Quinta-feira, Novembro 19, 2009

A Comunicação Política na Revolução de Abril (1974-1976)


As Edições MinervaCoimbra, a Directora da Colecção Comunicação História e Memória, o Autor e o Teatro Académico de Gil Vicente convidam para o lançamento do livro

A Comunicação Política na Revolução de Abril (1974-1976)

de Marco Gomes.

A apresentação será feita pelo Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem.

A sessão realiza-se no próximo dia 19 de Novembro, pelas 16h00, no Foyer do Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra.


Primeiro volume da Colecção Comunicação História e Memória publicada pelas Edições MinervaCoimbra e dirigida por Isabel Nobre Vargues.


"... A comunicação política é aqui encarada num sentido amplo, abrangendo um leque variado de formas e actores, que extravasa em muito as mensagens dos órgãos de comunicação social, os que até agora mais interesse despertaram entre os estudiosos. Sem deixar de lhes conceder aos jornais, rádio e televisão a atenção necessária, Marco Gomes debruça-se também, no que é o carácter mais inovador do seu trabalho, sobre as mensagens políticas da propaganda partidária, os cartazes, os slogans, as caricaturas, as fotomontagens, a banda desenhada, a pintura mural, o canto de intervenção e a mais variada iconografia da Revolução, desde os emblemas e postais até à estatuária e à medalhística...".

António Reis, in Prefácio


Marco Gomes nasceu em Santarém, habitou em Lisboa, Coimbra e Porto, mas a sua cidade é Leiria, onde viveu grande parte da juventude. Mestre em História das Ideologias e Utopias Contemporâneas, é bolseiro de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia e investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20).
Em 2003 integrou a equipa responsável pela cobertura noticiosa da Coimbra Capital Nacional da Cultura, tendo sido, posteriormente, colaborador dos jornais A Bola e Diário de Coimbra. Dedicou-se ainda à assessoria de imprensa.
Actualmente, desenvolve o projecto de doutoramento em Milão, onde analisa, através da imprensa de referência, o impacto da Revolução dos Cravos em Itália (1974-1976). Colabora também com o Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, numa associação de esforços que visa a criação de um acervo sobre a produção de textos italianos, periódicos, de carácter jornalístico ou cientifico.



Colecção Comunicação História e Memória

A história e a memória da comunicação é hoje uma área de investigação que importa desenvolver, tendo em vista uma melhor compreensão e um estudo do papel e da responsabilidade social e cívica do historiador, do escritor e do jornalista nas sociedades mediatizadas tais como também se definem as sociedades contemporâneas.

A Colecção Comunicação História e Memória, editada pelas Edições MinervaCoimbra, com direcção de Isabel Nobre Vargues, pretende contribuir para essa reflexão dando a público novos estudos e antigas fontes. Nas duas vertentes, História e Memória, serão publicados estudos de diversa natureza e de investigadores de diversas gerações e formações, sob a forma de ensaio, memória, diário, perfil ou biografia, estudo de associação e de empresa, tese, acta e outras obras, em reedição, pois algumas já não se encontram facilmente disponíveis e são verdadeiros tesouros para o sucesso da investigação que assim ficam acessíveis ao leitor.

A Colecção Comunicação História e Memória é um complemento às três colecções de Comunicação, existentes nesta editora de Coimbra, dirigidas por Mário Mesquita.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

[Porto] Lançamento A Recepção Portuguesa de Die Leiden des jungen Werthers




O Director do Departamento de Estudos Germanísticos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a Coordenadora Científica do Centro de Investigação Estudos Germanísticos (CIEG),
a Directora da Colecção Minerva / CIEG
e as Edições MinervaCoimbra têm o gosto de convidar para o lançamento do livro

A Recepção Portuguesa
de Die Leiden des jungen Werthers

(de 1784 até Finais do Primeiro Romantismo)


de Maria Antónia Gaspar Teixeira

A apresentação será feita pela
Prof.ª Doutora Zulmira Coelho dos Santos
(Faculdade de Letras da Universidade do Porto)

A sessão realiza-se no dia 16 de Novembro de 2009, pelas 18h00, na Biblioteca do Departamento de Estudos Germanísticos da FLUP
(Via Panorâmica Torre A, Piso 1), Porto

Sábado, Novembro 14, 2009

[Vila Franca de Xira] FERNANDO NAMORA POR ENTRE OS DEDOS DA PIDE

O Museu do Neo-Realismo acolhe hoje, 14 de Novembro, às 17h00, uma sessão de apresentação da obra FERNANDO NAMORA POR ENTRE OS DEDOS DA PIDE, de Paulo Marques da Silva, com apresentação de Luís Reis Torgal e a presença do autor.

Paulo Silva nasceu no dia 12 de Dezembro de 1966 em Condeixa-a-Nova. Licenciou-se em História, em 2005, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Colaborador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra (CEIS20), tem vindo a estudar, nos arquivos da PIDE/DGS, os processos de alguns escritores e de outras personalidades ligadas à oposição ao Estado Novo. Este livro é a sua primeira publicação historiográfica. Neste momento, o autor encontra-se a preparar outro trabalho sobre a oposição ao regime de Salazar em Condeixa, sua terra natal.

Luís Reis Torgal é professor catedrático aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde pertenceu ao Instituto de História e Teoria das Ideias. É investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra (CEIS20), em cuja fundação participou. Foi director da Revista de História das Ideias e da revista Estudos do Século. Foi membro do Senado da Universidade de Coimbra durante 15 anos e tem pertencido a várias comissões e conselhos consultivos organizados no âmbito da mesma Universidade. Leccionou disciplinas de História Moderna e de História Contemporânea e de Teoria da História na Universidade de Coimbra, e ensinou também em outras universidades públicas portuguesas e estrangeiras. Dedicou-se, como investigador, a vários temas, tendo orientado e continuado a orientar, várias teses de mestrado e de doutoramento, e publicado vários livros e artigos, alguns deles sobre o Estado Novo. Entre os estudos sobre este tema, podem citar-se História e Ideologia (1989), A Universidade e o Estado Novo (1999), para além da obra de que foi co-autor O cinema sob o olhar de Salazar (2000).

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Pintura e cerâmica de Vasco Berardo e João Berardo na Galeria Minerva



A Galeria Minerva tem patente uma exposição de cerâmica e pintura do consagrado artista plástico Vasco Berardo e uma mostra de trabalhos cerâmicos de João Berardo.

A exposição pode ser visitada até 4 de Dezembro, de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00.








































VASCO BERARDO
Nasceu em Coimbra em 1933. É um autodidacta. O seu longo curriculum define a sua obra, por ser uma das mais extensas, sobretudo em medalhística, mas também das mais variadas, a nível nacional. Fez a sua primeira exposição em 1951 com os Novos de Coimbra, em 1958 fez o primeiro baixo-relevo em cerânica para a residência do jornalista Rocha Pato e em 1959 ficou gravado para sempre na memória de todos e mais recentemente no livro “Espaços Perdidos”, com o mural do velho Café Mandarim. Depois disso, Coimbra nunca mais deixou de ter a sua marca.

Alguns destaques da sua vasta carreira e do trabalhador incansável que continua a ser.

