quarta-feira, setembro 18, 2013

RECORDANDO LUIZ GOES « UM MÉDICO, UM HUMANISTA, UM POETA, UM HOMEM DA "CANÇÃO DE COIMBRA" QUE NÃO MORRE, NEM NUNCA PODERIA MORRER »


 Cascais, Março de 2010 (Espaço Memória dos Exílios )


Coimbra, Dezembro de 2009  (Livraria Minerva Galeria )

«Luiz Goes, com a sua palavra cantada, também foi um intérprete e autor modernista da canção de Coimbra. Talvez o seu regresso ao “neo-modernismo” (de que fala Jorge Cravo) se deva não só à sua bela voz que permaneceu no tempo, à sua composição musical, à sua poesia, aos escritores que leu, mas também à profissão que exerceu, na Europa e em África, na Guiné, quase na linha do Equador. Um médico, um humanista, um poeta, um homem da “canção coimbrã”, que não morre, nem nunca poderia morrer."
Coimbra, 26 de Março de 2010

Luis Reis Torgal

«Luiz Goes é, a partir da segunda metade do século XX, uma figura incontornável e acima de quaisquer suspeitas quanto à importância que tem na evolução da Canção de Coimbra. 
Ideologicamente a partir da escola modernista de Edmundo de Bettencourt, Goes encetou uma renovação na Canção de Coimbra que o guindou à posição de legítimo e único sucessor daquele poeta-cantor presencista na afirmação de uma Nova Canção de Coimbra. Ou seja, o Neo-Modernismo chega à Canção de Coimbra através da escola Goesiana.
Demonstrando uma grande generosidade e disponibilidade, Goes tem revelado, nos últimos anos, um envolvimento, um amor e uma ternura por esta Canção que o permitem indexar como um Mestre, na acepção plena da palavra. Com ele se aprende todo um imaginário a preservar e a actualizar para que se não perca a Canção de Coimbra.
Uma Canção que muito deve à sua profunda veia artística como autor, compositor, poeta e, fundamentalmente, cultor inimitável.» Jorge Cravo in «Luiz Goes, O Neo-Modernismo na Canção de Coimbra ou o Advento da Escola Goesiana»



«Quem alguma vez teve o privilégio de privar de perto com Luiz Goes, conclui estar na presença de um homem que revela uma clareza de ideias e uma ética que o guindam à posição de fiel depositário de um conjunto de princípios e de valores que devem nortear quem sinta a Canção de Coimbra como uma causa.
Uma das suas grandes preocupações sempre foi o saber incutir a quem o procura o conhecimento da memória histórica da Canção de Coimbra, que é urgente saber defender, preservar e difundir.»  Jorge Cravo






http://minervacoimbra.blogspot.pt/search?q=LUIZ+GOES

terça-feira, setembro 17, 2013

MANUEL ALEGRE POETA CONVIDADO DA 7ª SESSÃO DE "ANDAM PELA TERRA OS POETAS" [CASINO FIGUEIRA]




Manuel Alegre dizendo o poema "Letra Desconhecida" do seu livro "Nada está escrito", Ed. Dom Quixote, no Casino Figueira, na 7ª sessão de "andam pela terra os poetas" (org. Casino Figueira/MinervaCoimbra) 

"andam pela terra os poetas" regressou ao Casino Figueira, para se cumprir a 7ª sessão deste ciclo que iniciado em Janeiro de 2013, constitui uma parceria Casino Figueira/MinervaCoimbra,
em que a entrada é livre e ao longo da noite se assiste a sessões plenas de cultura artística: crítica e análise literária, poesia, arte de dizer e musica, e pontualmente dança. Este ciclo iniciado em Janeiro, com interrupção em Julho e Agosto, contou com os poetas: Arnaldo Silva, Albano Martins, António Vilhena, Ribeiro Ferreira, Carlos Carranca, António Arnaut e agora, Manuel Alegre.
Esta sessão iniciada pelo Director do Casino, Domingos Silva teve como intervenientes
José Ribeiro Ferreira (Professor Catedrático Jubilado da FLUC) que abordou a obra poética do autor, com um eloquente e belíssimo texto intitulado " Toda a vida à procura de Ítaca".
A a presentação e moderação foi feita por Nicolau Santos (Jornalista e Director-Adjunto do Jornal Expresso) e Vasco Pereira da Costa (escritor, professor aposentado do ensino secundário e superior e ex-Director do Departamento de Cultura e Turismo de Coimbra e ex-Director Regional da Cultura dos Açores).
A poesia dita por Manuel Alegre, Nicolau Santos e Vasco Pereira da Costa encantou todos os presentes arrebatando inúmeros aplausos.

