sábado, outubro 07, 2006

"Olhares e Sonhares" de António Menano

A Galeria Minerva inaugura no próximo dia 14 de Outubro, pelas 18 horas, uma exposição de pintura de António Menano intitulada "Olhares e Sonhares".

A mostra estará patente até ao dia 6 de Novembro, na Rua de Macau, 52, em Coimbra, de segunda a sábado das 10 às 13 e das 14 às 20.

"Velho admirador da pintura de António Menano, cujo percurso tenho acompanhado desde há uns bons pares de anos, mais uma vez tento alinhar muito breves impressões sobre a obra deste autor, sem cuidar saber se numa outra me repito. Admitindo que a intuição é consciência imediata da verdade, existe em António Menano uma enraizada intuição estética. Segundo Benedetto Croce, "A estética consiste na afirmação das identidades entre intuição e expressão, sendo a primeira essencialmente cognitiva e a segunda um princípio essencialmente activo, a manifestação exterior de alguma coisa". Por isso, "uma intuição sem expressão não sequer concebível". E acrescenta ainda, "o conhecimento intuitivo não cura de saber se a imagem é real ou não o é". Na sua grande maioria, cada quadro deste original artista traduz-se por uma explosão cujo detonador é o impulso vital que o caracteriza e que desencadeia no espectador um fervilhar de sentimentos. Eis um nominalista convicto, de ideias representativas que são intermediárias entre os objectos e o espírito. Das sua fabulações nasce sempre um diálogo entre o autor e o observador, como acontece na comunicação poética bem presente na laureada produção literária de António Menano. Para Bergson, "Toda a consciência é memória". Mas, a meu ver, todo o inconsciente também o é, conforme o do autor, experiente e culto, bem demonstra e do qual brota, espontânea, tão forte e pura torrente pictórica. Cabe à fértil imaginação de António Menano trazer à superfície, através da memória, conhecimentos e descoberta incubados no decurso de uma inteligente e atenta vivência. Claro que se trata de uma imaginação produtiva e não reprodutiva. Imaginação que é faculdade de reviver, ou particularmente de criar, imagens mentais. Criação, e não simplesmente fantasia. A primeira baseia-se na capacidade de criar e ensaiar situações novas, ordenar conhecimentos não usuais, e ainda inventar "experiências mentais". Na esteira de alguém que recordo. Porque António Menano tem o dom e a coragem de, não raramente, se afoitar por caminho na aparência tão díspares, de que são exemplo "Memória de New Bedford" e "Dança de deserto de Gobi", porque "joga" bem as cores, possui o sentido da topologia, sabe articular as imagens e se compraz no insólito, da presença dos elementos imanentes gera-se uma atmosfera de transcendência."

Telo de Morais





ANTÓNIO MENANO nasceu em Coimbra em 6 de Maio de 1937. Considera a Figueira da Foz a sua cidade natal, onde sempre viveu, excepto em 1957/59 (Coimbra), 1960 e 1962/3 (Lisboa), e de 1988 a 1992 (Macau).
Entre 1982 e 1988 foi vereador da Câmara Municipal da Figueira da Foz. Em 1993, após o seu regresso de Macau, foi requisitado pela Câmara Municipal ao seu serviço no Hospital Distrital para chefiar os Serviços Culturais, onde se manteve até Novembro de 1997.
Visitou muitos países da Ásia, esteve no Brasil, na Colômbia e nos Estados Unidos da América. Conhece a generalidade da Europa e a Tunísia. Em todas estas derivações visitou museus, galerias de arte, estúdios de pintores, monumentos, além de ter contactado com as populações.
Escritor com 13 livros publicados, está representado em 13 antologias . Colaborou em publicações de Angola, Brasil, Espanha, Macau, Moçambique e Portugal. Ganhou 2 prémios nacionais de poesia.


Exposições individuais e colectivas:

Portugal
- Galeria Grade, Aveiro, 1995
- VOX 95, Encontro de Escritores da Zona Centro, Biblioteca Municipal, Aveiro, 1995
- Figueira Séc. XXI, Casino da Figueira, 1995
- Escola do 2º e 3º ciclos - Alhadas Projecto "Sentir a Natureza" , 1996
- Shopping de Coimbra , 1996
- O Homem e o Mar "Encontros do Mar 96" - Figueira da Foz, 1996
- Galeria do Turismo, (com Jorge Pinto) - Festas da Cidade - Figueira da Foz, 1996
- Grande Hotel - Figueira da Foz , 1996
- Casa do Tempo (com Giaconda Ferreira) - Castanheira de Pêra 1996
- Galeria Oriana, (Individual) Coimbra, 1996
- Galeria Sec. XVII, (Individual) Leiria , 1996
- 0 (zero) Figura - Homenagem informal a Artur Bual, Câmara Municipal da Amadora, 1996
- Universidade Lusófona, Lisboa - 1996
- Arte em Abril (com Jorge Pinto), Cooperativa Grão a Grão - Tavarede, Figueira da Foz, 1996
- Galeria Milénio, (com Alfredo Martins, João Ricardo e José Luís Ribeiro) - Figueira da Foz , 1997
- Hotel Alfa - Lisboa, 1997
- 100 anos do cinema - Museu Municipal Dr. Santos Rocha, Figueira da Foz, 1997
- Esteta Galeria (com João Ricardo e José Luís Ribeiro) ,Porto, 1997
- Galeria da Câmara Municipal de Gondomar, em exposição dos seleccionados para o Prémio Júlio Resende, 1997
-Feira da ACIC, (com Mário Silva, Pascoinho e Michael Barrett) - Coimbra , 1998
- Galeria de São Francisco, Medicamentos para Cuba, - Coimbra, 1998
- Galeria Outra Margem, (Individual) Coimbra, 1998
- Galeria Augusto Pereira, "Orientações I" (Individual) Montemor-o-Velho, 1999
- Galeria do Turismo - Figueira da Foz, 1999
- Câmara Municipal, de Mira, (com Mário Silva, Filinto Viana e Jorge Rodrigues) - Mira, 1999
- Festas da Cidade, S. João, Galeria dos Caras Direitas - Buarcos, Figueira da Foz, 1999
- Casa Municipal da Cultura, (Individual) Coimbra, 2000
- Sociedade Portuguesa de Autores - "Pinturas" Espaço Cultural da Delegação do Porto (Individual), 2000
- Galeria Rastro II (com Jorge Pinto), Figueira da Foz, 2000
- Exposição Inaugural do Museu da Cidade, Edifício Chiado, (com Colette Vilatte e Costa Brito), Câmara Municipal de Coimbra, 2001
- Arte à la Carte, Kiwanis Clube da Figueira da Foz, 2000/2001
- Dia do Autor Português, Sociedade Portuguesa de Autores, Lisboa 2001
- Euro Arte, Porto 2001, Capital Europeia da Cultura
- Galeria Caras Direitas, (Individual) Buarcos, 2002
- Kiwanis Arte 2002, Figueira da Foz
- Galeria de O Nacional, (Individual) Coimbra, 2002
- Galeria Oficina Regina Afonso, (Individual) Oliveira de Azeméis, 2003
- Galeria Minerva, (Individual) Coimbra, 2003
- Galeria Celarte, (Individual) Figueira da Foz, 2003
- Rotary Clube de Coimbra, 2003
- O poder da Arte, Comemoração dos 170 anos da Separação de Poderes, Supremo Tribunal de Justiça, Lisboa, 2003
- Magenta, Figueira da Foz, Natal 2003
- Magenta, Figueira da Foz, Verão 2004
-"Fernando Pessoa", Galeria 4 montras, Viseu, 2004
- Centro de Artes e Espectáculos - CAE, (Individual) 2004, Figueira da Foz
- Centro de Artes e Espectáculos - CAE (Colectiva sobre a SIDA), Figueira da Foz
- Galeria do Teatro-Cine de Pombal (Individual), Pombal, 2004
- Colectiva de inauguração da sede da Magenta, Figueira da Foz, 2004
- Exposição Internacional de pequeno Formato, Rotary International, Lisboa, 2004
- Rota do Alentejo, Magenta, em colaboração com as Câmaras Municipais de Aljustrel, Alvito, Beja, Cuba, Mértola, Portal e Vidigueira, 2005
- “Menano”Museu Municipal Santos Rocha (Individual), 25 Novembro de 25 Janeiro de 2005
- “Centenário do Rotary International”, Seminário do Vilar, Porto, 2005
- Colectiva de Verão, Magenta, Figueira da Foz, 2005
- Galeria Municipal de Castelo de Paiva, 2005
- Seleccionado para a II Bienal de Coruche, Câmara Municipal de Coruche, 2005
- Galeria da MAGENTA, Figueira da Foz, com Jorge Pinto, 2005
- “Onze Magnânimos”, Casa Municipal da Cultura de Coimbra, 2005
- Femina ou o Esplendor do nu, 32º aniversário da Galeria Sacramento, Aveiro, 2005
- Colectiva de Natal, Casa Museu Bissaya Barreto e Galeria Joaquina Barreto Rosa/Magenta, Coimbra, 2005
- Cumplicidades, individual, Galeria Almedina, Câmara Municipal de Coimbra, 2006
- Góis-Arte 2006
- Exposição de Verão da Magenta 2006

França
- Salles de Saint Géry, Gradignan, 1997
- "Fernando Pessoa à Paris" Conseil d'Administration de Nova Câmbios France, SAS, Paris, 2004.

Espanha
- Bienal de Artes Plásticas, XVIII Certámenes Nacionales - Ciudad de Alcorcón, Centro Municipal de Las Artes de Alcorcón- Madrid, 2002
- OROSO GÓIS ARTE – Oroso A Coruña

Estados Unidos da América
- Art 21 - Art in a New Century MGM, Grand Conference Center, Las Vegas, 1999
- International ARTEXPO, no Jacob Javits Center, Nova Iorque, USA, 2000

Macau
-"Orientações II" (Individual) Instituto Português do Oriente, Livraria Portuguesa Macau, 1999


Representado em:
Supremo Tribunal de Justiça, Lisboa
Instituto Português do Oriente, Macau
Museu Municipal Dr. Santos Rocha, Figueira da Foz
Casa Municipal da Cultura, Coimbra
Câmara Municipal de Coimbra
Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa e no Porto
Delegação de Cruz Vermelha da Figueira da Foz
Outras colecções públicas e particulares em Portugal, Espanha, Suécia, Macau e USA.