Distinções:
Realiza uma obra em medalha para a Trans-Zambézia
São oferecidas obras suas pelo Governo Português ao Governo Brasileiro
Executa uma obra para a “Anglo Portuguese Society” que lhe merece um louvor da Câmara dos Lordes
É publicado trabalho seu na revista Studio Documentazione Artistica de Lugano, Itália
1.º Prémio Internacional de Escultura para Medalha – FIDEM – Polónia
Solicitação de obras de medalha para museus estrangeiros, nomeadamente Polónia e Hungria
Solicitação de obras para a Fundação Henrique de Amorim e para a Fundação Egas Moniz
É convidado pela Assembleia da República Portuguesa a executar a obra destinada ao 1.º aniversário da tomada de posse de Sua Ex.ª o Presidente General Ramalho Eanes
Merece um lugar entre os vinte primeiros artistas da Arte da Medalha em França
É seleccionado pela Revista Project e Museu Wroclaw para ilustrar um artigo sobre medalhística. Foram seleccionados oito obras entre quatrocentas
Recebe um louvor da Ordem dos Advogados pela Medalha dos 70 Anos
Medalha dos 700 Anos da Universidade de Coimbra2006 – Instituto Politécnico de Coimbra – Colar de condecoração


Murais Cerâmicos:
1973 Restaurante Tricana
1985 Restaurante Tem-Tem
1985 Edifício Fernão de Magalhães
1990 Centro Hospitalar de Coimbra
1990 Palácio da Justiça de Montemor-o-Velho – Ministério da Justiça
1991 Centro Cultural D. Diniz
1992 Edifício Cruzeiro – Cruz de Celas
1993 Santa Casa da Misericórdia de Arganil
1994 Unidade de Queimados dos Hospitais da Universidade de Coimbra
1996 Igreja dos Padres Franciscanos
1996 Escola Superior de Enfermagem Bissaya Barreto
1997 ARPAZ – Centro de Dia do Barco
1998 Câmara Municipal de Castanheira de Pêra
1998 Cantinas dos Serviços Sociais da Universidade de Coimbra
2000 Igreja de São José – Coimbra – Celebração do Ano Jubilar
2005 “Jardim dos Ensinamentos” – Padre Manuel Antunes – Sertã
2007 Ordem dos Enfermeiros da Zona Centro


Medalhística:
Signos Ocidentais
Galeotas
Navegadores
Moinhos Portugueses
Figuras da Medicina
Corsários Galeria Pisanello
Cavaleiros do Apocalipse
Signos Orientais Palácios Portugueses
Capitais de Distrito Porto
Santuários de Portugal
Monumentos de Coimbra, Lisboa e Porto
Mosteiros de Portugal
Mitologia (não editada)
Castelos Portugueses
Sés Portuguesas
Quiosques de Lisboa
Signos Ocidentais
500 Anos do Descobrimento do Brasil


Escultura de grandes dimensões:
1967 – Esculturas em madeira para a Capela do Colégio São Teotónio
1993 - Centro de Dia de Arganil
2000 - Prof. Bissaya Barreto
2001 - O Piano – Praça da Canção
2002 - São Bento Menni
2003 - Bombeiros Voluntários de Águeda
2004 - Câmara Municipal de Castanheira de Pêra
2005 - “Jardim dos Ensinamentos” – Padre Manuel Antunes



JOÃO BERARDO
João Berardo está actualmente no Brasil, mais propriamente em Belo Horizonte, Minas Gerais. Antes de voltar a este país, onde já tinha estado um ano, quis aprender mais. Com a sabedoria do mestre da cerâmica, Vitor Bizarro, aprendeu e aprendeu muito depressa. Foi um bom aluno, de acordo com o seu mestre. São pequenas peças que aqui se mostram, feitas na roda de oleiro, coloridas pela arte do fogo e outras mais pessoais, criativas, são figuras do povo português como ele as vê.
O seu percurso de arquitecto passa também pelas artes e esse acumular de habilidades está a dar frutos do outro lado do Atlântico.

João Berardo nasceu em Coimbra em 1981. Cedo se iniciou nas artes, sobretudo no desenho e mais tarde na pintura, escultura e azulejaria. É arquitecto.

Exposições Colectivas:
1999 Livraria Galeria Minerva –Coimbra
2000 Fundação Dionísio Pinheiro – Águeda; Livraria Galeria Minerva – Coimbra
2001 Casa Museu Bissaya Barreto
2006 Livraria Galeria Minerva – Coimbra; Quinta da Sobreira Quinhentista – Ançã
2007 Bric-a-Brac – Coimbra
2008 Livaria Galeria Minerva - Coimbra

Durante estes anos colaborou com Vasco Berardo na concepção de vários monumentos:
Bissaya Barreto – Coimbra
Praça da Canção – Coimbra
Painel Comemorativo do Jubileu, Igreja de S. José – Coimbra
S. Bento Meny – Condeixa-a-Nova
“Jardim dos Ensinamentos” – Sertã

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

VASCO BERARDO E JOÃO BERARDO NA GALERIA MINERVA



A Galeria Minerva convida para a inaguração da exposição de cerâmica e pintura do consagrado artista plástico VASCO BERARDO.

Na ocasião será inaugurada também uma mostra de trabalhos cerâmicos de JOÃO BERARDO.

A sessão decorre dia 6 de Novembro (sexta feira) pelas 18h30 na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.

A exposição pode ser visitada até 4 de Dezembro, de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00.





Domingo, Novembro 01, 2009

Edgard Panão assinalou 10 anos como escritor com lançamento de nova obra



Edgard Panão comemorou esta semana o seu 10.º aniversário enquanto escritor com o lançamento da obra “Comentário - O outro lado da coisa”, com chancela das Edições MinervaCoimbra.

Neste livro, o Autor, num estilo fluente e raciocínios práticos, aborda não só os assuntos mais simples do quotidiano mas também os elevados temas religiosos, filosóficos, políticos e de antropologia geral e cultural do país no pós 25 de Abril de 1974. De uma forma isenta, objectiva e pedagógica, Edgard Panão propõe uma reflexão serena sobre aquele período.

A obra foi apresentada por Rui Veloso que revelou tratar-se de textos escritos há 25 anos e agora trazidos à luz. “Trata-se de artifício do autor para nos remeter para um tempo que lhe permita, através de um discurso sofrido, mostrar como se sentiu injustiçado por querer afirmar a sua liberdade e recusar as ideias de que discordava”.

Também António Barbosa de Melo, autor do prefácio da obra, refere que Edgar Panão "para desenvolver o seu pensamento, imagina uma série de «conferências democráticas» proferidas por «oradores de níveis aceitáveis com alguma dignidade de seres pensantes», que se movessem «naquele caos ideológico vigente», e elabora uma súmula ou resumo de cada conferência, rematando-a, como que em contraponto, com um comentário a cargo do mesmo personagem para todas as conferências. Nestes debates de razões e sem razões vem ao de cima muito da problemática política, social e económica do país no fim da década de setenta do século passado...".

Edgard Panão nasceu em Penela mas desde criança que vive em Miranda do Corvo. Foi professor liceal de Filosofia e História no Liceu José Estevão em Aveiro e no Liceu Nacional de Leiria, director e professor da Escola do Magistério Primário de Silva Porto (actual Kuito), Angola, responsável pelos Serviços de Educação em Dili, Timor, e director e professor da Escola do Magistério Primário de Aveiro.

Foi ainda vereador e presidente da Câmara Municipal de Estarreja.

Desde 1993, altura em que se reformou, que se dedica à investigação de índole histórica e a publicar alguns trabalhos, dos quais se destacam “O Moleiro Inteligente” (2000), “A reconstituição das famílias da freguesia de Salvador da vila de Miranda do Corvo” (2002), “Covseiro de Myranda” (2006), “Cartas a Ana de Leonardo” (2007), "Os Trautos de Miranda" (2008) e agora "Comentário - O outro lado da coisa" (2009), estes quatro últimos com chancela das Edições MinervaCoimbra.





















10.º Aniversário de Escritor

Era um dia como os outros aquele de Domingo de 02 de Dezembro de 1998; um amigo de longa data levou-me um livro seu cujo conteúdo era o Roteiro Religioso e Cultural dum Concelho; de tamanho assaz volumoso, era tão de farto de páginas e de fotografias como bem documentado sobre moradas de santos em suas capelas, ermidas, alminhas assinalando as respectivas festas religiosas e romarias. A apresentação desta obra estava marcada para daí a 6 dias num dia santo, no Auditório da Câmara Municipal.

Aceitei até porque o meu amigo não me ia admitir uma desculpa fosse de que natureza fosse!