 Joana Alegre cantou  e encantou acompanhada por Miguel Picciochi (guitarra). 

A sessão decorreu no Salão Caffé, Casino da Figueira da Foz.

Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu em Águeda, em 1936Em 1956  entra na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.Pouco depois entra nos grupos de oposição de estudantes ao Salazarismo participando activamente na vida política do país.E foi como membro da Comissão da Academia que deu apoio a candidatura de Humberto Delgado à Presidência da República, em 1958. Contribuiu para o cenário cultural, participando na fundação do Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra e também como actor do Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra. Extremamente versátil, dirigiu o jornal “A Briosa”, foi redactor da revista “Vértice” e colaborador de “Via Latina”. Foi chamado para o regime militar, em 1961. No ano seguinte, é enviado para Angola, onde foi o líder de uma tentativa de revolta militar. Ficou preso por seis meses e foi na cadeia que conheceu escritores angolanos como Luandino Vieira, Antonio Jacinto e Antonio Cardoso. Em 1964, foi para o exílio em Argel, onde foi dirigente da Frente Patriótica de Libertação Nacional. Nessa época, publicou dois livros, “Praça da Canção”, em 1965 e “O Canto e as Armas”, em 1967, ambos foram apreendidos pela censura. Mas os livros foram repassados por cópias clandestinas, manuscritas ou dactilografadas. Muitos de seus poemas foram interpretados por cantores como Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira e foram considerados bandeiras da luta pela liberdade. Voltou para Portugal em 1974, quando se filiou ao Partido Socialista. Foi responsável por mobilizações populares que permitiram a consolidação da democracia e a aprovação da Constituição de 1976, sendo o redactor de seu preâmbulo. Foi ainda deputado por Coimbra em todas as eleições, de 1975 até 2002 e por Lisboa a partir de 2002; em 2004, candidato a Secretário Geral do PS e no ano seguinte, concorreu à presidência da República , tendo sido candidato independente, sendo apoiado pelos cidadãos. Alcançou a marca de mais de 1 milhão de votos e ficou em segundo lugar, derrotando, inclusive, o candidato oficial do PS. Apesar da vida política, Manuel não descurou a literatura. Foi eleito sócio correspondente da Classe de Letras da Academia das Ciências, em 2005. Foi candidato a Presidente da República. 

Com vasta obra publicada “ Nada está escrito”, é o seu mais recente livro de poesia.



Joana Alegre - vocalista de Jazz/ Gospel/ Soul, cantautora letrista e guitarrista de "Joan&The White Harts", estudou na Escola de Jazz Luís Villas Boas do Hot Club de Portugal, em representação da qual cantou na Aula Magna na ocasião do dia Mundial da Voz em 2009, e em 2010 no Festival de Jazz de Valado dos Frades, nos Dias da Música no CCB, bem como na Festa do Jazz no Teatro S.Luiz integrando o melhor combo premiado. Realizou a summer school da New School for Jazz and Contemporary Music, e mais recentemente viveu em Nova Iorque onde veio a ser influenciada pela arte multiperformativa de Meredith Monk, e pela abordagem improvisacional de Theo Bleckmann. 
 Num curto percurso  2009-2013 conta já uma série de participações com grupos e músicos prestigiados (Quinteto de Carlos Martins, Miguel Angelo, The Poppers, Tributo a Nina Simone, Messias and The Hot Tones), e integra enquanto solista formações como os Gospel Collective e The Pulse. Ocasionalmente actua em dueto acompanhada por artistas de renome (guitarrista Pedro Madaleno, a pianista Paula Sousa, ou ainda pianista/teclista Diogo Santos).

