sábado, abril 19, 2008

Exclusão, solidão e Saúde Mental em debate na MinervaCoimbra

Isabel de Carvalho Garcia, João Maria André, Fidalgo de Freitas e Luísa Magalhães


O psiquiatra Fidalgo de Freitas, de Viseu, e a assistente social Luísa Magalhães, de Setúbal, foram os convidados da segunda sessão do ciclo “A Mente: saúde e bem-estar” organizado pela Edições MinervaCoimbra, Sociedade Portuguesa para o Estudo da Saúde Mental (SPESM) e Serviço de Violência Familiar do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra, no âmbito das Terças-Feiras de Minerva.

Sobre o tema “Exclusão, solidão e Saúde Mental”, Fidalgo de Freitas começou por afirmar que “exclusão leva, logicamente, à solidão, pelo menos na Saúde Mental”. Mas, para além disso, “vivemos numa sociedade de múltiplas exclusões no nosso dia a dia”. A sociedade é, afirmou, “cada vez mais padronizada, mais normalizada” e onde todos temos que ter e fazer as mesmas coisas. “Quem não alinhar, é naturalmente excluído”.

E quando começou a surgir uma exclusão que incomodava, criou-se algo a que se chamou instituições, “com uma facilidade enorme”. Instituições que, afirmou Fidalgo de Freitas, “são como um grande tapete para debaixo do qual vamos varrendo, ou excluindo, os nosso insucessos sociais, económicos, afectivos, tudo o que nos incomoda, tudo o que incomoda a nossa consciência pessoal e colectiva”.

Mas esta situação de exclusão é bem mais dramática no que toca à Saúde Mental. Contrariamente ao que se verifica com doenças que já foram motivo de exclusão como a lepra, a tuberculose e a sida, e que hoje são já tratadas em ambulatório num qualquer hospital, os doentes mentais, 200 anos depois de Pinel, mesmo sendo “os únicos que não são reconhecidamente contagiosos” e que, segundo referem múltiplos estudos, “são estatisticamente menos perigosos do que os ditos ‘normais’”, continuam a ser excluídos mesmo ao nível das doenças ditas leves, como as perturbações emocionais, lamentou ainda o presidente da SPESM.

Luísa Magalhães, por seu turno, começou por referir, em relação ao tema, que, por um lado, “a exclusão ultrapassa a dimensão de caso a ser tratado por psiquiatras”, e por outro, potencia a associação “doença mental, doente mental, estigmatização, marginalização, solidão, exclusão” ou ainda “exclusão, situação de excluído, mal estar social, pessoa em sofrimento, doença mental”. Duas abordagens ao tema que não são opostas, mas que se complementam.

Se o ser humano realiza a sua condição na relação com os outros e só assim se pode constituir e definir como sujeito e como pessoa, a verdade é que a realidade está muito afastada deste ideal a que aspiramos. “As exclusões existem e presentificam-se no nosso quotidiano, se as quisermos ver”, afirmou a assistente social.

Tomando como exemplo a exclusão do mundo do trabalho, Luísa Magalhães recordou que esta leva a outras exclusões, “pois que reduzindo ou anulando os rendimentos, deixa-se os desempregados sem acesso a habitação, alimentação, educação dos filhos, cuidados de saúde ou actividades culturais, entre outros”.

O mesmo acontece com a exclusão pela pobreza, sendo que esta pode existir mesmo quando se tem emprego. O ser excluído da tomada de decisões sobre a própria cidade ou país, o ser excluído de uma verdadeira informação, bem como as exclusões por raça, religião e sexo, e as exclusões relacionadas com as doenças, estigmatizantes, foram outras das questões abordadas por Luísa Magalhães durante a sua intervenção.

A sessão, que contou com o apoio especial da Lilly Portugal, foi comentada por João Maria André, professor universitário e encenador, e fortemente participada pelo público presente que, no final, proporcionou um animado debate com os palestrantes.

Com esta iniciativa, os organizadores pretendem contribuir para um envolvimento mais informado da comunidade, das famílias e do cidadão, mas também para o despertar da consciência do público e dos profissionais para o real ónus das perturbações mentais e dos seus custos em termos humanos, sociais e económicos. Ajudar a derrubar as barreiras associadas ao estigma e à descriminação associadas a estas problemáticas é outro dos objectivos deste ciclo que decorrerá até Maio.

A próxima sessão realiza-se a 29 de Abril e nela será discutida a “Violência familiar e Saúde Mental”, com as contribuições de João Redondo (psiquiatra) e de Madalena Alarcão (psicóloga), ambos de Coimbra.













quarta-feira, abril 16, 2008

MinervaCoimbra edita poesia de Graça Patrão e Jean-Paul Mestas


Diálogo com o Ser
Graça Patrão

Graça Patrão nasceu em Coimbra a 21 de Novembro de 1948. Nesta cidade frequentou o "Círculo de Artes Plásticas", tendo participado na sua primeira exposição em 1964.

Aqui também estudou Filosofia, área em que se licenciou, tendo começado uma carreira de professora no ensino secundário em 1972.

Reside no concelho de Oeiras desde 1978, continuando um percurso que tem transparecido em múltiplas exposições - nos seus azulejos encontramos uma procura pela autenticidade de um caminho existencial que se divide em múltiplas direcções, sobressaindo na virtualidade do ajulejo uma transfiguração constante que se manifesta em diferentes figuras ou formas: são registos do Ser, momentos gravados como riscos de luz, intuições que captam o olhar do outro.

Actualmente é professora de Filosofia na Escola Secundária Amélia Rey Colaço, em Linda-a-Velha, onde coordena um projecto de azulejaria que tem como principal objectivo a educação pela arte.





Sob o friorento olhar do tempo
Jean-Paul Mestas

Jean-Paul Mestas nasceu em Paris em 1925.

Poeta, ensaísta, crítico, antologista, tradutor e conferencista, foi professor de História da Poesia Romena, na Sorbonne.

