

Alpista nunca foi da Arte a míngua;
Eu já regurgitei a minha língua
Ao ser Poeta – o autor do próprio réu!

Por isso voo. Tenho por prisão
A liberdade, mas do coração...
– Gaiola onde invento o imenso Céu!

Paulo Ilharco



PAULO JORGE DIAS NOGUEIRA ILHARCO nasceu a 26 de Maio de 1961, na freguesia de S. Bartolomeu, em Coimbra. Ainda muito jovem, concluiu o curso superior de Línguas e Literaturas Modernas, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo-lhe sido atribuídas bolsas de estudos pelos governos britânico e espanhol. Desde então, tem vindo a exercer as funções docentes, como professor de português e inglês, em diversas escolas do país.


Livros publicados:
Sonetos Imperfeitos (1991)
Chão Sagrado - Sonetos-Mais-Que-Imperfeitos (1992)
Paranóia - Sonetos do Reencontro (1995)
Transgressão - Poemas ao Ocaso (1997)
E Nu Sente - Sonetos (E)ternos (2002)
Ideias... E Dei-as! - Quadras doídas sem acento no ' i ' (2004)

(Os quatro últimos livros com chancela das Edições MinervaCoimbra)

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Livraria Minerva acolheu duas sessões de lançamento

A Livraria Minerva acolheu recentemente as sessões de lançamento dos livros “Soure, Família, Matrimónio e Sociedade” de Fernando Tavares Pimenta e “Os lugares cativos” de José Jorge Letria e “Fragmentos de um fascínio. Sete ensaios sobre a poesia de José Jorge Letria” de Teresa Carvalho e Carlos A. Martins de Jesus.

As obras foram apresentadas por Guilhermina Mota, António Vilhena e Maria do Céu Fialho, respectivamente, em duas sessões que contaram com a presença dos autores.

“Fragmentos de um fascínio. Sete ensaios sobre a poesia de José Jorge Letria” reúne sete ensaios, alguns dos quais já publicados em revistas dispersas, que têm a poesia de José Jorge Letria como objecto comum de reflexão. São exercícios de entendimento literário que procuram dar conta de um duplo fascínio: o do poeta por luminosidades várias (da luz da Antiguidade Grega aquela que a experiência fulgurante do Verbo liberta); o dos autores por uma obscuridade que desafia à leitura e interpela como interrogação.

Por seu turno, na poesia de “Os lugares cativos” José Jorge Letria mostra janelas diversas abertas pela riqueza de um imaginário tornado escrita versátil, consoante cada um desses lugares-tempos, em consonância com a procura, encontro e desencontro de quem escreve.

Finalmente, na área da história social, “Soure, Família, Matrimónio e Sociedade” de Fernando Tavares Pimenta constitui um ensaio na área da história social, nomeadamente da história da família, e tem como objecto a relação entre comportamentos nupciais e familiares e a estrutura social de um centro de funções urbanas, mas num contexto fundamentalmente rural, a vila de Soure.


“Os lugares cativos” de José Jorge Letria
“Fragmentos de um fascínio. Sete ensaios sobre a poesia de José Jorge Letria” de Teresa Carvalho e Carlos A. Martins de Jesus











“Soure, Família, Matrimónio e Sociedade” de Fernando Tavares Pimenta






Quarta-feira, Junho 03, 2009

Com chancela das Edições MinervaCoimbra, livro infantil em tinta e braille inédito em Portugal

Isabel de Carvalho Garcia, Daniela Santiago e Carlos Lopes


As Edições MinervaCoimbra assumem mais uma vez estatuto pioneiro no mundo editorial nacional ao lançarem o primeiro livro infantil com impressão em tinta e em braille. Da autoria de Daniela Santiago, o livro conta com ilustrações de Virgílio Santos, e intitula-se “O Caramelo da Leonor”.


Com a chancela das Edições MinervaCoimbra acaba de ser editado o livro “O Caramelo da Leonor”, uma história infantil de autoria da jornalista da RTP Daniela Santiago, que tem o mérito de ser impresso a tinta e em braille, o que é inédito no panorama editorial português.