Referido:
ÓSCAR LOPES E A. JOSÉ SARAIVA, História da Literatura Portuguesa, 6ª Edição.
Portugal-Politik-Kultur-Wirtschaft Heute, Biblioteca Ibero-Americana, Frankfurt, Alemanha, 1997.
ANDRÉ PARASHI, Who is Who The Artists in Portugal. A biographical Dictionary. Vol. I, 1997.
ANTÓNIO CABRAL, Morfologia Literária, 1º edição, Porto Editora, 1971
FAUSTO CANICEIRO COSTA, Figueirenses de Ontem e Hoje, 1995
MARGARIDA MARQUES MATIAS, Dicionário de Artes Plásticas, Macau Sec. XX, Vol. I, Fundação Oriente, Lisboa, 1999
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI., Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Publicações Europa-América, 2001.
JÚLIO CONRADO, Ao Sabor da Escrita. Universitária Editora, Lisboa, 2001.
JÚLIO CONRADO, Nos Enredos da Crítica, Instituto Piaget, 2006


Menções:
Prémios Fernando Pessoa (1963) e Bocage (1987); 2º prémio do Conto BNU, Macau, 1990; Seleccionado para o Prémio Nacional de Pintura Júlio Resende (1997); Vencedor do Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama 2001 e Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres, 2002

Léopold Senghor


Na data em que se assinalam os 100 anos do nascimento de Léopold Senghor, intelectual e político senegalês que através do seu conceito de "Negritude" gerou um movimento integrador da sociedade e cultura africanas em todo o mundo, as Edições MinervaCoimbra recordam a edição da obra:

A NEGRITUDE E A SAUDADE
Homenagem a Léopold Sédar Senghor
Onze poemas traduzidos e prefaciados por José Augusto Seabra

ISBN: 972-798-060-0 . 2002 . 60 páginas . 10,00 euros

“Pudemos testemunhar o fervor ardente que Léopold Sédar Senghor pôs na sua paixão por Portugal (…). “Saudades das minhas Saudades” – dizia ele – multiplicadas ao infinito, como o poema que um dia tinha escrito, na primeira visita a Portugal. Saudade do passado e Saudade do futuro, tais como as visionaram Pascoaes ou Pessoa e as cantou este grande poeta negro-africano, irmão pelo sangue e pelo nome dos poetas portugueses e do povo de Portugal, bem como de todos os povos de língua portuguesa”.

Esta volume é o n.º 38 da Colecção Poesia Minerva e foi editado em colaboração com o Centro Internacional de Latinidade Léopold Senghor.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Novidades

Viagens pelo Brasil
Impressões de um geógrafo
Memórias de um reitor

Fernando Rebelo


“Tomei conhecimento das primeiras crônicas das viagens do professor Fernando Rebelo numa das minhas idas a Coimbra. Entusiasmei-me pela maneira como observava o Brasil. As crônicas cresceram e formaram o livro do geógrafo, professor de geografia e reitor da Universidade de Coimbra (1998- -2002), apropriadamente intitulado Viagens pelo Brasil: impressões de um Geógrafo, memórias de um Reitor. É relato de encontros, achados e descobertas. Viagens de estudo, viagens regimentais para as reuniões de grupo de universidades e viagens para assinar acordos de cooperação acadêmica, possibilitaram ao reitor de Coimbra conhecer monumentos, capitais patrimônio da humanidade, como Salvador e São Luís do Maranhão ou sítios significativos para o turismo, como Porto Seguro, na Bahia, ou Porto de Galinhas, em Pernambuco. Encontrar por esses brasis não somente vestígios lusitanos, como o marco de posse, no Forte dos Reis Magos, em Natal, mas também a presença viva do Portugal moderno, perfeitamente, integrado na Comunidade Européia, e que tanto fascina o turista e, sobretudo, o jovem brasileiro em busca de emprego ou de estudo, seja na Universidade de Coimbra, seja nas Universidades de Lisboa e do Porto ou nas novas universidades portuguesas.”

Salvador, 16 de Julho de 2006
Prof. Doutor Edivaldo M. Boaventura
Professor Emérito da Universidade Federal da Bahia



Fernando Rebelo foi Vice-Reitor (1986-1996) e Reitor (1998-2002) da Universidade de Coimbra. Nascido em Espinho (1943), fez os seus estudos primários e secundários no Porto e universitários em Coimbra, onde, com a dissertação intitulada Vertentes do Rio Dueça, se licenciou em Geografia pela Faculdade de Letras (1966). Assistente eventual desta Faculdade a partir de 1 de Junho de 1966, passou a Assistente (1969) e doutorou-se em Geografia Física (1975), com a tese Serras de Valongo – Estudo de Geomorfologia. Foi, então, Professor Auxiliar (1975-1978) e Professor Extraordinário (1978-1982), sendo Professor Catedrático da mesma Faculdade desde 1982. É Sócio Correspondente Nacional da Academia das Ciências de Lisboa (1993), tendo sido condecorado com a “Grã Cruz da Ordem de Mayo al Mérito”, da Argentina (2001), bem como com a “Grã Cruz da Ordem Renascença do Piauí”(2001) e com o grau de “Grande Oficial da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul”, do Brasil (2002).
Ao longo da sua carreira na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Fernando Rebelo leccionou, também, embora esporadicamente, nas Universidades de Aveiro, Açores, Porto, Lisboa, Limoges e Paris I (Panthéon-Sorbonne), tendo proferido conferências em muitas outras, entre as quais 15 Universidades do Brasil, mas também em Universidades de outros países, como as de Manchester (Reino Unido), León, Huelva e Internacional da Andaluzia (Espanha), Nacional de Córdova (Argentina), Macau (RAM/China) e Estudos Estrangeiros de Quioto (Japão).
Colaborou na Verbo, Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura com cerca de 400 notas ou pequenos artigos. Além disso, entre livros, capítulos de livros, artigos, notas e recensões, tem mais de 250 títulos publicados.
Fundou em 1994, sendo, a Territorium, Revista de Geografia Física Aplicada no Ordenamento do Território e Gestão de Riscos Naturais, hoje, Revista da Riscos, Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança, de que é Director. Integra o grupo de consultores da Finisterra, Revista Portuguesa de Geografia (desde 1995) e pertence ao “Consejo Asesor” da Polígonos, Revista de Geografia das Universidades de Castilla y León (desde 2003).
Últimos livros publicados:
Percurso de um Reitor da Universidade de Coimbra (1998-2002). Coimbra, Imprensa da Universidade, 2002
Riscos Naturais e Acção Antrópica. Coimbra, Imprensa da Universidade, 2003, 2ª edição
Reflexões sobre a Vida Universitária. Coimbra, MinervaCoimbra, 2004
Uma Experiência Europeia em Riscos Naturais. Coimbra, MinervaCoimbra, 2005.




FERIDAS
UMA ARTE SECULAR

Avanços Tecnológicos no Tratamento de Feridas
Marília João Rocha
Eunice Proença e Cunha
Ana Paula Dinis
Catarina Coelho


“O tratamento das feridas com a dor, o sofrimento e o desconforto que acarretam, deveria constituir um dever primordial de todos os profissionais de saúde”, afirma José Eduardo Santos de Almeida, Director dos Serviços de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva dos Hospitais da Universidade de Coimbra, no prefácio do livro “Feridas, uma arte secular. Avanços tecnológicos no tratamento de feridas”.
Ainda segundo o Dr. José Eduardo Santos de Almeida, esta obra “em linguagem concisa, clara, mas exacta e rigorosa do ponto de vista técnico e científico, aborda um dos problemas da Medicina de mais difícil solução” e “vem colmatar uma lacuna manifesta”.
Para o Director dos Serviços de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva dos HUC, o livro deve ser lido por médicos, farmacêuticos e enfermeiros e começa “com a abordagem de anátomo-fisiologia da pele, seguida de uma caracterização dos vários tipos de feridas, para terminar, após referência à fisiopatologia da cicatrização, com a apresentação dos recentes e prodigiosos avanços nos materiais de pensos”.
De acordo com Marília João da Silva Pereira Rocha, coordenadora da equipa autora do livro, este “não é mais do que uma compilação de dados disponíveis neste momento para a profilaxia ou tratamento do doente com ferida(s). Apenas se pretende com isto ocupar um espaço vazio, quando pensamos em informação escrita em português, e lançar um desafio”.



Marília João Rocha
Licenciada em Ciências Farmacêuticas ramo - A pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, em 1989; ano em que iniciou a sua actividade em Farmácia Hospitalar nos H.U.C. com Especialidade em Farmácia Hospitalar (1997), Mestre em Saúde Pública (1999), responsável pelo sector de Monitorização de Medicamentos e Farmacocinética Clínica dos HUC.

Eunice Proença e Cunha
Licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, em 1993; ano em que iniciou a sua actividade em Farmácia Hospitalar nos H.U.C. com Especialidade em Farmácia Hospitalar (2001), colaboradora no sector de Monitorização de Medicamentos e Farmacocinética Clínica dos HUC.

Ana Paula Dinis
Licenciada em Ciências Farma-cêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra em1995.
Especialista em Farmácia Hospitalar em 2003.
Técnica Superior de Saúde do ramo de Farmácia (Assistente), no Centro Hospitalar de Coimbra.
Autora do livro “Guia de Preparação e Administração de Medicamentos por Via Parentérica”.

Catarina Coelho
Licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, em 1998; ano em que iniciou a actividade em Farmácia Hospitalar nos H.U.C. equiparada ao Estágio da Carreira de Técnicos Superiores de Saúde, Ramo de Farmácia (2003). Farmacêutica responsável da Delegação Regional do Centro/Instituto da Droga e da Toxicodependência.

A Canção de Coimbra na candidatura da Universidade a Património Mundial


A Livraria Minerva em conjunto com o Rotary Club de Coimbra Santa Clara promoveram a segunda sessão do ciclo “Coimbra – Uma candidatura a Património mundial”, desta feita com a presença de Jorge Cravo que abordou o tema “A inclusão da Canção de Coimbra como bem imaterial da candidatura da Universidade de Coimbra a património Mundial”.





Da autoria de Jorge Cravo, aqui deixamos um resumo da comunicação que provocou, no final, um período de debate com a participação de elementos do público.


A inclusão da Canção de Coimbra no património imaterial da Candidatura da Universidade, exige a concretização de alguns objectivos que permitam documentar e fundamentar esta Canção como bem intangível incluso no imaginário vivencial do estudante, e assim, testemunho sonoro da vertente imaterial desta candidatura.

1. Elaboração de uma memória histórica sobre a sua génese, evolução e imaginário que assuma e identifique um conjunto de manifestações tradicionais reveladoras da sua identidade face à cidade e, particularmente, em relação à Universidade. Esta memória descritiva deverá ser acompanhada por um álbum iconográfico.

2. Elaboração de um documento biodiscográfico de estudantes cultores/referência ao longo das épocas, como paradigma identitário desta cultura-tradição musical, regional e local, de Coimbra.





Mas não só do passado é feita esta Canção. Um outro objectivo é, quanto a mim, o mais importante e a razão de ser da inclusão da Canção de Coimbra nesta Candidatura, pois tem a ver com o futuro desta música.

