domingo, outubro 10, 2010

BÁRBARA SOUSA e TERESA PACHECO e o "ALEITAMENTO MATERNO....do que se diz ao que se sabe"


No âmbito da "Semana Mundial do Aleitamento Materno"
foi apresentado o livro
ALEITAMENTO MATERNO....do que se diz ao que se sabe....
de Bárbara Sousa e Teresa Pacheco
com ilustrações de Luísa Alte da Veiga.

Coro infantil CHERUBINNI dirigido pela maestrina Isilda Margarida

A sessão decorreu na livraria Minerva, em Coimbra, com mais de uma centena de pessoas, onde se destacavam profissionais de saúde, familiares, mães, pais e avós curiosos e aptos a aprender algo mais sobre um tema tão importante para a vida.
A sessão foi iniciada com a actuação do coro infantil CHERUBINNI dirigido pela maestrina Isilda Margarida.
 Seguiu-se a intervenção de Isabel C. Garcia, em representação da MinervaCoimbra, que agradeceu às autoras a sua capacidade de trabalho e a resposta pronta ao desafio que lhes foi lançado e que consistia em apenas 96 páginas tirarem dúvidas, aconselhar e desmistificar conceitos pré-concebidos sobre este tema.

Mário Branco, Teresa Pacheco, Bárbara Sousa e Isabel C. Garcia
A apresentação foi feita pelo pediatra Mário Branco que enalteceu as qualidades de trabalho, a seriedade, cientificidade e simplicidade com que as autoras transmitem e partilham os seus conhecimentos, neste pequeno livro, oferecendo conselhos práticos e úteis a quem vivência a amamentação, baseados na investigação e prática diária (com mães, bebés e familiares).

Mário Branco disse ainda que este livro deveria ser indicado como bibliografia aconselhada, sobre este tema, e deveria ser adoptado como uma guia prático para as mães.


A sessão terminou com a intervenção das autoras e a leitura do poema "Mãe" por João Bernardo Meco (8 anos, filho de Bárbara Sousa).

Neste pequeno livro 96 páginas são desmitificados alguns mitos, tiradas algumas dúvidas e até elucida sobre aos direitos das mães e pais de acordo com a legislação em vigor.
É o nº 3 da colecção "AS CORES DO SABER" iniciada em finais de 2009 e direccionada para o grande público. São livros com 96 páginas de leitura fácil e baixo custo.
o nº1 intitula-se Os benefícios do chocolate e o nº 2 A sexualidade do homem depois dos 50 anos.

 
O livro
Em momentos de aflição, todos nós somos peritos a dar conselhos, mesmo quando não nos pedem. Mas serão os melhores? Se é bem verdade que “a conselho amigo, não feches o postigo”, também o é “muito ajuda quem não atrapalha”. No que toca ao aleitamento materno todas as pessoas conhecem alguém que já o vivenciou enfatizando aspectos, tidos como certos, e que no fundo não têm razão de ser. São também do conhecimento público ideias estereotipadas relacionadas com este tema. Ao longo da leitura deste livro esclarecemos alguns mitos, verdadeiros ou não sobre o aleitamento materno.
Todos os pais querem o melhor para os filhos e sabem que o leite materno é o melhor, mas pensam sempre na alternativa, caso dê “para o torto”. Mas nem sempre é preciso recorrer a ela! Basta sentar, pensar, procurar literatura adequada e procurar o conselho de quem lida diariamente com estas questões. Uma família informada certamente encontrará no aleitamento materno o melhor início de vida para o seu bebé.
As autoras
Bárbara Sousa e Teresa Pacheco
Enfermeiras, a trabalhar há 8 anos na Área de Saúde Materna e Obstétrica e Conselheiras em Aleitamento Materno, partilham os seus conhecimentos, baseados na investigação e prática diária (com mães, bebés e familiares), oferecendo conselhos práticos e úteis a quem vivencia a amamentação.

MEMÓRIA DAS OPOSIÇÕES (1927-1969) com coordenação de HELOISA PAULA [no âmbito das comemorações do Centenário da República"



No âmbito das Comemorações do Centenário da República foi apresentado por António Arnaut o livro
MEMÓRIA DAS OPOSIÇÕES (1927-1969)
com coordenação de HELOISA PAULO

A sessão decorreu na livraria Minerva, com intervenções de Isabel C. Garcia, Luis Reis Torgal, Manuela Tavares Ribeiro e Heloisa Paulo, mas foi a apresentação de António Arnaut que de uma forma eloquente e comunicativa cativou a atenção dos presentes.


António Arnaut começou por falar da oposição, da memória e das revoltas e de uma forma sucinta e brilhante, fez referencia aos textos dos 10 autores.

"Eu sinto-me bem a falar da oposição porque eu sempre fui e sou da oposição, aprendi em Coimbra a ser da oposição" e "A memória é que nos dá a identidade" e "vivemos durante muitos anos em que o ar que se respirava era de constante revolução".
Os textos de Armando Malheiro da Silva, Augusto Monteiro Valente, Camilo Mortágua, Eugénio de Oliveira, Heloisa Paulo,João Madeira, Luis Bigotte Chorão, Luís Farinha,Manuel Pedroso Marques e Susana Martins foram referidos por António Arnaut que terminou elogiando o contributo que os autores deram para o registo da nossa memória colectiva.
MEMÓRIA DAS OPOSIÇÕES é o nº 19 da Colecção Minerva-História dirigida por Luis Reis Torgal e os seus autores são investigadores do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20)



 O Livro:
Esta obra reúne os textos das comunicações apresentadas em dois colóquios organizados pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) da Universidade de Coimbra nos anos de 2007 e 2008,
(uma edição de MinervaCoimbra o apoio do CEIS20).