Efectivamente, segundo investigações efectuadas pela própria autora não existem livros com esta dualidade publicados em Portugal. No lançamento, em Lisboa, Daniela Santiago referiu que teve esta ideia quando viu um colega da RTP, invisual, a tatear o rosto da filha, de colo, para ver a expressão que ela ía tendo ao longo de uma conversa.

Daniela Santiago, sensibilizada, pensou que os pais invisuais não podem ler histórias aos seus filhos, nem os meninos invisuais têm ao seu alcance histórias em braille.

A jornalista pretende assim com esta edição alertar consciências para a importância do braille em livros, rótulos de brinquedos e produtos alimentares, entre outros. A edição surge por todas as crianças invisuais, mas também pelos pais que querem brincar com os filhos, contar-lhes histórias, ter uma vida “quase” normal, e não podem.

Todos os intervenientes na sessão, Daniela Santiago, Carlos Lopes (presidente da ACAPO) e a editora, Isabel de Carvalho Garcia, foram unânimes em afirmar que esperam que esta atitude desperte consciências e apareçam mais livros publicados em braille e a tinta.

A impressão em braille foi feita nas oficinas da ACAPO, em Lisboa, tendo o livro a tinta sido impresso na Gráfica de Coimbra, onde se colocou a capa e fez o acabamento para este livro.

“O Caramelo da Leonor” é uma história verídica em que os protagonistas são a filha da autora, Leonor, e o gato Caramelo. Uma menina traquinas, de 3 anos, e o seu gato gordo e dorminhoco, cor de caramelo, numa história de amizade e respeito, a tinta e em braille, para recordar que todos têm direito a “ler” e a partilhar aventuras cheias de ternura.

Uma edição com capa dura e ilustrações belíssimas, em quadricromia, da autoria de Virgílio Santos.








Carlos Lopes com Sara e Joana, as meninas que leram em tinta e em braille,
com a cadela guia Gutchi

José Jorge Letria na Livraria Minerva



O Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a editora Fluir Perene, a Associação Portuguesa de Estudos Clássicos e os Autores convidam para o lançamento dos livros

OS LUGARES CATIVOS
Poesia

de José Jorge Letria

e

FRAGMENTOS DE UM FASCÍNIO
Sete Ensaios sobre a Poesia de José Jorge Letria

de Teresa Carvalho e Carlos A. Martins de Jesus

Os livros serão apresentados pelo Dr. António Vilhena e pela Prof.ª Doutora Maria do Céu Fialho.

A sessão contará com a presença dos Autores, será dirigida pelo Prof. Doutor José Ribeiro Ferreira e decorre na Livraria Minerva (rua de Macau 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra, dia 4 de Junho, às 18h30.



FRAGMENTOS DE UM FASCÍNIO
Sete Ensaios sobre a Poesia de José Jorge Letria

Aqui se reúnem sete ensaios, alguns dos quais já publicados em revistas dispersas, que têm a poesia de José Jorge Letria como objecto comum de reflexão.
São exercícios de entendimento literário que procuram dar conta de um duplo fascínio: o do poeta por luminosidades várias (da luz da Antiguidade Grega aquela que a experiência fulgurante do Verbo liberta); o dos autores por uma obscuridade que desafia à leitura e interpela como interrogação.
Todos eles aceitam, como premissa maior, que o poeta é um leitor de outras escritas – antigas e modernas, literárias e quotidianamente prosaicas –, um fruidor de outras artes, dando, deste modo, voz ao seu entendimento do outro, seja ele o filósofo, o actor, o pintor, o escritor ou mesmo a personagem mitológica, trágica, que são também, e sobretudo, busca de entendimento de si próprio.

