terça-feira, novembro 12, 2013

SLAVIC ART- DIAS DE ARTE ESLAVA EM PORTUGAL [GALERIA MINERVA] COIMBRA





Jorge Duarte, Kira Aristova, Isabel de Carvalho Garcia, José Rolim

“Slavic Art - Dias de arte eslava em Portugal”


A exposição colectiva internacional “Slavic Art - Dias de arte eslava em Portugal”  foi inaugurada recentemente na Galeria Minerva em Coimbra.

Numa organização de Kira Aristova e Jorge Duarte, na qualidade de representantes para Portugal da Fundação Mundial  das Artes, com sede em Moscovo, e em nome do seu Presidente Fedor Filcov, em colaboração 
com a Galeria Minerva e o Rotary Club de Coimbra. 


 Natalia Atatina, Alexey Kononov, Kira Aristova

Esteve também presente  Alexey Kononov, o mais jovem artista desta mostra, que ganhou recentemente o prémio revelação numa exposição
realizada na Figueira da Foz.

Até dia 27 de novembro poderão ser visitados trabalhos dos artistas Anna Aristova, Vinnichenko Nadezda, Galina Suprun, Medvedeva Eduarda,
Zhitnyuk Anastasia, Kuznetsova Natalia, Presnyakov Maxmilian, Slonova Anastasia, Lunev Valery, NosKova Tatiana, e Skromnas Svetlana.

Os trabalhos feitos com diferentes técnicas e estilos,têm contudo uma coisa em comum e que os liga entre si:
a pintura como resultado da experiência pessoal,um profundo pensar,a busca do sentido da vida,a simplicidade das formas,o sentido do amor,
a solidão e a contraposição entre a finitude e a eternidade,enfim o eco da a Alma Russa... O Povo Eslavo.

Esta é uma exposição internacional, integrada no concurso "Russian Art Week", que desde 2007 se tem vindo a realizar não só em Moscovo, como em Berlim,Veneza, Barcelona, Istambul, Sófia e agora em Coimbra, onde são seleccionados os trabalhos dos melhores artistas da Rússia.





Para visitar até 27 de Novembro, Galeria Minerva Livraria, Bairro Norton de Matos, 52, Coimbra.

domingo, novembro 10, 2013

«BULÁRIO DA CASA GRANDE» DE EDGARD PANÃO [LANÇAMENTO EM COIMBRA] 12 DE NOVEMBRO, 18H30 [UMA HOMENAGEM A COIMBRA, CIDADE UNIVERSITÁRIA, PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE]







CONVITE

As Edições MinervaCoimbra e o Autor têm a honra
de convidar V. Exa. para o lançamento  do livro

O Bulário da Casa Grande
de Edgard Panão.  

A apresentação será feita pelo Prof. Doutor Manuel Augusto Rodrigues.
A sessão realiza-se no no próximo dia 12 de Novembro, 
pelas 18H30, na Livraria Minerva Galeria, 
Rua de Macau, 52 (Bº Norton de Matos)em Coimbra.

***

«O Bulário da Casa Grande» de autoria de Edgard Panão é uma homenagem a Coimbra, a Cidade Universitária, Património Mundial da Humanidade.

 «[…] Sabiam que a Alma Mater tinha recebido 721 bulas, além de breves e outros documentos pontifícios…
…Calcorreando os espaços das ruelas gastas da urbe impregnados de mistério chegámos à Sofia dos colégios universitários dos agostinhos, carmelitas, dominicanos e franciscanos colocando questões sobre cada um deles e as bulas que foram recebendo de Roma…
…O livro surge como um apelo à perpetuação de inúmeros factos que adornaram a história de Coimbra e das suas instituições e à reflexão sobre alguns pontos mais controversos. […]» 


Manuel Augusto Rodrigues (in Prefácio) 





Edgard Panão nasceu em Penela. Viveu em Miranda do Corvo. Foi professor liceal de Filosofia e História em vários liceus do país director e professor da Escola do Magistério Primário de Silva Porto (actual Kuito) Angola, e director e professor da Escola do Magistério Primário de Aveiro; responsável pelos Serviços de Educação em Dili. Foi ainda vereador e presidente da Câmara Municipal de Estarreja. 

Desde 1993, altura em que se reformou, que se dedica à investigação de índole histórica e a publicar alguns trabalhos, dos quais se destacam Desde 1993, altura em que se reformou, que se dedica à investigação de índole histórica e a publicar alguns trabalhos, dos quais se destacam:

«O Moleiro Inteligente» (2000), 
«A reconstituição das famílias da freguesia de Salvador da vila de Miranda do Corvo» (2002), 
«Covseiro de Myranda» (2006), 
«Cartas a Ana de Leonardo» (2007),
«Os Trautos de Miranda» (2008), 
«Comentário - O outro lado da coisa» (2009),
«Os convencidos da Vida» (2010), 
«O Tombo da República-Ensaio sobre o período inicial do novo regime político (1910-1926)»(2011),
«Cancioneiro Popular de Miranda do Corvo» de Belisário Pimenta (2012)
« O Bulário da Casa Grande» 2013,
os oito últimos livros com a chancela das Edições MinervaCoimbra.

sexta-feira, novembro 08, 2013

FEIRA DE ALFARRABISTAS [09 E 10 DE NOVEMBRO, DAS 10H ÀS 20H] ATRIUM SOLUM EM COIMBRA [PARTICIPAÇÃO DA LIVRARIA MINERVA ALFARRABISTA]





A Livraria Minerva Alfarrabista irá participar nos dias  9 e 10 de Novembro, no Atrium Solum em Coimbra, na  FEIRA DE ALFARRABISTAS, que se vem realizando com o apoio e iniciativa do Atrium Solum.

