quarta-feira, abril 29, 2009

A música serve para o indivíduo se aperceber do mundo que o rodeia



“O dever de educar para a Música” foi o tema da décima segunda sessão do ciclo “O dever de educar”, que decorre quinzenalmente no âmbito das Terças-Feiras de Minerva.

Mudando um pouco a rota deste ciclo, os organizadores propõem-se pensar agora no dever de educar em áreas específicas do saber. Começando pela música, um dos primeiros ensinamentos da escola, o convidado desta sessão foi Manuel Rocha, músico com formação clássica e carreira diversificada, membro da Brigada Victor Jara e professor de violino no Conservatório de Música de Coimbra, do qual é também director.

A sua cultura musical e o seu empenho na aprendizagem da música, têm-no envolvido em vários projectos educativos. Durante a sessão, Manuel Rocha analisou o ensino da música ao longo do tempo, para que tem servido, que ligações estabelece com outras aprendizagens, qual o seu lugar nos currículos e o que se pode fazer para se educar musicalmente as crianças e os jovens.

“O ensino da música, se o considerarmos no contexto da escola, é qualquer coisa de muito recente. A música em si é qualquer coisa de muito antigo”, referiu. “Não se sabe, no entanto, qual terá sido o primeiro som, a primeira reprodução ou produção de som. Mas ao longo da história o homem educou-se com música”.

Apesar disto, “até há pouco tempo, na educação, a música não era um Deus maior” — e por música entenda-se “um conjunto de sons que tem uma lógica e tem um sentido” e que é perceptível pelos homens que o apreendem. Este Deus maior vai, assim, sendo adquirido em “iniciativas como esta, em que pomos em dúvida a necessidade de a música fazer parte do nosso mundo, não apenas pela via da herança mas também pela via da suscitação de um saber que é enquadrado num sistema escolar”.

Questionado sobre para que é que, afinal, serve a música, Manuel Rocha afirmou simplesmente que “serve para tudo e não serve para nada”. De facto, “nem toda a música serve e nem tudo aquilo que a propósito de música se administra serve para alguma coisa. A música serve para o indivíduo se aperceber do mundo que o rodeia e para poder intervir nesse mundo”.

A música serve também para que as crianças percebam os sinais civilizacionais que lhes chegam, por exemplo. A música “é uma linguagem, uma coisa da alma, que serve para que o homem possa dar um sentido ao mundo em que vive”.

Mas a música serve ainda para que o homem possa resolver na sua expressão estados de entendimento com os seus semelhantes. E, por isso, “é, no contexto da escola, um dos elementos mais importantes de relacionamento”.








terça-feira, abril 28, 2009

O dever de educar para a Música

Realiza-se no próximo dia 28 de Abril, pelas 18h15, a 12.ª sessão do ciclo "O dever de educar" com o tema "O dever de educar para a Música".

Mudando um pouco a rota deste ciclo, propomo-nos pensar nas próximas sessões no dever de educar em áreas específicas do saber. Começamos pela Música, um dos primeiros ensinamentos da escola, e delineamos algumas perguntas para a próxima sessão: Como tem sido encarado esse ensinamento ao longo do tempo? Para que serve? Que ligações estabelece com outras aprendizagens? Qual o seu lugar nos nossos currículos? O que se pode fazer para se educar musicalmente as crianças e os jovens?


O convidado é Manuel Rocha, músico com formação clássica e carreira diversificada, membro da Brigada Victor Jara e professor de violino no Conservatório de Música de Coimbra. A sua cultura musical e o seu empenho na aprendizagem da Música, têm-no envolvido em vários projectos educativos.

A sessão realiza-se na Livraria Minerva (rua de Macau, n.º 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.

As sessões deste ciclo são quinzenais e estão abertas ao público (com certificado de presença).

Organização: Helena Damião, João Boavida, Isabel de Carvalho Garcia, Mónica Vieira e Aurora Viães.

domingo, abril 26, 2009

Homenagem a Carlos Couceiro

Caricatura de Carlos Couceiro por José Maria Oliveira


No dia 26 de Abril (domingo), pelas 12h00, no Penedo da Saudade, em Coimbra, um grupo de amigos vai homenagear o guitarrista Carlos Couceiro que faz parte do Grupo Porta Férrea, composto por antigos estudantes de Coimbra, residentes em Lisboa.