Miguel Picciochi - guitarrista e compositor, iniciou os seus estudos na Escola de Jazz Luís Villas Boas do Hot Club de Portugal, completou recentemente a licenciatura de Jazz e música moderna, com excelência, na Universidade Lusíada . Já premiado com uma menção honrosa na Festa do Jazz no Teatro S.Luiz em 2010, foi também convidado a representar a Universidade Lusíada em 2011 no Meeting da International Association of Schools of Jazz, em Haia, Holanda. Sempre se interessou tanto por Jazz como por música para cinema e dá asas a esse impulso em projectos como os Airbag, ou os Intwo.

terça-feira, setembro 03, 2013

MANUEL ALEGRE POETA CONVIDADO DA 7ª SESSÃO DE "ANDAM PELA TERRA OS POETAS" [ 10 DE SETEMBRO, 21H30 ] CASINO FIGUEIRA



Convite  

O Casino Figueira, a MinervaCoimbra e os intervenientes
têm o grato prazer de convidar para a 7ª sessão
de “andam pela terra os poetas”.

O Poeta convidado é Manuel Alegre

A obra poética será abordada por José Ribeiro Ferreira 
(Professor Catedrático Jubilado da FLUC).

Apresentam e moderam a sessão Nicolau Santos 
(Jornalista e Director-Adjunto do Jornal Expresso)
Vasco Pereira da Costa 
(escritor, professor aposentado do ensino secundário e superior,
ex-Director do Departamento de Cultura e Turismo de Coimbra
e ex-Director Regional da Cultura dos Açores).

A sessão será iniciada pelo Director do Casino, Domingos Silva. 

A poesia será dita por Manuel Alegre, Nicolau Santos e Vasco Pereira da Costa.
Participação musical de Joana Alegre (voz) e Miguel Picciochi (guitarra).

Dia 10 de Setembro de 2013, pelas 21h30. 
Salão Caffé, Casino da Figueira da Foz.
Organização: Casino Figueira/MinervaCoimbra 

Entrada livre.

segunda-feira, agosto 12, 2013

MINERVACOIMBRA OFERECE LIVROS À BIBLIOTECA MUNICIPAL MIGUEL TORGA [ MIRANDA DO CORVO] NO DIA EM QUE SE ASSINALA O ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO DE MIGUEL TORGA




As Edições MinervaCoimbra, no dia em que se celebrou o aniversário do nascimento de Miguel Torga (12 de Agosto) ofereceram cerca de 350 títulos do seu catálogo de edições, à Biblioteca Municipal de Miranda do Corvo.


Os livros, que abrangem um vasto conjunto de temas, foram entregues por Isabel de Carvalho Garcia e José Alberto Garcia (proprietários da editora) que referiram os laços de amizade e familiares que os ligam a Miranda do Corvo. 

Para Isabel de Carvalho Garcia, com ligações familiares a este concelho, esta doação tem uma enorme carga afectiva e simbólica para além de representar a oportunidade de uma maior divulgação dos seus autores.

Isabel e José Alberto Garcia aproveitaram para enaltecer e reconhecer o empenhamento, esforço e elevado mérito cultural desenvolvido na autarquia.

Com esta oferta o espólio da Biblioteca Municipal fica substancialmente enriquecido e com uma maior oferta aos utilizadores.


A presidente da autarquia, Fátima Ramos, presente na entrega dos livros, agradeceu a oferta enaltecendo o gesto altruísta.





domingo, agosto 11, 2013

«PERCURSOS, VIVÊNCIAS E NOVOS CAMINHOS» DE IRENE VALENTE EM ANSIÃO








Decorreu em Ansião, com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Dr. Rui Alexandre Novo e Rocha, a apresentação do livro «PERCURSOS, VIVÊNCIAS E NOVOS CAMINHOS» de Irene Valente. Com intervenções do presidente da Câmara, da editora (Isabel de Carvalho Garcia), e de Nídia Salgueiro, que foi professora da autora, e que falou desta, a apresentação do livro esteve a cargo do jurista Jorge Corte-Real. A sessão integrada nas Festas do Concelho de Ansião realizou-se no Auditório da Câmara Municipal de Ansião.





