domingo, novembro 01, 2009

Edgard Panão assinalou 10 anos como escritor com lançamento de nova obra



Edgard Panão comemorou esta semana o seu 10.º aniversário enquanto escritor com o lançamento da obra “Comentário - O outro lado da coisa”, com chancela das Edições MinervaCoimbra.

Neste livro, o Autor, num estilo fluente e raciocínios práticos, aborda não só os assuntos mais simples do quotidiano mas também os elevados temas religiosos, filosóficos, políticos e de antropologia geral e cultural do país no pós 25 de Abril de 1974. De uma forma isenta, objectiva e pedagógica, Edgard Panão propõe uma reflexão serena sobre aquele período.

A obra foi apresentada por Rui Veloso que revelou tratar-se de textos escritos há 25 anos e agora trazidos à luz. “Trata-se de artifício do autor para nos remeter para um tempo que lhe permita, através de um discurso sofrido, mostrar como se sentiu injustiçado por querer afirmar a sua liberdade e recusar as ideias de que discordava”.

Também António Barbosa de Melo, autor do prefácio da obra, refere que Edgar Panão "para desenvolver o seu pensamento, imagina uma série de «conferências democráticas» proferidas por «oradores de níveis aceitáveis com alguma dignidade de seres pensantes», que se movessem «naquele caos ideológico vigente», e elabora uma súmula ou resumo de cada conferência, rematando-a, como que em contraponto, com um comentário a cargo do mesmo personagem para todas as conferências. Nestes debates de razões e sem razões vem ao de cima muito da problemática política, social e económica do país no fim da década de setenta do século passado...".

Edgard Panão nasceu em Penela mas desde criança que vive em Miranda do Corvo. Foi professor liceal de Filosofia e História no Liceu José Estevão em Aveiro e no Liceu Nacional de Leiria, director e professor da Escola do Magistério Primário de Silva Porto (actual Kuito), Angola, responsável pelos Serviços de Educação em Dili, Timor, e director e professor da Escola do Magistério Primário de Aveiro.

Foi ainda vereador e presidente da Câmara Municipal de Estarreja.

Desde 1993, altura em que se reformou, que se dedica à investigação de índole histórica e a publicar alguns trabalhos, dos quais se destacam “O Moleiro Inteligente” (2000), “A reconstituição das famílias da freguesia de Salvador da vila de Miranda do Corvo” (2002), “Covseiro de Myranda” (2006), “Cartas a Ana de Leonardo” (2007), "Os Trautos de Miranda" (2008) e agora "Comentário - O outro lado da coisa" (2009), estes quatro últimos com chancela das Edições MinervaCoimbra.





















10.º Aniversário de Escritor

Era um dia como os outros aquele de Domingo de 02 de Dezembro de 1998; um amigo de longa data levou-me um livro seu cujo conteúdo era o Roteiro Religioso e Cultural dum Concelho; de tamanho assaz volumoso, era tão de farto de páginas e de fotografias como bem documentado sobre moradas de santos em suas capelas, ermidas, alminhas assinalando as respectivas festas religiosas e romarias. A apresentação desta obra estava marcada para daí a 6 dias num dia santo, no Auditório da Câmara Municipal.

Aceitei até porque o meu amigo não me ia admitir uma desculpa fosse de que natureza fosse!

Já tinha feito muitas apresentações de vários livros seus, mas sempre os tinha recebido a tempo suficiente para os ler e os apresentar, geralmente também em cenários menos cerimoniosos. Porém, tratava-se de uma situação especial porque era no dia da celebração do Centenário da Restauração daquele Concelho!

E a pré-visão sobre a assistência, formada pelos convidados tanto na mesa de honra como os da assistência adivinhava-se que era tudo gente extremamente seleccionada para o evento de tal importância! Logo que subi à mesa de honra pude avaliar isso pela compostura solene dos rostos hieráticos, fechados e pela notada ausência visível da cor branca que não fosse das paredes, a das camisas e dos dentes de risos intermitentes daqueles risos de circunstância que, normalmente fazem as pessoas simpáticas a tentar disfarçar que acabam de sair de um cochilo durante a sessão!

