sábado, julho 16, 2011

UMA HISTÓRIA AOS RETALHINHOS no TAGV [AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE S.SILVESTRE]



Decorreu no Teatro Académico de Gil Vicente o lançamento do livro "Uma história aos retalhinhos" de autoria de 176 crianças dos Jardins de Infância do  Agrupamento de Escolas de S. Silvestre (ano 2009/2010).



A sessão foi presidida pela diretora do agrupamento, Dra. Amélia Loureiro, que iniciou a sessão. Seguiu-se a intervenção da Sub-diretora, Dra. Elvira Mendes, que leu um texto alusivo ao desenvolvimento deste projeto.
 

A apresentação do livro esteve a cargo das educadoras Ana Cristina Pires, Graça Moura, Isabel Saraiva, Margarida Santos Folques, Maria João Sousa, Maria José Sequeiros, Sílvia Dias e Teresa Nuno e  Dra. Isabel de Carvalho Garcia (edições MinervaCoimbra).


O numeroso público, composto essencialmente por professores, funcionários, alunos e familiares, rejubilou com o culminar deste projeto que teve como principais impulsionadoras e entusiastas o grupo de educadoras dos Jardins de Infância que fazem parte deste agrupamento.









Isabel de Carvalho Garcia teceu rasgados elogios à persistência e ao entusiasmo que sentiu desde o primeiro contato com Amélia Loureiro, Elvira Mendes e Margarida Santos Folques.
Ao longo da sua intervenção enalteceu as qualidades dos educadores de infância, em geral, e em particular deste grupo com quem teve oportunidade de trabalhar. Referiu que segundo a descrição  académica "Os educadores de infância são profissionais responsáveis pela organização de actividades educativas, a nível individual e de grupo, com vista à promoção e incentivo ao desenvolvimento físico, psíquico, emocional e social de crianças dos 0 aos 6 anos de idade. Mas esta descrição é muito impessoal muito generalista." E continuou: "...junto deste grupo com quem tive oportunidade de trabalhar confirmei que os meninos dos jardins de infância do Agrupamento de Escolas de S. Silvestre têm a felicidade de ter alguém que para além da
profissional responsável e organizada, da educadora, é uma amiga."
 ....

.... "As educadoras envolvidas neste projeto demonstraram uma enorme sensibilidade, uma enorme ternura, e um enorme respeito pelo trabalho que foi realizado ao longo do ano lectivo de 2009/10, de Jardim de Infância em Jardim de Infância, com uma mala cheia de cor e de sonhos.
Desenvolveram e incentivaram a criatividade, o interesse pela descoberta, levando a que os meninos, com a sua ajuda, fossem construindo uma história que nos fala de solidariedade, de amizade, de companheirismo, e também da preocupação com o ambiente. Em suma, uma história colorida, polvilhada, felizmente, com ingenuidade e afeto que certamente vai marcar-vos e contribuir para que sejam, no futuro, seres humanos melhores."  
Destacou a persistência, o carinho e o envolvimento pessoal, para que o projeto fosse o mais perfeito possível, de Margarida dos Santos Folques.

"A Dra. Margarida deve ter umas mãos de fada, ou uma máquina de costura mágica porque não contente, ainda concebeu e confeccionou um coração em tecido  que foi colado em cima do coração impresso (na capa).
Este projeto que teve como objetivo motivar e educar para a leitura, para além de inserido nos programas curriculares, conseguiu ainda cumprir os pressupostos que definem a literatura infantil: o conteúdo deve ser de fácil entendimento pela criança que a lê, ou com a ajuda de outra pessoa; deve ser interessante para estimular a criança; deve passar valores e proporcionar a visão da realidade para além de ser divertido e colorido. Este livro obedece a todos esses pressupostos, porque os seus autores pertencem ao grupo a quem se destina este género de literatura: crianças dos 2 aos dez anos de idade."
Terminou dizendo "uma palavra de especial agradecimento aos pais destes autores tão pequenos, que souberam reconhecer a importância deste projeto. Aos meninos quero dizer-lhes que vão ouvir ao longo da vossa vida uma ambição comum a quase todos nós: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Começaram pelo que podemos considerar o mais difícil: escrever um livro. Desejo que na vossa vida encontrem as pontes necessárias para concretizarem os vossos desejos como encontraram junto das vossas educadoras e da diretora da vossa escola."

 


Este livro foi idealizado pelas educadoras do Agrupamento de Escolas de S. Silvestre e a história e ilustração resulta da criatividade e imaginação das crianças da educação pré-escolar.
O prefácio é de Luisa Ducla Soares.