«UMA VIDA, UM EXEMPLO

A autora nasceu com o sol a 298º da Elíptica, facto que lhe confere ser uma pessoa íntegra, reservada, digna e dotada de uma grande força de vontade.
A sua ambição é tranquila, gosta de assumir responsabilidades e de trabalhar numa área social.
Se a este sol associarmos os planetas Vénus e Mercúrio, obtemos como resultado uma pessoa dotada de uma inteligência acima do comum, e uma capacidade de ajudar e agradar aos outros, em resumo uma bondade bem acima do vulgar. O planeta Marte no ascendente, entre outras características, confere-lhe uma energia que parece ser inesgotável ligada a Urano, que se traduz numa busca constante pela perfeição em tudo aquilo a que se dedica, mas também numa procura de soluções originais e intuitivas, e ainda num raro espírito crítico relativamente às “pulhices” da sociedade.
Seria este o retrato resumido da autora tirado por um astrólogo.
Quanto à obra em si, reflecte todas as características pessoais da autora.
Recomendo que se deixe embalar pela narrativa que se desenrola em ambiente autobiográfico, para ensinar ao leitor, que aquilo que somos é feito diariamente com esforço, com perdas e desilusões, mas também com êxitos com avanços e ganhos. Porém, o pioneirismo desta obra resulta da forma como a autora descodifica os mistérios e as aparentes contradições desta vida.
Demonstra com uma originalidade digna de relevo como vencer na vida, sem sacrifício de terceiros.
Brinda-nos a autora, com passagens literárias de uma beleza sublime.
O bem-estar do leitor vai-se instalando à medida que avança no enredo, sendo sempre surpreendido por algo original que desconhecia, frequentemente introduzido por um estilo coloquial muito simples e esclarecedor.
Esta originalidade, resulta também de profundos conhecimentos filosóficos clássicos e dos grandes mestres, frequentemente citados, que a colocam bem para além do conhecimento científico comum, elevando-se ao patamar de sabedoria.
Com uma simplicidade e humildade que só os grandes possuem, leva-nos a compreender, com extrema facilidade, áreas das ditas “ciências ocultas” a que a autora designa e bem por “ciências evidentes”. É uma delícia que se recomenda.
Questões outrora “tabu”, como a Reencarnação como processo natural, a Hipnose como método terapêutico, o método Reiki, ou a Cura Quântica Estelar, são dominados com o mesmo à vontade com que aflora as Estratégias de Manipulação da Humanidade, em Controlo e Liberdade ou ainda a lucidez com que analisa as causas da degradação do Ensino.
Na verdade, nós não somos mais do que partículas magnéticas do Universo com polaridade adequada a atrair outras partículas, que escolhemos e com as quais interagimos ao longo de milénios até à perfeição.
Sinto-me privilegiado ao emitir um comentário crítico sobre esta obra.
Parabéns à autora.»
                                                Jorge Corte Real
Texto de Nídia Salgueiro (que foi professora da autora)