No final de minha outra apresentação, um amigo brasileiro tinha-me procurado para me perbanizar e dizer que a assistência estava “pérvia pra caramba!”. Pérvia? Sim, muito animada e receptiva como vocês cá dizem!

Só que aquela assembleia não tinha nada de pérvia, pelo menos foi a minha primeira impressão já antes adivinhada, logo que vi à minha frente tantos doutores, escritores, professores, vereadores, assessores, autores, oradores, comendadores, historiadores e muitos mais senhores e, também muitas senhoras doutoras, escritoas, professoras, vereadoras, etc..

Perante esta situação concreta, eu nunca poderia abalançar-me a proceder à análise, ainda que modesta, de cariz teológico sobre o livro que eu levava comigo porque, apesar de ter passado 7 anos, num internato religioso de sólida formação moral e religiosa. Não passaria nunca de um vulgar teolograsto, isto é, de um teólogo medíocre, logo de um académico rasteiro sujeito a pisar o risco de heresia perante tão formal assistência tanto mais que a minha intervenção estava a ser gravada para ficar no arquivo na mediateca municipal, como era hábito!

Assim, como eu já antes fora, também, “almocreve nas várias estradas das ensinanças” a carregar montes de cadeiras para desempenhar o meu “valeroso ofício de Minerva”, durante mais de 40 anos, 24 cadeiras na Universidade e 16 na docência, resolvi que o mais cómodo era limpar o pó de uma dessas cadeiras, a Antropologia Cultural, e nela me sentar para segurança do discurso, mas com todos os cuidados que esta matéria era religiosa e não fosse por lapso “abrir demasiado os ponteiros do compasso” e o público não aprovar! Mas eu não queria deixar mal o Senhor Presidente da Câmara.

Face a esta minha decisão forçada, comecei pela estatística que levava comigo onde constavam os lugares em que os diversos santos eram venerados e também os lugares de invocações de Nossa Senhora.

Só da Virgem Maria havia mais de uma dezena de capelas e onze denominações, Senhora da Saúde, das Dores, das Febres, do Ò, do Livramento, etc., e até dos Retornados, cujo objectivo do culto, em boa parte, pelos seus nomes eram de apreensão óbvia! Isto é, pedir coisas aos respectivos Santos.

Dos Santos havia capelas com os nomes de S. António, de S. Sebastião, de S. Pedro, S. Cristóvão, etc., que faziam parte de uma extensa lista; uns para compreensão popular eram de sua natureza representativa mais soft e por isso menos acessíveis à adesão da maioria das populações, como S. Paulo, S. João Evangelista; outros eram mais acessíveis ao culto popular por serem representados em retábulos mais naifs como S. Tomé, S. João Baptista, S. Cristóvão, S. Barnabé, S. Bartolomeu, este trazia o Diabo com a forma de cão preso curto por uma trela, etc.

A todos os Santos, era comum os povos recorrerem para lhes acudir ou para colmatar as suas necessidades diárias contra as desgraças e, sobretudo, nas doenças. Isto, antes e depois dos tempos em que Portugal havia o Hospital de Todos os Santos, em Lisboa, e umas quantas Misericórdias espalhadas pelo país disponíveis para tão pouca gente e por isso inacessíveis, sobretudo, às pessoas dispersas pelos territórios mais distantes. A estes só os Santos é que lhes podiam valer.

A leitura do livro que ia apresentar trouxe-me por instantes à lembrança as teogonias antigas constituídas por hierarquias de deuses que tudo explicavam e dos quais os homens dependiam e aos quais recorriam em suas aflições nos célebres locais de culto conhecidos da História.

E no meu discurso introduzi várias considerações de natureza antropológico-cultural ao fazer uma breve análise das realidades hagiológicas do roteiro procurando, como até ai, fazer uso de uma linguagem não axiomática para não ferir eventuais susceptibilidades dos assistentes.

Fui discorrendo, sentado e sem papel, sobre a aparente contradição, daqueles tempos relatados pelo autor daquele livro, se poder conciliar com a Bíblia, em grande parte como o livro que regista a saga literal do caminho percorrido pela humanidade ligada a um povo a tentar consolidar o monoteismo. Este fora há muito definido e aceite pela Igreja e no entanto, um pouco à semelhança das antigas teogonias, havia inumeros locais de culto dos vários Santos e Santas, no seio da própria Cristandade!

