domingo, março 07, 2010
Galeria Minerva acolhe retrospetiva de Rebelo
Está patente até dia 9 de Abril, na Galeria Minerva, a exposição de pintura de Rebelo, intitulada "Reviver 12 anos".
A sessão de inauguração contou com as participações de Machado Lopes, Teles Marques e Mário Nunes, entre outros amigos do pintor, bem como de Isabel de Carvalho Garcia que recordou as palavras de Manuel Bontempo, para quem “Rebelo, é um pintor nato, usa a espátula larga ou em pormenor bizantino e respira a plenos pulmões a alma da cidade mais académica do mundo em páginas de antologia".
Também para Mário Nunes, “Rebelo, na firmeza do traço e na exteriorização do seu ego, conduz o leitor da sua pintura por caminhos de imaginação e por recantos de beleza e fruição. Um artista que desperta nos horizontes do sucesso, um pintor da nova vaga, que irá «marcar», por certo, a pintura Conimbricense”.
Luís Rebelo, que artisticamente assina como Rebelo, é natural de Angola, estando radicado em Coimbra desde 1957. É licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Motivado pelo artista plástico Pedro Olaio (Filho) e incentivado por críticos, aventurou-se na arte e, após várias exposições coletivas, apresentou-se individualmente em 2000, sendo a crítica de então de Manuel Bontempo fundamental para se comprometer com a pintura.
Ao longo da sua carreira artística, participou em mais de 50 exposições coletivas e 11 individuais e está representado em várias coleções particulares.
É sócio da Galeria de Arte do Auto Clube Médico Português, da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos, do Movimento Artístico de Coimbra (MAC), do Grupo de Arqueologia e Arte do Centro (GAAC) e da Associação dos Artistas pela Arte (MAGENTA).
Foi galardoado com os prémios Médaille du Salon - 6ème Salon International de Peinture et Sculpture de Nantes (2006) e Diplome d'honneur pour l'ensemble de son oeuvre - 1er Salon de peinture et Sculpture des Artistes de Loire-Atlantique-Nantes (2006).
A exposição pode ser visita de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 20h00, na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.
quarta-feira, março 03, 2010
REVIVER 12 ANOS de REBELO
A Galeria Minerva tem o prazer de convidar para a inauguração da exposição de pintura de
REBELO
"REVIVER DOZE ANOS"
Sábado, dia 6 de março de 2010, pelas 16h00.
Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - B.º Norton de Matos), em Coimbra.
"REVIVER DOZE ANOS"
Sábado, dia 6 de março de 2010, pelas 16h00.
Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - B.º Norton de Matos), em Coimbra.
A exposição estará patente até 9 de Abril, de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 20h00.
Rebelo é natural de Angola. Em 1957 radicou-se em Coimbra. É licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Motivado pelo artista plástico Pedro Olaio (Filho) e incentivado por críticos, aventura-se na arte. Após várias exposições coletivas, apresenta-se individualmente em 2000, sendo a crítica de Manuel Bontempo fundamental para se comprometer com a pintura.
Participou em mais de 50 exposições coletivas e 11 individuais. Está representado em várias coleções particulares.
É sócio da Galeria de Arte do Auto Clube Médico Português, da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos, do Movimento Artístico de Coimbra (MAC), do Grupo de Arqueologia e Arte do Centro (GAAC) e da Associação dos Artistas pela Arte (MAGENTA).
