domingo, julho 03, 2011

FOTOBIOGRAFIA DE AUGUSTO CAMACHO VIEIRA de MANUEL MARQUES INÁCIO [COIMBRA]



Foi apresentado em Coimbra, na Sala polivalente da Casa Municipal da Cultura o livro 
"O CANTO E A MÚSICA DE COIMBRA-Fotobiografia de AUGUSTO CAMACHO VIEIRA"
de autoria de Manuel Fernando Marques Inácio,
com a chancela das Edições MinervaCoimbra.



Sessão de autógrafos antes da apresentação.


À semelhança do que aconteceu em Lisboa, antes da apresentação do livro,
o  Dr. Augusto Camacho Vieira e assistência, tiveram oportunidade de ver um DVD com algumas imagens e canções, que o seu sobrinho, 
Dr. José Pedro Camacho Vieira, preparou.





 A sessão foi presidida e encerrada pela Vice-Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Profª Doutora Maria José Azevedo Santos. Coube à Dra. Isabel de Carvalho Garcia abrir a mesma. Seguiu-se a apresentação que esteve a cargo dos Doutores Carlos Carranca e Manuel Louzã Henriques e ainda Prof. Doutor José Henrique Dias. Seguiu-se a intervenção do autor, Prof. Doutor Marques Inácio,  e do homenageado, Dr. Augusto Camacho Vieira.



Transcrevemos texto de apresentação de Carlos Carranca:

AUGUSTO CAMACHO – No Canto e na Música de Coimbra



Neste dia 2 do mês de Julho cumpre-se, aqui, nesta sala, uma aspiração antiga de todos os que acreditam na mensagem de Coimbra, a de voltar a congraçar na independência de cada um, ao termos como referência um homem que, por si só, representa todos os que, homens ou mulheres, fizeram da Cidade a sua matriz, independentemente de terem ou não estudado na sua Universidade, de terem ou não frequentado os bancos dos seus liceus, escolas técnicas ou colégios, de terem ou não tido acesso ao mais elementar grau do ensino que, tempos idos era a 4ª classe.

O conhecimento é, em minha opinião, o problema da convivialidade, do respeito que nos obriga a atender ao conhecimento que cada um faz da realidade que o envolve.

Através da leitura podemos, ou não, compreender a complexidade humana, mas é - juro-vos - , a Poesia que nos ensina a ver a qualidade que nós sentimos diante de factos da realidade. A vida não é para ser vivida em prosa. A vida é para ser vivida poeticamente na paixão, no entusiasmo.

Sou pela lógica afectiva e sei que ela nos fragiliza, em compensação, leva-nos a compreender o que pode ser conhecido pelo coração. Cheguei, assim, a Augusto Camacho Vieira. Hoje comemoramos este Matusalém do Canto e da Boémia Coimbrã e, também, o ser humano-cidadão, o médico (ortopedista ilustre), o homem que na medicina desportiva representou Portugal ao mais alto nível nas Selecções Nacionais de Futebol. Serviu sempre, sem se servir, sem nada esperar em troca e por isso é hoje o símbolo que nos congrega, porque o nosso Augusto Camacho é de todos.

A alegria, o entusiasmo, a paixão com que sempre que ouve uma guitarra se aproxima dela e regressa aos tempos da juventude, são a prova evidente da sua relação com a vida. Em Camacho nunca o canto foi um acto de exibicionismo académico, nem de pretensiosismo doutoral. Para si cantar é continuar a existir em comunhão com todos. Na sua voz voltamos – mesmo os que já não tiveram o privilégio de o fazer, pela força do camartelo - a percorrer as velhas ruas da Alta de Coimbra. A rua do Cosme, das Colchas, do Guedes, das Parreiras, das Flores, o Largo da Feira.

Camacho não é, de certo, do tempo das Tias Camelas, é do tempo do Pirata e do Jesuíta, mas receará, recorrendo a uma expressão de António Nobre, que desse tempo de fraternidade, dele só venha a restar hoje a camelice.

Deixo neste lugar sagrado da memória o testemunho do seu velho companheiro do Real Palácio da Loucura, Camilo de Araújo Correia: O Augusto Camacho é a melhor pessoa do Mundo!

Da voz de Camacho guardamos o grito generoso de quem se eleva para além da realidade, transcendendo-se, sempre. Da sua humanidade, a dádiva permanente em todas as situações, em todos os momentos.

Camacho é símbolo de uma Coimbra para além dos seus horizontes humanos. É, ao mesmo tempo, universalista e o mais enraizado dos cantores de Coimbra. O Camacho é espécie única. Assim o entendeu Marques Inácio ao atirar-se a uma tarefa a todos os níveis merecedora da nossa estima e gratidão.

Marques Inácio muito exigiu de si próprio. Os dados carreados para a construção deste volume são preciosos porque nos revelam, quanto podem, a alma de um homem.

Termino saudando-o meu querido Camacho, como humilde discípulo e neto do velho companheiro de seu Pai – um abraço de camaradas. Aprendi consigo a acreditar no canto como forma de reduzir as distâncias que separam os homens.