Traduzido em dezanove línguas, é autor de oitenta obras publicadas em sete países.

terça-feira, abril 15, 2008

Ciclo “A Mente: saúde e bem-estar” continua com “Exclusão, solidão e Saúde Mental”

Realiza-se no próximo dia 15 de Abril a segunda sessão do ciclo “A Mente: saúde e bem-estar” organizado pela Edições MinervaCoimbra, Sociedade Portuguesa para o Estudo da Saúde Mental (SPESM) e Serviço de Violência Familiar do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra, no âmbito das Terças-Feiras de Minerva.

As sessões têm lugar sempre às 21h30, na Livraria Minerva (Rua de Macau, 52 – Bairro Norton de Matos), em Coimbra, sendo a próxima dedicada ao tema “Exclusão, solidão e Saúde Mental”, com as presenças do Dr. Fidalgo de Freitas (Psiquiatra), Viseu, e da Dr.ª Luísa Magalhães (Assistente Social), Setúbal.

Com esta iniciativa, os organizadores pretendem contribuir para um envolvimento mais informado da comunidade, das famílias e do cidadão, ajudando a derrubar as barreiras associadas ao estigma e à descriminação que acompanham estas problemáticas.

A 29 de Abril será discutida a “Violência familiar e Saúde Mental”, com as contribuições do Dr. João Redondo (Psiquiatra), Coimbra, e da Prof.ª Doutora Madalena Alarcão (Psicóloga), Coimbra.

A sessão do dia 13 de Maio será dedicada à “Promoção da Saúde Mental: uma perspectiva desenvolvimental”, com as participações da Dr.ª Beatriz Pena (Pedopsiquiatra), Coimbra, e do Prof. Doutor Rui Paixão (Psicólogo), Coimbra.

O ciclo termina no dia 27 de Maio com uma sessão dedicada ao tema “Saúde Mental: estratégias para a educação e sensibilização do público” que contará com as presenças do Dr. Fernando Almeida (Médico de Saúde Pública), Coimbra, Enf.º Hélder Lourenço, Viseu, e do Prof. Doutor Adriano Vaz Serra (Psiquiatra), Coimbra.

Todas as sessões são comentadas pelo Prof. Doutor João Maria André (Professor de Filosofia e Encenador), Coimbra.

A iniciativa conta com os apoios do Grupo Violência: informação, investigação, intervenção, Rotary Club de Coimbra Santa Clara, Diário de Coimbra, Diário As Beiras, Hotel Dona Inês e Lizarran Coimbra.

sexta-feira, abril 11, 2008

Territorium 14

Única revista sobre riscos publicada em Portugal



Territorium 14
Revista da Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança
Edição: RISCOS – Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança
Distribuição a Assinaturas: Livraria MinervaCoimbra


A importância dos meios de comunicação social para a difusão das notícias sobre manifestação de riscos foi analisada no 3.º Encontro Nacional de Riscos realizado em Mafra, em 24 de Novembro de 2006. Alguns investigadores debruçaram-se sobre o assunto e apresentaram publicamente as suas comunicações. Sob a forma de artigos, publicam-se agora alguns dos trabalhos então apresentados, abrindo assim o número 14 da Territorium.

No entanto, a diversidade temática é, mais uma vez, a riqueza da nossa revista.

Riscos sísmicos, por exemplo, transportam-nos ao terramoto de 1755 e a um raciocínio que muitos fazem — se fosse agora, como se processaria o tsunami no Sul de Portugal, nas costas algarvias, mais concretamente no caso de um espaço urbano como é o de Portimão? Em seguida, trata-se de riscos geomorfológicos a propósito da evolução quaternária da Serra do Gerês, no Norte de Portugal, e das consequências da dinâmica erosiva actual. Interpenetrados com a acção humana, no contexto de uma cultura milenar, os riscos geomorfológicos assumem características muito especiais, que também são estudadas para montanhas do Noroeste de Portugal.

Os riscos litorais também são tratados — a propósito da evolução da antiga ria para a presente laguna de Aveiro, no Centro litoral de Portugal, analisa-se a conjugação de três tipos de processos de sedimentação (fluviais, marinhos e eólicos), ao longo da História, homenageando a memória de Amorim Girão, grande geógrafo português, que foi professor da Universidade de Coimbra, na primeira metade do século XX, e, que, numa perspectiva diferente, em 1922, já havia tratado do tema.

Riscos de incêndios florestais voltam a ser discutidos na Territorium. Uma comparação de políticas relativas a fogos florestais entre Portugal e um Estado do Sul do Brasil (Santa Catarina), aparece lado a lado com um aspecto fundamental da prevenção que é a problemática da investigação de eventuais origens criminosas.

Riscos bem diferentes são os que se relacionam com a saúde. Numa época em que se desenham cenários para enfrentar crises de grandes proporções que possam ocorrer nessa área, a Territorium tem o gosto de publicar dois artigos que se nos afiguram de grande interesse.

No seu décimo quarto ano de publicação, a Territorium aparece tão jovem quanto no primeiro e movimenta o maior número de sempre de autores. Por outro lado, pela primeira vez, apresenta um leque de especialistas em riscos, de renome internacional, que aceitaram integrar a equipa de consultores científicos. É uma honra contar com o apoio de David Petley, Jorge Olcina Cantos, Jurandyr Ross, Ricardo Alvarez, Lúcio Cunha e Yvette Veyret nesta aventura de ir publicando, anualmente, em Portugal, uma revista sobre riscos.