Já tinha feito muitas apresentações de vários livros seus, mas sempre os tinha recebido a tempo suficiente para os ler e os apresentar, geralmente também em cenários menos cerimoniosos. Porém, tratava-se de uma situação especial porque era no dia da celebração do Centenário da Restauração daquele Concelho!

E a pré-visão sobre a assistência, formada pelos convidados tanto na mesa de honra como os da assistência adivinhava-se que era tudo gente extremamente seleccionada para o evento de tal importância! Logo que subi à mesa de honra pude avaliar isso pela compostura solene dos rostos hieráticos, fechados e pela notada ausência visível da cor branca que não fosse das paredes, a das camisas e dos dentes de risos intermitentes daqueles risos de circunstância que, normalmente fazem as pessoas simpáticas a tentar disfarçar que acabam de sair de um cochilo durante a sessão!

No final de minha outra apresentação, um amigo brasileiro tinha-me procurado para me perbanizar e dizer que a assistência estava “pérvia pra caramba!”. Pérvia? Sim, muito animada e receptiva como vocês cá dizem!

Só que aquela assembleia não tinha nada de pérvia, pelo menos foi a minha primeira impressão já antes adivinhada, logo que vi à minha frente tantos doutores, escritores, professores, vereadores, assessores, autores, oradores, comendadores, historiadores e muitos mais senhores e, também muitas senhoras doutoras, escritoas, professoras, vereadoras, etc..

Perante esta situação concreta, eu nunca poderia abalançar-me a proceder à análise, ainda que modesta, de cariz teológico sobre o livro que eu levava comigo porque, apesar de ter passado 7 anos, num internato religioso de sólida formação moral e religiosa. Não passaria nunca de um vulgar teolograsto, isto é, de um teólogo medíocre, logo de um académico rasteiro sujeito a pisar o risco de heresia perante tão formal assistência tanto mais que a minha intervenção estava a ser gravada para ficar no arquivo na mediateca municipal, como era hábito!

Assim, como eu já antes fora, também, “almocreve nas várias estradas das ensinanças” a carregar montes de cadeiras para desempenhar o meu “valeroso ofício de Minerva”, durante mais de 40 anos, 24 cadeiras na Universidade e 16 na docência, resolvi que o mais cómodo era limpar o pó de uma dessas cadeiras, a Antropologia Cultural, e nela me sentar para segurança do discurso, mas com todos os cuidados que esta matéria era religiosa e não fosse por lapso “abrir demasiado os ponteiros do compasso” e o público não aprovar! Mas eu não queria deixar mal o Senhor Presidente da Câmara.

Face a esta minha decisão forçada, comecei pela estatística que levava comigo onde constavam os lugares em que os diversos santos eram venerados e também os lugares de invocações de Nossa Senhora.

Só da Virgem Maria havia mais de uma dezena de capelas e onze denominações, Senhora da Saúde, das Dores, das Febres, do Ò, do Livramento, etc., e até dos Retornados, cujo objectivo do culto, em boa parte, pelos seus nomes eram de apreensão óbvia! Isto é, pedir coisas aos respectivos Santos.

Dos Santos havia capelas com os nomes de S. António, de S. Sebastião, de S. Pedro, S. Cristóvão, etc., que faziam parte de uma extensa lista; uns para compreensão popular eram de sua natureza representativa mais soft e por isso menos acessíveis à adesão da maioria das populações, como S. Paulo, S. João Evangelista; outros eram mais acessíveis ao culto popular por serem representados em retábulos mais naifs como S. Tomé, S. João Baptista, S. Cristóvão, S. Barnabé, S. Bartolomeu, este trazia o Diabo com a forma de cão preso curto por uma trela, etc.

A todos os Santos, era comum os povos recorrerem para lhes acudir ou para colmatar as suas necessidades diárias contra as desgraças e, sobretudo, nas doenças. Isto, antes e depois dos tempos em que Portugal havia o Hospital de Todos os Santos, em Lisboa, e umas quantas Misericórdias espalhadas pelo país disponíveis para tão pouca gente e por isso inacessíveis, sobretudo, às pessoas dispersas pelos territórios mais distantes. A estes só os Santos é que lhes podiam valer.

A leitura do livro que ia apresentar trouxe-me por instantes à lembrança as teogonias antigas constituídas por hierarquias de deuses que tudo explicavam e dos quais os homens dependiam e aos quais recorriam em suas aflições nos célebres locais de culto conhecidos da História.

E no meu discurso introduzi várias considerações de natureza antropológico-cultural ao fazer uma breve análise das realidades hagiológicas do roteiro procurando, como até ai, fazer uso de uma linguagem não axiomática para não ferir eventuais susceptibilidades dos assistentes.

Fui discorrendo, sentado e sem papel, sobre a aparente contradição, daqueles tempos relatados pelo autor daquele livro, se poder conciliar com a Bíblia, em grande parte como o livro que regista a saga literal do caminho percorrido pela humanidade ligada a um povo a tentar consolidar o monoteismo. Este fora há muito definido e aceite pela Igreja e no entanto, um pouco à semelhança das antigas teogonias, havia inumeros locais de culto dos vários Santos e Santas, no seio da própria Cristandade!

É claro que há distinção nestes cultos; uns são de simples veneração, como os de dolia e o de hiperdolia aos Santos e à Virgem Maria. O verdadeiro culto, o de latria, era só devido a Deus. Mas o povo tinha dificuldades em fazer estas distinções apesar de na Eucaristia ouvir relatos bíblicos sobre a natureza destes cultos!

Cada vez que olhava para a assistência procurava ler os rostos da assistência sentada mesmo à minha frente, e assim ia avançando cautelosamente nesta aparentemente estranha e insólita apresentação.

Tudo correu bem até ao final! Todos bateram palmas, mas notou-se que algumas eram as chamadas palmas secas, a soar à não concordancia total com aquilo que ali fora dito!

Em outro dia, numa segunda-feira eram 6 do mês de Maio de 1999, fui chamado a uma tipografiazinha da cidade para ir lá rever as provas tipográficas do meu livro. Esqueci este facto porque esclareci que deviam era chamar o autor do Roteiro que eu apresentara. Mas tive mesmo de ir à tipografia. O Presidente da Câmara, que no seu mandato publicou 40 obras de 12 autores, mostrava bem ser um verdadeiro autarca amante extraordinário das questões ligadas à cultura.

Fiquei surpreendido ao ler no Prefácio do “meu livro” em resultado daquela minha atribulada apresentação o seguinte escrito pelo Senhor Presidente: «Foi este ilustre e prestigiado homem que com elevação percorreu o Livro e que no mesmo descobriu uma vasta mensagem antropológica e um significativo testemunho cultural que pode esclarecer-nos sobre a vida e as vicissitudes das povoações existentes há séculos no nosso concelho. Dado que o texto além da análise judiciosa que faz do livro aborda assuntos antropologia cultural de muito interesse, entendeu a Câmara Municipal ser seu dever publicá-lo de modo a poder proporcionar a sua leitura a quem não teve o privilégio de estar presente na sessão solene e de o ouvir».

E foi assim que sem eu querer me fizeram escritor, vai para 10 anos; escritor é apenas um elogio que até nem me desagrada e, foi por isso, que acabei de ver publicado este meu décimo livro, tudo livrinhos, à excepção de um com quase 700 páginas e outro com mais de 2,5kg de peso.

Como facilmente se pode concluir, até para se ser escrito é preciso ter sorte e muito mais sorte para continuar a sê-lo graças ao empenhado e valioso apoio da minha editora MinervaCoimbra!.


Palavras proferidas por Edgard Panão na apresentação, na Livraria Minerva, do livro “COMENTÁRIO – O outro lado da coisa”.

Coimbra, 28 de Outubro 2009

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

O ABADE JOÃO em Cantanhede


A propósito da comemoração do Dia das Bibliotecas Escolares, a escritora e o ilustrador da obra “O Abade João”, respectivamente Lurdes Breda e André Caetano, foram convidados a apresentar o livro na Escola Básica n.º 2 de Cantanhede.

