domingo, fevereiro 13, 2011

ÉLIA RAMALHO a "PINTURA QUE NASCE DAS PALAVRAS" e “GEOGRAFIA DA COR DA LÍNGUA PORTUGUESA”,


A exposição de pintura de Élia Ramalho patente na Galeria Minerva Coimbra retoma a temática “poética visual” explorada pela autora. Esta exposição intitula-se "A PINTURA QUE NASCE DAS PALAVRAS"

e está dividida por três fases de quadros recentes (2010 a 2011).

A primeira fase é uma alegoria ao universo plástico e temático de quatro pintores como Frida Kalho, Pablo Picasso, Vincent Van Gogh, e Júlio Pomar, isto porque cada quadro apresentado resultou já numa “História com Arte”, um projecto de escrita e ilustração que Élia Ramalho está a implementar no Colégio Menino Jesus, no Colégio São Teotónio e na Livraria Minerva.

A segunda fase é um exercício plástico resultante da exploração pictórica e cromática do poema “Manicure” de Mário de Sá Carneiro.

A terceira fase são duas composições plásticas, tendo como mote a conhecida frase “ minha pátria é a língua portuguesa” de Bernardo Soares.
Resultado de um trabalho iniciado com a comunidade Timorense residente em Coimbra, sobre o projecto “Geografia da Cor na Língua Portuguesa”, representa a ilha, o país, o povo timorense.

Foi ainda apresentada a Associação Cultural GCLP Cor na Língua Portuguesa e o corpo associativo composto por pessoas de diversas nacionalidades dos países e regiões de língua portuguesa. Alanso Sani, Guineense, afirmou que um dos objectivos da Associação é recriar contos tradicionais e dar-lhes “cor”.

Tendo como base a língua portuguesa e a cultura dos vários povos, assim se deu início a um novo projecto cultural em Coimbra.

Este projecto conta com o apoio da Galeria Minerva e dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

"A PINTURA QUE NASCE DAS PALAVRAS" exposição de pintura de ÉLIA RAMALHO e a "Geografia da Cor na Língua Portuguesa/Timor" [12 de Fevereiro, 17H00]



CONVITE

Temos o gosto de convidar para a exposição de Pintura de
ÉLIA RAMALHO

"a pintura que nasce das palavras"

Paralelamente Élia Ramalho apresentará oficialmente a Associação Cultural
"Cor na Língua Portuguesa" e o seu projecto apoiado pelos S.A.S.U.C. -
Universidade de Coimbra e MinervaCoimbra:

"Geografia da Cor na Língua Portuguesa/Timor"

Dia 12 de Fevereiro, pelas 17H00,
na Galeria Minerva, Rua de Macau, 52
(Bº Norton de Matos) em Coimbra.

"EDUCAR PELA ARTE" no Centro Educativo dos Olivais ["Terça-feira de Minerva"]

EDUCAR PELA ARTE
A mostra de trabalhos de pintura de jovens do centro educativo dos Olivais foi o pretexto para mais uma sessão das "Terças-feiras de Minerva" integradas no ciclo "Educar pela Arte".

As convidadas foram a Drª Ângela Portugal Directora do Centro Educativo dos Olivais e a Profª Isabel Bicho-Professora de EVT-Actualmente colocada na Esc Secundária de Soure e durante vários anos docente do Centro Educativo dos Olivais.

"Na vida há diferentes percursos...procura-os" é uma das mensagens inscritas numa das pinturas, por um dos jovens do Centro Educativo dos Olivais.

Ângela Portugal referiu que a maior parte destes jovens são provenientes da zona de Lisboa "as famílias não conseguiram ou não tiveram capacidade para exercer o seu papel. As suas regras e as formas de estar são as que usam para sobreviver na rua. Têm arte, têm engenho e qualidades que nós nem imaginamos e cabe aos técnicos orientá-los para um fim de integração e de descobrirem as suas potencialidades.

A arte, sob a forma de pintura, dança ou teatro, são fundamentais para a valorização pessoal, para a motivação e o desenvolvimento da auto-estima destes jovens. E há mesmo jovens a partir destas descobertas para novos percursos, a assumir novas atitudes perante a vida", e acrescentou a directora: "Não queremos que sejam artistas, mas que descubram que podem ser melhores".

Por seu turno, Isabel Bicho, professora de EVT, que esteve durante 10 anos no Centro Educativo dos Olivais é uma das responsáveis pelo resultado final dos 17 quadros patentes na Galeria Minerva.