Mais informações no Guitarras de Coimbra

sábado, abril 25, 2009

TRAUTOS DE MIRANDA na Feira do Livro de Penela

No âmbito da Feira do Livro de Penela vai ser apresentado o livro "Trautos de Miranda" de Edgard Panão com a chancela das Edições MinervaCoimbra.
A apresentação está a cargo de Isabel de Carvalho Garcia e a sessão realiza-se hoje, dia 25 de Abril, pelas 18h30.

A Feira do Livro de Penela – edição 2009 – termina a 26 de Abril, e está localizada junto ao Pavilhão Multiusos, na Praça do Rossio.

quarta-feira, abril 22, 2009

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor



No Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor ofereça um livro. Visite a Livraria Minerva (rua de Macau 52, Bairro Norton de Matos) e usufrua de um vasto leque de escolhas a preços especiais.

O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia faleceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare.

A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.


domingo, abril 19, 2009

Espectáculo recorda "A Canção de Coimbra em tempo de lutas estudantis"

José Alberto Garcia, Jorge Cravo, Isabel de Carvalho Garcia,
Jorge Serrote (presidente da DG-AAC) e Luís Alcoforado (presidente da Turismo de Coimbra)



Um espectáculo que reuniu vários grupos da Academia recordou, sábado à noite, a canção de Coimbra na década de 60, tendo como mote o livro de Jorge Cravo "A Canção de Coimbra em tempo de lutas estudantis (1961-1969)", das Edições MinervaCoimbra, com o apoio da Empresa Municipal Turismo de Coimbra, EM e da Direcção Geral da AAC.

Com o subtítulo "A vertente tradicional em época de mudanças e o Movimento das Trovas e Baladas como Canto de Intervenção Académico (por ocasião dos 40 anos da Crise Académica de 1969)", o livro de Jorge Cravo sugere Outubro de 1969 como o culminar das acções do Movimento Associativo e Estudantil de Coimbra, iniciado em Abril. Recorde-se que foi naquele mês que se registou a mobilização militar coerciva dos principais dirigentes académicos.

"Quando se abordam os anos 60 da Canção de Coimbra, não os podemos reduzir ao Movimento das Trovas e Baladas, pois esta Canção não se limitou a enveredar por esse caminho. Também a sua linha mais tradicional sofreu um "despertar" para a necessidade de renovar a música de Coimbra para além do Canto de Intervenção. De facto, as tendências tradicionalistas desenvolver-se-iam por três campos ideológicos, acabando assim por revelarem quem era quem na renovação da vertente mais tradicional. Assim, ao longo da década de 60, cantores como Lacerda e Megre, Casimiro Ferreira, Barros Madeira e João Farinha, davam continuidade a uma tendência clássica; Fernando Gomes Alves, numa vertente influenciada por Fernando Machado Soares (compositor e intérprete dos anos 50), dava continuidade salutar às influências da música tradicional portuguesa no repertório coimbrão; Armando Marta (1940-2007) e António Bernardino (1941-1996), partindo daquela linha mais clássica, viriam a situar-se muito para além da repetição enfadonha de um repertório velho, gasto e estafado, com uam incursão por temas mais interventivos no final da década e no dobrar dos anos 70; enquanto José Miguel Baptista e José Manuel dos Santos (1943-1989) se desalinhavam de uma "linhagem" mais conservadora e ortodoxa e apareciam com gravações algo surpreendentes na linha tradicional, sob o ponto de vista da composição melódica e harmónica, às quais não terão sido alheias, respectivamente, as contribuições dos guitarristas Eduardo e Ernesto Melo, e de Nuno Guimarães (1942-1973).

Quanto ao Canto de Intervenção, teve como principal mentor a figura de José Afonso (1929-1987) e seu principal «cantor de serviço», Adriano Correia de Oliveira (1942-1982), sem esquecer a guitarra de António Portugal (1931-1994) e a poesia de Manuel Alegre. Mas também Nuno Guimarães deixou a sua marca muito próxima do torrencial temático do Movimento das Trovas e Baladas, através de temas gravados na voz de António Bernardino e de Mário Soares da Veiga. E o próprio Bernardino, no balanço final dos anos 60, deixou-nos um LP que não pode ser esquecido em qualquer narrativa que se faça sobre a Canção de Coimbra daquele tempo — o disco «Flores para Coimbra».