Fernando Rebelo (Director)
Nota de Abertura


ÍNDICE

Fernando Rebelo
Nota de Abertura

João Figueira
Uma união de factos contemporânea: jornalismo e situações de risco

Maria João Silveirinha
A vida no arame. A mediatização do risco

Fantina Tedim, João Gonçalves
Simultaion of the 1755 tsunami flooding area in the Algarve (southern Portugal): the case-study of Portimão

António S. Pedrosa, B. S. Marques, B. Martins, J. H. Sousa
Quaternary evolution of the Serra do Marão and its consequences in the present

Andreia Pereira, António S. Pedrosa
Paisagem cultural das montanhas do Noroeste de Portugal: um ciclo de construção, desestruturação e reconversão

Fernando Rebelo
O risco de sedimentação na laguna de Aveiro: leitura actual de um texto de Amorim Girão (1922)

Fantina Tedim, Maria Lúcia de Paula Herrmann
A comparative analisys of forest fire policies in protected areas in Portugal and in the state of Santa Catarina (Brazil): a general approach

António Bento Gonçalves, Luciano Lourenço, João Dias
Manifestação do risco de incêndio florestal. Causas e investigação criminal

Lúcio Meneses de Almeida
Comunicação do risco e gestão da ameaça pandémica

Romero Bandeira, Ana Mafalda Reis, Rui Ponce Leão, Sara Gandra, Romero Gandra
O serviço de saúde nos bombeiros. Sua importância, da Univítima à Medicina de Catástrofe

Notas, notícias e recensões:

Luciano Lourenço
Riscos naturais, antrópicos e mistos

Gisela Oliveira
Comunicar numa situação de emergência ou de crise

Luís Manuel Guerra Neri
Curso sobre catástrofes naturais

Fernando Rebelo
Socalcos e riscos naturais estudados no âmbito do Projecto Europeu Terrisc

Fernando Rebelo
Incêndios florestais e suas consequências discutidos nas VI Jornadas Nacionais do PROSEPE

quarta-feira, abril 09, 2008

Serviços de Saúde Mental devem ter proximidade com serviços de Saúde gerais



Os problemas mentais já não dizem respeito apenas a um número reduzido de pessoas — que há algumas décadas eram quase compulsivamente internadas em grandes instituições —, mas sim a toda a população de uma forma geral.

Isto mesmo realçou o psiquiatra António Leuschner durante a primeira sessão do ciclo "A Mente: saúde e bem estar", que a Sociedade Portuguesa para o Estudo da Saúde Mental, o Serviço de Violência Familiar do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra e as Edições MinervaCoimbra estão a promover no âmbito das Terças-Feiras de Minerva.

Para o presidente do Conselho de Administração do Hospital Magalhães de Lemos, do Porto, desde que em 1948 a Organização Mundial da Saúde definiu Saúde como um estado completo de bem estar físico, mental e social, que se tornou claro que a Saúde Mental é uma das suas componentes fundamentais. Desde logo "porque inclui o sentido da percepção da qualidade de vida e da Saúde das pessoas".

António Leuschner distinguiu, no entanto, "Saúde Mental positiva — entendida como a saúde mental universal — de Saúde Mental negativa — entendida como as perturbações mentais", e referiu que "é nesta dualidade que devemos aperceber-nos de como é que os serviços de Saúde se devem ajustar para dar resposta a estas necessidades".

De acordo com o psiquiatra, "a maior parte das pessoas que tem algum tipo de perturbações — como ansiedade ou tristeza —, que causam algum sofrimento, ultrapassam-nas naturalmente. O problema surge quando tal não sucede". Para António Leuschner, "a esmagadora maioria das situações não são as que exigem respostas mais especializadas, mas aquelas que estão no meio de todos nós", e por isso, essas respostas, "têm que ter a maior proximidade possível". Segundo defendeu, "a resposta ideal deve ser considerada em paralelo com as respostas aos problemas de Saúde em geral" e "os serviços de Saúde Mental devem ter proximidade com serviços de Saúde gerais".

Por sua vez, o psiquiatra Álvaro Carvalho, ex-director dos Serviços de Saúde Mental da Direcção-Geral da Saúde, recordou que em 1990 as três principais causas de incapacidade para a actividade produtiva na população activa eram as infecções respiratórias, diarreias e situações perinatais. A depressão major, que conduz muitas vezes ao suicídio, surgia em 4.º lugar, enquanto a perturbação bipolar, a esquizofrenia, a perturbação obsessivo-compulsiva, as perturbações de pânico e o stresse pós-traumático estavam abaixo do 20.º lugar.

No entanto, e de acordo com estudos realizados por vários especialistas, para 2020 prevê-se que depressão major esteja em 2.º lugar e todas as outras patologias da área da saúde mental subam também no ranking das causas de incapacidade na população activa.

De acordo com dados internacionais, entre as 10 principais causas de incapacidade entre os 15 e os 44 anos surgem, nas mulheres, a depressão major e a esquizofrenia, nos dois primeiros lugares, e a perturbação bipolar e perturbação obsessivo-compulsiva logo abaixo. Já nos homens a depressão surge em 3.º e a esquizofrenia em 5.º lugar, enquanto a perturbação bipolar aparece em 9.º lugar.

"Se as políticas dos governos se fizessem em função destes dados, provavelmente as prioridades seriam outras", afirmou o especialista. Segundo dados de um outro estudo inglês, revelados também por Álvaro Carvalho, na comunidade haverá, por ano, entre 25 a 30 por cento de pessoas com um qualquer problema de Saúde Mental. Entre estes, 22 por cento têm consciência desses problemas e recorrem ao médico de família, onde apenas 10 por cento da problemática é reconhecida e tratada. Finalmente, destes 10 por cento, apenas quatro por cento necessitam de cuidados de Saúde diferenciados psiquiátricos e apenas 0,5 necessita de internamento.

Estes dados de evidência científica permitem saber quantos profissionais são necessários e em que tipo de serviços de Saúde se devem localizar para melhor responderem às necessidades de Saúde Mental da população.

A sessão foi comentada por João Maria André, professor de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e encenador, que estará presente ao longo de todo o ciclo que visa proporcionar um envolvimento mais informado da comunidade, das famílias e do cidadão nesta problemática da Saúde Mental.







terça-feira, abril 08, 2008

segunda-feira, abril 07, 2008

"Chá com Lágrimas" propõe uma tarde com Rosas

“Chá com Rosas” é o título do próximo chá integrado no ciclo "Chá com Lágrimas".