A actividade, que decorreu na Sala de Multimédia, daquela escola, envolveu, para além das professoras bibliotecárias, diversos outros professores e várias turmas do 5.º e 6.º anos.

Foram realizadas duas sessões (uma de manhã e outra de tarde), nas quais se deu a conhecer não só os autores e a obra, mas também se gerou um ambiente interactivo e de partilha entre os autores e a comunidade escolar.

No início de cada sessão, foram apresentados os autores. Lurdes Breda foi a primeira a intervir. Começou por falar, de forma sucinta, de si e do seu percurso literário. Apresentou o livro “O Abade João” e contou, resumidamente, a história, enquanto o André Caetano ia mostrando as ilustrações correspondentes a cada passagem. Seguiram-se algumas questões, por parte dos alunos, à escritora, antes do André Caetano continuar a sessão.

O ilustrador falou da sua ligação com os diversos personagens do livro e revelou que, muitos deles, foram inspirados em membros da sua própria família. Aproveitou, ainda, para explicar as técnicas que utilizou nas ilustrações e mostrou o seu caderno de esboços, no qual tinha vários estudos dos personagens.

Depois, perante o deslumbre de uma plateia atenta, o André desenhou ao vivo a personagem do Abade João. Ao mesmo tempo, ouviu-se, em fundo, o tema musical “Abade D. João”, composto pelo músico Jorge Brito (co-autor do projecto), e que faz parte do CD, que acompanha a obra.

Os alunos puseram algumas questões ao André e, por último, teve lugar uma animada sessão de autógrafos com os dois autores presentes.








Domingo, Outubro 25, 2009

Colectiva de Pintura

Até ao dia 4 de Novembro convidamo-lo a visitar a exposição colectiva de pintura de Ângela Gomes, António Menano, Cecília Guimarães, Colette Vilatte, Lena Gal, Lucia Romero Fontao, Michael Barrett, Miguel Barbosa, Pinho Dinis, Santiago Ribeiro, Sérgio Sá, Luisa Prior e Silva Duarte.

Dia 6 de Novembro, pelas 18h30, temos o prazer de o convidar para a inauguração da exposição de cerâmica e pintura do consagrada artista plástico Vasco Berardo.

Na ocasião será inaugurada também uma mostra de trabalhos cerâmicos de João Berardo.

A colectiva pode ser visitada na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra, de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00.


Silva Duarte, Quarteto de Jazz


Sérgio Sá, Composição


Santiago Ribeiro, s/título


Pinho Dinis, Formas Configuradas


Pinho Dinis, Repouso de Diana


Miguel Barbosa, Nascimento de um mito


Michael Barrett, Natureza morta


António Menano, Taça da vida


Luísa Prior, Ascensão


Luísa Prior, O Jardim


Lucia Romero Fontao, s/ título


Lena Gal, Entardecer


Colette Vilatte, A Fissura


Cecília Guimarães, s/ título


Ângela Gomes, Portagem


Ângela Gomes, Procissão marítima

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

COMENTÁRIO - o outro lado da coisa


O Autor e as Edições MinervaCoimbra convidam para o lançamento do livro

COMENTÁRIO - o outro lado da coisa

de Edgard Panão.

A apresentação será feita pelo Dr. Rui Marques Veloso.

Com este livro assinala-se o 10.º aniversário da carreira de escritor do Dr. Edgard Panão.

A sessão realiza-se no dia 28 de Outubro, pelas 18h15, na Livraria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

A RECEPÇÃO PORTUGUESA DE DIE LEIDEN DES JUNGEN WERTHERS


A Recepção Portuguesa de Die Leiden des jungen Werthers
(de 1784 até Finais do Primeiro Romantismo)
Maria Antónia Gaspar Teixeira


N.º 16 da Colecção Minerva-CIEG
Dirigida por Maria Manuela Gouveia Delille


Um dos romances internacionalmente mais conhecidos, Die Leiden des jungen Werthers, de Goethe, obteve – tanto nos países de língua alemã como em grande parte do espaço europeu – um intenso e controverso acolhimento logo após ter sido lançada a primeira versão (1774).

Em Portugal, a recepção dessa obra não foi tão tardia e escassa como se supunha. Para além de se detectarem desde muito cedo sinais inequívocos de interesse por parte dos leitores, existe na Torre do Tombo o manuscrito de uma primeira tradução do romance, proibida pela censura em 1799.

É essa tradução que se analisa no presente estudo, juntamente com outra já conhecida, de 1821, bem como diversos testemunhos de recepção até finais do Primeiro Romantismo.


Maria Antónia Gaspar Teixeira
é professora auxiliar da Universidade do Porto e foi, entre 1994 e Março de 2007, inves­tigadora do Centro Interuniversitário de Estudos Germanísticos.
Licenciada em Filologia Germânica na Universidade de Coimbra, obteve na mesma Universidade o grau de Mestre em Literatura Alemã e Comparada, em 1992, com um estudo sobre a recepção portuguesa do drama "Mutter Courage und ihre Kinder", que integra o primeiro número desta colecção. Com a dissertação publicada no presente volume doutorou-se na Universidade do Porto, em 2007.


Capa: Design de Vasco Rosa


Em preparação:

Portugal-Alemanha: Memórias e Imaginários. Segundo Volume: Séculos XIX e XX
Maria Manuela Gouveia Delille
(coordenação e prefácio)

As Traduções de Ilse Losa no Período do Estado Novo: Mediação Cultural e Projecção Identitária
Ana Isabel Marques

Ficção e História: A Figura de Uriel da Costa na Obra de Karl Gutzkow
Rogério Paulo Madeira

A MEDIAÇÃO EM ACÇÃO



A Mediação em Acção


Coordenador/Editor
José Vasconcelos-Sousa

Autores:
Agnès Tavel, Angela Lopez, J. O. Cardona Ferreira, José Vasconcelos-Sousa, Luís Campos, Patricia Malbosc, SRĐAN ŠIMAC, Ursula Caser

Edição MEDIARCOM/MinervaCoimbra


Uma obra que reúne 250 páginas de artigos sobre mediação e arbitragem.

Os conflitos são inevitáveis. Podem ser destruidores de bens e de vidas. Podem ser motores de inovação e de mudanças positivas. O seu resultado depende da maneira como são trabalhados e resolvidos.

A mediação de conflitos com um mediador profissional, estranho ao conflito, abre um largo espaço para soluções criativas e positivas em que todas as partes podem ganhar. A conferência da MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação, com os parceiros dos EUA, Association for Conflict Resolution (ACR), reúne na terceira quinta-feira de Outubro de cada ano, em comemoração do Dia Mundial da Resolução de Conflitos, personalidades notáveis da mediação a nível mundial.

A MEDIARCOM - Associação Europeia de Mediação tem como Associados Fundadores mais de 80 membros, incluíndo personalidades provenientes de 10 países.

Os especialistas da MEDIARCOM que intervêm e apoiam a resolução de conflitos são mediadores-facilitadores com formação específica e prática de apoio à negociação assistida.

Poderá prevenir e resolver conflitos nas seguintes áreas:
- Empresarial (Nacional e Internacional)
- Saúde
- Ambiente
- Família
- Patrimonial
- Institucional
- Comunitária

MEDIARCOM

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

MinervaCoimbra lança nova colecção




1. Os benefícios do chocolate, Dr. Franck Senninger

A produção de grãos de cacau eleva-se a três milhões de toneladas por ano, e representa a terceira mercadoria mais exportada no mundo, depois do café e do açúcar. Se o chocolate é bom para o nosso prazer, ele é igualmente bom para o nosso corpo e para a nossa moral: faz baixar a tensão arterial, fluidifica o sangue, combate o reumatismo, estimula o cérebro, diminui o stress… e é possuidor ainda de muitas outras propriedades.
Todas estas virtudes se devem a certas moléculas particulares entre as 800 conhecidas.
Estas substâncias activas estão descritas aqui de forma agradável e instrutiva. Um livro sobre o chocolate não merece ser indigesto à leitura. Por isso, um olhar cúmplice do leitor faz brilhar estas páginas e permitem simplificar as explicações científicas.
Através deste livro, o chocolate, “alimento dos deuses”, oferece os seus segredos aos “amantes” do prazer e do conhecimento.