 O motivo do primeiro encontro foi a comemoração dos 80 anos da Revolução de Fevereiro de 1927, o primeiro movimento militar contra a ditadura imposta pelo 28 de Maio. O segundo colóquio seguiu o mesmo intuito do primeiro, ou seja, resgatar a memória da oposição a ditadura e ao salazarismo, avançando na linha temporal e deixando para a história futura do movimento oposicionista no Portugal salazarista os depoimentos de alguns dos seus mais destacados combatentes, Eugénio de Oliveira, Manuel Pedroso Marques e Camilo Mortágua. Entre os dois momentos, a semelhança da tentativa de uma acção concertada entre os militares, a grande questão da participação directa ou não de civis, os imprevistos e a falta de resposta de outros sectores militares, ou ainda, civis, o exílio e a repressão brutal contra aqueles que se dignaram a lutar e a combater na defesa de um ideal democrático.

quinta-feira, setembro 30, 2010

CARLOS SIMÕES e VALDEMAR PEIXOTO [9 de Outubro, Coimbra]




Convite

A Galeria Minerva tem o prazer de convidar para a inauguração de pintura de

CARLOS SIMÕES  e VALDEMAR PEIXOTO

Dia 9 de Outubro, pelas 17H30, na Galeria Minerva, Rua de Macau 52
(Bº Norton de Matos) em Coimbra.

A exposição pode ser visitada até ao próximo dia 2 de Outubro.

***

CARLOS SIMÕES
Nasceu em Coimbra e reside em Lisboa desde 1980.
É autodidacta. Começou aos 14 anos a desenhar e pintar para familiares e amigos. Na sua vivência como estudante em Coimbra, conviveu com os amigos Mário Silva, Valdemar Peixoto e os irmãos Victor Matias e Humberto Matias, hoje artistas de prestígio. Frequentou Belas Artes e a Faculdade de Economia de Coimbra e em 1980, por motivos profissionais, instalou a sua vida em Lisboa, onde frequentou cursos de marketing e vendas.
Em 2007, recomeça a actividade como pintor. Em Maio de 2008  expõe numa colectiva, tendo ganho o 1º. Prémio de pintura “João das Regras” em Lisboa.
Em Agosto e Novembro, do mesmo ano, participa em duas colectivas em Coimbra –na Casa da Cultura da CMC e na Associação Cristã da Mocidade.
Em 2009 inicia em Lisboa uma série de 3 exposições individuais – em Abril na CML – Edifício Central, em Junho no Espaço Domínio Público – Concept Space e em Agosto no Espaço cultural da Companhia de Seguros Groupama.
Em Maio de 2009 participa novamente no “Concurso de Artes” – prémio “João das Regras”em colectiva, onde lhe é atribuída uma Menção Honrosa de pintura.
Ainda em 2009 em Novembro realiza no Centro Comercial Dolce Vita em Coimbra – Sala Vitarte –  uma exposição individual.

VALDEMAR PEIXOTO é natural de Coimbra. Estudou desenho e pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto e contactou com artistas como Valdemar Costa e Lúcia Maia.

Participou em inúmeras exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro.

Sobre a sua obra escreve o historiador, escritor e poeta Paulino Mota Tavares:

"O grande poeta latino a quem chamamos Horácio (65.8 A.C.) afirma em seus versos, cheios de vida e beleza, que o mercador do mar agitado, “refaz as embarcações quebradas e é incapaz de sofrer a mediania”.
Assim também o pintor, que luta contra a materialidade das coisas, ele próprio refaz constantemente o mundo, tornando-se incapaz de lhe sofrer os contornos e exactidões. Mais, ele, o artista, sempre interroga as formas e as cores, tudo reconstrói e tudo redime, recusando assim a vulgaridade e a mediania.
O artista aqui, é, naturalmente, Valdemar Peixoto.
Tendo estudado desenho e pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto e contactado com artistas como Valdemar da Costa, desde cedo se deixa atrair pela aguarela, pelo jogo dos volumes, pelo exercício do esfumado, do traço rigoroso, do corpo humano, da sublimidade da cor.

Aprecia Chagall, Picasso, Cézanne, Matisse ou Vieira da Silva e não dispensa a música, compositores como Mozart, Bach, Beethoven, nem deixa de ouvir os magníficos sons da guitarra de Carlos Paredes. Gosta de pintar arquitecturas, barcos, cavalos e cavaleiros, a nudez feminina, turbulências ou figuras tão paradigmáticas como D.Quixote ou Inês de Castro. Interpreta a natureza como um espaço onde o claro-escuro se manifesta e, indefinidamente, se contraria.

Com manchas, linhas geométricas, velaturas, fogo e cinzas, o artista vai construindo ideias e propostas estéticas que nos revelam a tangencia das coisas, ou seja, o imediato sempre a acontecer, a mudar e a interrogar o Homem e a sua mesma circunstância.

Resta-nos olhar e ver os trabalhos de Valdemar Peixoto: obras como “Monumento Azul”, inspirado no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha; “D.Quixote e o seu pequeno Mundo”, “Concerto no Bar”, “O maestro”, “O caos das colunas” ou “O ensaio das coristas”.

A partir desta observação atenta poderemos avaliar liminarmente o talento do artista que interpreta tudo o que o rodeia e que tudo transforma e ilumina.

Mais uma vez, a lembrança: o artista é neste caso e nesta hora, Valdemar Peixoto, a quem agradecemos e vivamente felicitamos."