Prémios:
Médaille du Salon - 6 ème Salon International de Peinture et Sculpture de Nantes, 2006;
Diplome d'honneur pour l'ensemble de son oeuvre - 1er Salon de peinture et Sculpture des Artistes de Loire-Atlantique-Nantes, 2006
Sobre a sua obra salientamos algumas opiniões:
"Rebelo, é um pintor nato, usa a espátula larga ou em pormenor bizantino e respira a plenos pulmões a alma da cidade mais académica do mundo em páginas de antologia" - Manuel Bontempo in "O Despertar", 26 de janeiro de 2000
"A técnica, a leveza, a profundidade e a extensão, identificam Rebelo, na revelação da beleza" - Manuel Bontempo in "O Despertar", 15 de outubro de 2000
"Este médico cardiologista é um pintor referencial. Ganhou o seu estatuto. Apareceu em boa hora e venceu. Trouxe estéticas, formas, composições inéditas e espátula como poucos, dentro do nosso meio pouco importante, os estilos que se entrechocam mas com importantes ingredientes impressionistas, e às vezes se nota átomos de um saboroso surrealismo-figurativo, que o pintor transforma num salmo de beleza! Confessamos, e a crítica também é uma forma de confissão, que este pintor foi das melhores surpresas dos últimos tempos surgida em Coimbra!" - Manuel Bontempo in "O Despertar", 9 de março de 2001
"Rebelo, na firmeza do traço e na exteriorização do seu ego, conduz o leitor da sua pintura por caminhos de imaginação e por recantos de beleza e fruição. Um artista que desperta nos horizontes do sucesso, um pintor da nova vaga, que irá "marcar", por certo, a pintura Conimbricense" - Mário Nunes in "Diário de Coimbra", 27 de janeiro de 2002
"A forma imprevista de horizontes luminosos, esbatidos de oiro e verde, ou de um verde glauco, nos amarelos aflorados, roxos, cinzentos, verdadeiras nuvens de policromia, que é sorriso viçoso, vivo contentamento de uma pintura adulta que nos prende, em qualquer época ou lugar, que Rebelo se apresente" - Manuel Bontempo in "O Despertar", 5 de novembro de 2004
"Pujante. A sua pintura tem o espírito da biologia, é viva, mexe, entrega-se, é inquieta... E a espátula dá-nos momentos de encanto e leva-nos a ter outra consciência das cidades, das terras, da cultura, do fazer do velho novo, teorizando a pintura, mexida, vivida, amada e mesmo odiada, um ser vivo num fantástico formalismo de movimentos" - Manuel Bontempo in "O Despertar", 9 de janeiro de 2009
terça-feira, março 02, 2010
Comunina Acção FORDOC debateu empreendedorismo em Marketing
A Associação Nacional de Jovens Formadores e Docentes (FORDOC) apresentou, na passada segunda-feira, na Livraria Minerva, em Coimbra, a segunda sessão do ciclo de conferências Comunica Acção FORDOC. Esta iniciativa contou com a participação especial de João Matias, director da Associação Nacional de Jovens Empresários (Anje) Centro.
Num ambiente que se pretendeu familiar, a primeira parte desta sessão, 100% a cargo da FORDOC consistiu na reposição do Festival Internacional de publicidade PUBLI… CIDADE SEIA- edição ABC. Os espectadores puderam assistir a alguns dos mais criativos posicionamentos estratégicos internacionais publicitários, antecipando tendências em crescimento como sejam os diversos casos de marketing radical e viral. No que diz respeito à segunda parte esta foi marcada pela presença de João Matias director da Associação Nacional de Jovens Empresários (Anje) Centro. Segundo João Matias "O empreendedorismo é uma forma de estar na vida que deve ser incutido aos jovens, para que ganhem o gosto de criar de forma responsável”.
Nesta sessão também se assistiu à apresentação de dois planos de marketing que se destacaram pela criatividade e inovação na definição de estratégias. Com apresentação de Fernando Silva e Ana Marques, dois elementos da escola de empreendedorismo FORDOC, ambas as exibições de cariz académico vieram demonstrar como um pensamento estruturado em marketing pode conduzir a bons resultados.
Para além deste evento a FORDOC tem já agendado várias iniciativas. Nos próximos dias 17 de Março e 12 de Abril, continua a apresentar, na Livraria Minerva, o ciclo de conferências “Comunica Acção FORDOC” tendo a participação já confirmada de Abílio Hernandez (Colégio das artes- Universidade de Coimbra), Carlos Brito (Faculdade de Economia da Universidade do Porto), Daniel Sá (Instituto Português de Administração de Marketing), Marina Ramos (RTP) e Pedro Motta da Silva (Digital Azul). No que diz respeito às futuras apresentações FORDOC estas irão consistir na reposição do Festival ABSOLUT a mente FORDOC e PUBLI…CINEMA-THE HIRE.
Embora estando abertas a todos os visitantes da galeria da Livraria Minerva (sujeitas a inscrição no email fordoc@gmail.com), as sessões estão limitadas a cerca de 80 lugares sentados.