É claro que há distinção nestes cultos; uns são de simples veneração, como os de dolia e o de hiperdolia aos Santos e à Virgem Maria. O verdadeiro culto, o de latria, era só devido a Deus. Mas o povo tinha dificuldades em fazer estas distinções apesar de na Eucaristia ouvir relatos bíblicos sobre a natureza destes cultos!

Cada vez que olhava para a assistência procurava ler os rostos da assistência sentada mesmo à minha frente, e assim ia avançando cautelosamente nesta aparentemente estranha e insólita apresentação.

Tudo correu bem até ao final! Todos bateram palmas, mas notou-se que algumas eram as chamadas palmas secas, a soar à não concordancia total com aquilo que ali fora dito!

Em outro dia, numa segunda-feira eram 6 do mês de Maio de 1999, fui chamado a uma tipografiazinha da cidade para ir lá rever as provas tipográficas do meu livro. Esqueci este facto porque esclareci que deviam era chamar o autor do Roteiro que eu apresentara. Mas tive mesmo de ir à tipografia. O Presidente da Câmara, que no seu mandato publicou 40 obras de 12 autores, mostrava bem ser um verdadeiro autarca amante extraordinário das questões ligadas à cultura.

Fiquei surpreendido ao ler no Prefácio do “meu livro” em resultado daquela minha atribulada apresentação o seguinte escrito pelo Senhor Presidente: «Foi este ilustre e prestigiado homem que com elevação percorreu o Livro e que no mesmo descobriu uma vasta mensagem antropológica e um significativo testemunho cultural que pode esclarecer-nos sobre a vida e as vicissitudes das povoações existentes há séculos no nosso concelho. Dado que o texto além da análise judiciosa que faz do livro aborda assuntos antropologia cultural de muito interesse, entendeu a Câmara Municipal ser seu dever publicá-lo de modo a poder proporcionar a sua leitura a quem não teve o privilégio de estar presente na sessão solene e de o ouvir».

E foi assim que sem eu querer me fizeram escritor, vai para 10 anos; escritor é apenas um elogio que até nem me desagrada e, foi por isso, que acabei de ver publicado este meu décimo livro, tudo livrinhos, à excepção de um com quase 700 páginas e outro com mais de 2,5kg de peso.

Como facilmente se pode concluir, até para se ser escrito é preciso ter sorte e muito mais sorte para continuar a sê-lo graças ao empenhado e valioso apoio da minha editora MinervaCoimbra!.


Palavras proferidas por Edgard Panão na apresentação, na Livraria Minerva, do livro “COMENTÁRIO – O outro lado da coisa”.

Coimbra, 28 de Outubro 2009

quinta-feira, outubro 29, 2009

O ABADE JOÃO em Cantanhede


A propósito da comemoração do Dia das Bibliotecas Escolares, a escritora e o ilustrador da obra “O Abade João”, respectivamente Lurdes Breda e André Caetano, foram convidados a apresentar o livro na Escola Básica n.º 2 de Cantanhede.

A actividade, que decorreu na Sala de Multimédia, daquela escola, envolveu, para além das professoras bibliotecárias, diversos outros professores e várias turmas do 5.º e 6.º anos.

Foram realizadas duas sessões (uma de manhã e outra de tarde), nas quais se deu a conhecer não só os autores e a obra, mas também se gerou um ambiente interactivo e de partilha entre os autores e a comunidade escolar.

No início de cada sessão, foram apresentados os autores. Lurdes Breda foi a primeira a intervir. Começou por falar, de forma sucinta, de si e do seu percurso literário. Apresentou o livro “O Abade João” e contou, resumidamente, a história, enquanto o André Caetano ia mostrando as ilustrações correspondentes a cada passagem. Seguiram-se algumas questões, por parte dos alunos, à escritora, antes do André Caetano continuar a sessão.