Índice:
. Placenta de vozes antigas ou a Antiguidade em José Jorge Letria
Carlos A. Martins de Jesus
. A poesia de José Jorge Letria ou o labirinto sem Minotauro
Teresa Carvalho
. Cartografando o Labirinto: o canto de Hermes na poesia de José Jorge Letria
Teresa Carvalho
. É um rosto imitando outro rosto. A poética da máscara e do (des)mascarar em José Jorge Letria
Carlos A. Martins de Jesus
. José Jorge Letria e a máquina da escrita: a poesia até ao «colapso final»
Carlos A. Martins de Jesus
. Sobre retratos (e sobre quem os (d)escreve): ekPhrasis em José Jorge Letria
Teresa Carvalho
. Peregrino de outras águas. A presença tutelar de dois poetas gregos em José Jorge Letria
Carlos A. Martins de Jesus



OS LUGARES CATIVOS
Poesia

“[…] os Lugares Cativos, ou lugares a que ficou cativo, são janelas diversas abertas pela riqueza de um imaginário tornado escrita versátil, consoante cada um desses lugares-tempos, em consonância com a procura, encontro e desencontro de quem escreve. E ao lugar da escrita, ao poema, fica o leitor cativo pelo eterno teatro de que se reconhece actor, pela cor, pelos aromas, pelos sabores, pela frescura, pelo silêncio, pelo reencontro prometido.”

Maria do Céu Fialho
Anotações de um percurso por Lugares Cativos


Índice:
. À Luz do Mistério Grego

. Luas de Fez
. O Rosto Branco de Atami

Terça-feira, Junho 02, 2009

Lançamento de obra de Fernando Tavares Pimenta na Livraria Minerva


A Livraria Minerva acolhe dia 2 de Junho, às 18h30, a sessão de lançamento do livro SOURE, FAMÍLIA, MATRIMÓNIO E SOCIEDADE da autoria de Fernando Tavares Pimenta.

A apresentação será feita pela Doutora Guilhermina Mota.

A sessão realiza-se na Livraria Minerva (rua de Macau 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.

O livro tem chancela da Associação Areias do Tempo (Colecção Tartessos), com o apoio da Câmara Municipal de Soure.


Este livro constitui um ensaio na área da história social, nomeadamente da história da família, e tem como objecto a relação entre comportamentos nupciais e familiares e a estrutura social de um centro de funções urbanas, mas num contexto fundamentalmente rural, a vila de Soure.

A primeira parte consiste num estudo de nupcialidade aplicado à estrutura social da freguesia de Soure, na década de 1870. A análise coloca em relação os comportamentos nupciais com as estratégias familiares de defesa do património e de ascensão social.

A segunda parte consiste num estudo comparativo das estruturas familiares do núcleo urbano de Soure em dois momentos distintos, 1873 e 1937. A análise coloca em relação a organização familiar com a estrutura social da vila, demonstrando a interdependência entre formas de organização familiar, classes sociais e estratégias de concentração do património e de conservação do estatuto social.


Fernando Tavares Pimenta é doutorado em história e civilização pelo Instituto Universitário Europeu de Florença, master of research em História pelo Instituto Universitário Europeu de Florença e licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

É investigador da FCT junto do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (Ceis20) e do Departamento de Política, Instituições e História da Faculdade de Ciência Política da Universidade de Bolonha. É colaborador do Instituto de História Contemporânea de Ferrara (Itália).

É um dos fundadores do maior partido da oposição em Itália, o Partido Democrático (PD) e membro do Fórum Cultura Democrática em Ferrara.

Tem publicados: Brancos de Angola. Automismo e Nacionalismo (1900-1961), MinervaCoimbra 2005; Angola no percurso de um nacionalista. Conversas com Adolfo Maria. Afrontamento 2006; Angola. Os brancos e a independência, Afrontamento 2008; e Comunidades imaginadas. Nação e nacionalismos em África. Imprensa da Universidade, Coimbra 2008, em co-coordenação com Luís Reis Torgal e Julião Soares Sousa.

Segunda-feira, Junho 01, 2009

DIA INTERNACIONAL DA CRIANÇA

Hoje, DIA INTERNACIONAL DA CRIANÇA, as Edições MinervaCoimbra recomendam:


Da Colecção Letras Pequenas:

“DANIEL E O BICHO DA LANTERNA" de Noémia Malva Novais e Inês Massano




A autora, Noémia Malva Novais, é jornalista e investigadora na área da História e da Comunicação mas assume-se, essencialmente, como comunicadora. Inês Massano é uma jovem ilustradora, professora de Educação Visual, e já ilustrou outros dois livros infantis.

O livro conta a história de um menino, o Daniel, que sonhou que tinha uma lanterna onde estava um bicho.