Ciclo de Conferências
Comunica Acção FORDOC 2010
http://comunicaccaofordoc.webnode.com
Num ambiente que se pretendeu familiar, a primeira parte desta sessão, 100% a cargo da FORDOC consistiu na reposição do Festival Internacional de publicidade PUBLI… CIDADE SEIA- edição ABC. Os espectadores puderam assistir a alguns dos mais criativos posicionamentos estratégicos internacionais publicitários, antecipando tendências em crescimento como sejam os diversos casos de marketing radical e viral. No que diz respeito à segunda parte esta foi marcada pela presença de João Matias director da Associação Nacional de Jovens Empresários (Anje) Centro. Segundo João Matias "O empreendedorismo é uma forma de estar na vida que deve ser incutido aos jovens, para que ganhem o gosto de criar de forma responsável”.
Nesta sessão também se assistiu à apresentação de dois planos de marketing que se destacaram pela criatividade e inovação na definição de estratégias. Com apresentação de Fernando Silva e Ana Marques, dois elementos da escola de empreendedorismo FORDOC, ambas as exibições de cariz académico vieram demonstrar como um pensamento estruturado em marketing pode conduzir a bons resultados.
Para além deste evento a FORDOC tem já agendado várias iniciativas. Nos próximos dias 17 de Março e 12 de Abril, continua a apresentar, na Livraria Minerva, o ciclo de conferências “Comunica Acção FORDOC” tendo a participação já confirmada de Abílio Hernandez (Colégio das artes- Universidade de Coimbra), Carlos Brito (Faculdade de Economia da Universidade do Porto), Daniel Sá (Instituto Português de Administração de Marketing), Marina Ramos (RTP) e Pedro Motta da Silva (Digital Azul). No que diz respeito às futuras apresentações FORDOC estas irão consistir na reposição do Festival ABSOLUT a mente FORDOC e PUBLI…CINEMA-THE HIRE.
Embora estando abertas a todos os visitantes da galeria da Livraria Minerva (sujeitas a inscrição no email fordoc@gmail.com), as sessões estão limitadas a cerca de 80 lugares sentados.
Ciclo de Conferências
Comunica Acção FORDOC 2010
http://comunicaccaofordoc.webnode.com
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Pintura e fotografia taurinas em Coimbra
O painel em tríptico de Élia Ramalho traduz as várias vertentes do toureio, destacando-se uma homenagem a Manolete. A jovem promessa da pintura, aficionada, é natural de Tomar, tendo já retratado várias figuras da tauromaquia nacional, entre as quais Rui Salvador e Paulo Jorge Ferreira.
Quanto às fotos de Paula Almeida, foram recolhidas nos últimos anos em várias arenas lusas, espelhando detalhes “debruados com a lotaria do instante”, como refere a jornalista Paula Carmo, autora de um magnífico texto incluído no folheto da exposição.
Recorde-se que a exposição coincidiu com o arranque da Tertúlia Tauromáquica Feminina “A Mantilha” — da qual tanto Élia Ramalho como Paula Almeida fazem parte —, que reuniu nesse dia pela primeira vez alguns dos seus elementos fundadores, prometendo para breve as suas primeiras atividades.
Na sessão, a galerista, Isabel de Carvalho Garcia, destacou o trabalho de Élia Ramalho e Paula Almeida, elogiando a coragem pela criação da Tertúlia e pelo tema escolhido para a exposição. A esse propósito, Paula Almeida salientou o facto de tanto Isabel de Carvalho Garcia como o marido, José Alberto Garcia, não serem aficionados nem sequer simpatizantes da Festa, mas terem demonstrado, desde o início, total abertura à realização da exposição na sua galeria, sendo por isso um exemplo do respeito que deveria imperar no meio ‘anti’ taurino. Aliás, foi também com chancela das Edições MinervaCoimbra, propriedade dos dois, que foi editado o primeiro livro de João Cortesão, “Quites, detalhes e puyazos”.
Ainda durante a sessão, as duas ‘mantilhanas’ foram surpreendidas por um artista plástico da Chamusca, Quim Madeira, há alguns anos radicado na Figueira da Foz, e que ofereceu simbolicamente a ambas um chapéu de aba larga e uma casaca — negra com ramagens prateadas, em homenagem à Académica — usados pelo grupo Alma Portuguesa no desfile do Carnaval deste ano, e que arrecadou o primeiro prémio. A temática do quadro vencedor era precisamente a tauromaquia e o fado.