O autor
Doutor em medicina e nutricionista especializado em perturbações do comportamento alimentar, Franck Senninger partilha com muito gosto, os seus conhecimentos desta matéria, oferecendo-nos conselhos práticos e úteis do dia a dia. É autor de vários livros de grande sucesso entre os quais destacamos “L' anorexie”, “La boulimie”, “Un cerveau efficace” e “Un coeur en forme” (Éd. Jouvence).


2. A sexualidade do homem depois dos 50, Yvon Dallaire

Com o avançar da idade, os homens tornam-se cada vez mais sensíveis aos factores psicológicos, emotivos e contextuais da sua vida sexual; já não podem contar apenas com os seus impulsos.
Se insistirem em determinados pensamentos negativos respeitantes à vossa virilidade, se estiverem tensos e ansiosos durante o acto sexual, se estiverem preocupados com a vossa performance sexual, se não abandonarem a vossa visão linear de fazer amor (desejo – carícias – orgasmo), se não compreenderem e não aceitarem as mudanças corporais que sobrevêm com a idade, se..., se..., se..., então, leiam este livro!
Porque um homem de 50 anos (e mesmo mais velho) pode ainda perfeitamente conferir um novo significado e dar novos sentidos à sua sexualidade!
As pessoas mais activas sexualmente vivem mais tempo, de melhor saúde e mais felizes!

O autor
Psicólogo, sexólogo, autor e conferencista reconhecido na Europa e no Canadá, Yvon Dallaire pratica terapia conjugal e sexual desde há 30 anos.
Cronista em numerosas revistas, participa regularmente em emissões de rádio e de televisão como especialista em relações heterossexuais.
Conhecido como especialista da condição masculina, publicou já um número considerável de obras sobre a relação conjugal: “Qui sont ces couples heureux?”, “Cartographie d' une dispute de couple”, “Les illusions de l'infidélité” e “Guérir d' un chagrin d' amour”.

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

O ABADE JOÃO em Pereira



Integrada no programa das comemorações do 18.º Aniversário da Reelevação de Pereira a Vila, vai decorrer no Celeiro dos Duques de Aveiro (Pereira), a apresentação do áudio-livro “O Abade João”, de Lurdes Breda, André Caetano e Jorge Brito, editado pelas Edições MinervaCoimbra.

A sessão realiza-se no dia 16 de Outubro, pelas 22h00 horas, e contará com a participação do Grupo de Teatro “O Celeiro”, seguida de uma sessão de autógrafos.


Acerca da obra: “Que a Glória de Deus Nosso Senhor e a mercê de S. João estejam convosco, neste dia de grã fé, mas igualmente de grão amargor para os nossos corações… Com os vossos próprios olhos e os vossos próprios ouvidos, fostes testemunhas da cruel represália, anunciada por aquele, a quem eu quis como a um filho. Seremos tão valorosos quanto pudermos, na batalha que se avizinha, todavia, os sarracenos, aos milhares, invadem estes campos do Mondego (…)”.

Este livro — O Abade João — pretende divulgar, de forma particular, uma lenda de Montemor-o-Velho (século IX), que ainda hoje povoa o imaginário de crianças e adultos desta região, conhecida pela Lenda do Abade (Beneditino do Mosteiro de Lorvão).

Esta obra infanto-juvenil tem como objectivo principal a divulgação, em termos históricos e patrimoniais, de uma das mais importantes lendas do concelho de Montemor-o-Velho. Introduz, ainda, as vertentes lúdica (com ilustrações inerentes ao conteúdo da história e a composição de temas musicais originais) e pedagógica (com pormenores históricos relativos à época da reconquista cristã, a alusão a alguns dos povos que habitaram a Península Ibérica e informação acerca da Capela de Nossa Senhora de Seiça e do Castelo de Montemor-o-Velho, para além de um pequeno glossário da obra).

O CD conta com a participação especial do Dr. Sansão Coelho na narração da epopeia d’ “O Abade João”. Os textos pedagógicos têm a voz do professor Álvaro Caetano.


Acerca dos autores:

Lurdes Breda (texto) nasceu em Montemor-o-Velho, em 1970. Frequenta o curso de Línguas e Literaturas Modernas – Variante Estudos Portugueses, da Universidade Aberta. Foi premiada em diversos certames literários nacionais e internacionais e, entre a edição e a co-edição, possui editadas as seguintes obras: “O misterioso falcão de jalne”, “Asas de vento e sal”, “Zuleida, a princesa moura”, “Contos com Vinho Madeira – Cultura Madeirense na Forma Líquida”, “Na face do luar”, “Folhas ao Vento”, “Casa lembrada, Casa Perdida”, “A Nuvenzinha Cor-de-Farinha” e “O Duende Barnabé e as Cores Mágicas”.
Mais sobre Lurdes Breda em http://lurdesbreda.wordpress.com.

André Caetano (ilustrações) nasceu em Coimbra, em 1983. É licenciado em Design de Comunicação pela Escola Universitária de Artes de Coimbra, desde Julho de 2006, tendo, nesse mesmo ano, entrado como bolseiro para o Instituto Pedro Nunes, onde trabalhou como designer. Tem participado regularmente em várias exposições, com trabalhos de desenho e pintura. Em Dezembro de 2008 ilustrou a obra de Cristóvão de Aguiar “Cães Letrados”, publicada pela Calendário das Letras. Expôs os originais na Casa dos Açores, em de Março de 2009.
Mantém, desde 2005, um blogue de ilustração em http://boredomsketch.blogspot.com.

Jorge Brito (música, voz e produção) nasceu em Coimbra, em 1967. Integrou algumas bandas de garagem e participou em concursos, num percurso de pop, rock, jazz e blues. Começou também a compor, trabalhando no seu pequeno estúdio de gravação. De 2001 a 2003 actuou como músico privativo do antigo Hotel Meliá Confort, em Coimbra, numa formação de trio. Em 2004, através da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (Montemor-o-Velho), começou a fazer a montagem e produção áudio e vídeo, em projectos, nos quais, entre outros, colaboram Lina Carregã e Lurdes Breda. Faz, actualmente, parte das bandas “Impacto” e “Vintage”.
Mais informação em http://sites.google.com/site/britusspace.



Acerca do Grupo de Teatro “O Celeiro”:

“O Celeiro” foi criado a partir da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de Pereira. Associação sem fins lucrativos, com sede no Lugar e Freguesia da Vila de Pereira, Concelho de Montemor-o-Velho. Surge para proporcionar à comunidade um espaço de diálogo artístico, formação e debate, oferecendo uma programação cultural capaz de conquistar novos públicos de teatro. Pretende manter as raízes populares e tradicionais, que trazem o enriquecimento aos habitantes e a promoção da Vila de Pereira.




Integrada no programa das comemorações do 18.º Aniversário da Reelevação de Pereira a Vila, decorreu no Celeiro dos Duques de Aveiro (Pereira), a apresentação do áudio-livro “O Abade João”, de Lurdes Breda, André Caetano e Jorge Brito, editado pelas Edições MinervaCoimbra.

Esta sessão contou com a participação do Grupo de Teatro “O Celeiro”, cujo director Sílvio Carvalho abriu a sessão, apresentando o grupo e os elementos que iniciaram a noite com a representação da peça "a Viagem".

Seguidamente, alguns dos elementos deste Grupo de Teatro apresentaram breves passagens do livro "O Abade João" (a personagem do Abade coube a Nuno Carvalho) que antecedeu
a apresentação do livro com intervenções do Presidente da Junta de Freguesia da Vila de Pereira, António Ferreira Pedro, da editora, Isabel de Carvalho Garcia, dos autores (Lurdes Breda-texto e André Caetano-ilustração), sendo a sessão encerrada pelo vereador da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, António Girão.