3. Concretização de um plano de revitalização da Canção de Coimbra que consagre, não só, as suas formas tradicionais de divulgação (algumas que caíram em desuso e outras que se encontram em risco de desaparecimento), assim como um conjunto de medidas e de acções que consigam perspectivar o futuro desta Canção num processo dinâmico e moderno, apontando as linhas gerais de um novo imaginar deste Cantar. Ou seja: um plano que faça da Canção de Coimbra um produto cultural a divulgar como “marca” da cidade e da Universidade.


É possível que a maioria das pessoas veja, como objectivo último da inclusão da CdeC na Candidatura da Universidade, a sua consagração como património da UNESCO e nada mais. Isto é: apenas e só o reconhecimento do seu passado. Mas não é isso que se pretende. Devemos falar do passado o necessário (e só o necessário), o presente não interessa e devemos pensar o futuro.

Aliás, a própria UNESCO estipula que tem de existir um plano de acção para a protecção e revitalização da expressão cultural em questão, enquanto género musical tradicional É que uma Candidatura é aprovada se existir um projecto de preservação, recuperação e divulgação do bem candidato. Não basta apresentá-lo e dizer que ele existe. É preciso actuar sobre ele.




O Plano de Revitalização compreende dois quadros de acção:

1º Quadro – Identidade Cultural e Autenticidade Acções que visam reforçar a Canção de Coimbra como cultura musical específica da região centro e da cidade de Coimbra, com uma identidade cultural própria que garanta a sua autenticidade e autonomia etno-musical em relação a outros géneros musicais e a definam como produto/marca registada.

2º Quadro – Divulgação Acções de divulgação da Canção de Coimbra, preservando a sua originalidade e o seu imaginário, mas criando-se uma imagem de produto actual e sempre renovável para uma sua crescente aceitação pelo mercado global e para que seja vista como arte apetecível por parte dos agentes da Indústria Cultural e Discográfica deste País.

A concretização deste Plano implica dinheiro. E na Canção de Coimbra é preciso mesmo muito dinheiro face aos fraquíssimos apoios que ela até hoje teve porque nunca foi levada muito a sério.



Se não for assumida pela Reitoria da Universidade de Coimbra e pela Câmara Municipal um compromisso financeiro inequívoco e bem claro de apoio efectivo à Canção de Coimbra (seja com o recurso ao mecenato, a linhas de financiamento próprias, à Banca, aos fundos comunitários, etc), não vale a pena imaginar a Canção de Coimbra que se quer nem fazer cumprir todo o Plano de revitalização do Bem...

Será que a Canção de Coimbra não tem valor que justifique um bom investimento?

Jorge Cravo


A terceira sessão do ciclo “Coimbra – Uma candidatura a Património mundial” realiza-se no próximo dia 17 de Outubro, pelas 21h30, na Livraria Minerva (Rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos).

quinta-feira, setembro 28, 2006

Coimbra – Uma candidatura a Património mundial


O ciclo “Coimbra – Uma candidatura a Património mundial” vai continuar em sessões conjuntas com o Rotary Club de Coimbra Santa Clara e a Livraria Minerva.

A próxima será no dia 3 de Outubro, pelas 21h30, na Livraria Minerva, Rua de Macau, 52 (Bairro Norton de Matos), e contará com a presença de Jorge Cravo que falará sobre “A inclusão da Canção de Coimbra como bem imaterial da candidatura da Universidade de Coimbra a património Mundial”.

A entrada é livre.

segunda-feira, setembro 25, 2006

O Primeiro de Janeiro

Candidatura da Universidade tremida

O responsável pelo o gabinete de candidatura a Património Mundial da Unesco da Universidade de Coimbra não poupa a cidade com críticas contundentes. Nuno Ribeiro Lopes acusa Coimbra de desleixo e atropelos urbanísticos e a Universidade de estar mumificada.

Paula Alexandra Almeida

Considerando a candidatura de Coimbra “particular e bastante complexa”, Nuno Ribeiro Lopes, afirma que o ela é “um grande desafio para a cidade”. É que o estatuto de Património Mundial “é um extremo que premeia a diferença no mundo global, premeia o que é autêntico, que não é de plástico”. E, portanto, “a partir do momento em que há uma comunidade que se quer candidatar ao estatuto passa a ter que mudar a forma de encarar a sua actuação do dia a dia”.
Este é o desafio que se põe à Universidade e a Coimbra de uma forma geral “porque não é possível fazer a candidatura sem a cidade e as suas instituições”, assegura o arquitecto. “Esqueçamos a ideia de que a Universidade é responsável pela candidatura. A Universidade coordena a candidatura de um bem mas essa só poderá ser possível se os cidadãos a apoiarem”.
Daí que a candidatura só seja viável se tanto a cidade como a própria Universidade mudarem de atitude. “Desafio todos a passearem pela Alta universitária à noite e a verem o mau aspecto que tem”, referiu ainda Nuno Ribeiro Lopes. A própria Universidade, pelos edifícios que tem, “é inóspita e intimida quem não é aluno ou professor”. O próprio cidadão de Coimbra “é também intimidado e não lhe interessa muito lá ir”.
Será então preciso levar a cidade à Alta universitária mas não sem antes alterar o seu “aspecto dramático”. E os automóveis têm que ser os primeiros a sair. “Não queiram candidatar isto, por amor de Deus”, apela o arquitecto referindo-se aos milhares de carros que diariamente invadem o espaço universitário. “Porque acontece o que aconteceu em Santarém. O homem da Unesco vem cá e atira-se da ponte abaixo. Foge!”.

Desrespeito total
Mas à parte esta questão que é fundamental para o processo, “a Universidade tem que se confrontar com a sua própria decadência”, afirma ainda Nuno Ribeiro Lopes. Segundo o responsável pelo gabinete de candidatura à Unesco, a Universidade fechou-se em si mesma “chorando glórias passadas”. Daí que esta questão da candidatura seja “o momento certo para descobrir aquilo que, num passado mais recente, foi feito”, afirmou referindo-se à intervenção do Estado Novo, “e para reflectir o que é que queremos para o futuro”.
Para o arquitecto, a candidatura da Universidade “é o motivo que será capaz de agregar a cidade em torno de um projecto que envolve a sua própria recuperação”. Porque, “ao contrário de outras cidades que foram à procura de meios para valorizar o seu passado, a sua identidade, Coimbra desperdiçou tempo, perdeu centralidade e a própria Universidade foi ultrapassada”. Está portanto, na altura de reflectir “a sua decadência”.
E isto vê-se, assegura, todos os dias “quando se passeia na Alta e se olha para o chão e só se vê lixo, só se vê grafitis e só se vê um desrespeito total em relação aquilo que é um bem nacional e que possa ser mundial”.


Exposição
Alta entre vistas
Até 9 de Novembro, no Museu Antropológico, os conimbricenses podem ver os projectos de arquitectura na origem da candidatura a Património Mundial da Unesco. São nove e incluem a requalificação do Pateo das Escolas e do edifício da Associação Académica de Coimbra, bem como a construção do parque de estacionamento no Largo D. Dinis e do novo Centro de Informação e Divulgação da Universidade de Coimbra, da autoria de Gonçalo Byrne; a nova Biblioteca da Faculdade de Direito, a instalar na actual Faculdade de Farmácia, concebida por Álvaro Siza Vieira; a requalificação do Laboratório Chimico e do Teatro Paulo Quintela e a reconversão da Casa das Caldeiras, de João Mendes Ribeiro; e a requalificação do pátio do Departamento de Física e Química, da Faculdade de Ciências e Tecnologia, por Victor Mestre.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Rotary e Minerva debatem candidatura de Coimbra a Património Mundial



O Rotary Club de Coimbra Santa Clara em conjunto com a Livraria Minerva, no âmbito das Terças-Feiras de Minerva, promoveu uma reunião conjunta com palestra e jantar sob o tema “COIMBRA - a história de uma candidatura a Património Mundial”, cujo palestrante convidado foi o arquitecto Nuno Lopes, responsável pelo gabinete de candidatura à UNESCO da Universidade de Coimbra. Além do presidente do Rotary Club de Coimbra Santa Clara, Luís Ribeiro, vários rotários e convidados, estiveram presentes os proprietários da Livraria Minerva, José Alberto Garcia e Maria Isabel de Carvalho Garcia (também membro do Rotary Club de Coimbra), o vereador da cultura da Câmara Municipal de Coimbra, Mário Nunes, o presidente da Região de Turismo do Centro, Pedro Machado, o Director Regional dos Edifícios e Monumentos Nacionais, Afonso Mira, entre outros.

Durante a sua intervenção, Nuno Lopes apresentou o trabalho que o gabinete tem vindo a desenvolver, dando também conta do muito caminho que ainda tem que ser percorrido.
Apesar de ser uma candidatura da Universidade de Coimbra, o arquitecto defendeu o envolvimento de toda a cidade e da população, afirmando mesmo que se Coimbra quer ver a Alta património mundial, então é preciso explicar aos cidadãos que eles também têm que pagar parte da sua conservação.

Refira-se que toda a conservação e restauro que é imprescindível efectuar para que se possa apresentar a candidatura a património mundial ascende a 90 milhões de euros, grande parte suportados pela Universidade.

Nuno Lopes alertou ainda os presentes para alguns “atropelos” que estão a ser cometidos em zonas da cidade que envolvem a área a candidatar, nomeadamente a Baixa (a candidatura inclui também a Rua da Sofia). Referindo-se concretamente à reabilitação urbana prevista para a Baixinha, Nuno Lopes salientou que é fundamental existir uma profunda coordenação entre a actuação da SRU (Sociedade de Reabilitação Urbana) e o Gabinete da Candidatura sob pena da intervenção na Baixa se vir a tornar tão destrutiva quanto a “higienização” que o Estado Novo fez na Alta de Coimbra na década de 50.

O responsável pela candidatura da Universidade de Coimbra à UNESCO lamentou também o estado de abandono a que a Alta está votada, incluindo a cidade universitária. "Venham passear por estas zonas à noite para verem as ruas desertas e sujas”, desafiou os presentes, assegurando que este não é o cenário que se poderá mostrar ao comité de candidatura. Acrescentou que, antes de mais, as pessoas deverão alterar sua atitude relativamente à utilização deste espaço público, respeitando-o e não o degradando.

Nuno Lopes revelou ainda que neste momento estão a decorrer os projectos de reabilitação e algumas sondagens arqueológicas para que tudo esteja a postos para ser possível obter verbas do próximo Quadro Comunitário de Apoio e endereçou também a todos os presentes o convite para visitarem a exposição que irá estar patente no Museu Antropológico da Universidade de Coimbra referente à Candidatura e aos projectos em curso até 9 de Novembro.

No debate que se seguiu à comunicação, ficou claro o compromisso em torno da candidatura entre as diversas instituições presentes, nomeadamente a Câmara Municipal de Coimbra, a Região de Turismo do Centro e o Rotary Clube de Coimbra Santa Clara.