«Conheci a autora em 1985, quando frequentava o Curso de Especialização de 
Enfermagem Médico-Cirúrgica que coordenava e de que era também professora  Nessa altura, ela atravessava um período algo conturbado. Vi-a encetar um novo percurso de vida, como que um renascer, que acompanhei. 
Admirei a forma determinada como enfrentava cada desafio que o Universo lhe reservava, a nível pessoal e profissional, vencendo-os e vencendo-se a si própria, com uma vontade indomável, férrea de se superar, de se testar. Confesso que algumas vezes me inquietei, temendo pela sua integridade física, como no caso do jejum prolongado.
Umas vezes fui sua professora e conselheira, outras fui sua aluna, recebendo a par de ensinamentos, preciosas orientações, sobretudo no domínio das terapias complementares, usufruindo também os benefícios dessas terapias, com que espontânea e generosamente me brindava.
Neste caminhar, criámos uma sã e indiscutível amizade, com profundo respeito pelas nossas diferenças, por aquilo que cada uma é, e não por aquilo que desejávamos que fosse, sabendo que sempre podíamos contar uma com a outra.
Admirei a consideração, a amizade e o carinho pela sua Professora Primária, 
pelo Senhor D. António e outros com quem soube manter os laços criados 
nalguma volta do caminho, fortificando-os. Bem como a fidelidade aos seus 
Mestres Espirituais.
Alegrei-me com cada êxito profissional e por vê-la chegar ao topo da Carreira 
Docente, exercendo as respectivas funções com determinação e competência. 
Porém, sem mostrar interesse por cargos de direcção, salvo quando esteve em causa o dever de dar esse contributo. Talvez temesse ser contagiada pelo vírus responsável pelo “síndroma do poder”.
Quando soube da decisão de se aposentar, lamentei, tinha tanto para dar à 
profissão! No entanto, sabia que era irreversível tal decisão e, também, que se relançava um novo ciclo no seu percurso de vida, em que a sua enorme energia, a sua vontade e determinação não lhe permitiriam desperdiçar as muitas ferramentas que possui. Ao contrário, como pessoa de missão, de serviço saberia encontrar a forma de as rentabilizar numa concepção de ajuda holística. 
E, não me enganei. Bravo Irene! Há muitas formas de canalizar as nossas 
energias, quando temos espírito de Serviço! »
                                                                       Nídia Salgueiro


IRENE VALENTE
É licenciada em Enfermagem com especialidade em Enfermagem Médico-cirúrgica e Pedagogia Aplicada ao Ensino de Enfermagem.
Mestrado em Família e Sistemas Sociais na Escola de Altos Estudos do Instituto Superior Miguel Torga. Curso de Doutoramento em Investigação nas Sociedades Modernas na Universidade de Salamanca em Espanha. Formações complementares em Reiki, Cura Quântica, Apometria, Rometria, Magnified Healing, Piramidal Memories Transmutation e Fire Axe Activation, entre outras. Depois de alguns anos a trabalhar como Enfermeira a nível hospitalar, enveredou pela carreira do Ensino de Enfermagem, onde desenvolveu a sua Carreira Profissional na Escola Superior de Enfermagem da Guarda, e mais tarde, Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico da Guarda, de onde se aposentou em Abril de 2011.


segunda-feira, julho 29, 2013

IRENE VALENTE «PERCURSOS, VIVÊNCIAS E NOVOS CAMINHOS-ROMANCE DE UMA VIDA» [ ANSIÃO, DIA 10 DE AGOSTO, 16H00]




CONVITE

O Presidente da Câmara Municipal de Ansião, 
Dr. Rui Alexandre Novo e Rocha, 
as Edições MinervaCoimbra e a Autora 
têm o prazer de convidar para a apresentação do livro

PERCURSOS, VIVÊNCIAS E NOVOS CAMINHOS
-romance de uma vida
de Irene Valente.

A apresentação será feita pelo Dr. Jorge Corte-Real.

A sessão integrada nas Festas do Concelho de Ansião 
decorre no próximo dia 10 de Agosto, pelas 16H00, 
no Auditório da Câmara Municipal de Ansião,
Praça do Município, 3240-153 Ansião.

***


Sobre o livro
Texto de Nídia Salgueiro (que foi professora da autora)