Durante a sessão, a Prof.ª Doutora Maria José Azevedo Santos falará sobre "Saber ler e escrever no século da Rainha Santa Isabel". Seguidamente, Maria Manuel Almeida lerá poesia, terminando o programa com música medieval.

A sessão realiza-se no próximo dia 10 de Abril, quinta-feira, na Sala Jardim do Hotel Quinta das Lágrimas, às 17h30.

O "Chá com Lágrimas" é a mais recente criação da Fundação Inês de Castro, das Edições MinervaCoimbra e do Hotel Quinta das Lágrimas, e tem por objectivo relembrar a ambiência das velhas tertúlias coimbrãs, razão que explica o espaço dado ao diálogo artístico e cultural, num clima da maior informalidade. A iniciativa conta ainda com o apoio da Empresa Municipal de Turismo.

O tema do próximo “Chá com Lágrimas” é a Música, em Maio, encerrando a primeira temporada da iniciativa.

As inscrições para o "Chá com Rosas" poderão ser feitas na recepção do hotel ou por telefone, através do 239 802 380.

domingo, abril 06, 2008

MinervaCoimbra lançam primeiro livro em Portugal sobre comunidades online



As Edições MinervaCoimbra acabam de lançar o livro “Comunidades online de sucesso”, da autoria de António Filipe, o primeiro em português sobre estratégias que favorecem a sustentabilidade das comunidades de aprendizagem colaborativa online capazes de formar as estratégias de Elearning bem sucedidas, independentemente da tecnologia utilizada ou do contexto onde ocorrem as aprendizagens.

O Elearning em Portugal tem-se tornado muito popular na actualidade. No entanto, é uma estratégia já muito familiar no contexto educativo e da formação profissional desde os anos 90. Apesar da crescente evolução das tecnologias baseadas na internet e da proliferação das estratégias de Elearning, quer nas universidades quer na formação profissional, os resultados ainda são muito tímidos para que se consiga convencer o público estudantil das suas reais vantagens e da mudança cultural que se impõe.

Segundo o autor “as estratégias de Elearning bem sucedidas decorrem sempre de uma actividade da e-moderação consciente, emotiva e bem planeada, onde o sentido de comunidade nas interacções colaborativas online é um indicador determinante do sucesso das próprias estratégias”.

As comunidades de aprendizagem colaborativa não existem por si só, refere António Filipe. “Exigem um impulso de desenvolvimento e um esforço de moderação adequados à diversidade de contextos e de estilos de aprendizagem dos alunos”.

Mas “para atingirem a configuração de uma identidade colectiva têm de se constituir em função de quatro dimensões: espírito, confiança, interacção e expectativas e objectivos comuns”.

Contudo, alerta, “é importante ressalvar que a promoção de níveis elevados de participação/interacção tem muito menos impacto no desenvolvimento do sentido de comunidade do que a promoção da qualidade das interacções”.

A qualidade das interacções entre os membros de uma comunidade colaborativa depende muitas vezes de factores internos, tais como a diversidade de estilos de aprendizagem, personalidades e conhecimentos prévios, diferentes padrões de comunicação, receio da crítica e de retaliação, ou ainda, pouco à vontade em dar feedbacks honestos que possam ser mal interpretados ou pouco aceites. “Nesta dimensão o professor tem um papel importante na moderação e suavização destes factores, desimpedindo os canais afectivos e de comunicação”.

António Filipe salienta ainda que “a qualidade das interacções, que os alunos experimentam, é vital para que consigam sentir satisfação pelo que fazem e aprendam durante o tempo necessário até concluírem as suas actividades. É aqui que a e-moderação assume um papel imprescindível na regulação da qualidade dessas interacções garantindo que nenhuma ponta da rede de interacções fique solta”.




sábado, abril 05, 2008

Daniel e o Bicho da Lanterna




As Edições MinervaCoimbra promoveram recentemente em Lisboa o lançamento do livro infantil DANIEL E O BICHO DA LANTERNA, de Noémia Malva Novais, com ilustrações de Inês Massano.

A apresentação esteve a cargo da jornalista Daniela Santiago e a sessão decorreu na FNAC Colombo.

“Daniel e o Bicho da Lanterna” é o primeiro livro de literatura infantil publicado pelas Edições MinervaCoimbra no âmbito da colecção Letras Pequenas.

A escrita de Noémia Malva Novais e a ilustração de Inês Massano convivem harmoniosamente neste pequeno livro feito a pensar nas crianças que gostam de ouvir histórias e nos pais que têm pouco tempo para as contar.





sexta-feira, abril 04, 2008

Pintura de Sérgio O. Sá na Galeria Minerva


A Galeria Minerva Coimbra inaugura no próximo sábado, dia 5 de Abril, pelas 18h00, a exposição de pintura “Reflexos em (De)Composição”, de Sérgio O. Sá.

A exposição estará patente até ao dia 30 de Abril, na Galeria Minerva Coimbra (Rua de Macau, 52 – Bairro Norton de Matos), de segunda-feira a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00.


Sérgio O. Sá nasceu em 1943. Por força das múltiplas dificuldades em que cresceu, teve de ir trabalhar com 13 anos de idade, vindo a exercer ao longo do seu tempo, diversas actividades, incluindo a de carpinteiro, na construção civil, e a de docente, no ensino público oficial. Tinha já 25 anos quando teve, finalmente, oportunidade de iniciar os estudos liceais. Deu-lhes continuidade e, sempre como estudante trabalhador, seguiu depois estudos superiores. Em 1982 concluiu licenciatura em Artes Plásticas. Mais tarde mestrado em História da Arte.
Como artista plástico, desde 1970, então autodidacta, que vem apresentando ao público os seus trabalhos, sendo esta a sua 50.ª exposição individual. Em mostras colectivas conta com mais de duas centenas e meia de participações.