O ciclo “Coimbra – Uma candidatura a Património mundial” vai continuar em sessões conjuntas com o Rotary Club de Coimbra Santa Clara e a Livraria Minerva. A próxima será no dia 3 de Outubro, pelas 21h30 na Livraria Minerva, Rua de Macau, 52 (Bairro Norton de Matos) com Jorge Cravo que falará da “A inclusão da Canção de Coimbra como bem imaterial da candidatura da Universidade de Coimbra a património Mundial”.

A minha primeira exposição em Coimbra


Está patente na Galeria Minerva uma exposição de pintura de Miguel Barbosa intitulada “A minha primeira exposição em Coimbra”.

A mostra está patente até ao próximo dia 30 de Setembro, e, por ser a primeira vez que expõe na cidade, Miguel Barbosa acedeu a praticar preços especiais.

A exposição pode ser visitada na Rua de Macau, 52, Bairro Norton de Matos, em Coimbra, de segunda a sábado, das 10 às 13 e das 14 às 20 horas.



Miguel Artur de Morais e Macedo Alves Barbosa nasceu a 23 de Novembro de 1925, em Lisboa.
Licenciado em Ciências Económicas e Financeiras pela Universidade de Lisboa, é escritor, pintor, dramaturgo, poeta (com uma vasta obra publicada) e Paleontólogo amador.
É membro e segundo secretário do Instituto de Sintra, da Academia de Lutèce (Paris) e de Honra dos Artistas de França (St. Étienne). É, ainda, membro Correspondente do Grande Prémio da Europa de Artes e Letras do Conselho da Europa e da Société dês Poètes et Artistes de France. Membro correspondente do Grande Prémio da Europa de Artes e de Letras do Conselho da Europa, membro do Grupo A 4ª Dimensão na Arte fundado pelo pintor Eugen Ciuca em Nova Iorque e da Associação D’Encoragement l’Élite de Paris. Pertence como membro do Conselho Fiscal ao Grupo dos Amigos do Museu de Arqueologia de Lisboa. Membro Correspondente da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, Brasil.




Principais Referências em Livros de Arte
- Men of Achievement lnternational Biographical Centre, England, 1980. | - Le Livre d'Or, Paris, Academie de Lutece, 1982. | - Encyclopedia of Living Artists, Renaissance, California, ArtNetwork Press 1983/1996. | - Un Siècle d'Art Moderne, Paris, Denoel, 1984. | - La Côte des Arts, Marselha, 1984,1987. | - L'Officiel des Arts, Paris, 1984,1988. | - Annuaire Internationaf d'Arts, Paris, Serindaras, 1986/87. | - International Directory of Arts, Frankfurt, 19a Edição, 1988/90. | - Who's Who in lnternational Art, Suisse, 1985/86, 1991/92, 1995/96. Homenagem na Edição 1996/97. | - Aspectos das Artes Plásticas em Portugal, 1992. | - Le Livre D'Or des Collectionateurs et Amateurs D’art, Paris, 1993. | - Artes Plásticas, Portugal, O Artista Seu Mercado, Adrian, 1993. | - Dizionario Enciclopedico D'Arte Contemporanea, Itália, 1995/1996. | - Grand Livre D'Art des Salons et Biennales de France et de Leurs Exposants, 1995/98. | - Pegasus Magazine, Roma, 1996. | - Catálogo Nacional de Antiquários e de Arte, Estar, 1997.| - Anuário das Artes Plásticas, n° 2, Estar, 1997. | - Pegasus Magia, Arte Editrice, Roma 1997. | - J. A. Akoun, França 1998. | - Arte 98, Lisboa 1999. | - 50 Anos de Arte em Portugal, Universitária Editora 1999. | - New Art 2000, Itália 1999.




Livros de Arte Publicados
- Miguel Barbosa. Pintura. Sintetizações Poéticas, Miguel Barbosa, Universitária Editora, Lisboa 1999. Mecenato Arthur Andersen.
- Por uma Pitada de Sal, Miguel Barbosa, Universitária Editora, Lisboa, 2000.
- Miguel Barbosa. Pintura. Viagens pela Utopia e pelo Sonho. Miguel Barbosa, Lisboa, 2001. Mecenato Nordisk.
- Acrílicos sobre papel de Miguel Barbosa, Miguel Barbosa, Universitária Editora, Lisboa, 2001. Mecenato Rentipar.
- Miguel Barbosa, Um Pintor para Todas as Estações, Edições DestArte, Lisboa, 2004. Patrocínio Galeria Linhares.
- Apologia do Silêncio, Miguel Barbosa, Edições DestArte, Lisboa 2004. Patrocínio Galeria Linhares.




Exposições principais
1974 - Sala Villaroel, Barcelona (Espanha); Ateneo Colon, Barcelona (Espanha); Sabadell, Barcelona (Espanha).
1980 - Codilivro, Lisboa; Ateneu, Lisboa; Galeria Penta Hotel, Lisboa; Los Angeles e San José, Califórnia (EUA).
1981 - Hyatt Regency Hotel, Washington (EUA); III Salão de Outono do Casino Estoril; Câmara Municipal, Alcochete; Galeria e I Salão de Arte da Feira Popular de Lisboa; Galeria Peninsular, Figueira da Foz; Tulare, Califórnia (EUA).
1984 - Salon des Nations, Paris (França); Corner Gallery, Londres (Grã Bretanha); Jubilé du Symposium Mondiale d'Arts PIastiques, Nice (França); La Source aux Prés, Bruxelas (Bélgica); 1er Salon Audovisuel du Printemps, Paris (França); Salão Convívio, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa; Galeria do Castelo de Palmela; Galerie de Ia Maison Portugaise, Marselha (França); Salon J. Franck, Bruxelas (Bélgica).
1985 - I Mostra de Arte Contemporânea no Brasil, Rio de Janeiro; I Bienal de Artes Plásticas, AE, ISE, Lisboa; Galeria J. Parente, Lisboa; III Triennale Mondiale d'Art Figuratif, Hotel Níkko, Paris (França); Museu Tavares Proença Jr., Castelo Branco; Galeria Cetária, Pousada de São Filipe, Setúbal; IVême Biennale Mondiale des Métiers d' Art, Hotel Westminster, Paris (França); Museu da Lourinhã; Sociedade Portuguesa de Autores, Lisboa.
1986 - Festival Internacional de Nîmes (França); Iiêm e Bienal d'Art Moderne, Geneve (Suíça); Arte Pretexto, Figueira da Foz, Óbidos e Lisboa; Galeria de Exposições Temporárias do Museu Regional de Sintra; O Botequim do Rei, Lisboa; Galerie Art-Vie, Paris (França).
1987 - Galerie Laetitia, Marselha (França); 19ême Concour International Académie de Lutèce, Paris (França); Salle Ia Martiniere, Annemasse-Ambilly (França); Chateau Saint-Galmier (França); Escorial, Lisboa; Biennale International d'Auvergne (França); I Salão de Arte e Velharias, Feira Popular, Lisboa.
1988 - Biennal Internacional France-Quebec, Chatel Guyon (França); "80 Anos de Moderna Pintura Portuguesa", Galeria de São Bento, Lisboa; Grand Prix des Arts et des Lettres, Nice (França); Salle Gagarine, XXVIII Salon-Premières Recontres Mediterranéennes des Arts Plastiques, Port-de-Bouc (França); Gran Prix de La Rose d'Or des Artistes de France, Saint Galmier (França); Mondiale Artistiques Art-Vie, Paris (França); Hôtel de Ville, Valenciennes (França); Hôtel de Ville, Ronchin (França); Syndicat d'lnitiative et Mairie de Vermenton (França); Maison des Jeunes de Ia Culture, Hommage à Jacques Brel, Auxerre (França); Galeria Presidente, Lisboa; Galeria Almadarte, Costa da Caparica; Galerie Messara, Paris (França); Espace Laser, Paris (França); Sociedade Portuguesa de Autores, Lisboa.
1989 - Art Expo Jacob K. Javits Convention Centre, New York (EUA); Festival Internacional de Osaka Japão); Festival Internacional de Montreal (Canadá); Maison de Ia Culture, Forum des Halles, Paris (França, 1989); Association Culturelle du Roy René, "40 Peintures d'Hier, d'Aujord'hui et Demain (França, Dic. 1989/Jan. 1990); Galeria Príncipe Real, Lisboa; Chateau-Musée Tourreste-sur-Loup, Cagnes (França); Ditec, Lisboa; Maison Lacombe, Municipalité de Saint-Charles-Borromée (Canadá); Feira Internacional de Marselha/Pour un Monde Meilleur, Marselha (França).
1990 - 2eme Festival d' Art Mystique, Cannes (França); Galeria do Diário de Notícias, Lisboa; Gran Prix Européen d'Arts et de Lettres du Conseille d'Europe, Grasse (França); L' Aura des Créateurs de Ia Sorbonne, Paris (França); Associação Portuguesa dos Economistas de Lisboa.
1991 - Musée de Ia Commanderie d'Unet, Bordeaux (França); 3eme Festival d'Art Mystique, Cannes (França).
1992 - Galeria de Arte, Sintra; Festival de Humor e Sátira, Gabrovo (Bulgária); Festival de Homenagem a Cristovão Colombo e à Descoberta da América, Génova (Itália); 1a F.I.M. "Encontros de Arte Contemporânea", Golegã; Convidado pelo Embaixador de Portugal no Maputo.
1993 - Hotel Meridien, Lisboa; Galeria Lídia Cruz, Leiria; Galeria 245, Porto; Wirthy Gallery, Miami (USA); Festival Internacional de Artes Plásticas de Pequeno Formato, Porto; As Cores de Março, Porto; Galeria de Arte, Porto; Galeria Santa Joana, Aveiro; Galerie La Cathédrale, Marselha (França); II Bienal de Artes do Sabugal; IV Mostra de Escultura do Ar Livre, Amadora.
1994 - Galeria Matriz, Lisboa; Art Impact, Hotel de Ville, Mairie de Paris (França); Figuration Critique, Grand Palais- Tour Eiffel, Paris (França); Euro Art Expo, Verona (Itália); Galeria Alba, Ferrara (Itália).
1995 - Art Expo Jacob K. Javits Convention Centre, New York (USA); Museu da Cultura, TUCA, São Paulo (Brasil); Casa Pothoff, Lisboa; Abney Gallery, Broadway, New York (USA); Galeria Alba, Ferrara (Itália); Feira de Arte de Strasbourg (França); Galeria S. Francisco, Lisboa; Galerie Julles Salles (França).
1996 - Galeria Maria Pia, Lisboa; Musée de Ia Commanderie d'Unet Bordeaux (França); "Montmarte En Europe", Mairie de Paris do 18ême, Festival UVA.
1997 - Figuration Critique, Arch de Ia Defense, Paris (França); Galeria Maria Pia, Lisboa; Galeria Gourmet, Alenquer; Galeria N.I. -Centro Comercial Colombo, Lisboa; Museu de Saporo (Japão); Galeria de S. Pedro, Faro; Hotel Batalha, Porto.
1998 - Galeria Municipal de Fitares, Sintra; Homenagem a Carmen, Galeria Ginásio, Lisboa; Museu Aberto, Monsaraz; Expoarte, Cascais; Art Buyers Caravan, Atlanta (USA); IV Exposição de Artes Plásticas, Vendas Novas.
1999 - Expo SIG (Exposição Internacional de Apoio aos Ciganos); Galeria Ruben Cunha; Galeria de Arte de Abarraque; Salon des Créatures (Mairie XVIème, Paris); Hospital St. Antoine de Paris (apoio a crianças deficientes); Encontros de Verão (Galeria das Cruzadas, Linhó); Colectiva de Desenhos sobre Sintra, C.M. Sintra; Galeria LCR, Sintra; Grande Festival Internacional de Arte de Pequim (China); 10a Mostra Mercado d'Arte Contemporânea, Padova (Itália); Maison de Ia Radio "Les Artists du Spectacle", apoio Antena 2, Paris; Apoio aos Doentes de Alzheimer, Centro Cultural de Belém; 50 anos de Arte em Portugal, Palácio Foz.