Seguiu-se uma participada sessão de autógrafos.



















Segunda-feira, Outubro 12, 2009

"Sentidos em transparência" na Galeria Minerva



A Galeria Minerva tem patente uma exposição de pintura de Luísa Prior intitulada "Sentidos em transparência".

Luísa Prior nasceu em Santa Marta de Penaguião, Trás-os-Montes e Alto Douro e reside e tem atelier em Vila Nova de Gaia. Frequentou cursos de técnicos de desenho da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, pintura e desenho na UATIP, e da Oficina de Retrato da Casa Museu Marta Sampaio Ortigão, no Porto.

É filiada em diversas associações artísticas, nomeadamente a Árvore – Cooperativa de Actividades Artísticas, Argo – Associação Artística de Gondomar e Artistas de Gaia – Cooperativa Cultural.

Está representada em colecções oficiais e particulares em Portugal, Itália, Ucrânia, México, Holanda e Suécia. Está igualmente representada no Dicionário Antológico de Artes e Letras de Gondomar.

A exposição pode ser visitada na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00.

Domingo, Setembro 27, 2009

Lançamento e debate em Lisboa



Realizou-se na sede da Ordem dos Médicos, em Lisboa, uma sessão de debate sobre o tema “Saúde e Hospitais”, na sequência da apresentação na capital do livro FARPAS PELA NOSSA SAÚDE, de Carlos Costa Almeida, editado pela MinervaCoimbra em Julho passado.

A sessão, presidida e moderada por Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, iniciou-se com a apresentação do livro feita por Carlos Pereira Alves, antigo presidente do Conselho de Administração do Hospital dos Capuchos.

Começando por apresentar, jocosamente, uma declaração de conflito de interesses, na medida em que é amigo pessoal do autor (chefe de serviço de Cirurgia do Centro Hospitalar de Coimbra e presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Carreira Hospitalar), Carlos Pereira Alves afirmou-se de acordo com quase tudo o que lá está expresso, apresentado e escrito de uma maneira muito clara e perceptível, mostrando que o seu autor sabe realmente do que está a falar, ou não fosse ele um médico hospitalar de longa data e provas dadas.

Provas dadas numa carreira profissional muito prestigiada, centro da formação médica pós-graduada e contínua dos médicos portugueses, e ao mesmo tempo garantia da qualidade da medicina praticada nos nossos hospitais e nas instituições privadas de saúde, uma vez que é dos hospitais públicos que têm saído os médicos das clínicas privadas.

Carlos Pereira Alves compartilha totalmente a ideia do autor de que a medicina é para ser praticada e gerida pelos médicos, embora a preocupação tenha também de ser posta na parte administrativa. Esta não pode é tornar-se no centro do que é feito para tratar doentes, consumindo-lhe uma grande parte dos recursos, que assim são desviados desse objectivo — à semelhança do que se passa já nos Estados Unidos da América, em que 40 por cento dos recursos alocados à Saúde são gastos pelos administradores. Com o fim supremo de impedir que os médicos gastem dinheiro com os doentes, como comentaria depois, ironicamente, Carlos Costa Almeida.

Carlos Pereira Alves terminou mostrando-se muito apreensivo com a possibilidade de que a tónica administrativa e economicista posta na Saúde possa vir a negar cuidados a doentes por se achar que não são “cost-effective”. Uma coisa dessas contradiz totalmente a humanização que todos dizem pretender, a qual assenta acima de tudo numa ligação pessoal estreita e franca entre médico e doente, confiando este abertamente naquele, não podendo sequer imaginar que ele lhe está a colocar um rótulo com o preço enquanto doente, calculando ao mesmo tempo se esse preço deve ou não ser pago.

Manuela Arcanjo, ex-ministra da Saúde, teceu rasgados elogios ao autor do livro, declarando-se em total sintonia com ele. Achou-o ingénuo apenas quando refere que a fórmula EPE estabelecida não deu os ganhos financeiros esperados. Manuela Arcanjo não os esperava, realmente, e sempre entendeu que essa chamada empresarialização dos hospitais públicos teve antes dois objectivos diferentes: a desorçamentação de grande parte dos custos e a abertura dessa área aos privados. O que se tem visto acontecer, aliás, devendo a despesa em excesso com os hospitais EPE ser vista como uma aplicação de capital para a liberalização mais extensa do sector, tal como foi pretendido por quem gizou essa empresarialização.

Algo que sempre chocou Manuela Arcanjo enquanto responsável pela Saúde foi o subfinanciamento crónico da área, observando amiúde como facilmente grandes verbas eram desviadas, por razões políticas, algumas ocasionais, para outros sectores, em detrimento da Saúde. E sempre a chocou também a influência da política no que devia ser só técnico — chegando-se ao ponto de agora se esperar pelo resultado das eleições legislativas para se substituir um presidente do Conselho de Administração de um hospital reformado já há meses, acrescentaria mais tarde Carlos Costa Almeida.

Manuela Arcanjo terminou dando mais uma vez os parabéns ao autor do livro “Farpas pela nossa Saúde”, pedindo-lhe que permanecesse alerta e não desistisse de escrever sobre o tema, contribuindo para que se conhecesse o que se passa e ajudando eventualmente à tomada de decisões pelos decisores.

Pedro Pita Barros, professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa e também autor de um livro editado pela MinervaCoimbra intitulado “A Economia da Saúde”, declarou-se igualmente encantado com a leitura do livro de Carlos Costa Almeida, dele ressaltando, segundo disse, o orgulho que o seu autor tem em ser médico. E entende agora que a medicina é uma actividade demasiado complexa e específica para ser gerida por não médicos, devendo estes, claro, preocupar-se também com a parte económica e financeira dessa sua actividade.

As críticas versam sobretudo o que chamou de contabilicismo, a preocupação de poupar apenas nas contas, ao invés de se procurar, sim, aproveitar melhor todo o dinheiro investido, forma correcta de ser económico em Saúde. Carlos Costa Almeida comentaria mais tarde, a este respeito, que, na verdade, a medicina que fica mais barata é a boa medicina, mesmo que ela implique alguns gastos mais elevados.

No parecer de Pita Barros o que interessa é a relação custo-efeito, e o segundo às vezes é difícil de contabilizar quantitativamente, sobretudo por quem é leigo na profissão e está fora da relação médico-doente. Já algumas medidas puramente administrativas tomadas, como o “dedómetro”, são susceptíveis de ser avaliadas quantitativamente, medindo-se os gastos e os ganhos que trouxeram, e isso, por exemplo, deveria ser feito.

Como seria também muito importante avaliar o desempenho das administrações hospitalares, o que pode ser feito quantitativamente, pois é mensurável, ao contrário de muitos aspectos do tratamento dos doentes. Pedro Pita Barros terminou inquirindo os médicos da possibilidade de a formação médica e as carreiras médicas se estenderem a instituições privadas, tal como às públicas.

Pedro Nunes, moderando o debate e afirmando a sua concordância na generalidade com o que é escrito pelo autor de “Farpas pela nossa Saúde”, afirmou que as carreiras médicas estão em debate, havendo já um projecto entregue no Ministério, centradas na Ordem dos Médicos e, eventualmente, estendidas a Hospitais privados, se eles detiverem todas as condições exigidas — e não propriamente a policlínicas.

Carlos Costa Almeida lembrou que as Carreiras Médicas só surtirão efeito e vingarão se forem incorporadas no funcionamento dos hospitais, como o eram até à lei EPE. A sua lógica, para além da formação, é assegurar aos governantes e aos doentes que quem dirige os serviços de saúde e os hospitais são os mais capazes, os mais sabedores, os mais diferenciados, aqueles que deram mais e melhores provas, e não quem foi depois escolhido dentro de cada instituição ignorando-se tudo isso.

Escolhido através de uma chamada avaliação de desempenho que nada faz supor que possa ser diferente para os médicos do que é agora para as outras carreiras: uma forma cara, consumidora de tempo e recursos humanos, geradora de zangas e desinteresse dos profissionais, de permitir que as administrações postas nos hospitais possam escolher em absoluto quem querem para dirigentes técnicos intermédios das suas instituições, isto é, para responsáveis directos pela formação e pelo nível da medicina lá praticada.