Alguns dos locais onde a sua obra esteve exposta
Lisboa: Fund. Calouste Gulbenkian; Soc. Nac. Belas Artes; Museu da Água; Fórum Picoas. Porto: Museu Soares dos Reis; Coop. Árvore; Palácio da Bolsa; Galeria da Praça; Galeria Lóios. Amadora: Bienais de Gravura e exposições de Escultura de Ar Livre. Aveiro: Museu de Aveiro. Braga: Museu Nogueira da Silva. Estoril: Salões de Arte Moderna, da Primavera; do Outono. Évora: Festivais de Gravura. Guarda: Museu Regional; Paço da Cultura. Guimarães: Museu Alberto Sampaio. Lagos: Salão de Arte de Lagos “SAL 85”. Maia: Arte Contemporânea da Galiza e Norte de Portugal. Silves: Arte Portuguesa Contemporânea “Algarve 88”. V.N.Cerveira: 2ª,3ª,4ª Bienais de Arte. Viseu: Museu Grão Vasco. Argentina-Quilmes: Centro de Arte Moderno. Brasil-São Paulo: Museu de Arte Brasileira. Coreia do Sul: Universidade de Seoul. Espanha: Bienal Copy Art - Barcelona; Escuela de Artes Aplicadas y Ofícios Artísticos - A Coruña; Galeria Anagma - Valência; Galeria Brita Prinz - Madrid; Museo de Ferrol. Egipto-Cairo: National Center of Fine Arts. França: Grand Palais - Paris; Salão “Saga 95”- Porte de Versailles; Château Royal de Collioure. Itália-Réggio: Centro Internazional di Arti e di Cultura; “Arte Fiera 93” (Feira Internacional de Arte) - Bologna. Japão-Fukuoka: Gallery Oishi e Gallery Fukuda. Lituânia-Vilnius: International Minigraphics. Macedónia-Bitola: International Triennial of Graphic Art. México: Museo de la Estampa. Polónia-Lodz: Panstwowa Galeria Sztuki. U.S.A.-Boston: Northeastern University. E ainda noutros locais de Andorra, Argentina, Bélgica, Brasil, Colômbia, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Japão, Portugal, Roménia e U.S.A.
Obras suas fazem parte de colecções particulares em diversos países e de colecções públicas em Argentina, Egipto, Espanha, Itália, Lituânia Polónia e Portugal.
Com algumas distinções em pintura, escultura e obra gráfica, o seu nome é referenciado em bibliografia originária de Portugal, Inglaterra, Itália e Brasil.







EXCERTOS DE NOTAS CRÍTICAS

«(…) Sérgio Sá avançou de uma pintura impressionista para uma síntese da realidade em que as manchas sugerem o objecto tratado, particularmente executado em minúsculas formas geométricas que são suporte da perspectiva (…).»
In O Primeiro de Janeiro, Jan. de 1976.

«(…) Encontramo-nos com uma obra em que se associam, numa síntese bem conseguida, acentos de dramatismo com acentos de lirismo que, longe de se estabelecerem contraditoriamente, se afirmam numa tensão que a enriquece (…).»
Joaquim Matos Chaves in catálogo da exposição O Dizer da Matéria, 1981.

«(…) Depara-se-nos, assim, um conjunto que concilia acusadas propensões expressionistas com declaradas referências de índole construtiva numa síntese capaz de efeitos que propiciam sugestões que, não sendo unívocas, favorecem, por sua vez, juízos ambivalentes, susceptíveis de estesias plenas (…).»
Joaquim Matos Chaves in catálogo da exposição Memórias, 1987.

«(…) não sendo um pintor da figuração, não o será do abstracto, em absoluto; afinal a sua pintura conta-nos histórias, dá-nos sugestões, traduz formas de dizer e de sentir… É uma expressão viabilizada pela sua própria feitura, em que abunda a intenção, o apelo à interpretação, ao sentir e, sobretudo, à imagem poética (…).»
Carlos Lança in Letras & Letras, Nov. de 1991.

«(…) Poder-se-á então dizer que a obra de Sérgio Sá mostra claramente uma evidência de coerência e autenticidade que nos é grato registar e que em última análise atesta e é certificado da qualidade estética deste operador plástico. Ser igual a si próprio, ou seja, pintar pintando-se, o que é, em análise serena e consistente, garantia de honestidade pessoal e profissional (…).»
José Coelho dos Santos in catálogo da exposição 20 Anos de Obra Gráfica, 1993.

«(…) uma pintura que corporiza o desejo incontido de um encontro entre o concreto e o abstracto, ou entre o objectivo e o subjectivo, ou, como preferirá Sérgio Sá, entre o sentir e o pensar… (…) O espaço, nascido de uma familiaridade sensorial afectiva, de homem-meio, tende a libertar-se do sentido denotativo para privilegiar uma outra esfera semântica, o da conotação, que assinala o desvio onde a sua arte se instala (…).»
Joaquim Matos in catálogo da exposição 25 Anos – 25 Obras, 1994.

«(…) Partiendo de referentes concretos, su pintura se nos presenta, a partir de cierto momento, con la autonomia propia de la distancia de la realidade de onde partió. Abandona el acto de la representación, los cauces del naturalismo y el realismo, representándose a sí misma. Preocupado por los valores del espacio y la materia, imprime a sus cuadros la fuerza enigmática de las masas abigarradas y deja em el lienzo una ventana abierta, um vacio por el que seguirán discurriendo sus preocupaciones estéticas.»
In Diario de Pontevedra, Ag. de 1994.

«(…) A sua força reside, do nosso ponto de vista, na permanente procura de uma realidade que nos transcende, bela e inacessível, fugaz e ilusória, mas em todo o caso uma realidade que se identifica com a síntese do Ser, explicitada de significações e de imagens que, em regra, nos fogem. (…) A maneira como confirma naturalmente os valores formais e pictóricos, substantivos e adjectivos, revela uma personalidade artística de invulgar determinação, de constância e singularidade, informativa, comunicante e criativa, mas sobretudo autêntica e real (…).»
Sérgio Mourão in O Comércio do Porto, Set. de 1994.