Para visitar das 10h ás 20h. Participação de In-libris, Livraria Letra Livre, Livraria MinervaCoimbra-alfarrabista, Miguel de Carvalho, Livreiro e Antiquário e chronos paper. 

quarta-feira, novembro 06, 2013

«PÁTRIAS DE MIM» DE ARNALDO SILVA [LANÇAMENTO DIA 8 DE NOVEMBRO, 21H30] CÂMARA MUNICIPAL DE MATOSINHOS




CONVITE

O Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Dr. Guilherme Pinto e as Edições MinervaCoimbra têm a honra de convidar V. Exa, para no dia 8 de Novembro, Sexta-Feira, às 21h30 no Salão Nobre desta Câmara assistir ao lançamento do livro de poesia Pátrias de Mim da autoria do poeta Arnaldo Silva. A autora do prefácio, Dra Isabel de Carvalho Garcia e o Dr. José Machado Lopes apresentarão o Poeta e a Obra.

Será servido um Porto-de-Honra.
Câmara Municipal de Matosinhos Telef: 229390900     
mail@cm-matosinhos.pt





ARNALDO SILVA completou o Curso complementar dos liceus, tendo frequentado as Faculdades de direito, em Coimbra, e da de Filosofia, no Porto. Ligado, profundamente, a Matosinhos, também pela prática desportiva, esta é, de facto, e no dizer do poeta, a cidade que o adoptou, e que o próprio abraçou como sua. Entre 1968 e 2001, Arnaldo Silva, entre pragmático sonhador e perfeccionista, desempenhou actividades profissionais diversas: na supervisão organizativa do trabalho; nas técnicas informáticas, ao serviço da PT Comunicações; publicidade e Marketing; na direcção comercial de empresas; na promoção internacional das empresas e dos produtos portugueses, enquanto Técnico Superior do ICEP; na prática e leccionamento desportivo.
Foi cronista/colaborador do Jornal e Notícias, durante sete anos, ao longo dos quais desenvolveu contactos com romancistas, poetas, pintores, músicos, escultores e outros intérpretes do universo artístico.
Regista contributos consideráveis na prefaciação de obras autorais  de referência, é presença regular na tertúlia reflexiva e de lazer, projectando na voz privilegiada, o diseur de talento maior e o seu carácter de comunicador e poeta.
Obras do autor:
Os Primeiros Ais1990; Fogos Ázimos, 1992
Ecos Cálidos, 1995; Talvez Amor, 1999;
Para Além do Amar, 1999, As Safiras são Azuis,2001;                                                       Na Curva dos Segredos Imperfeitos2005; 
A Vertigem das Palavras Insuspeitas2007;                                          
Atrium, 2008; Túnicas de Nudez, 2010;
No Sabor da Pena… e do Prazer…,2010                                                                          ...Na Língua dos Lábios2010; 
Bailados Vadios, 2011
Antologia Poética (edição bilingue, Português-Francês), 2012

EXPOSIÇÃO COLECTIVA DE PINTURA « SLAVIC ART - DIAS DE ARTE ESLAVA EM PORTUGAL» [INAUGURAÇÃO DIA 9 DE NOVEMBRO, 18H30] GALERIA MINERVA COIMBRA




CONVITE 

Temos o gosto de convidar V. Exas para a inauguração 
da exposição colectiva de pintura
 “Slavic Art - Dias de arte eslava em Portugal”, 
dia 9 de Novembro, pelas 18h30, 
na Galeria Minerva, Rua de Macau, 52 (Bº Norton de Matos). 
Para visitar até 27 de Novembro. 
Organização de Kira e Jorge Duarte e colaboração da Galeria Minerva 
e do Rotary Club de Coimbra.


«“Slavic Art - Dias de arte eslava em Portugal”


Na qualidade de representante para Portugal da Fundação Mundial das Artes com sede em Moscovo e em nome do seu Presidente Fedor Filcov, conjuntamente com a Galeria Minerva e a colaboração do Rotary Club de Coimbra é com muito gosto que apresentamos e damos a conhecer um pouco da arte eslava moderna. Transmitir numa exposição toda a variedade e complexidade da arte que hoje se faz na Rússia é tarefa impossível.Por tal não estabelecemos qualquer padrão ou linha orientadora em termos de exposição das obras aqui presentes.
É uma exposição internacional, integrada no concurso "Russian Art Week", que desde 2007 se tem vindo a realizar não só em Moscovo, como em Berlim, Veneza, Barcelona, Istambul, Sófia e agora em Coimbra, onde são seleccionados os trabalhos dos melhores artistas da Rússia. Nesta exposição serão apresentados entre outros, trabalhos dos artistas Anna Aristova, Vinnichenko Nadezda, Galina Suprun, Medvedeva Eduarda,
Zhitnyuk Anastasia, Kuznetsova Natalia, Presnyakov Maxmilian, Slonova Anastasia, Lunev Valery, NosKova Tatiana, e Skromnas Svetlana. Os trabalhos feitos com diferentes técnicas e estilos,têm contudo uma coisa em comum e que os liga entre si:
a pintura como resultado da experiência pessoal,um profundo pensar,a busca do sentido da vida,a simplicidade das formas,o sentido do amor, a solidão e a contraposição entre a finitude e a eternidade,enfim o eco da a Alma Russa...O Povo Eslavo.» 

             Kira e Jorge Duarte



VINNICHENKO NADEZDA
é membro da União dos Artistas da Rússia, da União Criativa de Artistas Profissionais e membro do Fundo Internacional de Arte.
Tem trabalhos expostos em várias galerias de arte e colecções particulares nomeadamente em países como a Rússia,Itália,Alemanha,Bulgária e Turquia.
Acerca da sua obra diz: "olhei para os detalhes que cercam o mundo infinitamente variada e tento transmitir harmonia, calor e profundidade de cor , fazendo –o num tom de elegância e naturalidade. Procuro um estilo, marcado ,ousado na busca da transcendência do tempo e da descoberta."