"O CARAMELO DA LEONOR" de Daniela Santiago e Virgílio Santos

**** LIVRO CONTÉM VERSÃO EM BRAILLE ****


"O Caramelo da Leonor" é a história verídica de uma menina traquinas e de um gato gordo e dorminhoco, cor de caramelo...

Uma história de amizade e respeito, a tinta e em braille, para recordar que todos têm direito a "ler" e a partilhar aventuras cheias de ternura.

Com este livro, a jornalista da RTP Daniela Santiago, pretende alertar consciências para a necessidade de nunca esquecermos aqueles que "olham" o Mundo de forma diferente.

Na RTP há quase 13 anos, decidiu escrever esta história, verídica, para a dedicar à filha Leonor... que passa a vida a "aterrorizar" o gato Caramelo.

Ao mesmo tempo, muitos outros meninos vão partilhar as traquinices dela, mesmo aqueles que não tiveram a sorte de nascer com a visão.

A ideia do livro ter palavras, ilustrações e braille foi uma ideia da autora.

Daniela Santiago pretende alertar consciências para a importância do braille em livros, rótulos de brinquedos, produtos alimentares... por todas as crianças invisuais, mas também pelos pais que querem brincar com os filhos, contar-lhes histórias, ter uma vida "quase" normal, e não podem.



Da Colecção Geração21:

"O NONO BRASÃO" de Ana Pedroso de Lima Martins e "SEGREDOS DO SUB-MUNDO" de Júlia Durand





Ana Pedroso de Lima Martins, uma jovem de 14 anos, começou a escrever "O NONO BRASÃO" com 12 anos e terminou-o um pouco antes de fazer 14. "Quando, ao procurar um tesouro para levar para a escola e surprender os colegas, Miguel encontra, quase por acidente, uma colher gigante de ouro maciço, não pode saber que terá acesso a um mundo repleto de magia e mistério, pronto a ser explorado por ele e por mia, uma curiosa rapariga que rapidamente se torna sua amiga e companheira nesta aventura".

Júlia Durand é, actualmente, a mais jovem autora das Edições MinervaCoimbra. "O poder da música é infinito. Artemise, uma jovem de 14 anos, entra num mundo paralelo através de um clarinete e de uma pena. Rapidamente encontra a sua personagem espelho e uma amiga que conhecera muito tempo atrás, Mis. Juntas, partem para uma jornada de exploração do Sub-Mundo, à procura da irmã de Mis, Luna, uma rapariga que fora a sua melhor companheira e que desaparecera misteriosamente. Nessa aventura Artemise vai aprendendo a cultura do Sub-Mundo, mas também se depara com obstáculos difíceis de superar".




NA LIVRARIA MINERVA ENCONTRA AINDA OS LIVROS DO PLANO NACIONAL DE LEITURA "LER +"

Domingo, Maio 31, 2009

Jornalista Daniela Santiago publica o seu primeiro livro infantil



A Fnac, as Edições MinervaCoimbra e a Autora convidam para o lançamento do livro

O CARAMELO DA LEONOR

de Daniela Santiago
com ilustrações de Virgílio Santos.

A apresentação estará a cargo do atleta paraolímpico e presidente da ACAPO, Carlos Lopes.

A sessão realiza-se a 31 de Maio, pelas 17h00, na Fnac do Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa.



**** LIVRO CONTÉM VERSÃO EM BRAILLE ****


"A Leonor tem um Caramelo.
Não é um Caramelo qualquer...
É doce.
É cor de Caramelo.
É fofinho.
Não se agarra aos dentes, mas ao coração.
É o seu melhor amigo!"

"O Caramelo da Leonor" é a história verídica de uma menina traquinas e de um gato gordo e dorminhoco, cor de caramelo...

Uma história de amizade e respeito, a tinta e em braille, para recordar que todos têm direito a "ler" e a partilhar aventuras cheias de ternura.

Com este livro, a jornalista da RTP Daniela Santiago, pretende alertar consciências para a necessidade de nunca esquecermos aqueles que "olham" o Mundo de forma diferente.