«(…) A partir do importante (porque decisivo) momento da sua carreira que foi o início dos Anos oitenta, a sua obra, embora possa ter como substrato referentes concretos, acaba por deles se desobrigar, pelo menos no que respeita aos aspectos exteriores desses referentes. Já não retrata situações; procura antes criá-las (…).»
Isabel Saraiva in catálogo da exposição Momentos de um Percurso, 1995.

«(…) demos pela pintura de Sérgio Sá há anos, em Bolonha, quando uma pequena multidão de alunos de Belas Artes se amontoava em frente de uma tela que este Mestre aí expunha. Aqueles estudantes, órfãos, como nós, de velhas civilizações, estavam fascinados ante aquela pintura que, em cores quentes e meridionais, transmitia uma poética emergente de um passado em desagregação (…).»
Agostinho Oliveira in catálogo da exposição Fragmentos, 1997.

«(…) pintura que altrapassa os limites da contemporaneidade e excede, no seu absoluto, a leitura de qualquer expressão literária. Ela tem – como a de outras masterpieces – a sua leitura própria. Adquiriu uma expressão autónoma de comunicação visual, onde quaisquer das suas muitas evidências de perfeccionismo técnico se diluem na intensidade sinestética da estrutura compositiva e nas sugerências que dela decorrem (…).»
José-Luís Ferreira in catálogo da exposição 30 Anos – 30 Obras, 2000.

quinta-feira, abril 03, 2008

Lançamento em Coimbra de "Comunidades online de sucesso"

Primeira obra sobre o tema editada em Portugal














Comunidades online de sucesso
António Filipe


A separação física dos estudantes nos cursos de ensino superior com suporte online, fragiliza o desenvolvimento do sentido de comunidade e aumenta o aparecimento de sentimentos como o isolamento, a distracção e um grande vazio de atenção personalizada e imediata, reduzindo drasticamente o esforço de persistência dos alunos e a permanência nos cursos.

No aperfeiçoamento de comunidades colaborativas online é necessário ter sempre em conta factores que influenciam a interacção entre os participantes e que passam pela experiência online, estilos de aprendizagem, experiência tecnológica, estilos de comunicação e de percepção.

Podemos destacar 3 dos factores mais importantes que influenciam o sentido de comunidade e o grau de satisfação dos participantes:
. A imediaticidade das interacções;
. A presença social;
. A interacção.

As comunidades de aprendizagem colaborativa não existem por si só; exigem um impulso de desenvolvimento e um esforço de moderação adequados à diversidade de contextos e de estilos de aprendizagem dos alunos.
Para atingirem a configuração de uma identidade colectiva têm de se constituir em função de quatro dimensões: espírito, confiança, interacção e expectativas e objectivos comuns.

Contudo é importante ressalvar que a promoção de níveis elevados de participação/interacção tem muito menos impacto no desenvolvimento do sentido de comunidade do que a promoção da qualidade das interacções.

A qualidade das interacções entre os membros de uma comunidade colaborativa depende muitas vezes de factores internos, tais como: diversidade de estilos de aprendizagem, personalidades e conhecimentos prévios, diferentes padrões de comunicação, receio da crítica e de retaliação, ou ainda, pouco à vontade em dar feedbacks honestos que possam ser mal interpretados ou pouco aceites. Nesta dimensão o professor tem um papel importante na moderação e suavização destes factores, desimpedindo os canais afectivos e de comunicação.

A qualidade das interacções, que os alunos experimentam, é vital para que consigam sentir satisfação pelo que fazem e aprendem durante o tempo necessário até concluírem as suas actividades. É aqui que a e-moderação assume um papel imprescindível na regulação da qualidade dessas interacções garantindo que nenhuma ponta da rede de interacções fique solta.

A e-moderação constitui-se como um factor crítico no sucesso das comunidades online.

António Filipe (2008)



António Filipe é mestre em Didáctica e Tecnologia Educativa, na especialidade de Multimédia Aveiro. É especialista em Metodologias de Elearning e Comunidades Colaborativas Online, com duas pós-graduações neste campo: uma pela Universidade de Aveiro e outra pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. É investigador bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia, no âmbito do doutoramento em Design, na especialidade de Design de Interacção em HCI (Human-Computer Interfaces), no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.
É membro da International Association for Developement of the Information Society, com diversas refree em congressos internacionais ibero-americanos na área das Comunidades de Colaboração e Aprendizagem Online.
É coordenador e tutor especialista na área do Elearning em diversas instituições do ensino superior e empresariais.
É docente da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra desde 2000, nos cursos de licenciatura em Arte e Design e em Comunicação e Design Multimédia. Acumula funções de coordenador científico para a formação profissional da empresa Teleformar – especializada em Formação e Sistemas Informáticos.
Tem experiência em formação profissional de formadores em diversos cursos tecnológicos do IFP, e é consultor especialista em Elearning em diversas instituições empresariais ligadas à formação profissional e educacional.

terça-feira, abril 01, 2008

DIa Mundial do Livro Infantil na Livraria Minerva


A Livraria Minerva (Rua da Macau, 52 - Bairro Norton de Matos) promove dia 2 de Abril, Dia Mundial do Livro Infantil, uma sessão dedicada às crianças.

Entre as 17h00 e as 19h30 haverá leitura de histórias infantis por Luisa Sequeira e estarão presentes Noémia Malva Novais, autora do livro "Daniel e o Bicho da Lanterna", e Inês Massano, ilustradora, para uma sessão de autógrafos.

segunda-feira, março 31, 2008

Terças-Feiras de Minerva iniciam ciclo “A Mente: saúde e bem-estar”

As Edições MinervaCoimbra, a Sociedade Portuguesa para o Estudo da Saúde Mental (SPESM) e o Serviço de Violência Familiar do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra vão promover um ciclo intitulado “A Mente: saúde e bem-estar”, integrado nas Terças-Feiras de Minerva. Para um envolvimento mais informado da comunidade, das famílias e do cidadão.