SUPRUN GALINA

agraciada com o título de comendadora da Federação Russa, pelo Presidente Vladimir Putin. É membro do Sindicato dos Designers da Rússia, membro da Fundação Internacional de Arte do ramo de Moscovo de Artistas e ainda da União Criativa de Artistas da Rússia e da Federação Internacional de Artistas .
Tem trabalhos expostos em várias galerias de arte um pouco por toda a Europe com relevo em Veneza,Berlim e Sófia.





ARISTIVA ANNA

artista líder da oficina criativa " ART- Week"
Organizadora e apresentadora de oficinas para a fabricação de amuletos com temas eslavos e novas formas de produtos de decoração " Escova Fire - Siberian Tone pirogravura . "
Especialista em "Tecnologia de processamento de materiais artísticos .Tem o curso de" Design de Moda " no MOUDOD " Escola de Arte № 1" MOU DOD " Art School " Seversk-Rússia
Escreveu artigos na area da sua especialidade sob os seguintes temas: "O rosto e a máscara : a imagem e o caráter de uma pessoa na arte do retrato "; " Marca na prática comunicativa "; "A tecnologia de processamento de materiais artísticos "; "Sintonia : individualidade , expressa em cores"; " Jóias - o poder oculto " ; " Pyrography , a arte do pós-modernismo ".
Tem trabalhos expostos em várias exibições de arte,e em colecções privadas nomeadamente em Espanha,Holanda,Alemanha,Turquia e Estados Unidos Russia e Portugal. Acerca da sua obra diz: ”Através dos olhos de outra pessoa olho o mundo o que,por vezes,me a abre novas possibilidades e me desenvolve a criatividade”.

terça-feira, novembro 05, 2013

ARTE DOS PORTUGUESES PELO MUNDO POR PROFESSOR PEDRO DIAS [CURSO LIVRE] LIVRARIA MINERVA GALERIA [COIMBRA]




CURSO LIVRE: ARTE DOS PORTUGUESES NO MUNDO
Livraria Minerva Galeria
Rua de Macau, nº 10 (Bairro Norton de Matos) Coimbra
Professor: PEDRO DIAS
8 módulos de 2 horas:
20, 21, 27 e 28 de Novembro e 4, 5, 11 e 12 de Dezembro,das 21 às 23 horas
Inscrições na Livraria Minerva (100 €) A PARTIR DE 4ª FEIRA, 06/12/2013

Será passado um certificado de frequência do Curso

Este curso livre, aberto a todos os interessados, independente da sua especialização ou graduação académica, terá a duração de 16 horas lectivas e será subdividido 8 unidades de duas horas cada, ao longo de quatro semanas. As sessões terão carácter expositivo, havendo sempre lugar para a participação dos alunos, através de questões, comentários, pedidos de esclarecimentos ou discussão de qualquer tema em particular ou mais aprofundadamente.




1. PORTUGAL AO TEMPO DA GÉNESE DA EXPANSÃO PORTUGUESA E A CONQUISTA DO NORTE DE ÁFRICA

Portugal ocupa uma posição privilegiada na geografia europeia e do Atlântico Norte, local de passagem e de contacto dos povos do Mediterrâneo, ao longo de milénios. No extremo Sudoeste da Europa, a escassas horas de navegação da Costa do Magreb, mesmo com embarcações rudimentares, foi um local de interacção cultural e civilizacional. Depois de ter o seu actual território fortemente romanizado e, depois, cristianizado, a génese do Reino ganhou autonomia do século XII, vindo em apenas um século a conformar o país moderno. Tamponado por Castela, a Norte e a Leste, sem possibilidade de expansão territorial ou de contactos directos com outros povos que não fosse por mar, naturalmente que desenvolveu as artes da Marinharia, o que veio a ser decisivo para o arranque da Expansão Marítima e dos Descobrimentos, nos alvores do século XV, depois de algumas expedições esporádicas, como a realizada às Canárias, ainda em 1341 A pesca e o transporte marítimo, sobretudo para o Norte – Biscaia, França, Flandres, Países Baixos e Inglaterra – criaram em Lisboa e em muitos outros portos, de Viana a Lagos e Tavira, centros de desenvolvimento e repercussão dos conhecimentos sobre o mar, as embarcações, os instrumentos náuticos e a Geografia das terras próximas.
É esse Portugal quatrocentista, as suas características geográficas, demográficas, económicas, sociais e também o pensamento estratégico dos seus dirigentes, que iremos analisar neste primeiro ponto, tendo como base a “cinco razões do Infante” , infante D. Henrique, naturalmente, sobre as quais dissertou Gomes Eanes de Zurara.
O Norte de África e particularmente a região do actual Reino de Marrocos, a que agora nos interessa, fez parte do Império Romano, tal como Portugal, sendo totalmente cristianizada, a partir do século IV. A expansão islâmica integrou o Garb no seu vasto Império e, foi de lá, que em 711 os islamitas passaram o Estreito de Gibraltar, para conquistar a Península Ibérica, excepto a região das Astúrias, e chegar além-Pirinéus, até Poitiers. O domínio do Estreito era essencial, para garantir a segurança das navegações atlânticas, fechando a passagem aos piratas mouros que constantemente também assolavam a nossa costa. Ceuta era um objectivo apetecível, pois pensava-se que, como centro comercial, poderia ser um fornecedor de trigo a Portugal, onde ele era sempre pouco. Em 1415, uma armada portuguesa comandada por D. João I realizou a reconquista cristã da cidade e, em cerca de 100 anos, os domínios portugueses chegavam a Santa Cruz de Cabo de Gue. Em muitas cidades deixámos importantes testemunhos da nossa presença: Ceuta, Alcácer Ceguer, Tânger, Arzila, Azamor, Mazagão, Safi, etc. São esses testemunhos de arquitecturas civil, religiosa e militar, góticas e renascentistas, além de peças de escultura, por exemplo, que analisaremos neste módulo. A última praça que deixámos foi Mazagão, já em 1759.