Na RTP há quase 13 anos, decidiu escrever esta história, verídica, para a dedicar à filha Leonor... que passa a vida a "aterrorizar" o gato Caramelo.

Ao mesmo tempo, muitos outros meninos vão partilhar as traquinices dela, mesmo aqueles que não tiveram a sorte de nascer com a visão.

A ideia do livro ter palavras, ilustrações e braille foi uma ideia da autora.

Daniela Santiago pretende alertar consciências para a importância do braille em livros, rótulos de brinquedos, produtos alimentares... por todas as crianças invisuais, mas também pelos pais que querem brincar com os filhos, contar-lhes histórias, ter uma vida "quase" normal, e não podem.


Daniela Santiago, 35 anos, mãe de Leonor, 3 anos (que por sua vez é dona do gato Caramelo).
A autora é jornalista da RTP desde 1996 e professora universitária.
Licenciada em Comunicação Social com especialização em Jornalismo, pelo ISCSP, da UTLisboa. É Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação, pelo ISCTE, onde frequenta o doutoramento em Sociologia.
Para além de duas obras em co-autoria com outros investigadores e jornalistas, é autora de "Inferno no Paraíso - 15 dias no Sri Lanka depois do tsunami" (2005) e "O Reconforto da Televisão - uma visão diferente sobre a tragédia de Entre-os-Rios" (2006), ambos publicados pelas Edições MinervaCoimbra.

Quarta-feira, Maio 27, 2009

Matemática está ao alcance de todos

Natália Bebiano foi a convidada de mais uma sessão do ciclo “O dever de educar”


“O dever de educar para a Matemática” foi o título da 14.ª sessão do ciclo “O dever de educar” a decorrer na Livraria Minerva.

A Matemática é uma das prioridades dos sistemas educativos actuais. Será, no entanto, uma prioridade que tem sentido e que está a ser assumida correctamente? Natália Bebiano, docente do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra e responsável por diversas iniciativas de divulgação e educação da Matemática, foi a convidada de mais uma sessão extremamente participada pelo público presente.

Para a especialista, o problema da Matemática bebe em várias fontes. Desde logo “a diabolização dos professores”, algo que considera um grave problema. “O professor tem de ser uma referência. Não pode ser uma caricatura de quem se suspeita que não quer trabalhar”.
Depois há a cultura televisiva e o computador que convidam à passividade. “Ora, a Matemática é, em tudo, o oposto da passividade. O espírito da Matemática é um espírito de luta, de andar a dormir com os problemas num convívio apertado. E não se compadece, por isso, com a actual passividade”, referiu. Acresce a isto o facto de na Matemática não se poder inventar. “Ou está certo ou está errado. Se é verdade que ‘todo o burro come palha, a questão é saber dar-lha’, na Matemática isso não funciona. O aluno tem de estudar, tem de treinar”, assegurou.

“Se não quer aprender, não aprende por mais coisas que o professor faça. Não há remédio. Mas o aluno também tem de saber que nem tudo na vida é prazer. O aluno tem de ser persuadido de que na Matemática tem de haver esforço e que tem de estar disponível para se esforçar e para trabalhar. E que não há leituras passivas. É um livro, é um lápis, é fazer as contas, é fazer os exercícios, é enganar-se, é voltar atrás... É fazer todo este percurso”.

E nisto, acrescentou Natália Bebiano, os professores, a família e a sociedade têm um papel importante. “Não vou dizer que toda a gente tem de atingir grandes níveis a Matemática. Agora, os níveis elementares, básicos, esses estão ao alcance de todos”.




[Porto] Lançamento ESPAÇOS PERDIDOS - COIMBRA



O Presidente da Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra no Porto, as Edições MinervaCoimbra e a Ideias Concertadas têm o prazer de convidar para a apresentação do livro

ESPAÇOS PERDIDOS - COIMBRA

coordenado por João Figueira

A apresentação será feita pelo Prof. Doutor Henrique Fernandes Tomás Veiga e conta com a presença de alguns dos autores (Álvaro Vieira, Júlio Roldão e Lídia Pereira).

A sessão realiza-se no próximo dia 27 de Maio, pelas 18h30 no Palácio da Bolsa (rua Ferreira Borges), no Porto.