Carlos Carranca, Casa Municipal da Cultura de Coimbra 2.VII.2011

A apresentação em Coimbra inseriu-se no programa da "Grande Noite do Fado de Coimbra" organizado pela "Associação Cultural Coimbra Menina e Moça" que culminou pelas 23H00, na Praça 8 de Maio, com a atuação de Camacho Vieira, Napoleão Amorim, Fernando Rolim, Sérgio Fonseca, Tito Costa Santos, Nuno Gaspar, José Henrique Dias, Sutil Roque, Florentino Dias, Joaquim Afonso, Vítor Sá e Alcindo Costa (entre outros) e que são os representantes de várias gerações da Canção de Coimbra, e ainda os jovens, de pouco mais de 20 anos, João Rodrigues e Nuno Gaspar.É o maior evento que se realiza no país, de Fado de Coimbra, e que perdura há quase década e meia.
Uma iniciativa do "Grupo de Fados e Guitarras de Coimbra" que pertence à "Associação Cultural Coimbra Menina e Moça" e cujos instrumentistas são Alexandre Cortesão (guitarra), António de Jesus (guitarra) e Bernardino Gonçalves (viola),  acompanharam os cantores nesta grande noite.

quarta-feira, junho 29, 2011

FOTOBIOGRAFIA DE AUGUSTO CAMACHO VIEIRA por MANUEL FERNANDO MARQUES INÁCIO [ 2 de Julho, em Coimbra ] CASA MUNICIPAL DA CULTURA



CONVITE

As Edições MinervaCoimbra e o Autor
têm o prazer de convidar para o lançamento do livro

O CANTO E A MÚSICA DE COIMBRA
Fotobiografia de AUGUSTO CAMACHO VIEIRA
de autoria de Manuel Fernando Marques Inácio.

A apresentação será feita pelos Doutores Carlos Carranca
 e Manuel Louzã Henriques .

A sessão realiza-se dia 02 de Julho, pelas 16H00,
na Sala Polivalente,Casa Municipal da Cultura,
Rua Pedro Monteiro, em Coimbra.

***
Esta apresentação insere-se no programa da "Grande Noite do Fado de Coimbra" organizado pela "Associação Cultural Coimbra Menina e Moça" que culminará pelas 23H00, na Praça 8 de Maio, com a atuação de Camacho Vieira, Napoleão Amorim, Fernando Rolim, Sérgio Fonseca, Tito Costa Santos, Nuno Gaspar, José Henrique Dias, Sutil Roque, Florentino Dias, Joaquim Afonso, Vítor Sá e Alcindo Costa (entre outros) e que são os representantes de várias gerações da Canção de Coimbra, e ainda os jovens, de pouco mais de 20 anos, João Rodrigues e Nuno Gaspar.É o maior evento que se realiza no país, de Fado de Coimbra, e que perdura há quase década e meia.
Uma iniciativa do "Grupo de Fados e Guitarras de Coimbra" que pertence à "Associação Cultural Coimbra Menina e Moça" e cujos instrumentistas são Alexandre Cortesão (guitarra), António de Jesus (guitarra) e Bernardino Gonçalves (viola), que acompanharão os cantores nesta grande noite.

O Dr. Augusto Camacho Vieira tem sido alvo de várias homenagens ao longo da sua vida, nas quais têm sido salientadas as suas qualidades humanas, de médico e especialista, e as de compositor e cantor de Coimbra.

O Livro
Este livro nasceu da admiração que o autor, Prof. Doutor Engº Manuel Fernando Marques Inácio, sente desde jovem, pela figura do Dr. Augusto Camacho Vieira - uma referência do Canto e da Música de Coimbra - médico especialista em traumatologia e ortopedia, conhecido em todo o nosso país, e que foi durante mais de três décadas, médico do Clube de Futebol “Os Belenenses” e da Selecção Nacional de Futebol.
O livro "O Canto e a Música de Coimbra, Fotobiografia de AUGUSTO CAMACHO VIEIRA" conta com um Prefácio de autoria do Dr. António de Almeida Santos também ele um cultor de Coimbra, intérprete e compositor de reconhecida dimensão.

O livro aborda a vida pessoal e profissional do Dr. Augusto Camacho Vieira ao longo de doze capítulos.
Começando pela identificação do Dr. Augusto Camacho Vieira, o autor percorre o seu percurso estudantil, académico e profissional. A sua formação musical e intervenção no universo da "Canção de Coimbra", a sua participação no Orfeon Académico e na Tuna Académica da Universidade de Coimbra, a par da sua presença em grupos e formações académicas de Canto e Música de Coimbra.
O autor enriquece ainda este estudo com a Discografia da Canção de Coimbra com que ACV mais conviveu, bem como os autores e as composições e que, de certo modo, ajudaram a traçar o seu percurso de autor e intérprete.