2. AS ILHAS ATLÂNTICAS DOS AÇORES, MADEIRA E CABO VERDE

As navegações em mar aberto, no Atlântico Norte, começaram cedo, dado que estavam intimamente ligadas às pescas. No entanto, foi já dentro de um plano bem estruturado, e com o infante D. Henrique a dirigi-lo, que os portugueses descobriram as primeiras ilhas; em 1418, Porto Santo; a Madeira, antes de 1425; o início do povoamento dos Açores deu-se em 1439; e Cabo Verde, em 1460. Ao mesmo tempo, ia sendo feito o reconhecimento da Costa Africana, estando descoberta a orla marítima, pelo menos até à Gâmbia, nesse ano em que morreu o infante D. Henrique.
Estas ilhas não tinham habitantes, e os portugueses e outros europeus e mesmo africanos que para lá foram viver tiveram que construir povoações à maneira do Reino e importar obras de arte e artificinais, para uso quotidiano ou para o culto divino. Foi extremamente importante mais até na Madeira do que nos Açores, a importação de pinturas, esculturas e alfaias de culto da Flandres, conservando-se um excepcional conjunto no arquipélago madeirense. Com o passar dos tempos, cada arquipélago e, dentro destes, até algumas ilhas, ganharam características peculiares, o que se reflectiu na produção artística. De qualquer modo, estamos sempre em presença de tansferências estéticas ou de importação de obras de arte móveis, quer do Reino quer de outros países da Europa e, a partir do século XVI, do Oriente.

3. A COSTA OCIDENTAL AFRICANA 

A presença na Costa Ocidental da África, e neste caso referimo-nos à África Sub-Saariana, é fruto de um longo percurso que se intensificou a partir de 1434, quando Gil Eanes passou pela primeira vez o Cabo Bojador, e que terminou com a dobragem do Cabo da Boa Esperança, por Bartolomeu Dias, em 1487, entrando assim no Oceano Índico os navios europeus que abriram caminho à futura Carreira da Índia. A primeira posição verdadeiramente importante foi Arguim, uma feitoria situada numa ilhota da actual Mauritânea, que começou em 1445, mas outros pontos fortificados foram sendo construídos, sobretudo o castelo de São Jorge da Mina, em 1482, no actual Gana, e que seria a principal escápula de mercadorias até ao fim do século XVI, estendendo-se daqui por todo o importante Reino do Benim. Mais tarde, os portugueses instalaram-se nos Rios da Guiné e nos reinos do Congo e de N’gola, junto dos reis locais, sendo Santo António do Zaire elevada à categoria de sede de Diocese. A futura ocupação de Angola, com outras povoações importantes, como Massangano e Benguela, mais a Sul, têm origem neste movimento, se bem que uma ocupação territorial consistente só tenha tido lugar no século XIX.
A presença de comerciantes portugueses potenciou o desenvolvimento de diversas artes tradicionais, sobretudo no Golfo da Guiné, particularmente em marfim, mas houve também importantes construções de carácter militar, civil e religioso, bem como a abertura de estruturas viárias em algumas futuras cidades, como São Paulo de Luanda, que ainda hoje são detectáveis.

4. O BRASIL

O reconhecimento oficial do território que conformaria o futuro Brasil ocorreu em 1500, quando a armada de Pedro Álvares Cabral, que se dirigia para Cochim, se desviou mais para Oeste. A ocupação do território não foi imediata e, só na década de 30 do século XVI, se iniciou, posto que de forma tímida. É conhecida bem toda a história da colonização portuguesa nas capitanias e, depois, do Estado do Brasil, ocupação que implicou a criação de um grande sistema defensivo e, naturalmente, levou também ao aparecimento de importantes núcleos urbanos. O desenvolvimento do Brasil não foi contínuo nem homogéneo, variando consoante os ciclos económicos, ou seja, segundo o maior ou menor interesse por determinados produtos, fosse a madeira, o açúcar, o gado, o ouro e as pedras preciosas ou o café, por exemplo. 
Neste ponto do nosso programa, iremos apenas referir um aspecto, o da arquitectura, dada a dimensão da matéria que poderíamos abordar, em todas as outras disciplinas. Veremos as principais fortificações e os maiores e mais bem conservados núcleos urbanos, com destaque para o Nordeste e para Minas Gerais, dando ênfase a alguns edifícios que sobressaem pelas suas dimensões ou nível artístico. Estudaremos com mais pormenor as questões das transferências estéticas e também de alguns particularismos que se desenvolveram em certas regiões.