Todavia, não é possível falar da Canção de Coimbra dos anos 60, sem se elaborar uma retrospectiva do que ela era na década de 50. É que, nos finais desta década, as movimentações daqueles que partiam e chegavam, acabaram por criar a vaga de fundo que haveria de sustentar — para além da renovação da linha mais tradicional desta Canção — os alicerces daquilo a que se veio a denominar de Canto de Intervenção ou Movimento das Trovas e Baladas e que marcou presença ao lado do Movimento Associativo e Estudantil da Academia de Coimbra durante a década de 60. Neste capítulo, é de lembrar que foram três os anos de crise académica que ocorreram no seio da Academia de Coimbra durante a década de sessenta: 1962, 1965 e 1969. No entanto, à semelhança da Canção de Coimbra, não é possível falar do Movimento Associativo e Estudantil de sessenta sem recuarmos no tempo. Com efeito, vários foram os acontecimentos que contribuíram para uma progressiva consciencialização associativa, política e social dos estudantes da Universidade de Coimbra. Sem recuarmos demasiado, foi assim nos anos 40, nomeadamente em 1941, com a luta contra o «decreto das propinas», e, também, em 1947-48, no decurso da elaboração e aprovação dos Novos Estatutos da AAC, quando as alterações introduzidas pelo Governo levaram a que a Academia se insurgisse, mostrando bem clara a divisão entre esquerda e direita; e foi assim, na década de 50, com a contestação ao Decreto-Lei 40.900, publicado no Diário do Governo, em 12 de Dezembro de 1956, através do qual o governo procurou controlar a liberdade associativa dos estudantes portugueses".
Jorge Cravo


Jorge Cravo entrevistado por Névia Vitorino
durante o espectáculo que assinalou o lançamento do livro





Mais no Guitarras de Coimbra, aqui e aqui

sábado, abril 18, 2009

Lançamento : A CANÇÃO DE COIMBRA EM TEMPO DE LUTAS ESTUDANTIS (1961-1969)



O Presidente do Conselho de Administração da Turismo de Coimbra, o Presidente da Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra, as Edições MinervaCoimbra e o Autor convidam para o lançamento do livro

A CANÇÃO DE COIMBRA EM TEMPO DE LUTAS ESTUDANTIS (1961-1969)

de JORGE CRAVO.

A sessão realiza-se no próximo dia 18 de Abril pelas 21h15 no Convento de S. Francisco, seguindo-se o concerto “Canções de Coimbra: Bandeira de Liberdade”.

Lançamentos [Amadora e Porto] : POEMAS DA ROXA AURORA e CHÃO DA RENÚNCIA



No âmbito da inauguração da exposição de pintura 'Orientações', de António Menano, vai ser apresentado no Centro de Arte Contemporânea da Amadora o livro ‘Poemas da Roxa Aurora’ de António Augusto Menano, por Júlio Conrado.

A sessão realiza-se dia 18 de Abril, pelas 17h00, no Centro de Arte Contemporânea da Amadora (rua Beatriz Costa, 18 – r/c | Urbanização dos Moinhos – Alfragide Norte).




No mesmo dia, às 21h30, no Clube Literário do Porto, haverá uma sessão de lançamento do livro “O Chão da Renúncia”, de Aida Baptista, seguido de um recital de poesia de autores angolanos por Leonor Seixas, acompanhada ao piano por Carla Seixas.


Escola, igualdade e diferença

Maria Helena Damião, Joaquim Pires Valentim e Isabel de Carvalho Garcia


Nas últimas sessões, dedicadas às capacidades cognitivas e à motivação, enveredou-se por uma abordagem genérica da aprendizagem, que legitima a afirmação da igualdade. Esta requer, porém, uma outra que lhe é complementar: a abordagem da diferença. De facto, se é certo que todos dispomos de uma estrutura cognitiva, também é certo que ela só existe e se desenvolve num certo contexto cultural.