Depois das intervenções de vários colegas presentes — Dias Pereira e Armando Rocha, de Coimbra, e Canas Mendes e Isabel Caixeiro, de Lisboa — na linha do que atrás é referido, e ainda de Isabel de Carvalho Garcia (MinervaCoimbra), Pedro Nunes encerrou finalmente o debate.

















Sábado, Setembro 26, 2009

Direita não defende SNS por pressões económicas









Quinta-feira, Setembro 24, 2009

O Abade João lançado em Montemor-o-Velho e Liceia



Teve lugar no dia 8 de Setembro, em sessão solene, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho o lançamento do livro O ABADE JOÃO, de Lurdes Breda, André Caetano e Jorge Brito.

A apresentação da obra foi feita por Maria José Azevedo Santos.

Depois disso, os autores deram uma sessão de autógrafos na Galeria Municipal, onde permanecerão, até 25 de Setembro, expostas as ilustrações do André Caetano.

No dia 20 de Setembro, o livro foi apresentado em Liceia (de onde Lurdes Breda é natural), em sessão pública, inserida nos festejos em honra de S. Miguel.

Ficam algumas fotos dos dois eventos.









Fotos: Manuela Rodrigues e Francisco Caetano

Quarta-feira, Setembro 23, 2009

[Lisboa] FARPAS PELA NOSSA SAÚDE



O Bastonário da Ordem dos Médicos, o Autor
e as Edições MinervaCoimbra
têm o prazer de convidar para a apresentação em Lisboa do livro

"FARPAS PELA NOSSA SAÚDE"

de Carlos Costa Almeida.

A apresentação estará a cargo do Prof. Doutor Carlos Pereira Alves,
e será seguida de um

Debate sobre o tema SAÚDE E HOSPITAIS,

presidido e moderado pelo Dr. Pedro Nunes
(Bastonário da Ordem dos Médicos),
tendo como intervenientes:

Prof. Doutor Carlos Pereira Alves
(ex-Presidente do Conselho de Administração do Hospital dos Capuchos)

Prof. Doutor Carlos Costa Almeida
(Presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Carreira Hospitalar)

Prof. Doutora Manuela Arcanjo
(ex-Ministra da Saúde)

Dr. Paulo Mendo
(ex-Ministro da Saúde)

Prof. Doutor Pedro Pita Barros
(Professor da UNL e da Escola Nacional de Saúde Pública)


A sessão realiza-se no próximo dia 23 de Setembro, pelas 18h30,
na sede da Ordem dos Médicos
(av. Almirante Gago Coutinho, 151)
, em Lisboa.

Terça-feira, Setembro 22, 2009

Terças-Feiras de Minerva regressam com debate sobre "A NOSSA SAÚDE"

"A NOSSA SAÚDE" é o tema de recomeço das Terças-feiras de Minerva depois de férias.

Esta sessão conta com a intervenção do Dr. António Arnaut (criador do SNS), Prof. Doutor Carlos Costa Almeida (presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Carreira Hospitalar), Prof. Doutor Manuel Antunes (director do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos HUC) e Rui Duarte (estudante de Relações Internacionais e membro do Conselho Nacional de Juventude).

Com este debate pretende reflectir-se e trazer a público a preocupação dos médicos, dos políticos e da população em geral acerca de um tema tão actual como preocupante, numa data em que se celebram os 30 anos da criação do Serviço Nacional de Saúde.

A sessão tem como inspiração o livro "Farpas pela Nossa Saúde", de Carlos Costa Almeida, recentemente editado pelas Edições MinervaCoimbra, e terá lugar dia 22 de Setembro, pelas 18H30, na Livraria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.

A entrada livre é livre.

Sábado, Setembro 19, 2009

[Miranda do Corvo] COMENTÁRIO. O OUTRO LADO DA COISA



Domingo, dia 20 de Setembro, é lançado o último livro de Edgard Panão,

Comentário. O outro lado da coisa,

com chancela das Edições MinervaCoimbra.

A apresentação está a cargo de Rui Veloso.

A sessão decorre às 15h00 no Salão Nobre da Câmara Municipal de Miranda do Corvo.

Apresentação de “O Abade João” em Liceia



O áudio-livro “O Abade João”, de Lurdes Breda (texto), André Caetano (ilustração) e Jorge Brito (música, voz e produção), editado pelas Edições Minerva Coimbra, vai ser informalmente apresentado no dia 20 de Setembro, pelas 16h00, em Liceia (de onde Lurdes Breda é natural), em sessão pública, inserida nos festejos em honra de S. Miguel, no Centro Cultural daquela localidade.

O lançamento desta obra teve lugar no dia 8 de Setembro, em sessão solene no Salão Nobre da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho. A apresentação da obra foi feita por Maria José Azevedo Santos. Depois disso, os autores deram uma sessão de autógrafos na Galeria Municipal, onde permanecerão expostas, até dia 25 de Setembro, as ilustrações do André Caetano.

Pintura de Luísa Prior na Galeria Minerva

Luísa Prior, Isabel de Carvalho Garcia e Nassalete Miranda



A Galeria Minerva tem patente até 14 de Outubro uma exposição de pintura de Luísa Prior intitulada "Sentidos em transparência".

Luísa Prior nasceu em Santa Marta de Penaguião, Trás-os-Montes e Alto Douro e reside e tem atelier em Vila Nova de Gaia. Frequentou cursos de técnicos de desenho da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, pintura e desenho na UATIP, e da Oficina de Retrato da Casa Museu Marta Sampaio Ortigão, no Porto.

É filiada em diversas associações artísticas, nomeadamente a Árvore – Cooperativa de Actividades Artísticas, Argo – Associação Artística de Gondomar e Artistas de Gaia – Cooperativa Cultural.

Está representada em colecções oficiais e particulares em Portugal, Itália, Ucrânia, México, Holanda e Suécia. Está igualmente representada no Dicionário Antológico de Artes e Letras de Gondomar.

A exposição pode ser visitada na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00.























Sábado, Setembro 12, 2009

SENTIDOS EM TRANSPARÊNCIA



A Galeria Minerva convida para a inauguração da exposição de pintura

"Sentidos em transparência"

de Luísa Prior.

Dia 12 de Setembro de 2009, pelas 17h00.

A exposição pode ser visitada até 14 de Outubro, na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00.



Sentidos em transparência

Mário Claúdio, em “Boa noite, Senhor Soares”, uma novela editada em Maio do ano passado, fala-nos da “metáfora da condição de todos nós, ambiciosos de uma cor inatingível, e do paladar que lhe corresponde”.

Na pintura de Luísa Prior a esta “cor e paladar”junta-se, o cheiro e aquele desejo permanente de agarrar a cor para a ter sempre à mão.

Em técnica mista sobre madeira, tela ou papel, os quadros desta pintora levam-nos por “Caminhos Cruzados”, em “Linhas de Luz”, numa “Sagrada Ascensão” até às “Montanhas”, onde um “Olho de Fogo” se cruza com um “Olho de Água”, criando um “Vale de Luz” que acaricia a alma depois de vencida a “Tempestade”.

A pintura de Luísa Prior é habitada por gente que sonha e sente e que recria a memória em jogos de cor e luz.

No sentido evolutivo da artista há a preocupação da harmonia e a vontade de surpreender através da mistura de ideias, de formas, de técnicas e de estilos.

Entra-se na pintura de Luísa Prior e viaja-se para lugares onde nos sentimos rodeados de beleza e de paz. E não apetece sair.

Nassalete Miranda
Coimbra, 12 de Setembro de 2009

Terça-feira, Setembro 08, 2009

Lançamento [Montemor-o-Velho] : O ABADE JOÃO


As Edições MinervaCoimbra e os Autores convidam para o lançamento do áudio-livro

“O Abade João”,

de Lurdes Breda, André Caetano e Jorge Brito,

que se realizará no dia 8 de Setembro, pelas 16h00,
na Sessão Solene comemorativa do Feriado Municipal,
no Salão Nobre da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho.