«Conheci a autora em 1985, quando frequentava o Curso de Especialização de 
Enfermagem Médico-Cirúrgica que coordenava e de que era também professora  Nessa altura, ela atravessava um período algo conturbado. Vi-a encetar um novo percurso de vida, como que um renascer, que acompanhei. 
Admirei a forma determinada como enfrentava cada desafio que o Universo lhe reservava, a nível pessoal e profissional, vencendo-os e vencendo-se a si própria, com uma vontade indomável, férrea de se superar, de se testar. Confesso que algumas vezes me inquietei, temendo pela sua integridade física, como no caso do jejum prolongado.
Umas vezes fui sua professora e conselheira, outras fui sua aluna, recebendo a par de ensinamentos, preciosas orientações, sobretudo no domínio das terapias complementares, usufruindo também os benefícios dessas terapias, com que espontânea e generosamente me brindava.
Neste caminhar, criámos uma sã e indiscutível amizade, com profundo respeito pelas nossas diferenças, por aquilo que cada uma é, e não por aquilo que desejávamos que fosse, sabendo que sempre podíamos contar uma com a outra.
Admirei a consideração, a amizade e o carinho pela sua Professora Primária, 
pelo Senhor D. António e outros com quem soube manter os laços criados 
nalguma volta do caminho, fortificando-os. Bem como a fidelidade aos seus 
Mestres Espirituais.
Alegrei-me com cada êxito profissional e por vê-la chegar ao topo da Carreira 
Docente, exercendo as respectivas funções com determinação e competência. 
Porém, sem mostrar interesse por cargos de direcção, salvo quando esteve em causa o dever de dar esse contributo. Talvez temesse ser contagiada pelo vírus responsável pelo “síndroma do poder”.
Quando soube da decisão de se aposentar, lamentei, tinha tanto para dar à 
profissão! No entanto, sabia que era irreversível tal decisão e, também, que se relançava um novo ciclo no seu percurso de vida, em que a sua enorme energia, a sua vontade e determinação não lhe permitiriam desperdiçar as muitas ferramentas que possui. Ao contrário, como pessoa de missão, de serviço saberia encontrar a forma de as rentabilizar numa concepção de ajuda holística. 
E, não me enganei. Bravo Irene! Há muitas formas de canalizar as nossas 
energias, quando temos espírito de Serviço! »
                                                                       Nídia Salgueiro


«UMA VIDA, UM EXEMPLO


A autora nasceu com o sol a 298º da Elíptica, facto que lhe confere ser uma pessoa íntegra, reservada, digna e dotada de uma grande força de vontade.
A sua ambição é tranquila, gosta de assumir responsabilidades e de trabalhar numa área social.
Se a este sol associarmos os planetas Vénus e Mercúrio, obtemos como resultado uma pessoa dotada de uma inteligência acima do comum, e uma capacidade de ajudar e agradar aos outros, em resumo uma bondade bem acima do vulgar. O planeta Marte no ascendente, entre outras características, confere-lhe uma energia que parece ser inesgotável ligada a Urano, que se traduz numa busca constante pela perfeição em tudo aquilo a que se dedica, mas também numa procura de soluções originais e intuitivas, e ainda num raro espírito crítico relativamente às “pulhices” da sociedade.
Seria este o retrato resumido da autora tirado por um astrólogo.
Quanto à obra em si, reflecte todas as características pessoais da autora.
Recomendo que se deixe embalar pela narrativa que se desenrola em ambiente autobiográfico, para ensinar ao leitor, que aquilo que somos é feito diariamente com esforço, com perdas e desilusões, mas também com êxitos com avanços e ganhos. Porém, o pioneirismo desta obra resulta da forma como a autora descodifica os mistérios e as aparentes contradições desta vida.
Demonstra com uma originalidade digna de relevo como vencer na vida, sem sacrifício de terceiros.
Brinda-nos a autora, com passagens literárias de uma beleza sublime.
O bem-estar do leitor vai-se instalando à medida que avança no enredo, sendo sempre surpreendido por algo original que desconhecia, frequentemente introduzido por um estilo coloquial muito simples e esclarecedor.
Esta originalidade, resulta também de profundos conhecimentos filosóficos clássicos e dos grandes mestres, frequentemente citados, que a colocam bem para além do conhecimento científico comum, elevando-se ao patamar de sabedoria.
Com uma simplicidade e humildade que só os grandes possuem, leva-nos a compreender, com extrema facilidade, áreas das ditas “ciências ocultas” a que a autora designa e bem por “ciências evidentes”. É uma delícia que se recomenda.
Questões outrora “tabu”, como a Reencarnação como processo natural, a Hipnose como método terapêutico, o método Reiki, ou a Cura Quântica Estelar, são dominados com o mesmo à vontade com que aflora as Estratégias de Manipulação da Humanidade, em Controlo e Liberdade ou ainda a lucidez com que analisa as causas da degradação do Ensino.
Na verdade, nós não somos mais do que partículas magnéticas do Universo com polaridade adequada a atrair outras partículas, que escolhemos e com as quais interagimos ao longo de milénios até à perfeição.
Sinto-me privilegiado ao emitir um comentário crítico sobre esta obra.
Parabéns à autora.»
                                                Jorge Corte Real