O ilustrador falou da sua ligação com os diversos personagens do livro e revelou que, muitos deles, foram inspirados em membros da sua própria família. Aproveitou, ainda, para explicar as técnicas que utilizou nas ilustrações e mostrou o seu caderno de esboços, no qual tinha vários estudos dos personagens.

Depois, perante o deslumbre de uma plateia atenta, o André desenhou ao vivo a personagem do Abade João. Ao mesmo tempo, ouviu-se, em fundo, o tema musical “Abade D. João”, composto pelo músico Jorge Brito (co-autor do projecto), e que faz parte do CD, que acompanha a obra.

Os alunos puseram algumas questões ao André e, por último, teve lugar uma animada sessão de autógrafos com os dois autores presentes.








domingo, outubro 25, 2009

Colectiva de Pintura

Até ao dia 4 de Novembro convidamo-lo a visitar a exposição colectiva de pintura de Ângela Gomes, António Menano, Cecília Guimarães, Colette Vilatte, Lena Gal, Lucia Romero Fontao, Michael Barrett, Miguel Barbosa, Pinho Dinis, Santiago Ribeiro, Sérgio Sá, Luisa Prior e Silva Duarte.

Dia 6 de Novembro, pelas 18h30, temos o prazer de o convidar para a inauguração da exposição de cerâmica e pintura do consagrada artista plástico Vasco Berardo.

Na ocasião será inaugurada também uma mostra de trabalhos cerâmicos de João Berardo.

A colectiva pode ser visitada na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra, de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00.


Silva Duarte, Quarteto de Jazz


Sérgio Sá, Composição


Santiago Ribeiro, s/título


Pinho Dinis, Formas Configuradas


Pinho Dinis, Repouso de Diana


Miguel Barbosa, Nascimento de um mito


Michael Barrett, Natureza morta


António Menano, Taça da vida


Luísa Prior, Ascensão


Luísa Prior, O Jardim


Lucia Romero Fontao, s/ título


Lena Gal, Entardecer


Colette Vilatte, A Fissura


Cecília Guimarães, s/ título


Ângela Gomes, Portagem


Ângela Gomes, Procissão marítima

quarta-feira, outubro 21, 2009

COMENTÁRIO - o outro lado da coisa


O Autor e as Edições MinervaCoimbra convidam para o lançamento do livro

COMENTÁRIO - o outro lado da coisa

de Edgard Panão.

A apresentação será feita pelo Dr. Rui Marques Veloso.

Com este livro assinala-se o 10.º aniversário da carreira de escritor do Dr. Edgard Panão.

A sessão realiza-se no dia 28 de Outubro, pelas 18h15, na Livraria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.

segunda-feira, outubro 19, 2009

A RECEPÇÃO PORTUGUESA DE DIE LEIDEN DES JUNGEN WERTHERS


A Recepção Portuguesa de Die Leiden des jungen Werthers
(de 1784 até Finais do Primeiro Romantismo)
Maria Antónia Gaspar Teixeira


N.º 16 da Colecção Minerva-CIEG
Dirigida por Maria Manuela Gouveia Delille


Um dos romances internacionalmente mais conhecidos, Die Leiden des jungen Werthers, de Goethe, obteve – tanto nos países de língua alemã como em grande parte do espaço europeu – um intenso e controverso acolhimento logo após ter sido lançada a primeira versão (1774).

Em Portugal, a recepção dessa obra não foi tão tardia e escassa como se supunha. Para além de se detectarem desde muito cedo sinais inequívocos de interesse por parte dos leitores, existe na Torre do Tombo o manuscrito de uma primeira tradução do romance, proibida pela censura em 1799.

É essa tradução que se analisa no presente estudo, juntamente com outra já conhecida, de 1821, bem como diversos testemunhos de recepção até finais do Primeiro Romantismo.


Maria Antónia Gaspar Teixeira
é professora auxiliar da Universidade do Porto e foi, entre 1994 e Março de 2007, inves­tigadora do Centro Interuniversitário de Estudos Germanísticos.
Licenciada em Filologia Germânica na Universidade de Coimbra, obteve na mesma Universidade o grau de Mestre em Literatura Alemã e Comparada, em 1992, com um estudo sobre a recepção portuguesa do drama "Mutter Courage und ihre Kinder", que integra o primeiro número desta colecção. Com a dissertação publicada no presente volume doutorou-se na Universidade do Porto, em 2007.