Para esta docente " é de lastimar que as artes tenham sido retiradas dos programas" . Segundo a sua experiência,"estes ateliers de pintura, são muitas vezes a única forma de manter os jovens atentos, de os entusiasmar para atingir outros objectivos essenciais: ler, escrever e cumprir regras." "A capacidade criativa destes jovens é surpreendente. Têm vivências muito fortes e necessidade de as transmitir". Do outro lado, acrescenta ainda Isabel Bicho "deve estar um professor ou formador atento e sensível, que se envolva e estabeleça um vínculo com quem, por vezes, nunca o teve.

Esta exposição sobre o que se faz "dentro" é uma prova da educação e (re)integração pela arte.

A sessão  foi moderada pela artista plástica Élia Ramalho.

Ângela Portugal, Élia Ramalho, Isabel Bicho, Isabel de Carvalho Garcia

terça-feira, fevereiro 08, 2011

OS MESES ANTERIORES de LUIS RAMOS [Coimbra]

OS MESES ANTERIORES 

O livro “Os meses anteriores" de Luis Ramos, com a chancela das Edições MinervaCoimbra, foi apresentado dia 5 de Fevereiro, na Livraria Minerva, pelo Prof. Doutor Carlos Costa Almeida.


OS MESES ANTERIORES


Luis Ramos, doutorado em Química é ainda autor de vários contos premiados e docente de Química no Instituto Piaget. A obra foca a vida profissional e pessoal dum jovem médico nos meses que antecederam o 25 de Abril de 1974 e, no dizer do seu apresentador, o médico e cirurgião Carlos Costa Almeida, "impressiona pelo realismo da história, dos ambientes, das pessoas, de admirar sobretudo por vir de alguém não ligado à medicina."

Começando por referir que conhecia o autor desde os tempos da Praça da República como centro duma cidade que era universitária no verdadeiro sentido da palavra, e que o é cada vez menos, pela sua dispersão, apesar de ter cada vez mais alunos e instituições de ensino superior para além da sua Universidade, Costa Almeida deteve-se na análise dos episódios relatados da vida dum jovem interno a fazer um estágio num sanatório situado numa pequena vila de província. Numa época sem ensino pós-graduado organizado, com a influência local marcada e sufocante do partido único, dos seus representantes, apoiantes e sequazes. Num país cercado, asfixiado e sem esperança, em que no subconsciente se sentia iminente, e se desejava, uma mudança, mesmo não se sabendo bem qual.

Tal foi o realismo conseguido neste romance que o apresentador, pela sua leitura, se "sentiu transportado ao tempo em que, também jovem médico, saiu de Coimbra para uma vila semelhante, no chamado serviço médico à periferia, apenas um ano depois do 25 de Abril. Terminando na noite de 24 de Abril, a história é inacabada pela mudança, que veio insuflar esperança e tornar tudo possível de acontecer daí em diante. Passados 37 anos, e não sendo as situações sobreponíveis, têm no entanto muitos traços comuns, com a angústia duma sensação colectiva de beco sem saída que se quer que tenha uma, e se espera por ela, seja qual for."

Nas palavras de Costa Almeida, foi oportuna a publicação destes “Meses Anteriores”, porque nos trouxe uma memória exacta da vida naquela época e nos permite pensar que poderemos um dia, ou já, estar nos meses anteriores duma mudança que no nosso subconsciente já vai tomando forma.

Luis Ramos por seu turno, referiu que pretendia que este romance suscitasse nos leitores um realismo que os transportasse àquele tempo. As perguntas colocadas pelos presentes, no final da apresentação, à volta do futuro das personagens e a reflexão sobre os acontecimentos subjacentes ao 25 de Abril mostraram que a sua pretensão foi conseguida. O Autor não descartou a hipótese de presentear os leitores com a continuidade desta história proporcionando um desfecho.

O romance desenrola-se à volta do jovem médico Emílio, dos enfermeiros Maria da Graça e Constantino e da desinibida médica Leonor. Coimbra, Caramulo e Aveiro são o palco deste romance. A situação que se vivia no País nos meses anteriores ao 25 de Abril de 1974 servem de pano de fundo e ajudam a construir uma teia literáriamente bem urdida, concluiu Isabel Garcia.

 O Autor:
LUIS EDUARDO DE ABREU E LIMA RAMOS

Nasceu em Coimbra em 1950. Viveu a infância e juventude no Caramulo e depois em Aveiro.
É Engenheiro Químico e doutorado em Química. Enquanto estudante, fez parte da direcção-geral da Associação Académica de Coimbra (1970-1971) e da direcção da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico (1972-1974). É actualmente professor do Instituto Piaget.
Tem visto algumas histórias curtas da sua autoria premiadas em diversos concursos (“Palavras”, RDP Antena 2, 1996; concurso “Semanas Portuguesas”, revista DNA, 2001; História Devida, RDP e Jornal “Público”, 2008, entre outras).

Esta é a sua primeira incursão na área do romance.