quarta-feira, junho 20, 2012

«SETEMBRO VERMELHO» de CÂNDIDO FERREIRA [CASA MUNICIPAL DA CULTURA] COIMBRA, 25 DE JUNHO, 19H00




CONVITE
O Presidente da Câmara Municipal de Coimbra,
Dr. João Paulo Barbosa de Melo, o Autor
e as Edições MinervaCoimbra 
             têm o prazer de convidar V. Exa. para o lançamento do livro
SETEMBRO VERMELHO
de CÂNDIDO FERREIRA
A apresentação: Prof. Doutor Fernando Catroga          
e Cidadão José Dias.
Casa Municipal da Cultura, Rua Pedro Monteiro.
25 de Junho. 19h00 . Coimbra
***

«Cândido Ferreira é o paradigma do homem polifacetado, que coloca em tudo aquilo que empreende o preciosismo inerente à natureza da sua formação científica.
 De prestigiado clínico de vanguarda na sua disciplina, a crónico sonhador de uma sociedade de prevalência dos mais nobres valores do humanismo, Cândido Ferreira, na sua versatilidade, tanto é, com a mesma singeleza, um exponente da arte e do coleccionismo em Portugal, como um dos mais incansáveis lutadores pelas causas da gente simples, proscrita da justiça dos ricos.
Provido de indomável caráter, modelado pela homeose com o mesmo povo que moldou Carlos de Oliveira, arquétipo do neo-realismo português, Cândido Ferreira deu os primeiros passos na literatura retratando a genuinidade de uma paisagem humana insuspeitadamente facultosa.
O talento da sua escrita – designadamente em O Senhor Comendador e A Paixão do Padre Hilário – mereceu o imediato reconhecimento de várias publicações especializadas que, reiteradamente, lhe realçaram o valor literário.
Após algum tempo dedicado a causas de caráter predominantemente artístico e humanitário, Cândido Ferreira volta agora aos escaparates, oferecendo-
-nos Setembro Vermelho.
Trata-se, mais uma vez, de um trabalho de notável qualidade literária que, desde o início, conquista o leitor de múltiplos ponto de vista: desde logo pelo deleite de uma escrita onde o rigor e a harmonia da construção textual são sabiamente temperados com o bom humor e o “suspense” da ação romanesca; depois porque esta ação serve de pretexto para fazer História de alguns factos conhecidos – mas, mais importante de que isso, também de muitos meandros ignorados ou já, simplesmente, olvidados pela voragem do tempo – de um período da vida nacional que Coimbra e os seus estudantes contribuíram decisivamente para que fosse revolvido. Àqueles que tiveram o adrego histórico de neles participar, este livro oferece uma revisitação de duros mas sápidos tempos em que a coragem não era, para a juventude portuguesa, uma palavra vã; para aqueles que os não viveram, a leitura de Setembro Vermelho – para além de ser, a espaços, uma viagem quase voluptuosa por alguns dos meandros do pensamento humano – é uma extraordinária ocasião para, neste nosso mundo dedesvalores, ressuscitar o devaneio de que, quem tem a palavra e a vontade como únicas armas, pode conseguir vergar quem detém o poder.»
Manuel Cidalino Madaleno
Professor do Ensino Superior (Letras)

O romance
 Até meados do século passado, Coimbra sempre gozou de enorme importância no contexto da literatura portuguesa, sendo as suas editoras pontos de passagem obrigatória de quase todos os autores nacionais. E quem não se lembra de escritores residentes com a envergadura de um Miguel Torga, Fernando Namora e Carlos Oliveira que pontificavam na literatura portuguesa e faziam o orgulho desta cidade?
Setembro Vermelho, o novo romance histórico de Cândido Ferreira, que a MinervaCoimbra acaba de editar, é uma tentativa de regresso a essa honrosa tradição: não, apenas, porque o seu autor estudou em Coimbra, em cujas fontes bebeu; sobretudo porque a acção, que toca profundamente a realidade portuguesa, neste início do século XXI, se centra em Coimbra, decorrendo em torno da célebre crise académica de 1969, que o escritor viveu.
Depois da crítica ter unanimemente realçado o valor literário dos seus dois primeiros romances, “A Paixão do Padre Hilário” e “O Senhor Comendador – Retratos de um Portugal de Abril”, em boa hora Cândido Ferreira resolveu emergir da sua Gândara natal e brindar-nos com um longo texto, em que se manifesta com a pujança de um autor já maduro, que “perdeu” milhares de horas para produzir uma obra que marcará certamente o leitor e que, segundo o autor, "abala Coimbra".