Coordenado por João Figueira (Jornalista e Professor Universitário), "Espaços Perdidos - Coimbra" é um regresso aos velhos cafés e teatros de Coimbra e às estórias vividas nesses espaços, desaparecidos nas últimas duas décadas. Trata-se, segundo afirmou o coordenador, de "um livro de afectos".

Arcádia, Avenida, A Brasileira, Clepsidra, Mandarim, Moçambique, Sousa Bastos e a Tasca do Pratas são os cenários escolhidos para o desfiar de um belo conjunto de textos que mostram ao leitor uma Coimbra irreverente, culta, boémia e solidária.

Da autoria dos Jornalistas Álvaro Vieira, Graça Barbosa Ribeiro, João Mesquita, Júlio Roldão, Lídia Pereira, Marco Carvalho e Paula Carmo as estórias reconstituem as ambiências de espaços emblemáticos da história da cidade, ao mesmo tempo que recriam um tempo que marcou Coimbra e as gerações que cresceram e viveram no seu seio.

Em formato de álbum, o livro apresenta, ainda, um pequeno conjunto de ilustrações da autoria de Inês Murta, especialmente concebidas para esta obra sendo que o design gráfico é de autoria de Filipa Campos.

Sexta-feira, Maio 22, 2009

O dever de educar para a Matemática

Realiza-se no próximo dia 26 de Maio, pelas 18h15, a décima quarta sessão do ciclo “O dever de educar” com o título “O dever de educar para a Matemática”.

Depois de na última sessão, o ciclo promovido no âmbito das Terças-Feiras de Minerva se ter debruçado sobre o ensino da Ciência, centra-se agora no dever de educar para a Matemática, uma das prioridades dos sistemas educativos actuais. No entanto, alinham-se, quanto a este tema, algumas questões a necessitar de resposta: Esta prioridade tem sentido? Estaremos a assumi-la correctamente? O que podemos fazer para melhorar a educação das crianças e dos jovens nesta área?

A convidada da 14.ª sessão do ciclo “O dever de educar” é Natália Bebiano, docente do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra e responsável por diversas iniciativas de divulgação e educação da Matemática.

A sessão decorre na Livraria Minerva (rua de Macau, n.º 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra. As sessões deste ciclo são quinzenais e estão abertas ao público (com certificado de presença).

A organização é de Helena Damião, João Boavida, Isabel de Carvalho Garcia, Mónica Vieira e Aurora Viães.



Isabel de Carvalho Garcia, Helena Damião e Paulo Gama Mota


Natália Bebiano segue-se a Paulo Gama Mota que na 13.ª sessão abordou “O dever de educar para a Ciência”. Para o director do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, apesar de a ciência se apresentar como uma das prioridades dos sistemas educativos actuais e doutras instâncias sociais, esse objectivo está longe de ser cumprido.

“Deram-se passos importantes no sentido de um ensino da ciência, com a constituição de centros científicos e a criação do programa Ciência Viva”, salientou. Passos esses que “pareciam constituir uma alavanca para que o ensino das ciências nas escolas fosse mais experimental”. No entanto, “com o passar dos anos o ensino da ciência nas escolas é cada vez menos experimental”, lamentou Paulo Gama Mota.

“No ensino da ciência é fundamental uma forte componente experimental”, defendeu ainda. “Não para formar cientistas mas para ajudar as pessoas a pensar e para as formar na compreensão dos fenómenos da natureza”.

Na actual forma de ensino, “em larga medida as coisas são apresentadas como uma acumulação de factos, enquanto a outra parte da ciência, que tem a ver com interrogação e questionamento, recolha de dados, medição e quantificação, passa ao lado dos programas”.



Quinta-feira, Maio 21, 2009

O CHÃO DA RENÚNCIA de Aida Baptista


Realizou-se em Lisboa, na Bulhosa books & living mais uma sessão de apresentação do livro O CHÃO DA RENÚNCIA de Aida Baptista, numa sessão que contou com a presença de muitos amigos e familiares da autora.

A obra foi apresentada por
Maria de Jesus Barroso.