As sessões terão lugar sempre às 21h30, na Livraria Minerva (Rua de Macau, 52 – Bairro Norton de Matos), em Coimbra, sendo a primeira no próximo dia 1 de Abril. Subordinada ao tema “Perturbações mentais comuns e princípios dos cuidados em Saúde Mental”, esta primeira sessão tem como convidados o Dr. Álvaro Carvalho (Psiquiatra), Lisboa, e o Dr. António Leuchner (Psiquiatra), Porto.

O ciclo prossegue a 15 de Abril com o tema “Exclusão, solidão e Saúde Mental”, com as presenças do Dr. Fidalgo de Freitas (Psiquiatra), Viseu, e da Dr.ª Luísa Magalhães (Assistente Social), Setúbal.

A 29 de Abril será discutida a “Violência familiar e Saúde Mental”, com as contribuições do Dr. João Redondo (Psiquiatra), Coimbra, e da Prof.ª Doutora Madalena Alarcão (Psicóloga), Coimbra.

O ciclo “A Mente: saúde e bem-estar” continua em Maio, com uma sessão no dia 13 dedicada à “Promoção da Saúde Mental: uma perspectiva desenvolvimental”. Participam nesta sessão a Dr.ª Beatriz Pena (Pedopsiquiatra), Coimbra, e o Prof. Doutor Rui Paixão (Psicólogo), Coimbra.

O ciclo termina no dia 27 de Maio com uma sessão dedicada ao tema “Saúde Mental: estratégias para a educação e sensibilização do público” que contará com as presenças do Dr. Fernando Almeida (Médico de Saúde Pública), Coimbra, Enf.º Hélder Lourenço, Viseu, e do Prof. Doutor Adriano Vaz Serra (Psiquiatra), Coimbra.

Todas as sessões serão comentadas pelo Prof. Doutor João Maria André (Professor de Filosofia e Encenador), Coimbra.

A iniciativa conta com os apoios do Grupo Violência: informação, investigação, intervenção, Rotary Club de Coimbra Santa Clara, Diário de Coimbra, Diário As Beiras, Hotel Dona Inês e Lizarran Coimbra.



“Os conceitos de saúde mental abrangem, entre outras coisas, o bem-estar subjectivo, a auto-eficácia percebida, a autonomia, a competência, a dependência intergeracional e a auto-realização do potencial intelectual e emocional da pessoa. Numa perspectiva transcultural, é quase impossível definir saúde mental de uma forma completa. De um modo geral, porém, concorda-se quanto ao facto de que a saúde mental é algo mais do que a ausência de perturbações mentais.
É importante compreender a saúde mental e, de um modo mais geral, o funcionamento mental, porque aí reside a base sobre a qual se formará uma compreensão mais completa do desenvolvimento das perturbações mentais e comportamentais… Está a tornar-se cada vez mais claro que o funcionamento mental tem um substrato fisiológico e está indissociavelmente ligado ao funcionamento físico e social e aos ganhos em saúde (…).
Os cuidados a pessoas com perturbações mentais e comportamentais reflectiram sempre os valores sociais predominantes em relação à percepção social dessas doenças. Ao longo dos séculos, os portadores de perturbações mentais e comportamentais foram tratados de diferentes maneiras.
Foi-lhes atribuído um estatuto elevado nas sociedades que acreditavam serem eles os intermediários junto dos deuses e dos mortos. Na Europa medieval, foram maltratados e queimados na fogueira… Na Europa, o século XIX foi testemunha de tendências divergentes. Por um lado, consideravam-se as doenças mentais como tema legítimo para a investigação científica: a psiquiatria prosperou como um ramo da medicina e as pessoas com perturbações mentais eram consideradas doentes da medicina. Por outro lado, os portadores de perturbações mentais, como os de muitas outras doenças e formas indesejáveis de comportamento social, eram isolados da sociedade em grandes instituições de tipo carcerário, os hospitais estatais para doentes mentais, outrora conhecidos como asilos de loucos. Essas tendencias vieram a ser exportadas para a África, as Américas e a Ásia. Durante a segunda metade do século XX, ocorreu uma mudança no paradigma dos cuidados em saúde mental, devido, em grande parte, a três factores independentes:
• A psicofarmacologia fez progressos significativos, com a descoberta de novas classes de drogas, particularmente neurolépticos e antidepressivos, bem como foram desenvolvidas novas modalidades de intervenção psicossocial.
• O movimento a favor dos direitos humanos converteu-se num fenómeno verdadeiramente internacional, sob a égide da recém-criada Organização das Nações Unidas, e a democracia avançou em todo o globo, embora a diferentes velocidades (Merkl, 1993).
• Componentes sociais e mentais foram incorporados com firmeza na definição de saúde da recém-criada OMS, em 1948”.

in “Relatório Mundial da Saúde. Saúde mental: nova concepção, nova esperança” (Cap. 3. A Resolução de problemas de Saúde Mental. Um paradigma em mudança)