Capa: Design de Vasco Rosa


Em preparação:

Portugal-Alemanha: Memórias e Imaginários. Segundo Volume: Séculos XIX e XX
Maria Manuela Gouveia Delille
(coordenação e prefácio)

As Traduções de Ilse Losa no Período do Estado Novo: Mediação Cultural e Projecção Identitária
Ana Isabel Marques

Ficção e História: A Figura de Uriel da Costa na Obra de Karl Gutzkow
Rogério Paulo Madeira

A MEDIAÇÃO EM ACÇÃO



A Mediação em Acção


Coordenador/Editor
José Vasconcelos-Sousa

Autores:
Agnès Tavel, Angela Lopez, J. O. Cardona Ferreira, José Vasconcelos-Sousa, Luís Campos, Patricia Malbosc, SRĐAN ŠIMAC, Ursula Caser

Edição MEDIARCOM/MinervaCoimbra


Uma obra que reúne 250 páginas de artigos sobre mediação e arbitragem.

Os conflitos são inevitáveis. Podem ser destruidores de bens e de vidas. Podem ser motores de inovação e de mudanças positivas. O seu resultado depende da maneira como são trabalhados e resolvidos.

A mediação de conflitos com um mediador profissional, estranho ao conflito, abre um largo espaço para soluções criativas e positivas em que todas as partes podem ganhar. A conferência da MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação, com os parceiros dos EUA, Association for Conflict Resolution (ACR), reúne na terceira quinta-feira de Outubro de cada ano, em comemoração do Dia Mundial da Resolução de Conflitos, personalidades notáveis da mediação a nível mundial.

A MEDIARCOM - Associação Europeia de Mediação tem como Associados Fundadores mais de 80 membros, incluíndo personalidades provenientes de 10 países.

Os especialistas da MEDIARCOM que intervêm e apoiam a resolução de conflitos são mediadores-facilitadores com formação específica e prática de apoio à negociação assistida.

Poderá prevenir e resolver conflitos nas seguintes áreas:
- Empresarial (Nacional e Internacional)
- Saúde
- Ambiente
- Família
- Patrimonial
- Institucional
- Comunitária

MEDIARCOM

quinta-feira, outubro 15, 2009

MINERVACOIMBRA LANÇA NOVA COLECÇÃO: "AS CORES DO SABER"




1. Os benefícios do chocolate, Dr. Franck Senninger

A produção de grãos de cacau eleva-se a três milhões de toneladas por ano, e representa a terceira mercadoria mais exportada no mundo, depois do café e do açúcar. Se o chocolate é bom para o nosso prazer, ele é igualmente bom para o nosso corpo e para a nossa moral: faz baixar a tensão arterial, fluidifica o sangue, combate o reumatismo, estimula o cérebro, diminui o stress… e é possuidor ainda de muitas outras propriedades.
Todas estas virtudes se devem a certas moléculas particulares entre as 800 conhecidas.
Estas substâncias activas estão descritas aqui de forma agradável e instrutiva. Um livro sobre o chocolate não merece ser indigesto à leitura. Por isso, um olhar cúmplice do leitor faz brilhar estas páginas e permitem simplificar as explicações científicas.
Através deste livro, o chocolate, “alimento dos deuses”, oferece os seus segredos aos “amantes” do prazer e do conhecimento.

O autor
Doutor em medicina e nutricionista especializado em perturbações do comportamento alimentar, Franck Senninger partilha com muito gosto, os seus conhecimentos desta matéria, oferecendo-nos conselhos práticos e úteis do dia a dia. É autor de vários livros de grande sucesso entre os quais destacamos “L' anorexie”, “La boulimie”, “Un cerveau efficace” e “Un coeur en forme” (Éd. Jouvence).