Também o Clube Literário do Porto acolheu uma sessão de apresentação do livro de Aida Baptista, seguido de um recital de poesia de autores angolanos por Leonor Seixas, acompanhada ao piano por Carla Seixas.




MEMÓRIAS de Carlos Couceiro



Foi com uma casa cheia de amigos que decorreu na Escola Superior de Educação Almeida Garrett, o lançamento do livro "MEMÓRIAS", de Carlos Couceiro .

Com apresentação por José Henrique Dias e Carlos Carranca, a sessão contou ainda com um momento de Fado de Coimbra por este último.

Na mesma ocasião esteve também disponível, agora com chancela das Edições MinervaCoimbra, a 5.ª Edição do livro "FÁBULAS DO TEMPO PRESENTE… E DO TEMPO FUTURO", também de Carlos Couceiro e com ilustrações de Frederico Sá Pinto, João Sousa Marques e Vasco San Payo.












Terça-feira, Maio 19, 2009

[Lisboa] Lançamento O CHÃO DA RENÚNCIA



As Edições MinervaCoimbra, a Bulhosa books & living e a Autora têm o prazer de convidar para a apresentação do livro

O CHÃO DA RENÚNCIA

de Aida Baptista.

A apresentação será feita pela Exma. Senhora Dra. Maria de Jesus Barroso.

A sessão realiza-se a 19 de Maio, pelas 18h30, na Livraria Bulhosa Entrecampos (Campo Grande, 10B), em Lisboa.

Quinta-feira, Maio 14, 2009

[Lisboa] Lançamento MEMÓRIAS de Carlos Couceiro


A Escola Superior de Educação Almeida Garrett, a Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa, o Autor e as Edições MinervaCoimbra convidam para o lançamento do livro "MEMÓRIAS", de Carlos Couceiro. A apresentação será feita por José Henrique Dias e Carlos Carranca.

A sessão realiza-se no próximo dia 14 de Maio, pelas 18h30, na Escola Superior de Educação Almeida Garrett, Palácio de Santa Helena (Largo do Sequeira n.º 7, Alfama), em Lisboa.




Na mesma ocasião estará também disponível, agora com chancela das Edições MinervaCoimbra, a 5.ª Edição do livro "FÁBULAS DO TEMPO PRESENTE… E DO TEMPO FUTURO", do mesmo autor e com ilustrações de Frederico Sá Pinto, João Sousa Marques e Vasco San Payo.






Carlos Alberto Martins Couceiro nasceu no Lobito, Angola, a 03 de Janeiro de 1930. Aí estudou até aos 15 anos, vindo depois para Coimbra, sua terra de adopção e que tão vincadamente o marcou, onde concluiu o liceu (D. João III). Surgem então as primeiras poesias, tão de braço dado com a guitarra e os desportos. Faz os Preparatórios de Engenharia e transita de seguida para o Porto onde conclui o Curso de Engenharia Civil. Uma breve passagem por Lisboa – onde continua a viver com a madrugada – e depois o almejado regresso a Angola.
Em 1974 volta a Lisboa onde toma base para circular pela Arábia Saudita, pelos Emiratos Árabes, pela Líbia e por Angola. Ainda no Liceu obtém, em poesia, uma Menção Honrosa nos Jogos Florais da
Queima das Fitas da Universidade de Coimbra. Já em Angola são-lhe conferidos, por diversas vezes, Prémios e Menções Honrosas nos Jogos Florais do C. F. B. e nos Jogos Florais Luso-Brasileiros da C.U.F. Vive no intervalo das horas. E quanto, assim!, desleixa de vocação poética e desaproveita de natural intuição para as Matemáticas Superiores. E quantos poemas ficados em apontamentos perdidos ou na memória que acabou por esquecê-los!… Está com Bertrand Russel na sua lógica matemática, no seu socialismo humanista, na sua filosofia dos temas simples, no seu agnosticismo. Apoia a sua inserção social na Tolerância, na Bondade, na Verdade e na Justiça, de onde recolhe Amigos de todos os quadrantes sociais, políticos e religiosos. Tem como principais passatempos os desportos, a guitarra e a poesia.