A sessão terminou com a atuação do "Grupo de Cantares Rouxinóis do Mondego"  que entoou o hino deste agrupamento.


  Margarida dos Santos Folques, Isabel de Carvalho Garcia, Cláudia Ferraz Pereira

As educadoras com Amélia Loureiro, Elvira Mendes 
e os editores (José Alberto Garcia e Isabel de Carvalho Garcia)

As educadoras que entusiasticamente desenvolveram o projeto:

Sílvia Dias (Jardim de Infância de Andorinha)
Isabel Saraiva (Jardim de Infância de Antuzede)
Maria José Sequeiros (Jardim de Infância de S. João do Campo - sala 1)
Maria João Sousa (Jardim de Infância de S. João do Campo - sala 2) 
Margarida Santos Folques (Jardim de Infância de S. Martinho de Árvore)
Graça Moura (Jardim de Infância de S. Silvestre - sala 1)
Ana Cristina Pires (Jardim de Infância de S. Silvestre - sala 2) 
Teresa Nuno (Jardim de Infância de Vila Verde) 

Antes da apresentação do livro o público presente teve a oportunidade de assistir ao espetáculo cénico-musical "Beijada pelo Mar", do mesmo agrupamento.

domingo, julho 10, 2011

UMA HISTÓRIA AOS RETALHINHOS [15 DE JULHO] TEATRO ACADÉMICO DE GIL VICENTE, COIMBRA




CONVITE

A Diretora do Agrupamento de Escolas de S. Silvestre,
 Amélia Carvalho Loureiro,
 tem a honra de convidar V. Exª para o lançamento do livro

Uma história aos retalhinhos

das crianças dos Jardins de Infância do Agrupamento
de Escolas de S. Silvestre,

 dia 15 de Julho, 6ª feira, às 19:00h,
no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra.

A apresentação será feita pelas Educadoras de Infância do Agrupamento
 e por Isabel de Carvalho Garcia, Diretora Editorial da MinervaCoimbra.

Pelas 18:ooh terá lugar o espetáculo cénico-musical "Beijada pelo Mar".
***
Livro com edição do Agrupamento de Escolas de S. Silvestre
 e Edições MinervaCoimbra.


Este livro foi idealizado pelas educadoras do Agrupamento de Escolas de S. Silvestre e a história e ilustração resulta da criatividade e imaginação das crianças da educação pré-escolar.

O préfácio é de Luisa Ducla Soares.

Motivar e educar para a leitura foi o objectivo deste projeto.

domingo, julho 03, 2011

CRIANÇAS DO PRÉ ESCOLAR E PRIMEIRO CICLO: HISTÓRIAS COM ARTE com ÉLIA RAMALHO [ESPECIAL FÉRIAS DE VERÃO]


Estão abertas as inscrições
Contactos: 91 0218308 / eliaramalho@gmail.com
Local: Galeria Minerva [Livraria], Rua de Macau, 52, Coimbra.

FOTOBIOGRAFIA DE AUGUSTO CAMACHO VIEIRA de MANUEL MARQUES INÁCIO [COIMBRA]



Foi apresentado em Coimbra, na Sala polivalente da Casa Municipal da Cultura o livro 
"O CANTO E A MÚSICA DE COIMBRA-Fotobiografia de AUGUSTO CAMACHO VIEIRA"
de autoria de Manuel Fernando Marques Inácio,
com a chancela das Edições MinervaCoimbra.



Sessão de autógrafos antes da apresentação.


À semelhança do que aconteceu em Lisboa, antes da apresentação do livro,
o  Dr. Augusto Camacho Vieira e assistência, tiveram oportunidade de ver um DVD com algumas imagens e canções, que o seu sobrinho, 
Dr. José Pedro Camacho Vieira, preparou.





 A sessão foi presidida e encerrada pela Vice-Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Profª Doutora Maria José Azevedo Santos. Coube à Dra. Isabel de Carvalho Garcia abrir a mesma. Seguiu-se a apresentação que esteve a cargo dos Doutores Carlos Carranca e Manuel Louzã Henriques e ainda Prof. Doutor José Henrique Dias. Seguiu-se a intervenção do autor, Prof. Doutor Marques Inácio,  e do homenageado, Dr. Augusto Camacho Vieira.