Prémios como Pintor
Prix Nu atribuído no Jubilé du Symposium d'Arts Plastiques, Paris (França 1984); Medalha de Bronze atribuída na IIême Biennal d' Art Moderne, Geneve (Suíça 1986); Medalha de Prata atribuída no 19ême Concours International Academie de Lutece, Paris (França, 1987); Primeira Menção Honrosa na Bienal Internacional France-Quebec, Chatel Guyon (França 1987); Convidado de Honra no XXVIII Salon-Premiéres Rencontres Mediterraneenes des Arts Plastiques, Port-de-Bouc (França, 1988); Diploma de Honra no Grand Prix de Ia Rose d'Or des Artistes de France, Saint Galmier (França, 1988); Convidado de Honra na Maison da Câmara Municipal de Paris, Forum des Halles, Paris (França, 1989); Convidado de Honra da Association Culturel du Roy René, "40 Peintures D'Hier, d'Aujourd'Hui et Demain (Dez. 1989/ Jan. 1990); Prémio Duc de Bourgogne, Gimont (França, 1990); Prémio da Revista de Arte "La Côte des Arts", Cannes (França, 1990); Grande Prémio de Pintura Abstracta, Gimont (França, 1991); Chevalet d'Or, Ambily (França, 1991); Prémio "La Côte des Arts", Festival Mystique de Cannes, Cannes (França, 1991); Medalha de Ouro da Association d'Encouragement l'Elite (França, 1992); Medalha de Ouro na selecção de "Melhor Artista Europeu" dos Artistas de França, Chateau de Saint Victor (França, 1992); Académico de Mérito da Academia Italiana "Gil Etruschi", Orbetello, 10/03/95; Grande Prémio Elite "Abraham Lincoln", Academia Internacional "Il Marzocco", Florença, 28/05/95; Prémio Internacional "Città di Roma", Academia Internacional "Città di Roma", 10/12/95; Doutor Honoris Causa Academia Internacional "Città di Roma", Dezembro 1995; Taça Trofeu "Sardegna 1996", Academia Internacional "Gli Etruschi", Fevereiro 1996; 10 Trofeu Taça "Omaggio alla RAI", Academia Toscana "Il Machiavello", Florença, 17/04/96; Prémio "Trofeo dell Unione Europea 96", Pegasus Arte Editrice, Abril 1996; Homenagem Artística Who's Who in International Art, Suíça 1996; Convidado para representar Portugal para as Artes Plásticas na manifestação "Montmarte en Europe" - Festa Europeia 1996 - Paris, Abril/Maio 1996; Homenagem à Carreira Literária e Artística pelo Circolo Incontro de Milão, Dez. 1996; Membro Académico da Academia Internacional Greci-Marino de Letras, Artes e Ciências, Itália, Maio 1996; Medalha de Ouro no Museu "La Comanderie D'Unet 1996, França; Prémio Especial Mariá Cumani Quasimodo, A.D.O.N.A.I., Milão 1997; Trofeo Èlite Per L'Opera D'Arte, Academia Toscana il Machiavello, Florença 1997; Diploma de Mérito Pegasus Arte Editrice, Roma (1997); 20 Prémio Renzo Rosseli, Círculo Arci L'Impegno, Itália 1997; Grande Oficial Académico, Academia Greci-Marino, Itália 1997; Membro Honoris Causa (C.D.A.P.) Centro Divulgazione Arte e Poesia, Itália 1998; One of the Great Contemporary Painters 99, New Art Promotion, Itália 1999.

quinta-feira, setembro 21, 2006

"Desleixo" põe em risco candidatura à UNESCO

O edifício da faculdade de Medicina, no centro histórico universitário de Coimbra, poderá começar a ser desocupado este mês, mas para que a candidatura da cidade a Património Mundial seja uma realidade, falta ainda muito caminho para percorrer. Ao todo, serão necessários 90 milhões de euros, grande parte suportados pela universidade.

Mas Nuno Lopes, arquitecto responsável pelo gabinete de candidatura, diz estar preocupado com o "desleixo" e os "atropelos" urbanísticos cometidos na Alta da cidade: "A higienização que o Estado Novo fez na Alta de Coimbra pode muito bem ser feita, também hoje, e isso é o que a Sociedade de Reabilitação Urbana está a realizar na Baixa de Coimbra, que é uma aberração."

"Bastará passear por estas zonas à noite para encontrar ruas desertas e sujas. Perante este cenário, é fácil perceber que não é este o território que se mostrará ao comité de candidatura", critica o arquitecto. O responsável pelo gabinete de candidatura acentua também a necessidade de ter outras entidades dispostas a participarem neste processo, para além da autarquia. E alerta: "A universidade sem pessoas, mumificada, não vale uma candidatura".

O processo, com chancela da Universidade de Coimbra (UC), tem uma calendarização apertada, e envolve grande parte do miolo edificado na Alta da cidade, incluindo o Jardim Botânico (Pólo I). Mas a Rua da Sofia, em plena baixa coimbrã, é outra das áreas a intervencionar, uma vez que foi ali que vários colégios deram origem a esta universidade - edifícios a que o reitor, Seabra Santos, se refere como o Pólo Zero da UC.

Neste momento, decorrem os projectos de reabilitação e algumas sondagens arqueológicas para que tudo esteja a postos para ser possível obter verbas do próximo Quadro Comunitário de Apoio. Entretanto, na próxima sexta-feira, será inaugurada, na galeria do Museu Antropológico, uma exposição intitulada "Alta Entre Vistas", na qual os arquitectos Gonçalo Byrne, Álvaro Siza Vieira, João Mendes Ribeiro e Vítor Mestre explicarão aos conimbricenses os seus projectos relacionados com esta candidatura. Mas, para que a classificação da UNESCO seja concretizada, muito falta fazer.

Nuno Lopes, o rosto das candidaturas de Évora e da Ilha do Pico (Açores), participou no colóquio promovido pelo Rotary Club de Coimbra-Santa Clara, em conjunto com a Livraria Minerva, no qual anunciou que, em 2007, começam já as primeiras obras de fundo, designadamente o parque de estacionamento subterrâneo no Largo D. Dinis. No futuro, será possível visitar todo este complexo universitário na Internet, em formato 3D, ferramenta multimédia que fará parte do dossier a enviar à UNESCO.

Paula Carmo
Diário de Notícias

quarta-feira, setembro 20, 2006

Poesia e pintura de Miguel Barbosa na Minerva



As Edições MinervaCoimbra lançaram o mais recente livro de poesia de Miguel Barbosa, inaugurando simultaneamente na Galeria Minerva uma exposição de pintura do autor.
“Chiça! Estou farto...” é o título escolhido por Miguel Barbosa para este livro que “longe de ser um ajuste de contas com a vida, é um grito de indignação contra a sociedade implacável e cruel dos nossos dias, onde a legitimidade da revolta é transmitida, com contenção e serenidade, através de um discurso poético de ternura e de esperança”.

Quem o afirmou foi Luís Machado, responsável pela apresentação do livro numa sessão que decorreu na Livraria Minerva e contou com a presença do vereador da Cultura, Mário Nunes. “Sem tristezas o poeta denuncia a hipocrisia, a mentira, o compadrio, a corrupção e a arbitrariedade que continuam a grassar num país que, parecendo querer esquecer alguns dos ideais de Abril, por vezes guarda na gaveta os valores da igualdade e da solidariedade”.

O próprio autor justificou a escolha do título com a sua experiência de vida, nomeadamente o atraso da criação do Museu Natural de História de Sintra. Há trinta anos, Miguel Barbosa, paleontólogo amador, doou ao município de Sintra uma colecção de cerca de 10 mil peças, algumas delas raríssimas e provenientes de todo o mundo, com o intuito de ser criado um Museu de História Natural. Ao fim de três décadas, a colecção que a própria Unesco classificou como fundamental, nada avançou. “Há sempre muitas promessas, sempre promessas de que se vai fazer”, afirmou Miguel Barbosa, mostrando-se esperançado em que o projecto se possa concretizar em breve.

No entanto, lamenta, “tenho a impressão de que nunca chegarei a ver a abertura do museu, apesar de me garantirem que sim”. Com tudo isto, “não tenho razão em dizer chiça!, estou farto...?”. É que ao longo da vida, o Miguel Barbosa teve inclusive várias propostas de compra das peças, por avultadas somas, que sempre recusou por desejar que o seu património ficasse em Portugal.

Miguel Artur de Morais e Macedo Alves Barbosa nasceu a 23 de Novembro de 1925, em Lisboa. É escritor, pintor, dramaturgo e poeta com uma vastíssima obra publicada desde 1955. Usa o pseudónimo de Rusty Brown nos vários romances policiais e o pseudónimo de J. Penha Brava como romancista e novelista. Várias das suas peças foram adaptadas para televisão e a sua dramaturgia é constantemente alvo de estudos no mundo inteiro.

Como pintor, está referenciado nos principais livros de arte mundiais, tendo ele próprio várias obras editadas. Além de pertencer a várias academias e associações internacionais, tem sido, ao longo dos anos, agraciado com os mais distintos prémios na área da pintura e artes plásticas.

Desde 1974 que expõe em todo o mundo, sendo esta a sua primeira mostra em Coimbra, pelo que decidiu praticar preços especiais. A exposição, a não perder, estará patente na Galeria Minerva até ao dia 30 de Setembro.

domingo, setembro 17, 2006

Coimbra a Património Mundial


O Rotary Club de Coimbra Santa-Clara em conjunto com a Livraria Minerva, no âmbito das Terças-Feiras de Minerva, vai promover no próximo dia 19 de Setembro de 2006, uma reunião conjunta com palestra e jantar no Hotel D. Luís, pelas 20h30.