Terça-feira, Maio 12, 2009

Fernando Namora por entre os dedos da PIDE

Paulo Marques da Silva, José Manuel Mendes, Jorge Bento,
Belmiro Moita, Luís Reis Torgal e Isabel de Carvalho Garcia


As Edições MinervaCoimbra, a Associação Portuguesa de Escritores e a Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova promoveram o lançamento da obra “Fernando Namora por entre os dedos da PIDE”, da autoria de Paulo Marques da Silva. Trata-se do volume 27 da Colecção Minerva História, dirigida por Luís Reis Torgal, e é o segundo trabalho publicado no âmbito da série "A Repressão e os Escritores no Estado Novo”, da qual o primeiro volume se intitula "Miguel Torga e a Pide", da autoria de Renato Nunes.

A cerimónia inscreveu-se numa iniciativa da APE que visou celebrar os 90 anos do nascimento de Fernando Namora, assinalados a 15 de Abril. Na sessão esteve presente o presidente da associação, José Manuel Mendes, para quem “faltava alguma investigação que desse corpo à presença do cidadão [Fernando Namora] ao longo da vida”. A obra de Paulo Marques da Silva vem, por isso, colmatar esta falha.

José Manuel Mendes recordou a personalidade de Namora que “se não eximiu nunca a assumir os seus grandes combates. E esses combates foram, antes e depois do 25 de Abril, os da liberdade, os da democracia, os da justiça social e os da dignidade humana”.

A obra foi apresentada por Luís Reis Torgal, orientador da tese que lhe esteve na origem. Recordando que Fernando Namora nunca chegou a ser preso, apesar de ter sido constantemente vigiado pela polícia política, o historiador referiu que o escritor foi o mais adaptado ao cinema por realizadores de ideologia bem distinta, facto que considera “curioso” dada a problemática social que caracteriza a sua obra.

“A sua escrita, uma escrita social, não era o que mais atraía a atenção da polícia, como sucedeu com Miguel Torga. Curiosamente, apesar do neorrealismo ter sofrido a vigilância constante da PIDE, os livros de Namora puderam correr o país e o mundo, em traduções para várias línguas”, referiu Reis Torgal, acrescentando: “O que mais provocou a observação constante da polícia foram as suas constantes posições de crítica ao Estado Novo e as reuniões com outros oposicionistas, que o levaram a ser interpretado como ‘próximo dos comunistas’, com quem, de resto, teve também as suas polémicas”.

Finalmente, Paulo Marques da Silva elencou os assuntos abordados no livro, desde o percurso pessoal de Fernando Namora ao Neorrealismo, passando pela censura em relação aos escritores e, finalmente, a análise dos processos da PIDE com a reprodução de vários documentos e relatórios fruto da vigilância a que o escritor foi sujeito durante 29 anos, bem como a reprodução de várias cartas inéditas do espólio pessoal de Namora.

Na sessão participaram também Isabel de Carvalho Garcia, das Edições MinervaCoimbra, que abriu, e Jorge Bento, autarca condeixense, que encerrou.







O dever de educar para a Ciência

Realiza-se no próximo dia 12 de Maio, pelas 18h15, a décima terceira sessão do ciclo "O dever de educar" com o título "O dever de educar para a Ciência".

Continuando a falar do dever de educar em áreas específicas do saber, centrando-nos, nesta sessão, no dever de educar para a ciência. Ainda que se apresente como uma das prioridades dos sistemas educativos actuais e doutras instâncias sociais, devemos perguntar: Estará esse dever a ser cumprido? Esta pergunta desencadeia outras: Porque é que devemos educar para a ciência? Como tem sido encarada esta educação ao longo do tempo? Que ligações estabelece com a educação humanística? E, por fim: O que se pode fazer para educarmos cientificamente as crianças e os jovens?

O convidado: Paulo Gama da Mota, biólogo, professor da Universidade de Coimbra, divulgador de ciência e Director do Museu de Ciência.


Local: Livraria Minerva (rua de Macau, n.º 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.


Próxima sessão: 26 de Maio.


As sessões deste ciclo são quinzenais e estão abertas ao público (com certificado de presença).


Organização: Helena Damião, João Boavida, Isabel de Carvalho Garcia, Mónica Vieira e Aurora Viães.