domingo, outubro 10, 2010

MEMÓRIA DAS OPOSIÇÕES (1927-1969) com coordenação de HELOISA PAULA [no âmbito das comemorações do Centenário da República"



No âmbito das Comemorações do Centenário da República foi apresentado por António Arnaut o livro
MEMÓRIA DAS OPOSIÇÕES (1927-1969)
com coordenação de HELOISA PAULO

A sessão decorreu na livraria Minerva, com intervenções de Isabel C. Garcia, Luis Reis Torgal, Manuela Tavares Ribeiro e Heloisa Paulo, mas foi a apresentação de António Arnaut que de uma forma eloquente e comunicativa cativou a atenção dos presentes.


António Arnaut começou por falar da oposição, da memória e das revoltas e de uma forma sucinta e brilhante, fez referencia aos textos dos 10 autores.

"Eu sinto-me bem a falar da oposição porque eu sempre fui e sou da oposição, aprendi em Coimbra a ser da oposição" e "A memória é que nos dá a identidade" e "vivemos durante muitos anos em que o ar que se respirava era de constante revolução".
Os textos de Armando Malheiro da Silva, Augusto Monteiro Valente, Camilo Mortágua, Eugénio de Oliveira, Heloisa Paulo,João Madeira, Luis Bigotte Chorão, Luís Farinha,Manuel Pedroso Marques e Susana Martins foram referidos por António Arnaut que terminou elogiando o contributo que os autores deram para o registo da nossa memória colectiva.
MEMÓRIA DAS OPOSIÇÕES é o nº 19 da Colecção Minerva-História dirigida por Luis Reis Torgal e os seus autores são investigadores do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20)



 O Livro:
Esta obra reúne os textos das comunicações apresentadas em dois colóquios organizados pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) da Universidade de Coimbra nos anos de 2007 e 2008,
(uma edição de MinervaCoimbra o apoio do CEIS20).


 O motivo do primeiro encontro foi a comemoração dos 80 anos da Revolução de Fevereiro de 1927, o primeiro movimento militar contra a ditadura imposta pelo 28 de Maio. O segundo colóquio seguiu o mesmo intuito do primeiro, ou seja, resgatar a memória da oposição a ditadura e ao salazarismo, avançando na linha temporal e deixando para a história futura do movimento oposicionista no Portugal salazarista os depoimentos de alguns dos seus mais destacados combatentes, Eugénio de Oliveira, Manuel Pedroso Marques e Camilo Mortágua. Entre os dois momentos, a semelhança da tentativa de uma acção concertada entre os militares, a grande questão da participação directa ou não de civis, os imprevistos e a falta de resposta de outros sectores militares, ou ainda, civis, o exílio e a repressão brutal contra aqueles que se dignaram a lutar e a combater na defesa de um ideal democrático.

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