Com uma trama amorosa e político/policial bem urdida, que tem o condão de prender o leitor desde a primeira página, e usando uma linguagem muito peculiar, ora comovente, ora hilariante, Cândido Ferreira consegue abordar de forma profunda, embora simples e atractiva, todos os grandes temas que interessam ao homem português actual.
Concorde-se ou não com as suas desassombradas opiniões, e na tradição de uma plêiade de médicos escritores, não será difícil reconhecer que Cândido Ferreira é dotado de uma rara cultura e sensibilidade, e de um forte humanismo, que se derrama profusamente, página a página.
A MinervaCoimbra acredita que Setembro Vermelho é uma das raras obras que certamente vai ficar como um referencial daqueles que nestes tempos em que a esperança fenece, não desistem de ir à procura de um mundo melhor.

O Autor






Cândido Ferreira é casado, vive integrado numa larga família e é médico nefrologista na cidade de Leiria. Nascido em 1949, em Febres – Cantanhede, onde frequentou a Escola Primária, cumpriu a restante formação académica no Liceu de D. João III e na Faculdade de Medicina de Coimbra, até 1973. Foi bolseiro da Gulbenkian, trabalhador-estudante e atleta da AAC, tendo conquistado diversos títulos.
Em 1976, dirigiu o Hospital de Pombal, onde deixou reconhecida obra. Entre 1978 e 1982, foi Assistente de Nefrologia e frequentou um estágio em Lyon, na área das transplantações renais. Regressado aos Hospitais da Universidade de Coimbra, integrou a equipa do Prof. Linhares Furtado, tendo organizado a consulta de transplantação e a primeira colheita de órgãos e colaborado na primeira transplantação renal com rins de cadáver, em Portugal. Em 1982, enveredou pela diálise privada a partir de Leiria, tendo construído empresas e Clínicas consideradas modelares e sido responsável por uma vasta consulta de especialidade e por um milhão de tratamentos de hemodiálise.
Democrata e humanista, viveu a crise académica de 1969 e integrou o Executivo Distrital do MDP-CDE de Coimbra, antes do 25 de Abril, tendo chegado a ser detido por atividades contra a ditadura. Já não pertence a nenhum Partido, mas da sua incursão pela política ressalta, em 1975, ter declinado integrar a lista para a Assembleia Constituinte, pelo PS. Tendo exercido as funções de Presidente da Federação Distrital de Leiria daquele Partido, entre 1991 e 1995, recusaria também a carreira de Deputado à Assembleia da República.
Para além de uma vasta produção técnica e científica, alguma em colaboração com os mais reputados centros e publicações internacionais, foi responsável por largas centenas de artigos de opinião, acolhidos em múltiplos jornais, revistas e estações de rádio, tendo ainda efetuado inúmeras intervenções públicas, incluindo na TV.
É autor dos romances O Senhor Comendador, A Paixão do Padre Hilário e Setembro Vermelho e de três livros de crónicas – Os Burros, Esmeralda – Sim!... e Pelas Crianças de Portugal; foi também porta-voz de um movimento na blogosfera, criado em torno do “Caso Esmeralda”. Tendo sempre merecido excelentes classificações por parte da crítica especializada, foi ainda largamente distinguido na Enciclopédia de Artistas Médicos e na Antologia de Ficionistas da Gândara.
Ligado ao colecionismo, anima a criação de um “Museu das Coleções” em parceria com a Câmara Municipal de Cantanhede, a partir da doação de setecentas mil peças que reuniu, estudou e catalogou, e que se encontram dispersas por uma centena de temáticas, sendo algumas populares e outras ligadas à Bibliografia, ao Dinheiro, à História Postal, à Arqueologia e a diversas Artes Decorativas, como as coleções de pintura portuguesa e de artesanato, esta recolhida em todo o mundo.
Mantém cooperação regular com os países de expressão portuguesa. Em 2007 adquiriu uma propriedade no Alentejo, onde se esforça por instalar e desenvolver atividades ligadas à agricultura, à pecuária e à hotelaria, preparando assim um regresso à natureza e aos valores da vida tradicional.

2 comentários:

Anónimo disse...

“A VITÓRIA PERTENCE AO MAIS PERSEVERANTE..
“O SUCESSO É A SOMA DE PEQUENOS ESFORÇOS”...