A exposição está patente na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra, e pode ser visitada até 4 de Março, de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 20h00.
sábado, fevereiro 20, 2010
ARENAS na Galeria Minerva
A Galeria Minerva tem a honra de convidar para a inauguração da exposição
ARENAS
de Élia Ramalho (pintura) e Paula Almeida (fotografia),
que assinala o arranque, em Coimbra, da Tertúlia Tauromáquica Feminina A Mantilha.
A sessão decorre dia 20 de fevereiro (sábado), pelas 17h00, na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.
A exposição pode ser visitada até 4 de março, de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 20h00.
Arenas
Nobre arte, esta, de perfumar a sorte. Todos querem espetáculo. Vénias, campinos, brilhante cortejo. Casacas para a cerimónia, ao estilo de Luís XV (uns). Ousadias de manto bordado (outros). Cavalos de raça, valentes, em lide com gente brava. Há touro farpeado, touro bandarilhado. Bonita festa. Nestes pormenores do triunfo, há rostos fechados, toureiros apegados à sorte dos outros. Solidariedade de gente brilhante. Nas arenas da nossa terra, há corridas, ora de aplausos ora de silêncio. Nobre arte de pegar touros, por forcados destemidos. Um perfume no santuário do respeito e do entusiasmo. Aplausos. Olha-se em torno do redondel. As farpelas enchem o olho. Cor, céu largo. Terra fértil. A cada profissão, o seu lugar. A cada gesto, o seu maneio. Ferros curtos, de êxtase. Os compridos, de força maior. Quem enche a praça nem sempre sabe ao que vai. Mas há quem escolha os favoritos. Há sol. Há luzes que iluminam a noite. Toca a banda, quando a preceito se forma o bailado da corrida. Todos em comunhão. Trocam-se cavalos. A lide é o sorteio da vida. Uma vez, boa. Outras, a desilusão findo todo o empenho. Que mais? Gente simples. Gente de estirpe, com nomes compridos. Ganadeiros empreendedores. Apoderados na roda de uma rivalidade nem sempre salutar. De triunfo em triunfo, cada cartel. Há alterações de última hora. Mas, todos, todos na festa.
Ombreia-se a alegria à vontade da lide perfeita. Os ferros sucedem-se, na labuta frenética de cada temporada. Na ribalta, o desembaraço de homens e mulheres personagens de uma narrativa de valentia. Eles e elas escolhem montadas para abrilhantar o seu estilo. Aroma de classe, lides mais repousadas. Toureio moderno, impregnado de velocidade. Ritmos, cadências. A bandeira de Portugal. Variedades taurinas. Modas antigas em tempos de convicções e de promessas. E ficam, para sempre, as imagens. Debruadas com a lotaria do instante. Sensibilidade de quem vê as arenas de Portugal, com a glória calibrada pelo sorriso largo. Tons de festa. Lampejos de agrado.
Paula Carmo
(texto originalmente publicado na revista A23 online aquando da inclusão do portfolio Arenas, de Paula Almeida, em dezembro de 2009)
sábado, fevereiro 13, 2010
Representação da realidade em pintura já não faz sentido
Isabel de Carvalho Garcia e Conceição Mendes
"Os caminhos da pintura", com Conceição Mendes, mestre em Comunicação Estética (EUAC), foi o tema de conversa de mais uma tertúlia que decorreu na Galeria Minerva. Esta sessão teve como inspiração a exposição coletiva de pintura patente na Galeria com obras de Barrett, Conceição Mendes, Hipólito Andrade, José Castilho, Maria Alcina, Paulo Diogo, Paulo Simões, Tesha e Vasco Berardo, e que pode ser visitada até 17 de fevereiro.
Conceição Mendes fez uma breve incursão pela história da pintura desde a antiguidade até aos nossos dias. No final decorreu um animado debate com os presentes a questionarem o que é a pintura hoje e as várias correntes estéticas.
“É lugar-comum que desde sempre houve uma segmentação estética em termos de divisão artística por tendências, que corresponde à distinção entre diferentes escolas, programas, movimentos, correntes, estilos, grupos, como o Renascimento, o Impressionismo, o Surrealismo, o Cubismo, a Pop, o Dada, as vanguardas e tantos outros, cujas possibilidades de exemplificação são inumeráveis”, referiu.