5. A COSTA ORIENTAL AFRICANA E O GOLFO PÉRSICO

As primeiras viagens à Costa Oriental de África começaram logo com a expedição fundadora de Vasco da Gama, em 1498, embora dela mais não tenham resultado contactos diplomáticos, reconhecimentos mútuos e trocas de presentes, isto para entrarmos no campo artístico. No entanto, de imediato, os portugueses estabeleceram-se em Quíloa, Sofala e na Ilha de Moçambique e, posto que abandonando a moderna Kilwa rapidamente, os outros dois pontos desenvolveram-se e tornaram-se os principais pontos de apoio às nossas navegações e escápulas de comércio, fazendo-se fortificações e cidades. O mesmo aconteceu, pouco depois, com Mombaça., Quelimane, o Ibo, etc. No entanto, a ocupação generalizada e efectiva do que é hoje o moderno Estado de Moçambique só viria a ocorrer em pleno século XVIII. De qualquer modo, o património construído moçambicano é um dos pontos mais salientes deste nosso capítulo.
Mais a Norte, ao longo da costa, os portugueses ocuparam um verdadeiro rosário de pontos estratégicos, como Ormuz, Mascate, Soar, não esquecendo outras fortalezas menores, como Matara, Keshm, Larak, etc. etc, no Irão e em Omã, e também o Bahrein, onde podemos ainda admirá-las, apesar de acrescentamentos e modificações posteriores, Assim, este ponto do programa será dedicado, fundamentalmente, à arquitectura, e dentro dela à militar, embora as artes decorativas e a influência da Índia Portuguesa seja abordada, sobretudo ao tratarmos da Ilha de Moçambique.

6. A ÍNDIA

No Oriente, é a Índia que conserva mais património artístico de origem portuguesa, e em todas as disciplinas. No entanto, o urbanismo e as arquitecturas não se encontram espalhadas uniformemente pelo território deste sub-continente,antes concentram-se nas regiões costeiras, a Leste, nos aros de Goa e Cochim, e na Província do Norte, entre Chaúl e Diu. Se o património arquitectónico é impressionante, até pela quantidade de igrejas e fortificações existentes, alem do seu apego aos modelos europeus matizado pela decoração de raiz indiana, as artes decorativas atingiram um enorme desenvolvimento, sobretudo para exportação, e até em regiões que os portugueses nunca dominaram, como as terras do Império Mogol. Os períodos áureos de fabrico de mobiliário, joalharia, ourivesaria e prataria, e de escultura em marfim, por exemplo, decorreu nos séculos XVI e XVII, mas os séculos seguintes foram também fecundos, na pintura, nas artes dos tecidos, na escultura em pedra e em madeira, etc. Estas obras de arte indo-portuguesas foram muito apreciadas na Europa, sobretudo as que fabricadas com materiais preciosos, como a tartaruga, a madrepérola, o cristal de rocha e o marfim, e também madeiras raras, como o ébano.
Embora os portugueses tenham chegado à Índia em 1498, uma armada comandada pelo futuro vice-rei e almirante Vasco da Gama, as primeiras construções de origem lusa iniciaram-se em 1503, com a edificação da feitoria de Cochim, e terminaram em 1961, com a inauguração da escola primária de Taleigão. Será apenas à arquitectura que dedicaremos este ponto, dado o gigantismo do tema. Permite-nos esta selecção ver com mais atenção a evolução estética, ao longo de mais de 450 anos, e também a maneira como o modo europeu foi adaptado ao clima, aos materiais disponíveis e soube conjugar uma decoração com clara influência hindu.

7. O CEILÃO E O EXTREMO ORIENTE

Os portugueses chegaram ao Ceilão, em 1506, e completaram a sua expansão pelo Extremo Oriente, em 1543, com a primeira incursão no Arquipélago Nipónico. Entretanto, estabeleceram-se em Malaca, Ayuthaya, no Delta do Rio das Pérolas e nas Molucas, deixando rasto da sua passagem por toda a parte. Também aqui deixaram testemunhos em edificações ou mesmo cidades inteiras, e influenciaram as artes decorativas e iconográficas. É nesta parte do Mundo que menos património construído subsiste, mas ainda assim são importantes os edifícios de raiz portuguesa em Malaca e na China e, mais recentes embora, em Timor. Se no Ceilão tivemos diversas fortificações importantes, certo é que, no século XVII e no século XVIII, foram substituídas por outras, holandesas e britânicas, desaparecendo as nossas. Em Malaca, ainda temos vestígios da fortaleza, igrejas e toda a cidade antiga, excepcionalmente preservada, tal como estava em 1641. Macau é um caso à parte, pois a administração lusa prolongou-se até 1999, sendo por isso importantes os testemunhos arquitectónicos e urbanísticos, mas, já no resto da China e no Japão, a influência portuguesa deu-se sobretudo nas artes decorativas, devendo destacar-se a arte namban ou luso-japonesa, de um brilho excepcional e de uma qualidade plástica acima do que foi habitual noutros pontos da Ásia. São estes temas que veremos, ainda que muito brevemente, com relevo para os objectos artísticos e para as questões iconográficas.

8. O REFLEXO DOS DESCOBRIMENTOS NAS ARTES DO REINO

Um movimento de tamanha envergadura como foi o dos Descobrimentos e da Expansão planetária dos portugueses, durante os séculos XV e seguintes, tinha forçosamente de deixar marcas profundas no próprio Reino; e o campo artístico não foi excepção. É certo que Portugal se ressentiu da sua diáspora, na demografia, por exemplo, mas as navegações obrigaram a criar saberes, técnicas e, a montante, indústrias e actividades agro-pecuárias que marcaram o nosso fácies para sempre. Um dos primeiros reflexos da Expansão Ultramarina foi a quantidade de construções religiosas e civis que se ergueram, fruto dos proventos do comércio de longo curso ou de promessas feitas em momentos difíceis, no mar ou além-mar. Outro prende-se com a manifestação da riqueza angariada em terras longínquas; mais ainda, o enorme acervo de obras africanas, americanas e asiáticas que encheram as casas dos mais abastados e os palácios dos reis de Portugal. Mas a influência de além-mar viu-se também na produção iconográfica, das iluminuras aos azulejos e tecidos e, sobretudo, à cerâmica vidrada de fabrico lisboeta. 
Com a Expansão Marítima a paisagem portuguesa mudou, com a introdução de novas plantas, de novos animais que se viam entre elas, mas também nas vilas e cidades que cresceram graças aos cabedais de burgueses, nobres e até populares. Foi um pais novo que surgiu, uma moldura que enquadrava também gentes das mais variadas etnias que chegavam dos confins da África ou do Oriente. Lisboa, a grande metrópole do Ocidente europeu foi também o ponto de difusão dos tesouros dessas “terras de promissom”, que enriqueceriam as câmaras de maravilhas da realeza e nobreza europeias.