O palestrante convidado é o Arquitecto Nuno Lopes que abordará o tema: “COIMBRA - a história de uma candidatura a Património Mundial”.

O preço do jantar é de 20 euros por pessoa e as inscrições deverão ser feitas até às 17.00 do próximo dia 18 de Setembro através dos telefones: 91 9485356 /91 7640027 ou 239 716204.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Chiça! Estou farto...



As Edições MinervaCoimbra e o Autor têm o gosto de convidar
para o lançamento do livro

CHIÇA! ESTOU FARTO...

de Miguel Barbosa.

A apresentação será feita pelo escritor Luís Machado.

A sessão realizar-se-á no próximo dia 16 de Setembro de 2006,
pelas 18h30,
na Livraria Minerva Galeria, Rua de Macau, n.º 52
(Bairro Norton de Matos) em Coimbra.

Simultaneamente será inaugurada
uma exposição de pintura de Miguel Barbosa intitulada
“A minha primeira exposição em Coimbra”.

A exposição estará patente até ao dia 30 de Setembro.



Estupidez Colectiva


Chiça!
Estou farto de ser estúpido
de tapar a cabeça escondendo
egoísta a estupidez
numa acefalia virtual
de fome e guerras estúpidas
e ainda por cima nesta desumana
sociedade de Gargântuas estúpida
sou um parasita da solidão
que no meio de tantas bombas inteligentes
vai morrer estúpido

. . . . . . . . . . . . . . . .

ámen!
(nota estúpida do Autor)


•••••


Insensatez


que sortilégio
que força
que feitiço tem este pobre país
que te leva insensato poeta
a oferecer oitenta anos
de vida
a uma utopia
que a própria Unesco
valoriza
e à porta do cemitério da cultura
pôr-se a gritar
Porra! Que burro!
Trinta anos à espera do Museu de História Natural
de Sintra
é demais…
Chiça!

. . . . . . . . . . . . . . . .

Será que estão à espera
do meu esqueleto
para aumentar a colecção?
(Nota do Autor)




Miguel Artur de Morais e Macedo Alves Barbosa nasceu a 23 de Novembro de 1925, em Lisboa. Licenciado em Ciências Económicas e Financeiras pela Universidade de Lisboa, é escritor, pintor, dramaturgo e poeta.

Com uma vastíssima obra publicada edita em 1955, o seu primeiro livro, Retalhos da Vida, que numa boa parte é retalhado pela censura oficial, então vigente. Em 1962, a RTP apresenta as suas peças “Uma Semana em Madrid”, com encenação de Artur Ramos e “Muro Alto” e “O Segredo dos Springfields”, encenadas por Pedro Martins.

Da sua obra salientamos que, em 1975, textos seus em inglês são utilizados por um pastor protestante, John Norbutt, na recuperação de drogados num gueto de Bronx, em Nova Iorque; Susan Shaffer, Universidade de Los Angeles, California, e Sebastiana Fadda, Universidade de Milão, Itália, apresentam teses de licenciatura sobre o teatro de Miguel Barbosa.

Usa o pseudónimo de Rusty Brown nos vários romances policiais que vê sair. Julie Brooksbank, da Universidade de Birmingham, Inglaterra, faz tese de licenciatura sobra a sua literatura policial. Usa também o pseudónimo de J. Penha Brava como romancista e novelista.
É detentor de vários prémios em Portugal e no estrangeiro.

A sua biografia pode ser consultada em publicações como: International Authors and Writers Who’s Who, 1976 e 1977, ed. Melrose Press, Inglaterra; Men of Achievement, 1976 e 1979, Ed. International Biographical Center, Cambrige, Inglaterra; Who’s Who in Europe, 1981, Ed. Servi-Tech, Bruxelas, Bélgica; Dictionary of International Biography, 1976/1979, Ed. Grand Rivers Book, Inglaterra; Who's Who in the World, 1978 e 1979, Ed. Marquis Inc., Chicago, Illinois, USA; Para o Estudo do Teatro em Portugal, 1964, Ed. Fernando Mendonça, Assis, Brasil (1971); Mester (Revista do Departamento Português e Espanhol), Maio/1978, Ed. Universidade de Los Angeles, California, UCLA, USA; Espasa-Calpe, 1968/1979, Barcelona, Espanha; Grande Dicionário da Literatura e de Teorias Literárias (direcção de João José Cochofel), 1977, Ed. Dr. Luiz Francisco Rebello; La Côte des Arts, 1983, Ed. De la Côte de Arts, Marselha, França e L'Annuaire des Arts, 1984, Ed. Denoèl, Paris, França.

É membro e segundo secretário do Instituto de Sintra, da Academia de Lutèce (Paris) e de Honra dos Artistas de França (St. Étienne). É, ainda, membro correspondente do Grande Prémio da Europa de Artes e Letras do Conselho da Europa e da Société dês Poètes et Artistes de France e pertence como membro do Conselho Fiscal ao Grupo dos Amigos do Museu de Arqueologia de Lisboa. É membro correspondente da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, Brasil.

Enquanto pintor, mestre Miguel Barbosa expôs nas sete partidas do mundo e possui vários prémios nacionais e internacionais. Aos 80 anos, esta é, como o título indica, a sua primeira exposição em Coimbra.

terça-feira, setembro 12, 2006

quarta-feira, setembro 06, 2006

COVSEIRO DE MYRANDA



O Presidente da Câmara Municipal de Penela, Eng. Paulo Júlio, as Edições MinervaCoimbra e o Autor têm o prazer de convidar para o lançamento do livro de Edgar Panão "COVSEIRO DE MYRANDA".

A apresentação será feita pelo Dr. Mário Nunes.

A sessão realizar-se-à no próximo dia 9 de Setembro pelas 17 horas no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Penela.




O Autor, um ilustre Penelense, nascido na Quinta da Boiça, aproveitará a oportunidade para doar à Câmara de Penela a sua vasta obra publicada.

sábado, setembro 02, 2006

Cidade Universitária de Coimbra

No ano em se comemoram 50 anos da inauguração dos primeiros edifícios da Cidade Universitária de Coimbra, as Edições MinervaCoimbra salientam a obra de Nuno Rosmaninho – “O princípio de uma «revolução urbanística» no Estado Novo. Os primeiros programas da Cidade Universitária de Coimbra (1934-1940)”, editada em 1996.

Com coordenação e apresentação de Luís Reis Torgal, esta obra revela pela primeira vez ao público o espólio da Comissão Administrativa do Plano de Obras da Cidade Universitária de Coimbra (CAPOCUC), actualmente no Arquivo da Universidade de Coimbra.

O livro analisa os dois primeiros programas da Cidade Universitária de Coimbra, elaborados entre 1934 e 1940, documentos fundamentais para compreender a génese do projecto que, nas décadas seguintes, operou uma profunda ruptura urbanística na zona universitária da Alta. Cada programa compõe-se de um relatório e de uma planta das modificações a realizar.


O PRINCÍPIO DE UMA «REVOLUÇÃO URBANÍSTICA» NO ESTADO NOVO
OS PRIMEIROS PROGRAMAS DA CIDADE UNIVERSITÁRIA DE COIMBRA (1934-1940)
Nuno Rosmaninho

ISBN: 972-9130-00-0 . 1996 . 340 páginas . 22,00 euros

[Índice] Introdução: A Alta de Coimbra: aspectos históricos e urbanísticos . A Universidade e o Estado Novo . o urbanismo e a arte ao serviço de um Estado autoritário . A reformulação das instalações universitárias: intenções e realidades . Os dois primeiros programas de obras (1934-1940) . O plano definitivo da Cidade Universitária . Relatório da primeira comissão de obras (1934-1937): Portaria do Ministério das Obras Públicas e Comunicações, de 4 de Dezembro de 1934 . Portaria conjunta do Ministério das Obras Públicas e Comunicações e do Ministério da Instrução Pública, de 11 de Dezembro de 1934 . Comissão de obras . Introdução . Definição do programa da Cidade Universitária de Coimbra . Estado actual das instalações universitárias . Plano da Cidade Universitária . Cálculo das áreas ocupadas dentro do perímetro da Cidade Universitária . Nota complementar . Relatório da segunda comissão de obras (1937-1940): Introdução . Obras indispensáveis para a instalação adequada dos serviços universitários . Demolições destinadas a desafrontar os edifícios universitários . Realizações em benefício dos estudantes . Esquema geral do programa . Ordem das realizações . Cálculo orçamental . Revisão do relatório em consequência de uma visita de Duarte Pacheco a Coimbra . Parecer de Ângelo da Fonseca e Bissaya Barreto acerca do Hospital Escolar a construir

terça-feira, agosto 22, 2006

Revista Media & Jornalismo: “Imagens da Diferença”

As Edições MinervaCoimbra acabam de lançar o número 8
da revista
Media & Jornalismo
do Centro de Investigação Media e Jornalismo.


O presente número da revista Media & Jornalismo é um número temático, inteiramente dedicado à representação das minorias étnicas nos media de países da União Europeia (Portugal e Espanha) e América Latina (Brasil), coordenado por Isabel Ferin, professora e investigadora da Universidade de Coimbra.

No artigo de abertura, tendo como enquadramento teórico as Teorias das Migrações e da Recepção, Ferin analisa os cruzamentos entre trajectórias de vida, imaginários, consumos e usos dos media das imigrantes brasileiras. Aplicando metodologias qualitativas, entrevistas em profundidade realizadas a dez mulheres imigradas na Região Centro, o artigo analisa o papel dos media, principalmente da televisão, nos processos de integração e reconstrução de imaginários.

O artigo seguinte, da investigadora brasileira Denise Cogo, trabalha dados empíricos de duas pesquisas sobre as interacções comunicacionais e mediáticas de imigrantes latino-americanos. A primeira dessas pesquisas, de âmbito internacional, procede a um estudo comparativo de interacções nos contextos das cidades de Barcelona (Espanha/União Europeia) e Porto Alegre (Brasil/Mercosul). A segunda pesquisa, de âmbito local e regional, analisa as interacções comunicacionais e mediáticas de imigrantes latino-americanos em Porto Alegre.

Catarina Valdigem, mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Católica Portuguesa e bolseira do projecto “TV e Imagens da Diferença”, aborda os processos de construção das identidades etno-culturais de mulheres imigrantes brasileiras, associados aos usos dos media, a partir da análise e observação etnográfica de um salão de beleza situado num bairro da Moita, em Portugal. Através de uma abordagem empírica e qualitativa o artigo analisa a produção de sentidos identitários, no contexto específico da sociedade portuguesa.