2. A sexualidade do homem depois dos 50, Yvon Dallaire

Com o avançar da idade, os homens tornam-se cada vez mais sensíveis aos factores psicológicos, emotivos e contextuais da sua vida sexual; já não podem contar apenas com os seus impulsos.
Se insistirem em determinados pensamentos negativos respeitantes à vossa virilidade, se estiverem tensos e ansiosos durante o acto sexual, se estiverem preocupados com a vossa performance sexual, se não abandonarem a vossa visão linear de fazer amor (desejo – carícias – orgasmo), se não compreenderem e não aceitarem as mudanças corporais que sobrevêm com a idade, se..., se..., se..., então, leiam este livro!
Porque um homem de 50 anos (e mesmo mais velho) pode ainda perfeitamente conferir um novo significado e dar novos sentidos à sua sexualidade!
As pessoas mais activas sexualmente vivem mais tempo, de melhor saúde e mais felizes!

O autor
Psicólogo, sexólogo, autor e conferencista reconhecido na Europa e no Canadá, Yvon Dallaire pratica terapia conjugal e sexual desde há 30 anos.
Cronista em numerosas revistas, participa regularmente em emissões de rádio e de televisão como especialista em relações heterossexuais.
Conhecido como especialista da condição masculina, publicou já um número considerável de obras sobre a relação conjugal: “Qui sont ces couples heureux?”, “Cartographie d' une dispute de couple”, “Les illusions de l'infidélité” e “Guérir d' un chagrin d' amour”.

quarta-feira, outubro 14, 2009

O ABADE JOÃO em Pereira



Integrada no programa das comemorações do 18.º Aniversário da Reelevação de Pereira a Vila, vai decorrer no Celeiro dos Duques de Aveiro (Pereira), a apresentação do áudio-livro “O Abade João”, de Lurdes Breda, André Caetano e Jorge Brito, editado pelas Edições MinervaCoimbra.

A sessão realiza-se no dia 16 de Outubro, pelas 22h00 horas, e contará com a participação do Grupo de Teatro “O Celeiro”, seguida de uma sessão de autógrafos.


Acerca da obra: “Que a Glória de Deus Nosso Senhor e a mercê de S. João estejam convosco, neste dia de grã fé, mas igualmente de grão amargor para os nossos corações… Com os vossos próprios olhos e os vossos próprios ouvidos, fostes testemunhas da cruel represália, anunciada por aquele, a quem eu quis como a um filho. Seremos tão valorosos quanto pudermos, na batalha que se avizinha, todavia, os sarracenos, aos milhares, invadem estes campos do Mondego (…)”.

Este livro — O Abade João — pretende divulgar, de forma particular, uma lenda de Montemor-o-Velho (século IX), que ainda hoje povoa o imaginário de crianças e adultos desta região, conhecida pela Lenda do Abade (Beneditino do Mosteiro de Lorvão).

Esta obra infanto-juvenil tem como objectivo principal a divulgação, em termos históricos e patrimoniais, de uma das mais importantes lendas do concelho de Montemor-o-Velho. Introduz, ainda, as vertentes lúdica (com ilustrações inerentes ao conteúdo da história e a composição de temas musicais originais) e pedagógica (com pormenores históricos relativos à época da reconquista cristã, a alusão a alguns dos povos que habitaram a Península Ibérica e informação acerca da Capela de Nossa Senhora de Seiça e do Castelo de Montemor-o-Velho, para além de um pequeno glossário da obra).

O CD conta com a participação especial do Dr. Sansão Coelho na narração da epopeia d’ “O Abade João”. Os textos pedagógicos têm a voz do professor Álvaro Caetano.


Acerca dos autores:

Lurdes Breda (texto) nasceu em Montemor-o-Velho, em 1970. Frequenta o curso de Línguas e Literaturas Modernas – Variante Estudos Portugueses, da Universidade Aberta. Foi premiada em diversos certames literários nacionais e internacionais e, entre a edição e a co-edição, possui editadas as seguintes obras: “O misterioso falcão de jalne”, “Asas de vento e sal”, “Zuleida, a princesa moura”, “Contos com Vinho Madeira – Cultura Madeirense na Forma Líquida”, “Na face do luar”, “Folhas ao Vento”, “Casa lembrada, Casa Perdida”, “A Nuvenzinha Cor-de-Farinha” e “O Duende Barnabé e as Cores Mágicas”.
Mais sobre Lurdes Breda em http://lurdesbreda.wordpress.com.