quinta-feira, outubro 31, 2013

«DA IMPRENSA REGIONAL DA IGREJA CATÓLICA O QUE É, QUEM A FAZ E QUEM A LÊ» DE ALEXANDRE MANUEL [ JÁ DISPONÍVEL]





DA IMPRENSA REGIONAL DA IGREJA CATÓLICA - O QUE É, QUEM A FAZ E QUEM A LÊ de Alexandre Manuel, constitui o n.º 16 da colecção Minerva Ciências da Comunicação dirigida por Mário Mesquita. 

Em análise, neste trabalho, os jornais regionais portugueses cujo capital social é, directa ou indirectamente, detido pela Igreja Católica. Ou seja, como são, quem faz e quem lê os órgãos de comunicação social que, cobrindo o território de uma diocese e integrando um subsector – o da imprensa regional – com características únicas, são considerados caso ímpar no contexto europeu. E que, apesar de constituírem um leque desigual de realidades, possuem, no entanto, características comuns e definidoras. 

De referir, designadamente, o facto do objectivo por eles visado não ser prioritariamente o financeiro; de serem maioritariamente dirigidos por padres; de tenderem a fazer hoje o que faziam ontem e anteontem; e de, em muitos casos, as suas tiragens e audiências ombrearem com a dos outros jornais locais. Além de que parecem preferir a apologética ao acontecimento; com base no argumento do rigor, cultivam um certo hermetismo, evitam o contraditório, são tentados a falar mais para os outros do que com os outros e tendem a confundir o discurso do altar com o discurso dos media. Com a curiosidade acrescida de, por vezes, concorrerem entre si e de ser diminuta a cooperação entre os diferentes títulos, consequência, porventura, de um certo espírito de capela que teima em resistir. 
Dito por outras palavras: fazem isoladamente o que não conseguem fazer em conjunto, nem talvez o desejem. Apesar de serem propriedade da mesma Igreja e de visarem objectivos comuns.


ALEXANDRE MANUEL 
Doutorado em Sociologia, pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e pós-graduado em Jornalismo (ISCTE/Escola Superior de Comunicação Social), Alexandre Manuel (da Fonseca Leite) é professor no Curso de Ciências da Comunicação da UAL e investigador do CIES-IUL. Neste âmbito, participou nos estudos «Perfil sociológico do jornalista português» (editado em 2011) e «As novas gerações de jornalistas». Leccionou ainda no INA, Cenjor e Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Como jornalista, iniciou a profissão na Flama (1969), tendo trabalhado ainda, na Vida Mundial, Século Ilustrado, Jornal do Fundão e Diário de Notícias, onde foi editor, redactor-editorialista e director de Edições Especiais. Colaborou com a RDP e, na RTP, foi comentador político, autor e apresentador de programas de divulgação social e cultural. Além de autor ou co-autor de vários livros, dirigiu ou coordenou editorialmente importantes obras colectivas, como a Grande Enciclopédia do Conhecimento ou Rotas da Terra e do Mar.
Enquanto deputado à Assembleia da República, nas IV e V legislaturas, integrou a direcção do grupo parlamentar, presidiu à Subcomissão para a Comunicação Social e foi membro das comissões para os Assuntos Constitucionais e da Eventual para a Televisão. Foi assessor técnico do INIC – Instituto Nacional de Investigação Científica, consultor do Instituto Damião de Góis, no âmbito da Presidência da República, director editorial da Casa das Letras e administrador e director editorial da Editorial Notícias.
Presidiu à assembleia geral do Sindicato dos Jornalistas e foi vice-presidente da direcção do Clube de Jornalistas. Em 2005, foi distinguido, pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, com a comenda da Ordem do Infante D. Henrique.

domingo, outubro 20, 2013

OUTUBRO, MÊS DA PREVENÇÃO DO CANCRO DA MAMA . «O CANCRO É UMA OPORTUNIDADE DE VIDA» DE MARIA VÍTOR CAMPOS



Outubro é o mês de prevenção do cancro da mama, deixamos aqui a nossa homenagem a MARIA VÍTOR CAMPOS que antes de partir teve a coragem de escrever o livro: 
« O cancro é uma nova oportunidade de vida». 

Este livro de Maria Vítor é um testemunho na primeira pessoa de três anos de uma corajosa batalha, por um lado contra uma doença cada vez mais comum nas jovens mulheres e por outro lado contra a indiferença da Sociedade para esta problemática. A autora escreveu este livro com o intuito de ajudar todas as mulheres e familiares que lutam contra esta doença, tendo inclusive as receitas deste livro objectivos solidários. Pretendeu também alertar as pessoas para o bem da vida e a valorização do agora. Este livro é um “Hino à Vida” que o leitor, ao ler, passará sem dúvida a dar valor ao agora que faz a vida acontecer.

Maria Vítor de Barros Campos Donato, nasceu a 14 de Fevereiro de 1971 em Coimbra. Foi nesta cidade que viveu toda a sua vida. Filha do médico e antigo jogador internacional de futebol da Académica, Vítor Campos e de Beatriz Campos, também médica. Licenciou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra em 1995, com média final de 17 valores. Em Fevereiro de 2004 termina a especialidade em Endocrinologia com média final de 19.6 valores, exercendo depois actividade nos HUC.