Nicolás Lorite García, professor e investigador da Universidade Autónoma de Barcelona, explora metodologias qualitativas na investigação audiovisual aplicada, numa tentativa de aproximação de conceitos, modelos e teorias à realidade social. A sua investigação tem como objecto as imagens veiculadas pelas estações nacionais espanholas e da Catalunha, sobre a imigração em Espanha. A análise que realiza procura identificar padrões de comportamento na construção dessas imagens visuais e tem como objectivo contribuir para uma melhor cobertura televisiva desta temática. Trata-se, segundo o autor, de um modelo de “investigação-acção” que pretende realizar uma “aproximação progressiva à utópica objectividade informativa”.

O artigo de Willy S. Filho, aluno de mestrado do Instituto de Estudos Jornalísticos da Universidade de Coimbra e bolseiro do projecto “TV e Imagens da Diferença”, debruça-se sobre a construção da imagem da mulher brasileira no Jornal Nacional da TVI, em Portugal, entre 2003 e 2004, procurando identificar tendências e critérios de noticiabilidade do chamado jornalismo «tablóide». Trata-se de uma análise de tipo qualitativo que contempla as imagens visuais, a banda sonora e o texto escrito usados pela TVI na representação da mulher brasileira.

A terminar o conjunto de artigos dedicados à problemática da cobertura mediática da “diferença”, Alberto Efendy de la Torre, professor/pesquisador do programa de pós-graduação em Ciências da Comunicação, UNISINOS – Brasil, aborda os processos comunicacionais num contexto de globalização, centrando a análise na inter-relação estratégica entre a União Europeia, mais concretamente nas migrações na Espanha em 2005.

O artigo de Nicolás Lorite Garcia, escrito em espanhol, não foi traduzido. A publicação na língua original pretende abrir um espaço de diálogo e divulgação da M&J junto dos leitores de língua espanhola. Os artigos dos investigadores brasileiros mantêm a grafia e a estrutura linguística original.

Recensões de obras recentes sobre os media e o jornalismo encerram o número oito da revista.



MEDIA & JORNALISMO
Centro de Investigação Media e Jornalismo
ISSN: 1645-5681


N.º 1 . Ano 1 . 2002
[Índice] O Jornalismo é uma forma de conhecimento? – EDUARDO MEDITSCH . O poder como linguagem. A mediação política entre funcionalidade sistémica e moral comunicacional – JOÃO PISSARRA ESTEVES . Uma comunidade interpretativa transnacional: a tribo jornalística – NELSON TRAQUINA . O nascimento de Adam Nash. Análise comparada de uma notícia de genética em seis jornais de informação geral – CRISTINA PONTE . Presidenciais 2001: temas e vozes na cobertura jornalística da campanha eleitoral – ESTRELA SERRANO . Percursos. Daniel Dayan – Entrevista de JOSÉ CARLOS ABRANTES . Mesa Redonda: A mediatização dos fogos florestais


N.º 2 . Ano 2 . 2003
[Índice] Democracia e Direitos Humanos no século XXI – MÁRIO SOARES . Tendências do jornalismo contemporâneo. Estarão as notícias leves e o jornalismo crítico a enfraquecer a democracia? – THOMAS E. PATTERSON . Os administradores de ilusões: espectáculo, subjectividade e ideologia na cultura mediática contemporânea – JOÃO CARLOS CORREIA . Imagens da imigração em Portugal – ISABEL FERIN CUNHA . O espaço Opinião na imprensa de referência portuguesa: 1980-1999 – RITA FIGUEIRAS . Qualidade percebida de quatro jornais on-line brasileiros – JORGE PEDRO DE SOUSA . Percursos: Dominique Wolton – Entrevista de JOSÉ CARLOS ABRANTES


N.º 3 . Ano 2 . 2003
JORNALISMO EM TEMPO DE GUERRA
[Índice] A Guerra de propaganda de Salazar: os correspondentes portugueses e a Guerra Civil de Espanha (1936-1939) – ALBERTO PENA RODRIGUEZ . Em directo da guerra: o impacto da Guerra do Golfo no discurso jornalístico – JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS (testemunho) . O jornalismo como invenção anglo-americana: comparação entre o desenvolvimento do jornalismo francês e anglo-americano, 1830-1920 – JEAN CHALABY . Rádio Clube Português: da escassez de frequências à grande importância no meio radiofónico nacional (1931-1936) – ROGÉRIO SANTOS . Ensino do jornalismo e profissionalização dos jornalistas – ROSA MARIA SOBREIRA . O crime nos media. Impacto e valor simbólico das histórias transgressivas – CRISTINA PENEDO . Os outros do jornalismo – CARLA BAPTISTA . Media e libertação de identidades na cultura contemporânea – GIL FERREIRA


N.º 4 . Ano 3 . 2004
MEDIA E DESPORTO
[Índice] Pontos e questões chave do complexo desporto-media globais – JOSEPH MAGUIRE . “Vestir a camisola” – jornalismo desportivo e a selecção nacional de futebol – JOÃO NUNO COELHO . Cimeira Europeia ou European Summit? Perspectivas nacionais face à União Europeia na cobertura da SIC Notícias e da Sky News – MIGUEL GASPAR . A Cimeira de Copenhaga e os comentários dos leitores às notícias da TSF online – MARISA TORRES DA SILVA . A dimensão afectiva das imagens violentas nos media contemporâneos – NOEL NOEL . Thomas Patterson – Entrevista de ALEX JONES sobre O Eleitor Ausente (The Vanishing Voter)


N.º 5 . Ano 3 . 2004
AS MULHERES E OS MEDIA
[Índice] Representadas e representantes: as mulheres e os media – MARIA JOÃO SILVEIRINHA . Cartazes de mulheres. Publicidade, controvérsia e disputa do feminismo nos anos 90 – JANICE WINSHIP . Da telenovela à prostituição – ISABEL FERIN . A Sida como notícia: análise de caso sobre a cobertura jornalística da problemática VIH/SIDA nos jornais Diário de Notícias e Correio da Manhã – NELSON TRAQUINA . A fabricação televisiva dos Monstros do Mediterrâneo – DANIEL DAYAN . Consumos, cosmopolitismo, cultura quotidiana no olhar de Mica Nava – Entrevista com Mica Nava por CLÁUDIA ÁLVARES


N.º 6 . Ano 4 . 2005
INVESTIGAÇÃO E GLOBALIZAÇÃO
[Índice] Pertti Alasuutari: O conceito clássico de media está a tornar-se obsoleto – Entrevista de ANABELA DE SOUSA LOPES e CLÁUDIA BAPTISTA . A Globalização da pesquisa qualitativa – PERTTI ALASUUTARI . Movimentos sociais e a construção do discurso mediático sobre a infância no Brasil – LÍDIA MARÔPO . O Euro e a construção europeia: representações na imprensa portuguesa – MARIA JOÃO SILVEIRINHA . Jornalismo português em finais do século XIX. Da identificação partidária à liberdade de reportar – ROGÉRIO SANTOS . A telenovela e o público: uma relação escondida – CATARINA BURNAY . Padrões jornalísticos na cobertura de eleições – ESTRELA SERRANO


N.º 7 . Ano 4 . 2005
COMUNICAÇÃO POLÍTICA
[Índice] Evitar a palavra tortura. Os media norte-americanos e o enquadramento político de Abu Ghraib – LANCE BENNETT, REGINA G. LAWRENCE e STEVEN LIVINGSTON . “Quem tem medo do infotainment?” – KEES BRANTS . A campanha eleitoral de 2001 na televisão, revisitada: análise comparada do serviço público e dos canais privados – ESTRELA SERRANO . A comunicação do poder ou o poder da comunicação – SUSANA SALGADO . A construção da imagem pública e a disputa de sentidos na mídia: Lula em dois momentos – LUÍSA LIMA e ROUSILEY MAIA . A informação na televisão: dominar imaginariamente o mundo e convencer simbolicamente do seu poder – SERGE TISSERON


N.º 8 . Ano 5 . 2006
IMAGENS DA DIFERENÇA
[Índice] Media e imaginários: estratégias de apropriação de conteúdos pelas brasileiras em Portugal – ISABEL FERIN . As interações comunicacionais e midiáticas das migrações contemporâneas no Mercosul: reflexões teórico-metodológicas desde o contexto de Porto Alegre – DENISE COGO . Usos dos media e identidade: brasileiras num Salão de Beleza – CATARINA VALDIGEM . La mirada multipolar de la inmigración desde la perspectiva de la investigación audiovisual aplicada – NICOLÁS LORITE GARCÍA . Técnicas de construção no jornalismo televisivo português: a mulher brasileira – WILLY S. FILHO . A midiatização das migrações contemporâneas na Espanha: interculturalidade, produção e recepção – ALBERTO EFENDY

segunda-feira, agosto 21, 2006

Poesia Minerva

MESETA SUL de Fernando Miguel Bernardes

Entre o cinza
e o castanho
o teu olhar
onde me banho

Mergulho e louco
alvoroçado
interior
desintegrado

É um sol quente
é ouro ao rubro
vulcão aceso
o que descubro




EPITÁFIOS A UMA INSENSATEZ INACABADA de Miguel Barbosa

o poeta não aceita
o verdete encastrado das datas
que o limita e enegrecem a alma
esgadanham a invisibilidade do tempo
e os corpos das coisas
esmagadas e difusas
entre os falsos muros da moralidade





RECICLADOS de Maria José Lopes

Destino

Sei
Que o meu destino
Não tem
Seixos,
Nem areias,
Nem mediocridade.