“A importância desta distinção torna-se evidente, desde logo, pelo facto de ser em função dela que se estrutura a história da pintura e da arte em geral, ou pelo menos a esmagadora maioria de visões da história da arte. O tempo longo da história, traduzido em décadas, séculos, milénios, vai-se compondo e recompondo em função do peso das sobrevivências de cada tendência e da estruturação do passado que a sua sucessão promove”, esclareceu Conceição Mendes.
“Hoje a pintura reveste-se de características únicas e as alterações radicais impostas pelas correntes artísticas do século XX irão certamente continuar. Atualmente, na prática da pintura, é a própria pintura que está em jogo, é a pintura “ensimesmada”; hoje a representação da realidade em pintura já não faz sentido. Os procedimentos têm mais a ver com a tinta do que com o representado e as decisões que se tomam são muitas vezes condicionadas pela própria pintura ou pela forma como os materiais se comportam no momento do registo. E é sabido que diferentes materiais trazem diferentes plasticidades e neste sentido a experimentação é fundamental”.
De acordo com a palestrante, “hoje, a tela já não tem o sentido clássico de janela através da qual se vê e assume a condição de lugar onde tudo acontece. É o lugar onde se misturam as tintas porque as preocupações são exclusivamente plásticas. Hoje a prática da pintura assenta na experimentação. Nunca antes a experiência e a inovação foram tão relevantes para a pintura e para arte em geral. Nunca antes se esteve perante uma tão grande multiplicidade de opções, tendências e processos de expressão artística que conduzem a arte por caminhos tão diversos e imprevisíveis. Hoje não há uma sequência cronológica coerente e a delimitação de correntes ou estilos torna-se cada vez mais imprecisa, se não mesmo impossível de delinear. A história da pintura avança para um encontro com o desconhecido e o incerto. Só a passagem do tempo pode revelar quais os artistas do nosso mundo contemporâneo que perdurarão e deixarão o seu legado”.
Para Conceição Mendes “o que parece certo é que as grandes propostas residem na inovação. Há uma grande tensão entre a arte e a técnica que coloca a arte num lugar de intensa experimentação. Não se trata de inventar mas sim de dar o passo em frente. É o que está à nossa frente, é o passo seguinte, e esse caminho é inevitável!”. Por outro lado, “também é importante referir que a obra suscita diferentes interpretações por parte do observador e torna-se evidente que o observador é indispensável, é imprescindível em todo este processo. As coisas acabam por ser também aquilo que cada um de nós vê e a forma como as vê”.
E concluiu: “É esta multiplicidade de formas de produção artística a que hoje assistimos, as novas gramáticas, as novas atitudes, colocam-nos perante uma enorme diversidade de tendências, de orientações, que nos distanciam substancialmente daquela arte que começou um dia riscada nas paredes das cavernas e se consolidou através dos séculos que nos precederam”.
sábado, fevereiro 06, 2010
Crianças descobrem Frida Kahlo
A Livraria Minerva acolheu o lançamento do primeiro volume de uma coleção da Frequência Mágica, que pretende dar a conhecer aos alunos do pré-escolar e primeiro ciclo uma série de artistas e obras. Cada livro conta uma história que se desenrola à volta da vida e obra de um autor, permitindo assim ao aluno vivenciar a experiência da arte.
O primeiro volume, agora lançado, é dedicado a Frida Kahlo. “Olhar, Experimentar e criar com Frida Kahlo” desmistifica a vida trágica de um dos maiores ícones artísticos do século XX e torna a sua história simples e acessível aos mais pequenos.
Os objetivos da coleção, de acordo com as responsáveis pelo projeto — Élia Ramalho, Armanda Baptista e Maria Rodrigues —, são educar o gosto pela arte, fazer sentir, pensar e refletir uma obra de arte, estimular a imaginação e a criação a partir do conhecimento de uma obra de arte e do seu autor, dar a conhecer vários artistas que fazem parte do património artístico mundial e o contexto sociocultural em que cada um deles desenvolveu a sua obra e, entre outros, motivar para a fruição da arte e criação de atividades artísticas.
O livro está ilustrado com desenhos de alunos do Externato Menino Jesus (Coimbra), onde uma das autoras dá aulas, e pode ser adquirido na Livraria Minerva.