Mãe de três filhos foi-lhe detectado um cancro da mama aos 35 anos, tendo realizado durante os últimos três anos uma série de iniciativas que visaram sensibilizar as pessoas para o problema do cancro, sobretudo o cancro com incidência nos mais jovens.


A autora marcou uma geração em Coimbra muito devido ao seu espírito solidário, de entreajuda, de amizade e à excelente profissional que era.
Faleceu no dia 27 de Novembro de 2009. 


Por vontade da autora parte dos resultados da venda deste livro reverte para o projecto "Nova Oportunidade de Vida".

quinta-feira, outubro 17, 2013

MARIA TOSCANO NA 8ª SESSÃO DE "ANDAM PELA TERRA OS POETAS" [CASINO FIGUEIRA] 29 DE OUTUBRO 21H30





Convite  
O Casino Figueira, a MinervaCoimbra e os intervenientes
têm o grato prazer de convidar para a 8ª sessão
de “andam pela terra os poetas”.

A Poeta convidada é Maria Toscano.
A obra poética será abordada pelo escritor Domingos Lobo.
A sessão será iniciada  pelo director do Casino, Domingos Silva.

Apresentação e moderação pela fotojornalista Susana Paiva.

Poesia dita por Maria Toscano e Domingos Lobo.

Participação musical de Maria Toscano (voz) 
acompanhada à guitarra por Ricardo Silva.

Dia 29 de Outubro de 2013, pelas 21h30. 
Salão Caffé, Casino da Figueira da Foz.
Entrada livre.
Organização: Casino Figueira/MinervaCoimbra (Isabel Garcia)

***

M.ª de Fátima C. Toscano nasceu em Maio de 1963 em Campo Maior e é Socióloga por formação: Doutora (2010, ISCTE), Mestre (1993, Univ Nova Lisboa) e Lic. (1986, ISCTE). Membro da APS.
Assina como Maria Toscano na vertente artística: 
i) Escritora, é Membro da APE; desde 1997 publicou 9 livros de Poesia e integra Antologias, Colectâneas de Poesia; 1.º Romance (Março/2013); é colunista do virtual ‘InComunidade’; desde Nov/2003 aprofunda a escrita poética em espanhol. 
ii) Cantora amadora: Piaf e World Music — anos 80/90; Fado, desde 1993 e desenvolve o Projecto Fado Branco (com Ricardo Silva à Guitarra Portuguesa) nos espectáculos: I.ª Série, GSC: semanais (Jan-25Abril/2012); II.ª Série: Fangas Mercearia Bar: mensais (Jan-Ago./2103;
iii) Actriz e Performeur: formação amadora e experiência (1978 a 1983); desenvolve leituras encenadas e outras acções performativas.
iv) Divulgadora Cultural: desde os anos 70-80 dinamizou organismos culturais estudantis; Anima vários blogues culturais, sendo matriz o sulmoura.blogspot.
Brasil 2009: Convidada estrangeira do III Festival Internacional de Poesia de Dois Córregos (26 a 28/Junho): Palestra Magana “Parábola do Inconforto”.
Argentina, 2010: Realizou, em várias cidades, Leituras Públicas da sua poesia escrita em Espanhol, bem como participou em Tertúlias e programa de Rádio de Poetas Argentinos.


DOMINGOS LOBO é natural do concelho de Santa Comba Dão.
Estudou Teatro no Conservatório Nacional. Frequentou as faculdades de Letras e Direito da UL. É licenciado em Animação Sócio-Cultural e Comunitária, com mestrado em Administração Cultural.Começou a publicar os primeiros textos no Diário de Lisboa/Juvenil e na revista Antena, então dirigida por David  Mourão-Ferreira. Fez rádio/teatro (como actor e autor) nos antigos Emissores Associados de Lisboa; nos Parodiantes de Lisboa e escreveu teatro para o programa Tempo de Teatro, de Samuel Diniz, na RDP. Com vastíssimo curriculum é coordenador de Prémio Nacional de Poesia Natércia Freire, instituído pela CM de Benavente e Companhia das Lezírias. Fez parte do júri de diversos prémios literários. É, desde 2002, presidente do conselho fiscal da APE.
Tem vários prémios atribuídos na literatura e no teatro.

Susana Paiva  (Moçambique, 1970) estudou Psicologia na Universidade de Coimbra mas desde 1989 que se dedica à fotografia.
O seu trabalho pessoal pode ser consultado em
http://www.susanapaiva.com


 José Ricardo Cardoso Silva, natural de Pombal, começa a tocar guitarra portuguesa aos 7 anos de idade, por influência do pai, o seu primeiro grande mestre. É licenciado em Educação Musical do Ensino Básico pela Escola Superior de Educação de Coimbra, adquirindo o grau de mestre em Ensino de Educação Musical do Ensino Básico na mesma instituição. Em 2013 concluiu o 8º grau do curso de Guitarra Portuguesa no Conservatório de Música de Coimbra e a Licenciatura em Guitarra Portuguesa na Escola Superior de Artes Aplicadas, em Castelo Branco, com o mestre Custódio Castelo. Actualmente frequenta o Mestrado em Guitarra Portuguesa na mesma instituição.O seu percurso musical, conta já com a participação em diversos projetos, desde as linhas mais tradicionais adjacentes ao Fado, até outras sonoridades distantes do “habitat natural” da Guitarra Portuguesa.

domingo, outubro 06, 2013

«OS PRESIDENTES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO (1910-1926)» DE ALEXANDRA SILVA, AMADEU CARVALHO HOMEM, ANABELA NUNES MONTEIRO, MARIA ANTÓNIA LUCAS DA SILVA, FERNANDO FAVA, ANTÓNIO MADURO E MIGUEL SANTOS [ÂMBITO DO 5 DE OUTUBRO]