IRENE VALENTE
É licenciada em Enfermagem com especialidade em Enfermagem Médico-cirúrgica e Pedagogia Aplicada ao Ensino de Enfermagem.
Mestrado em Família e Sistemas Sociais na Escola de Altos Estudos do Instituto Superior Miguel Torga. Curso de Doutoramento em Investigação nas Sociedades Modernas na Universidade de Salamanca em Espanha. Formações complementares em Reiki, Cura Quântica, Apometria, Rometria, Magnified Healing, Piramidal Memories Transmutation e Fire Axe Activation, entre outras. Depois de alguns anos a trabalhar como Enfermeira a nível hospitalar, enveredou pela carreira do Ensino de Enfermagem, onde desenvolveu a sua Carreira Profissional na Escola Superior de Enfermagem da Guarda, e mais tarde, Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico da Guarda, de onde se aposentou em Abril de 2011.

sexta-feira, julho 26, 2013

«RENDIÇÃO E TREVAS» DE NUNO FIGUEIREDO [PRÉMIO LITERÁRIO ALVES REDOL 2011 - CM VILA FRANCA DE XIRA] A APARECER BREVEMENTE




«RENDIÇÃO E TREVAS» romance  de Nuno Figueiredo
Prémio Literário Alves Redol 2011




Rendição e Trevas é a história de uma epifania que, em singular momento redentor da nossa vida, nos converte à verdadeira essência. Um clarão que, de súbito, apaga em nós recordações e desejos, urgências, ambições menores. Perante ela, os valores alteram-se, os rígidos princípios perdem a consistência e a nitidez dos contornos, as prioridades desvanecem-se, e o que fica é apenas a vontade profunda de um acto sublime.

Rendição e Trevas é também a metáfora de uma terra encurralada, esquecida, condenada à fatalidade de um futuro disposto a todas as epidemias, mergulhada na indiferença, defendendo-se com o fingimento da normalidade, com a falsa aparência e a excentricidade, acabando por se entregar a um estoicismo estéril, pueril e desastroso até cair na camuflada resignação de uma irreparável perda….[…]

ANTÓNIO VILHENA COM «TEMPLO DO FOGO INSACIÁVEL» NUMA CONVERSA AO ENTARDECER [LIVRARIA MINERVA GALERIA] COIMBRA



Com o poeta e escritor António Vilhena, como convidado, decorreu mais uma "conversa ao entardecer" na Galeria da Livraria Minerva.  A conversa, com participação do autor e de José Ribeiro Ferreira, professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras  da Universidade de Coimbra, que apresentou o autor e a obra, decorreu à volta do  mais recente livro de A. Vilhena: "Templo do 
Fogo Insaciável" com chancela da Caracol Edições. António Vilhena reconhece que este livro tem um registo pessoal. “Tudo o que fazemos têm um traço imperceptível das nossas vivências. Este livro não é excepção” afirma o poeta/escritor.
António Vilhena é licenciado em Psicologia pela Faculdade de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e membro convidado no Centro de 
Estudos Clássicos e Humanísticos da Faculdade de Letras.
Da sua obra editada, desde 1987, nos géneros de poesia, crónicas e infantil, constam os títulos “Do Ventre da Terra”, “Trança D'Água”, “A Eterna Paixão de Nunca Estar Contente”, “Mais Felizes Que o Sonho”, “Diálogos de Rosa e Espada”, “O Piano Adormecido”, “Canto Imperecível das Aves” e “A Formiga Barriguda”.