Transcrevemos texto de apresentação de Carlos Carranca:

AUGUSTO CAMACHO – No Canto e na Música de Coimbra



Neste dia 2 do mês de Julho cumpre-se, aqui, nesta sala, uma aspiração antiga de todos os que acreditam na mensagem de Coimbra, a de voltar a congraçar na independência de cada um, ao termos como referência um homem que, por si só, representa todos os que, homens ou mulheres, fizeram da Cidade a sua matriz, independentemente de terem ou não estudado na sua Universidade, de terem ou não frequentado os bancos dos seus liceus, escolas técnicas ou colégios, de terem ou não tido acesso ao mais elementar grau do ensino que, tempos idos era a 4ª classe.

O conhecimento é, em minha opinião, o problema da convivialidade, do respeito que nos obriga a atender ao conhecimento que cada um faz da realidade que o envolve.

Através da leitura podemos, ou não, compreender a complexidade humana, mas é - juro-vos - , a Poesia que nos ensina a ver a qualidade que nós sentimos diante de factos da realidade. A vida não é para ser vivida em prosa. A vida é para ser vivida poeticamente na paixão, no entusiasmo.

Sou pela lógica afectiva e sei que ela nos fragiliza, em compensação, leva-nos a compreender o que pode ser conhecido pelo coração. Cheguei, assim, a Augusto Camacho Vieira. Hoje comemoramos este Matusalém do Canto e da Boémia Coimbrã e, também, o ser humano-cidadão, o médico (ortopedista ilustre), o homem que na medicina desportiva representou Portugal ao mais alto nível nas Selecções Nacionais de Futebol. Serviu sempre, sem se servir, sem nada esperar em troca e por isso é hoje o símbolo que nos congrega, porque o nosso Augusto Camacho é de todos.

A alegria, o entusiasmo, a paixão com que sempre que ouve uma guitarra se aproxima dela e regressa aos tempos da juventude, são a prova evidente da sua relação com a vida. Em Camacho nunca o canto foi um acto de exibicionismo académico, nem de pretensiosismo doutoral. Para si cantar é continuar a existir em comunhão com todos. Na sua voz voltamos – mesmo os que já não tiveram o privilégio de o fazer, pela força do camartelo - a percorrer as velhas ruas da Alta de Coimbra. A rua do Cosme, das Colchas, do Guedes, das Parreiras, das Flores, o Largo da Feira.

Camacho não é, de certo, do tempo das Tias Camelas, é do tempo do Pirata e do Jesuíta, mas receará, recorrendo a uma expressão de António Nobre, que desse tempo de fraternidade, dele só venha a restar hoje a camelice.

Deixo neste lugar sagrado da memória o testemunho do seu velho companheiro do Real Palácio da Loucura, Camilo de Araújo Correia: O Augusto Camacho é a melhor pessoa do Mundo!

Da voz de Camacho guardamos o grito generoso de quem se eleva para além da realidade, transcendendo-se, sempre. Da sua humanidade, a dádiva permanente em todas as situações, em todos os momentos.

Camacho é símbolo de uma Coimbra para além dos seus horizontes humanos. É, ao mesmo tempo, universalista e o mais enraizado dos cantores de Coimbra. O Camacho é espécie única. Assim o entendeu Marques Inácio ao atirar-se a uma tarefa a todos os níveis merecedora da nossa estima e gratidão.

Marques Inácio muito exigiu de si próprio. Os dados carreados para a construção deste volume são preciosos porque nos revelam, quanto podem, a alma de um homem.

Termino saudando-o meu querido Camacho, como humilde discípulo e neto do velho companheiro de seu Pai – um abraço de camaradas. Aprendi consigo a acreditar no canto como forma de reduzir as distâncias que separam os homens.

Carlos Carranca, Casa Municipal da Cultura de Coimbra 2.VII.2011

A apresentação em Coimbra inseriu-se no programa da "Grande Noite do Fado de Coimbra" organizado pela "Associação Cultural Coimbra Menina e Moça" que culminou pelas 23H00, na Praça 8 de Maio, com a atuação de Camacho Vieira, Napoleão Amorim, Fernando Rolim, Sérgio Fonseca, Tito Costa Santos, Nuno Gaspar, José Henrique Dias, Sutil Roque, Florentino Dias, Joaquim Afonso, Vítor Sá e Alcindo Costa (entre outros) e que são os representantes de várias gerações da Canção de Coimbra, e ainda os jovens, de pouco mais de 20 anos, João Rodrigues e Nuno Gaspar.É o maior evento que se realiza no país, de Fado de Coimbra, e que perdura há quase década e meia.
Uma iniciativa do "Grupo de Fados e Guitarras de Coimbra" que pertence à "Associação Cultural Coimbra Menina e Moça" e cujos instrumentistas são Alexandre Cortesão (guitarra), António de Jesus (guitarra) e Bernardino Gonçalves (viola),  acompanharam os cantores nesta grande noite.