Parabenizo e homenageio por meio deste o ESCRITOR CÂNDIDO FERREIRA e toda a equipe pelo lançamento do livro “SETEMBRO VERMELHO” Parabéns pelo EXCELENTE TRABALHO, DETERMINAÇÃO E PROFISSIONALISMO, realizado neste belíssimo trabalho e um brinde pelo SUCESSO! O potencial de trabalho de vocês é de grande valor para a comunicação brasileira. Recebam esta singela homenagem com meus sinceros votos de muitas realizações e planos futuros. Desejo nestas poucas palavras votos de muita SABEDORIA, CONHECIMENTO, ENTENDIMENTO e principalmente DISCERNIMENTO em todos os seus caminhos. Acabei de depositar na conta de vocês a importância de muitos DIAS, SEMANAS, MESES E ANOS DE FELICIDADE E PROSPERIDADE, SAÚDE, PAZ, AMOR e que Deus estenda às mãos sobre vocês e toda sua família e acrescente 100 por cento de juros em cima de tudo isso.


“A MAIOR RECOMPENSA PELO TRABALHO NÃO É O QUE A PESSOA GANHA, MAS O QUE ELA TORNA-SE ATRAVÉS DELE.”


DESEJO SUCESSO A TODOS!


PAULINHO Solução
www.paulinhosolucao.blogspot.com
paulinhosolucao@gmail.com
pssolucao@hotmail.com
Salto/SP

Mario Cardoso disse...

Exmo. Sr. Doutor Cândido Ferreira,

Dirijo-lhe a mais sincera homenagem e estima.

O caro cidadão e fraterno português representa a manifesta expressão da liberdade e da esperança.

Mas não é com politica que se combate o avanço do poder monetário e do interesse individual em alternativa ao colectivo.

A arma é bem mais sofisticada e a mesma com que o final da segunda guerra e no decurso e inicio da mesma mais se combateu mas que ninguém via.

Tratam-se dos meios de comunicação.
Actualmente o grande meio são as redes sociais e os seus derivados.

Os Nazi não foram vencidos pelo humanismo dos aliados assim como o Holocausto não foi interrompido mais cedo por ignorância dos mesmo aliados.

A América entrou na Guerra para relançar a sua indústria e a Inglaterra o seu Império.
A mesma América e a mesma Inglaterra, aliadas à União Soviética (uma ditadura na altura bem pior que a dos Nazi) sabiam bem o que se passava nos Campos de Concentração mas não viam neles um objectivo estratégico e inclusive consideravam que eram uma forma de Hitler gastar importantes recursos de guerra voluntariamente. Militarmente tinham razão mas humanamente...

Os Alemães seguiram um cabo inculto mas sedutor e aguerrido porque tinham fome. Muitas formas de fome. Hitler apenas sabia o que isso era e como criar a ilusão de alimento apelando ao sagrado coração de uma Alemanha refém do Tratado de Versalhes e castrada de tudo o que sustenta uma economia nacional. A principal amputação foi a anexação do Rur.

Mas não é esse o meu principal objectivo. Expor aqui a visão da evolução económica e politica do mundo pós Hitler.

O Mundo muda à força com ditadores como Adolf Hitler ou Gengis Kahn.

Ou com a energia do amor como a de Ganhdi ou de Madre Teresa de Calcutá.

Mas também muda com a inteligente manipulação da informação e dos seus meios.

Se o inimigo o faz é nossa a legitimidade de saber usar essa arma contra ele mesmo.

Por isso é necessário a parte II do 25 de Abril.
E ainda a Parte II da descolonização.

África e o Brasil merecem a nossa fraterna ajuda. Ainda que invisível por agora.

Usar as redes sociais como um veículo de produção de guerra amorosa é fazer como que se partam ideias comuns e preconceitos com uma parte que não parte nada. Unifica e move o Sagrado Coração das Mulheres e dos Homens devolvendo-lhes a dignidade do trabalho justamente recompensado. A recompensa meritória do seu esforço. E por fim as sólidas bases para que possam existir, crescer e expandir as suas células familiares. Tentarem devidamente apetrechados ser inteiramente felizes e plenos.

A politica já não faz qualquer sentido por se encontra partidarizada, cristalizada, fossilizada e manipulada pelo poder monetário e com ele o incremento totalitário dos reinados da injustiça e das obscuridades.

Faz sentido dar sentido e voz ao V Poder. O dos movimentos cívicos liderados por verdadeiros Humanistas.
Com criatividade, juventude, coesão entre gerações, cultura e muita loucura positiva.
É esse o meu propósito e o fundamento dos meus legados que agora começam a florir.

Uma vez mais um fraterno abraço.

Bem haja pela sua coragem altruísta caro filho e irmão da minha amada mãe pátria.

Disponha.

Viva Portugal,
Mário Cardoso


ASAO XXI
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