A apresentação da obra será efectuada pela Professora Doutora Maria José Azevedo Santos.

Pelas 18h30 terá lugar, na Galeria Municipal, uma sessão de autógrafos
e a inauguração da exposição de ilustrações do André Caetano,
a qual ficará patente ao público até dia 25 de Setembro.


“Que a Glória de Deus Nosso Senhor e a mercê de S. João estejam convosco, neste dia de grã fé, mas igualmente de grão amargor para os nossos corações… Com os vossos próprios olhos e os vossos próprios ouvidos, fostes testemunhas da cruel represália, anunciada por aquele, a quem eu quis como a um filho. Seremos tão valorosos quanto pudermos, na batalha que se avizinha, todavia, os sarracenos, aos milhares, invadem estes campos do Mondego (…)”.


“O Abade João” é a mais recente obra de Lurdes Breda com chancela das Edições MinervaCoimbra.

Esta obra infanto-juvenil tem como objectivo principal a divulgação, em termos históricos e patrimoniais, de uma das mais importantes lendas do concelho de Montemor-o-Velho, do século IX, mas que ainda hoje povoa o imaginário de crianças e adultos desta região, conhecida pela Lenda do Abade (Beneditino do Mosteiro de Lorvão).

Introduz, ainda, as vertentes lúdica (com ilustrações inerentes ao conteúdo da história e a composição de temas musicais originais) e pedagógica (com pormenores históricos relativos à época da reconquista cristã, alusão a alguns dos povos que habitaram a Península Ibérica e informação acerca da Capela de Nossa Senhora de Seiça e do Castelo de Montemor-o-Velho, para além de um pequeno glossário).

O CD-Áudio conta com a participação especial de Sansão Coelho (jornalista e professor do Ensino Superior) na narração da epopeia d’ “O Abade João”.

Os textos pedagógicos têm a voz de Álvaro Caetano (professor do Ensino Secundário).



Lurdes Breda (texto) nasceu em Montemor-o-Velho, em 1970. Frequenta o curso de Línguas e Literaturas Modernas – Variante Estudos Portugueses, da Universidade Aberta. Foi premiada em diversos certames literários nacionais e internacionais e, entre a edição e a co-edição, possui editadas as seguintes obras: “O misterioso falcão de jalne”, “Asas de vento e sal”, “Zuleida, a princesa moura”, “Contos com Vinho Madeira – Cultura Madeirense na Forma Líquida”, “Na face do luar”, “Folhas ao Vento”, “Casa lembrada, Casa Perdida”, “A Nuvenzinha Cor-de-Farinha” e “O Duende Barnabé e as Cores Mágicas”. Mais sobre Lurdes Breda em http://lurdesbreda.wordpress.com.

André Caetano (ilustrações) nasceu em Coimbra, em 1983. É licenciado em Design de Comunicação pela Escola Universitária de Artes de Coimbra, desde Julho de 2006, tendo nesse mesmo ano entrado como bolseiro para o Instituto Pedro Nunes, onde trabalhou como designer. Tem participado regularmente em várias exposições, com trabalhos de desenho e pintura. Em Dezembro de 2008 ilustrou a obra de Cristóvão de Aguiar “Cães Letrados”, publicada pela Calendário das Letras. Expôs os originais na Casa dos Açores em de Março de 2009. Mantém, desde 2005, um blogue de ilustração em http://boredomsketch.blogspot.com.

Jorge Brito (música, voz e produção) nasceu em Coimbra, em 1967. Integrou algumas bandas de garagem e participou em concursos, num percurso de pop, rock, jazz e blues. Começou também a compor, trabalhando no seu pequeno estúdio de gravação. De 2001 a 2003 actuou como músico privativo do antigo Hotel Meliá Confort, em Coimbra, numa formação de trio. Em 2004, através da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (Montemor-o-Velho), começou a fazer a montagem e produção áudio e vídeo, em projectos nos quais, entre outros, colaboram Lina Carregã e Lurdes Breda. Faz actualmente parte das bandas “Impacto” e “Vintage”. Mais informação em http://sites.google.com/site/britusspace.



Quarta-feira, Agosto 05, 2009

Sugestões de leitura

Enquanto não chegam as próximas novidades – "OS BENEFÍCIOS DO CHOCOLATE" e "A SEXUALIDADE NO HOMEM DEPOIS DOS CINQUENTA ANOS" —, as Edições MinervaCoimbra deixam algumas sugestões de leitura para o Verão.

ZECA AFONSO ANTES DO MITO de António dos Santos e Silva

A CANÇÃO DE COIMBRA EM TEMPO DE LUTAS ESTUDANTIS (1961-1969) de Jorge Cravo

COIMBRA À GUITARRA de Carlos Carranca

MEMÓRIAS de Carlos Couveiro

CRÓNICAS DE UM ANTIGO ESTUDANTE DE COIMBRA de Jorge Rabaça Correia Cordeiro

O LIVRO DO DOUTOR ASSIS de Alberto Costa (Ex-Pad’Zé)

FARPAS PELA NOSSA SAÚDE de Carlos Costa Almeida

ANÁLISES DA SAÚDE de Pedro Pita Barros

O FEITIÇO DAS ILHAS DO CACAU de Hermínio Ferraz

DURA LEX. RETRATOS DA JUSTIÇA PORTUGUESA de António Marinho e Pinto

A CENSURA À IMPRENSA NA ÉPOCA MARCELISTA de Alberto Arons de Carvalho

COMUNICAR E JULGAR de Cunha Rodrigues

A CENSURA DE SALAZAR NO JORNAL DE NOTÍCIAS de Isabel Forte

O PODER CORPORATIVO CONTRA A INFORMAÇÃO SEGUIDO DE SAÍDAS PELA ÉTICA E PELOS “IMEDIA” de Óscar Mascarenhas

A TV DO REAL de Felisbela Lopes

INFOGRAFIA DE IMPRENSA de Susana Almeida Ribeiro

TEMOS O QUE PROCURA de Marta Vilar Rosales

O QUARTO EQUÍVOCO. O PODER DOS MEDIA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA de Mário Mesquita

A COMUNICAÇÃO. TEMAS E ARGUMENTOS de José Rebelo

IMPRENSA E OPINIÃO PÚBLICA EM PORTUGAL de José Manuel Tengarrinha

NAS ORIGENS DO PERIODISMO MODERNO. CARTAS A ORESTES de João Bernardo da Rocha Loureiro com organização, introdução e notas de José Augusto dos Santos Alves

FERNANDO NAMORA POR ENTRE OS DEDOS DA PIDE de Paulo Marques da Silva

MIGUEL TORGA E A PIDE de Renato Nunes

A POLÍTICA DE NORTON DE MATOS PARA ANGOLA 1912-1915 de Maria Alexandre Dáskalos

A UNIVERSIDADE E O ESTADO NOVO. O CASO DE COIMBRA 1926-1961 de Luís Reis Torgal

HISTÓRIA CRÍTICA DO SÉCULO XX de vários autores com prefácio de René Remond

A PAZ DA FÉ SEGUIDA DE CARTA A JOÃO DE SEGÓVIA de Nicolau de Cusa com tradução e introdução de João Maria André

O ENTE E A ESSÊNCIA de Teodorico de Freiberg com tradução, apresentação, notas, índice e glossário de Mário Santiago de Carvalho

COSMOPOLITAS DE TODOS OS PAÍSES, MAIS UM ESFORÇO! de Jacques Derrida com tradução de Fernanda Bernardo

As Edições MinervaCoimbra têm também disponível uma vasta oferta de livros de POESIA, editados quer na colecção MINERVA POESIA com 53 volumes, quer na colecção ÍTACA com 9 volumes, quer ainda entre os 40 títulos publicados Fora de Colecção.