Sugestões de leitura: «OS PRESIDENTES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO (1910-1926)» de autoria de Alexandra Silva, Amadeu Carvalho Homem,  Anabela Nunes Monteiro, Maria Antónia Lucas da Silva, Fernando Fava, António Maduro e Miguel Santos. Este livro, de inegável interesse no campo da historiografia, vem ajudar a compreender que homens foram os Presidentes da Primeira República Portuguesa e, nesse mesmo sentido, as razões pessoais que, tantas vezes, presidiram ou influenciaram as suas decisões e comportamentos. Coube ao Engº Carlos Ferreira, Presidente da Comissão Organizadora do Centenário da República em Miranda do Corvo, fazer a apresentação do livro.


terça-feira, outubro 01, 2013

«POSSO SER? DINÂMICAS GRUPAIS EM TORNO DA PERSONALIDADE E DO ENVELHECIMENTO» DE MARGARIDA PEDROSO DE LIMA E ABI GAIL [NO ÂMBITO DO DIA INTERNACIONAL DO IDOSO]




No âmbito do Dia Internacional do Idoso que é comemorado anualmente a 1 de Outubro aconselhamos o livro «POSSO SER? Dinâmicas grupais em torno da personalidade e do envelhecimento» de Margarida Pedroso de Lima e Abi Gail (Ed. MinervaCoimbra).



A propósito deste livro deixamos aqui o testemunho do Prof. Doutor Manuel Viegas de Abreu:
« Este livro é um trabalho a duas vozes. Um trabalho com dois timbres diferentes: um timbre mais  científico, embora com incursões  na prática psico-social, a cargo de Margarida Pedroso de Lima e um timbre mais reflexivo, com pendor poético, a cargo de Abi Gail. Um livro que aborda  desde o nascimento até à velhice... (...) um livro original com ciência, poesia, ficção: um livro de  pendor científico-pedagógico que defende algumas teses.  
A primeira: para compreendermos o comportamento de qualquer pessoa precisamos de conhecer a personalidade. O estudo e a compreensão da personalidade é fundamental.
A segunda: a personalidade desenvolve-se ao longo da vida. Há possibilidade de transformação. As pessoas nascem com um conjunto de personalidades mas somos também muito feitos por um conjunto de circunstâncias. Ortega Y Gasset dizia que “nós somos nós, cada um de nós é ele próprio e as suas circunstâncias”.  Mas a nossa personalidade desenvolve-se e esse desenvolvimento faz-se ao longo da vida.
Terceira: há quem diga que os idosos estão acabados, que as suas potencialidades estão em declínio. O que esta tese pretende mostrar, com base em conhecimentos científicos, é que o desenvolvimento nunca acaba.
Há uma perspectiva temporal, a pessoa sabe que não tem muito tempo de vida mas tem projectos.  Este livro não é um manual mas é um livro que serve aos estudantes no sentido do conhecimento da complexidade da personalidade. Somos seres sociais por natureza, seres políticos por natureza, sonhamos com a beleza, a poesia, a arte. Temos o valor do belo  da verdade, da justiça. Este livro pode ser lido como um livro de divulgação. A linguagem é acessível, é uma obra aberta porque é um livro estimulante.»
O livro
Posso ser? Permitem-me ser? Sou aceite? O desafio deste livro prende-se com uma das questões
fundamentais a que a nossa sociedade tem forçosamente de responder: permitimos aos nossos mais velhos ser?
In Prefácio:
"A nossa personalidade é a nossa prisão? É aquilo que nos limita ou aquilo que nos possibilita aproveitar o mundo e usufruir?
Conforme vamos envelhecendo, a nossa personalidade funciona como o ninho protector que nos permite arriscar com segurança ou como a madrasta inquinada que nos obriga a varrer a vida sempre da mesma forma? É aquilo que somos e a que podemos retornar ou aquilo que levamos sempre connosco? É aquilo que nos permite viver bem as diferentes fases da vida ou lamentar que o sol se ponha todos os dias?..."

ÍNDICE:
Prefácio; I. Enquadramento teórico; Introdução; O que é a personalidade; Breve história da Psicologia da Personalidade
II. Ciclo de Vida; Nascimento ou "Foi você que não pediu um novo bébé?"; Infância ou Amor; Adolescência ou Eu no Plural; Juventude ou Azimute; Maturidade ou Arbítrio; Velhice ou Antecipação; Morte-em-Vida

As autoras
Margarida Pedroso de Lima
Psicóloga, Mestre em psicologia da Educação e Doutorada em Psicologia do Desenvolvimento, exerce funções de Professora Associada na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, onde lecciona disciplinas de psicologia do desenvolvimento na idade adulta. As suas áreas de interesse vão para a intervenção desenvolvimental e terapêutica com grupos e para a investigação sobre os factores promotores de bem-estar na idade adulta avançada.

Abi Gail
Escolheu para si este nome híbrido, que lhe soa a ele e a ela, ao divino e ao profano, ao ocidente e ao oriente e às rezas entoadas pelas multidões, como murmúrios ou cânticos de descentração, destinados a fazer esquecer, a cada um, a sua identidade. Já fez algumas coisas na vida e conta fazer umas quantas mais. Gosta de mudar e também de permanecer, tudo depende do estado em que se encontra. Se fosse bicho, seria um animal metamórfico: de vez em quando com asas, outras vezes rastejante. Se fosse intelectual, entreter-se-ia na variedade e pensaria, disciplinadamente, em miscelâneas. Agradam-lhe as imagens com palavras dentro e mais ainda aquelas que habitam o silêncio. Quanto mais conhece a ciência, mais gosta da literatura, mas toma frequentemente café com as duas, sentadas à mesma mesa. A despesa é sempre por sua conta, a não ser que consiga enganar uma e outra.