No capítulo dedicado à “Obra Musical e Poética. Gravações” são referidas as composições em que intervém como autor da letra e/ou da música, nas quais participa com de 61 autores. São enunciadas as suas 90 composições gravadas, em vários discos, desde 1953, sendo certo que muitas delas, correspondem a compilações de composições já gravadas anteriormente.
Compõem ainda este livro histórias contadas na primeira pessoa, e outras por alguns dos seus inúmeros amigos.
O reconhecimento pelo seu papel de cantor, intérprete e compositor, bem como o de médico especialista que todo o país conhece, aliados à dimensão do seu carácter, é apresentado no capítulo 11, sob a designação de “Homenagens e Agradecimentos”.
No último capítulo apresentam-se os “Testemunhos”, que são as palavras dos seus amigos que a convite do autor, mas sob indicação do fotobiografado, acederam a dar o seu contributo. Pretendeu-se deixar escrito o que tem sido a vida de um homem “grande”, solidário e fraterno, cultor de Coimbra, intérprete e autor, médico especialista em Ortopedia e Traumatologia.



O Autor
Manuel Fernando Marques Inácio
nasceu em Lisboa, em 1947, cidade onde hoje reside.
É casado, pai de dois filhos e avô do Francisco, da Matilde e da Carolina.
É licenciado em engenharia civil pelo Instituto Superior Técnico (IST-UTL), especialista em Saúde Pública para engenheiros municipais (ENSP - Ministério da Saúde), pós-graduado e mestre em engenharia sanitária pela Faculdade de Ciência e Tecnologias (FCT-UNL), doutor em engenharia e ambiente (University of Salford - UK). Engenheiro, professor do ensino superior, auditor, consultor e investigador, estudou em cinco universidades, uma delas em Inglaterra, que foi aquela onde esteve mais tempo.
Em Coimbra tem apenas uma matrícula. A muita boémia e a vida militar, retiraram-lhe o tempo de estudo, mas é Coimbra a sua razão de escrever e de investigar. Aqui viveu profundamente parte dos anos de 67 a 71 do século passado, com especial intensidade os tempos da académica de 1969. Passa ainda hoje parte do seu tempo disponível em Coimbra, pelo menos quinzenalmente, onde investiga, escreve e convive. Começou cedo no canto de Coimbra, mas tardiamente na guitarra de Coimbra, artes onde continua a ser um simples aprendiz. Escreveu a fotobiografia do médico, seu amigo, Dr. Ângelo Vieira Araújo (1919 - 2010), compositor e intérprete do Canto e da Música de Coimbra, que cursou Coimbra na década de 40, tendo-se formado em 1947, e que faleceu neste ano de 2010. É co-autor da “Biografia de um Século”, da grande figura de académico, desportista, médico e jogador da Briosa, que foi o Dr. Joaquim Gonçalves Duarte Isabelinha (1908-2009). Tem escrito artigos vários sobre a Música e o Canto de Coimbra. Pertenceu ao Grupo “Tertúlia Académica de Canto de Coimbra”, onde entre outros, pontuavam os últimos sobreviventes da Tertúlia da Rua Larga, do Drs. Carlos Figueiredo, Amado Gomes e Ferreira Alves. Eram eles o cantor Pedro Magalhães Ramalho, e as guitarras de José Silva Ramos e Teotónio Xavier. É sócio da Académica de Coimbra - O.A.F, regressando pela mão do seu amigo e colega, antigo Presidente Jorge Anginho, que infelizmente já não está entre nós. É sócio da Casa da Académica de Coimbra, em Lisboa. Pertence à Comissão Instaladora e de lançamento do projecto da Liga dos Amigos do Museu Académico de Coimbra.

terça-feira, junho 28, 2011

FOTOBIOGRAFIA DE CAMACHO VIEIRA EM LISBOA [EL CORTE INGLÉS]


Num fim de tarde onde as emoções do reencontro e a emotividade causada pela saudade, dos tempos passados na Coimbra mítica e mística, uniu também os mais de cem antigos estudantes que se juntaram ao Dr. Augusto Camacho Vieira.





quarta-feira, junho 22, 2011

QUANDO TIMOR LESTE FOI UMA CAUSA de JOÃO MANUEL ROCHA [ LISBOA ]




QUANDO TIMOR-LESTE FOI UMA CAUSA
de João Manuel Rocha
foi apresentado em Lisboa, pelo Prof. Doutor José Manuel Paquete de Oliveira, com a presença do Professor Mário Mesquita.

Este livro constitui o nr 56 da Colecção Comunicação (Ed. MinervaCoimbra) dirigida por Mário Mesquita. 















Este livro propõe pistas de reflexão sobre a intensa cobertura jornalística do referendo de 1999 em que os timorenses votaram pela independência, bem como sobre os contornos que assumiu, particularmente na fase de maior violência. Timor-Leste tornou-se um “monotema” da informação nos media portugueses, quase eclipsando a outra actualidade e contaminando, ou até ocultando, a campanha para as eleições legislativas em Portugal.