Para Joaquim Pires Valentim, professor da Universidade de Coimbra e doutorado em psicologia social, e convidado da última sessão do ciclo “O dever de educar” com o tema “Escola, igualdade e diferença”, depois de durante várias décadas a escola ter apostado na homogeneização da educação e de ter contribuído para a redução de desigualdades, nomeadamente, desigualdades de cariz social, quando a democratização permitiu que todos frequentassem o ensino, assiste-se agora à consciencialização de que, afinal, se se quiser pensar em termos de um sistema educativo igualitário, não basta oferecer a todos o mesmo.

“Se sentarmos ricos e pobres lado a lado, aqueles que estão em desvantagem acentuarão a sua desvantagem”, frisou o especialista, acrescentando que no sentido mais utópico, o que se pretende é tentar que “os resultados escolares não sejam desiguais em função das diferenças de classe social, de cultura ou de sexo”, mas numa versão mais pragmática “é tentar assegurar que pelo menos ao nível das competências básicas todos, de facto, atingem essa igualdade em termos de resultados”.

As funções da escola em torno da igualdade, acrescentou ainda, são cada vez menos vistas como uma corrida pelos melhores postos profissionais na sociedade, mas como uma igualdade de oportunidades no desenvolvimento de potencialidades dos indivíduos. “Essas potencialidades são necessariamente diferentes entre os indivíduos”, provocando abertura ao reconhecimento da diferença e da especificidade.

Hoje, a escola alarga esse “respeito pela diferença” às diferenças culturais. Joaquim Pires Valentim, mostrando-se favorável a uma escola que não é cega à diversidade cultural, alertou para os riscos do relativismo cultural e da defesa dos particularismos que podem comprometer a missão universalista e de integração social que a escola não deve abandonar, apesar de todas as transformações que a têm caracterizado.


quarta-feira, abril 15, 2009

Colectiva de Arte

A Galeria Minerva inaugura amanhã, 16 de Abril, às 21h30, uma exposição colectiva de pintura, cerâmica e material reciclado de Rui Cunha, Vasco Berardo, João Berardo, Santiago Ribeiro, Paula Rego, Artur Bual, Taraio, Figueiredo Sobral, Hasn George Schüssler, Silva Duarte e Steve Jones.

A exposição estará patente até ao próximo dia 20 de Maio de segunda a sábado das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00, na Galeria Minerva (rua de Macau 52, Bairro Norton de Matos), em Coimbra.

domingo, abril 12, 2009

O DEVER DE EDUCAR: Escola igualdade e diferença

Realiza-se no próximo dia 14 de Abril, pelas 18h15, a décima primeira sessão do ciclo "O dever de educar" com o título "Escola igualdade e diferença".

Nas últimas sessões, dedicadas às capacidades cognitivas e à motivação, enveredou-se por uma abordagem genérica da aprendizagem, que legitima a afirmação da igualdade. Esta requer, porém, uma outra que lhe é complementar: a abordagem da diferença. De facto, se é certo que todos dispomos de uma estrutura cognitiva, também é certo que ela só existe e se desenvolve num certo contexto cultural. Neste passo, surgem diversas perguntas: Como é que a escola tem tratado a igualdade e a diferença? É possível conciliar estes dois aspectos? Se sim, como se poderão conciliar?

O convidado é Joaquim Pires Valentim, professor da Universidade de Coimbra, doutorado em psicologia social, que se tem interessado de modo muito particular pelo funcionamento do sistema educativo e pelas questões da igualdade e da diferença, da educação compensatória e intercultural.

A sessão realiza-se na Livraria Minerva (rua de Macau, n.º 52 - Bairro Norton de Matos) em Coimbra é a aberta ao público (com certificado de presença).

Organização: Helena Damião, João Boavida, Isabel de Carvalho Garcia, Mónica Vieira e Aurora Viães.

quarta-feira, abril 08, 2009

Colectiva de Arte na Minerva



Está patente na Galeria Minerva uma exposição colectiva de pintura, cerâmica e material reciclado de Rui Cunha, Vasco Berardo, João Berardo, Santiago Ribeiro, Paula Rego, Artur Bual, Taraio, Figueiredo Sobral, Hasn George Schüssler, Silva Duarte e Steve Jones.

A inauguração será feita dia 16 de Abril (quinta-feira) pelas 21h30.

A exposição estará patente até ao próximo dia 20 de Maio de segunda a sábado das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00, na Galeria Minerva (rua de Macau 52, Bairro Norton de Matos), em Coimbra.