OS CAMINHOS DA PINTURA na Galeria Minerva
A Galeria Minerva promove no próximo sábado, dia 6 de fevereiro, pelas 17h30, uma tertúlia intitulada "OS CAMINHOS DA PINTURA", com Conceição Mendes, mestre em Comunicação Estética (EUAC).
Esta sessão tem como inspiração a exposição coletiva de pintura patente na Galeria Minerva, com obras de Barrett, Conceição Mendes, Hipólito Andrade, José Castilho, Maria Alcina, Paulo Diogo, Paulo Simões, Tesha e Vasco Berardo.
A mostra pode ser visitada até 17 de fevereiro.
Seguir-se-á ARENAS de Élia Ramalho (pintura) e Paula Almeida (fotografia), com inauguração a 20 de fevereiro, às 17h00.
Esta sessão tem como inspiração a exposição coletiva de pintura patente na Galeria Minerva, com obras de Barrett, Conceição Mendes, Hipólito Andrade, José Castilho, Maria Alcina, Paulo Diogo, Paulo Simões, Tesha e Vasco Berardo.
A mostra pode ser visitada até 17 de fevereiro.
Seguir-se-á ARENAS de Élia Ramalho (pintura) e Paula Almeida (fotografia), com inauguração a 20 de fevereiro, às 17h00.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
OLHAR, EXPERIMENTAR E CRIAR COM FRIDA KAHLO
A Galeria Minerva tem a honra de convidar para o lançamento do livro
OLHAR, EXPERIMENTAR E CRIAR COM FRIDA KAHLO
com edição de Frequência Mágica.
A sessão decorre dia 5 de fevereiro (sexta), pelas 19h00, na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.
As salas dispõem de Internet wireless, que pode ser utilizada livremente por todos os alunos no seu próprio computador, inclusivamente nos Magalhães das crianças do primeiro ciclo com o devido acompanhamento orientado por monitores que ajudam e ensinam a fazer pesquisas. Os alunos podem também imprimir trabalhos escolares ou outros documentos.
Pretendemos ainda, estabelecer uma forte ligação cultural e artística com a cidade organizando atividades e eventos de promoção do património local.
A equipa:
A empresa Frequência Mágica Lda. tem sede num edifício histórico com traça de arquitetura Arte Nova e situa-se no coração da cidade de Tomar. Neste espaço a empresa dedica-se à formação e educação de crianças, jovens e adultos, mas também a atividades culturais e de lazer. A sede é um espaço multifacetado dividido por oito salas distintas: bar, galeria de exposições, oficina de artes, biblioteca, duas salas de estudo e formação e duas salas polivalentes equipadas para reuniões e formação.
As salas dispõem de Internet wireless, que pode ser utilizada livremente por todos os alunos no seu próprio computador, inclusivamente nos Magalhães das crianças do primeiro ciclo com o devido acompanhamento orientado por monitores que ajudam e ensinam a fazer pesquisas. Os alunos podem também imprimir trabalhos escolares ou outros documentos.
Pretendemos ainda, estabelecer uma forte ligação cultural e artística com a cidade organizando atividades e eventos de promoção do património local.
A equipa:
Armanda Baptista
Licenciada em Tecnologia e Artes Gráficas pelo Instituto Politécnico de Tomar e frequenta atualmente o Mestrado em Design e Multimédia pela Universidade de Coimbra.
Élia Ramalho
Formada pela ARCA-E.U.A.C. em Pintura. Pós-Graduação em Comunicação Estética. A realizar dissertação de Mestrado – Júlio Pomar – Fernando Pessoa “Corpo a corpo”.
Maria Rodrigues
Licenciada em Ensino 1º Ciclo pela Escola Superior de Educação de Santarém.
Licenciada em Tecnologia e Artes Gráficas pelo Instituto Politécnico de Tomar e frequenta atualmente o Mestrado em Design e Multimédia pela Universidade de Coimbra.
Élia Ramalho
Formada pela ARCA-E.U.A.C. em Pintura. Pós-Graduação em Comunicação Estética. A realizar dissertação de Mestrado – Júlio Pomar – Fernando Pessoa “Corpo a corpo”.
Maria Rodrigues
Licenciada em Ensino 1º Ciclo pela Escola Superior de Educação de Santarém.
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