André Caetano (ilustrações) nasceu em Coimbra, em 1983. É licenciado em Design de Comunicação pela Escola Universitária de Artes de Coimbra, desde Julho de 2006, tendo, nesse mesmo ano, entrado como bolseiro para o Instituto Pedro Nunes, onde trabalhou como designer. Tem participado regularmente em várias exposições, com trabalhos de desenho e pintura. Em Dezembro de 2008 ilustrou a obra de Cristóvão de Aguiar “Cães Letrados”, publicada pela Calendário das Letras. Expôs os originais na Casa dos Açores, em de Março de 2009.
Mantém, desde 2005, um blogue de ilustração em http://boredomsketch.blogspot.com.

Jorge Brito (música, voz e produção) nasceu em Coimbra, em 1967. Integrou algumas bandas de garagem e participou em concursos, num percurso de pop, rock, jazz e blues. Começou também a compor, trabalhando no seu pequeno estúdio de gravação. De 2001 a 2003 actuou como músico privativo do antigo Hotel Meliá Confort, em Coimbra, numa formação de trio. Em 2004, através da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (Montemor-o-Velho), começou a fazer a montagem e produção áudio e vídeo, em projectos, nos quais, entre outros, colaboram Lina Carregã e Lurdes Breda. Faz, actualmente, parte das bandas “Impacto” e “Vintage”.
Mais informação em http://sites.google.com/site/britusspace.



Acerca do Grupo de Teatro “O Celeiro”:

“O Celeiro” foi criado a partir da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de Pereira. Associação sem fins lucrativos, com sede no Lugar e Freguesia da Vila de Pereira, Concelho de Montemor-o-Velho. Surge para proporcionar à comunidade um espaço de diálogo artístico, formação e debate, oferecendo uma programação cultural capaz de conquistar novos públicos de teatro. Pretende manter as raízes populares e tradicionais, que trazem o enriquecimento aos habitantes e a promoção da Vila de Pereira.




Integrada no programa das comemorações do 18.º Aniversário da Reelevação de Pereira a Vila, decorreu no Celeiro dos Duques de Aveiro (Pereira), a apresentação do áudio-livro “O Abade João”, de Lurdes Breda, André Caetano e Jorge Brito, editado pelas Edições MinervaCoimbra.

Esta sessão contou com a participação do Grupo de Teatro “O Celeiro”, cujo director Sílvio Carvalho abriu a sessão, apresentando o grupo e os elementos que iniciaram a noite com a representação da peça "a Viagem".

Seguidamente, alguns dos elementos deste Grupo de Teatro apresentaram breves passagens do livro "O Abade João" (a personagem do Abade coube a Nuno Carvalho) que antecedeu
a apresentação do livro com intervenções do Presidente da Junta de Freguesia da Vila de Pereira, António Ferreira Pedro, da editora, Isabel de Carvalho Garcia, dos autores (Lurdes Breda-texto e André Caetano-ilustração), sendo a sessão encerrada pelo vereador da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, António Girão.

Seguiu-se uma participada sessão de autógrafos.



















segunda-feira, outubro 12, 2009

"Sentidos em transparência" na Galeria Minerva



A Galeria Minerva tem patente uma exposição de pintura de Luísa Prior intitulada "Sentidos em transparência".

Luísa Prior nasceu em Santa Marta de Penaguião, Trás-os-Montes e Alto Douro e reside e tem atelier em Vila Nova de Gaia. Frequentou cursos de técnicos de desenho da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, pintura e desenho na UATIP, e da Oficina de Retrato da Casa Museu Marta Sampaio Ortigão, no Porto.

É filiada em diversas associações artísticas, nomeadamente a Árvore – Cooperativa de Actividades Artísticas, Argo – Associação Artística de Gondomar e Artistas de Gaia – Cooperativa Cultural.

Está representada em colecções oficiais e particulares em Portugal, Itália, Ucrânia, México, Holanda e Suécia. Está igualmente representada no Dicionário Antológico de Artes e Letras de Gondomar.

A exposição pode ser visitada na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00.