Tem a leveza
Das penas,
Sem penas
E sem saudade.



são os últimos lançamentos das Edições MinervaCoimbra na Colecção Poesia Minerva dirigida José Ribeira Ferreira


Colecção Poesia Minerva

1. FICTA IMAGEM
José Ribeiro Ferreira
Desenhos de António Lança
ISBN: 972-9316-35-X . 1992 . 66 páginas . 8,00 euros


2. QUASI ENCONTRO
Duarte Ferreira de Faria
Desenhos de António Lança
ISBN: 972-9316-43-0 . 1992 . 102 páginas . 8,00 euros


3. METADE SILÊNCIO
Cristina de Mello
Desenhos de Jorge Ulisses
Esgotado


4. PACTO
Zulmira Bento
Desenhos de Pedro Madeira
ISBN: 972-9316-51-1 . 1993 . 94 páginas . 8,00 euros


5. OS SINAIS DA TERRA
Vergílio Alberto Vieira
Desenhos de Manuel Oliveira
ISBN: 972-9316-50-3 . 1993 . 66 páginas . 5,50 euros


6. CRINAS LEVES
Rui Dias
Desenhos de António Lança
ISBN: 972-9316-60-0 . 1993 . 94 páginas . 8,00 euros


7. ACTAS DA DESORDEM DO DIA
José Jorge Letria
Desenhos de André Letria
ISBN: 972-9316-61-9 . 1993 . 94 páginas . 6,00 euros

8. PAISAGEM SEM NOITE
José António Franco
Desenhos de Ardini
ISBN: 972-9316-62-7 . 1993 . 60 páginas . 6,00 euros


9. A TRANSPARÊNCIA DO SEU NOME
José António Gomes
Desenhos de Manuela Bacelar
ISBN: 972-9316-64-3 . 1994 . 36 páginas . 5,50 euros


10. TELHAS DE OUTRO ALPENDRE
José Ribeiro Ferreira
Desenhos de Jorge Ulisses
ISBN: 972-9316-65-1 . 1994 . 68 páginas . 6,00 euros


11. SOBRE-RIPAS . SOBRE-RIMAS
Vasco Pereira da Costa
Fotos de Vital Moreira
ISBN: 972-9316-70-8 . 1994 . 56 páginas . 6,00 euros


12. PORTAGENS NO VENTO
Mouro Serpa
Xilogravuras de Monsenhor Nunes Pereira
ISBN: 972-9316-80-5 . 1994 . 78 páginas . 7,00 euros


13. BARCA D’ALVA
António Manuel Ferreira
Fotos de João Rocha
ISBN: 972-9316-75-9 . 1995 . 76 páginas . 7,00 euros


14. VAGAS, ARTIFÍCIOS
Luís de Miranda Rocha
Desenhos de Jorge Ulisses
ISBN: 972-8316-89-9 . 1995 . 58 páginas . 6,50 euros


15. SILÊNCIO E OUTROS TEMAS
Manuel Dias da Silva
Desenhos do Autor
ISBN: 972-8316-75-9 . 1995 . 66 páginas . 7,00 euros


16. DEAMBULAÇÕES & VIAGENS,
Américo Teixeira Moreira
Prémio Poesia Fernando Namora/95
ISBN: 972-8316-97-X . 1995 . 80 páginas . 7,00 euros


17. UM NOVO AMANHECER
Julião Soares Sousa
Desenhos de António Lindorfo da Silva Ribeiro
ISBN: 972-8318-03-0 . 1996 . 48 páginas . 6,00 euros


18. O CERCO DA QUIMERA
Isabel Rainha
Fotos de Mário Sérgio
ISBN: 972-8318-25-1 . 1997 . 86 páginas . 7,00 euros


19. NOMES DE ÁRVORES QUEIMADAS
José Viale Moutinho
ISBN: 972-8318-20-0 . 1997 . 46 páginas . 6,00 euros


20. IN LIMINE
Paulo Jorge Melo
ISBN: 972-8318-19-7 . 1998 . 198 páginas . 11,50 euros


21. AR . MAR . AMAR
Alberto Marques
Fotos de Filipe Figueiredo e desenhos de Pedro Craveiro
ISBN: 972-8318-21-9 . 1997 . 152 páginas . 8,00 euros


22. CHÃO . FOGO . AMOR
Alberto Marques
Fotos de Filipe Figueiredo e desenhos de Pedro Craveiro
ISBN: 972-8318-35-9 . 1998 . 144 páginas . 8,00 euros


23. POEMAS EM DOIS TEMPOS
Maria Lucília Mercês de Mello
Fotos e desenhos da Autora
ISBN: 972-8318-51-0 . 1998 . 120 páginas . 7,00 euros


24. LEITURA DOS ACTOS
José Correia Tavares
Fotos de Yvone Böhler e desenhos de Hieronymus
ISBN: 972-8318-50-2 . 1998 . 110 páginas . 8,00 euros


25. PROMETEU
TRILOGIA EM CINCO EPISÓDIOS
Delfim F. Leão
Desenhos de Filipe Cravo
ISBN: 972-8318-55-3 . 1999 . 72 páginas . 8,00 euros


26. NAS CORTES DA SAUDADE
ANTOLOGIA POÉTICA
Lucian Blaga
Prefácio de José Augusto Seabra
Tradução do romeno e posfácio de Micaela Ghicescu
ISBN: 972-8318-61-8 . 1999 . 160 páginas . 10,50 euros


27. CONSPIRAÇÃO DA NEVE
José Augusto Seabra
ISBN: 972-8318-64-2 . 1999 . 64 páginas . 8,00 euros


28. OLHOS NO PRESENTE
José Ribeiro Ferreira
ISBN: 972-8318-73-1 . 1999 . 56 páginas . 7,50 euros


29. ENQUANTO O TEMPO
Telo de Morais
Ilustrações de José Daniel Abrunheiro
ISBN: 972-8318-95-2 . 2000 . 86 páginas . 11,00 euros


30. O GRAU FEMININO DA POESIA
Delfim F. Leão
Ilustrações de Catarina Ferreira
ISBN: 972-798-003-1. 2001 . 64 páginas . 12,50 euros


31. OS PASSOS CONTRA O VENTO
Horácio
Versão do latim por Walter de Medeiros
Edição bilingue
ISBN: 972-798-002-3 . 2001 . 58 páginas . 12,50 euros


32. CANTO EM TOM MAIOR
Isabel Rainha
ISBN: 972-798-006-6 . 2001 . 74 páginas . 7,50 euros


33. VÉRTICE DA SOMBRA
Américo Teixeira Moreira
ISBN: 972-798-016-3 . 2001 . 72 páginas . 8,50 euros


34. LÍNGUAS DE FOGO
João de Mancelos
ISBN: 972-798-012-0 . 2001 . 82 páginas . 9,00 euros


35. TEMPO DE BRUMA
Maria Lucília Mercês de Mello
Desenhos da Autora
ISBN: 972-798-018-X . 2001 . 86 páginas . 9,00 euros


36. A FONTE
Paulo Jorge Melo
ISBN: 972-798-044-9 . 2002 . 96 páginas . 8,50 euros


37. A OUTRA FACE DO LABIRINTO
José Ribeiro Ferreira
Ilustrações de Catarina Ferreira
ISBN: 972-798-051-1 . 2002 . 106 páginas . 9,00 euros


38. A NEGRITUDE E A SAUDADE
Homenagem a Léopold Sédar Senghor
Tradução e prefácio de José Augusto Seabra
ISBN: 972-798-060-0 . 2002 . 60 páginas . 10,00 euros


40. AS PALAVRAS DO SILÊNCIO
Stella da Câmara Lomelino
ISBN: 972-798-093-7 . 2004 . 72 páginas . 10,00 euros


40. LIBELLUS
José Maria Martins da Costa
ISBN: 972-798-099-6 . 2004 . 96 páginas . 12,50 euros


41. SINTONIAS
Maria Lucília Mercês de Mello
Desenhos da Autora
ISBN: 972-798-088-0 . 2003 . 116 páginas . 14,00 euros


42. MANHÃ NOCTURNA
José António Pimenta
ISBN: 972-798-102-X . 2005 . 94 páginas . 13,00 euros


43. ODEIO E AMO
Catulo
Tradução de José Ribeiro Ferreira
ISBN: 972-798-134-8 . 2005 . 76 páginas . 12,00 euros


44. TRILOGIAS LÍRICAS
Maria Lucília Mercês de Mello
ISBN: 972-798-149-6 . 2005 . 112 páginas . 14,00 euros


45. MESETA SUL
Fernando Miguel Bernardes
ISBN: 972-798-140-2 . 2005 . 90 páginas . 13,00 euros


46. DOIS DIAS E UM SERÃO NO INFERNO
Delfim F. Leão
ISBN: 972-798-135-6 . 2006 . 80 páginas . 12,00 euros


47. ESTADISTA, POETA E SÁBIO
Sólon
Tradução de Delfim F. Leão
ISBN: 972-798-164-X . 2006 . 54 páginas . 10,00 euros


48. EPITÁFIOS A UMA INSENSATEZ INACABADA
Miguel Barbosa
ISBN: 972-798-165-8 . 2006 . 78 páginas . 12,00 euros


49. RECICLADOS
Maria José Lopes
ISBN: 972-798-170-4 . 2006 . 78 páginas . 12,00 euros

quarta-feira, agosto 16, 2006

Vida de Rómulo

Vida de Rómulo, Plutarco
Tradução de Delfim F. Leão
Colecção MinervaTextos 2
MinervaCoimbra 2006
88 pp . ISBN 972-798-172-0


A maioria das fontes antigas aceitava que Rómulo e Remo haviam nascido de Reia Sílvia, filha do rei Numitor, o legítimo herdeiro do trono albano e que fora deposto pelo irmão Amúlio. Como forma de prevenir a eventual reivindicação do sólio por algum descendente de Numitor, Amúlio obrigou a sobrinha a fazer-se Vestal. Dado que as servidoras de Vesta tinham de permanecer virgens, o nascimento dos gémeos encontrava-se, de certa forma, envolto em polémica e infracção, o que teria facilitado a decisão de Amúlio de mandar lançar as crianças ao Tibre.
Da piedade ou receio da pessoa encarregada de cumprir a sentença resultou que os dois irmãos foram colocados numa cesta que, ao ser arrastada rio abaixo pela correnteza, acabaria depositada no banco de areia de uma das margens. Uma vez aí, os gémeos começaram por ser amamentados por uma loba, até que uns pastores os recolheram e criaram. Rómulo e Remo cresceram nesse meio, ignaros da verdadeira identidade, embora as suas naturais qualidades de liderança os projectassem como chefes dos companheiros, que se envolviam em frequentes escaramuças e bravatas com outros pegureiros, piratas e ladrões que actuassem na região.
Ao tomarem conhecimento da real ascendência, os gémeos atacaram Alba Longa e repuseram no trono o avô, Numitor, embora optassem por não permanecer na cidade, cujo governo lhes caberia mais tarde por direito. Em vez disso, decidiram fundar uma colónia de Alba Longa, no local onde haviam sido salvos. A nova urbe acabaria por chamar-se Roma, designação que derivaria de Rómulo, depois de ele ter assassinado o irmão numa querela fútil, por alturas da delimitação das muralhas da cidade. Roma conheceu um crescimento rápido, devido sobretudo à grande capacidade de integração e acolhimento de outras pessoas, mesmo de elementos marginais e potencialmente perigosos, se bem que o futuro a médio prazo se visse comprometido pela falta de mulheres; daí o episódio do rapto das mulheres sabinas e posterior integração dos Sabinos, traduzida na partilha do governo entre Rómulo e Tito Tácio. Roma continuou a aumentar em poder e importância demográfica, numa expansão rápida, justificada essencialmente por dois factores: por um lado, a poderosa força bélica, que ora atraía e forçava a celebração de alianças com os vizinhos ora permitia infligir pesadas derrotas aos inimigos; por outro, a enorme capacidade para absorver elementos externos, fossem imigrantes, confederados ou mesmo as partes vencidas em conflito.

Já publicado nesta Colecção:
A Coragem das Mulheres, Plutarco
Tradução de Maria do Céu Fialho, Paula Barata Dias e Cláudia Cravo da Silva
Colecção MinervaTextos 1
MinervaCoimbra 2001
70 pp . ISBN 972-798-001-5