“Os estudos epidemiológicos realizados nos últimos 15 anos provam que as perturbações psiquiátricas e os problemas de saúde mental se tornaram a principal causa de incapacidade, e uma das principais causas de morbilidade, nas sociedades actuais. Em todo o mundo, as perturbações mentais são responsáveis por uma média de 31% dos anos vividos com incapacidade, valor que chega a índices ao redor de 40% na Europa (WHO, 2001). Segundo o estudo “The Global Burden of Disease” realizado pela Organização Mundial de Saúde e por investigadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, utilizando como medida o número de anos perdidos por incapacidade ou morte prematura, situações como as perturbações depressivas e as doenças cardiovasculares estão rapidamente a substituir as doenças infecto-contagiosas. Esta “transição epidemiológica” tem vindo a ocorrer, na maioria das vezes, sem a devida consideração dos especialistas no planeamento de serviços e programas de saúde.
A carga das perturbações mentais como a depressão, dependência do álcool e esquizofrenia, foi seriamente subestimada no passado, devido ao facto de as abordagens tradicionais apenas considerarem os índices de mortalidade, ignorando o número de anos vividos com incapacidade provocada pela doença. Embora as perturbações mentais causem pouco mais de 1% das mortes, mais de 12% da incapacidade por doenças em geral a nível mundial deve-se a estas perturbações (este número cresce para 24% na Europa).
Das 10 principais causas de incapacidade, cinco são perturbações psiquiátricas. As previsões apontam para um aumento significativo das perturbações mentais no futuro. O envelhecimento da população tem levado a um aumento da frequência de quadros demenciais e da consequente procura de cuidados especializados. Por outro lado, a faixa etária economicamente activa sofre forte impacto de graves problemas sociais como o desemprego, violência, pobreza e desigualdade social, o que a torna muito mais vulnerável a quadros relacionados com o stress. Apesar da alta prevalência das perturbações mentais os mitos sobre a doença mental e a estigmatização do doente continuam a persistir, mesmo entre profissionais da área de saúde, sendo ainda muito grande o desconhecimento sobre o progresso ocorrido nas últimas décadas quanto ao diagnóstico e, sobretudo, ao tratamento destas perturbações. Por esta razão, em muitos países, a saúde mental tem sido uma área muito negligenciada dentro do conjunto dos serviços de saúde e o doente mental ainda hoje continua a ser vítima de vários tipos de discriminação.
Incluir a saúde mental na agenda de saúde pública e assegurar a todas as populações o acesso a serviços de saúde mental modernos e de qualidade tornou-se, assim, nos dias de hoje, um objectivo inadiável em todo o mundo”.

in “Reestruturação e Desenvolvimento Dos Serviços de Saúde Mental em Portugal. Plano de Acção 2007 – 2016”. Comissão Nacional para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental” (pag 12)

sexta-feira, março 28, 2008

Concurso de fotografia "A Cidade e o Livro"

Premiados: Paulo Ricardo Cruz (1.º prémio), Ana Rita Carvalho (organizadora),
Anneelise Crippa (2.º prémio) e Cláudia Pereira (3.º prémio)



A Livraria Minerva, em parceria com o Instituto Técnico Artístico e Profissional de Coimbra (ITAP), promoveram o concurso de fotografia “A Cidade e o Livro”, cujos trabalhos estão patentes até 5 de Abril, na Galeria Minerva.

Os vencedores do concurso foram Paulo Ricardo Cruz, 1.º prémio, Anneelise Crippa, 2.º prémio, e Cláudia Pereira, 3.º prémio.

O júri atribuiu ainda duas menções honrosas a Vítor Pereira e Raquel Teixeira.

O tema do concurso pretendeu explorar o universo literário, numa iniciativa que teve como objectivo pôr à prova a criatividade dos participantes na forma como vêem o livro, a cidade e o seu potencial enquanto criativos fotográficos.

O júri do concurso foi constituído por Paulo Calhau, Cristina Santiago, Vítor Garcia, Ana Rita Carvalho, Isabel de Carvalho Garcia e Carlos Jorge Monteiro.

Aquando da sessão de entrega dos prémios, realizou-se na Livraria Minerva, inserido das Terças-Feiras de Minerva, um workshop sobre fotografia conduzido por Vítor Garcia.

Estes eventos foram organizados por Ana Rita Carvalho, finalista do Curso Técnico de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade do ITAP, no âmbito da sua prova de aptidão profissional.




Júri: Paulo Calhau, Cristina Santiago, Vítor Garcia, Ana Rita Carvalho,
Isabel de Carvalho Garcia e Carlos Jorge Monteiro






quarta-feira, março 19, 2008

Lançamento em Lisboa de "Daniel e o Bicho da Lanterna"

Infografia da Imprensa apresentado em Lisboa


As Edições MinervaCoimbra promoveram, na Hemeroteca Municipal de Lisboa, a apresentação do livro INFOGRAFIA DA IMPRENSA - História e análise ibérica comparada, de Susana Almeida Ribeiro (jornalista do publico.pt), cuja apresentação esteve a cargo de António Granado (jornalista do Público e professor universitário).

INFOGRAFIA DA IMPRENSA - História e análise ibérica comparada é o n.º 51 da Colecção Comunicação, das Edições MinervaCoimbra, dirigida por Mário Mesquita.




terça-feira, março 18, 2008

Minerva promove oficina de fotografia

A MinervaCoimbra promove no próximo dia 25 de Março uma oficina de fotografia com Vítor Garcia.

A sessão terá início às 16 horas e decorrerá na Livraria Minerva (Rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra

No final serão escolhidos os 1.º, 2.º e 3.º lugares dos vencedores do concurso de fotografia "A Cidade e o Livro" promovido pela Livraria Minerva em parceria com o Instituto Técnico Artístico e Profissional de Coimbra (ITAP).

O júri do concurso inclui profissionais e individualidades com reconhecidas provas no mundo da fotografia. Haverá um prémio surpresa para o melhor trabalho a concurso e as dez melhores fotografias ficarão expostas na Galeria Minerva até ao dia 2 de Abril.

Este evento é organizado por Ana Rita Carvalho, finalista do Curso Técnico de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade do ITAP, no âmbito da sua prova de aptidão profissional.

segunda-feira, março 17, 2008

Termina amanhã prazo de entrega de fotografias para concurso "A Cidade e o Livro"



A Livraria Minerva, em parceria com o Instituto Técnico Artístico e Profissional de Coimbra (ITAP), está a promover o concurso de fotografia “A Cidade e o Livro”, cujos trabalhos serão exibidos ao público de 24 de Março a 2 de Abril, na Galeria Minerva, e cujo tema pretende explorar o universo literário. Uma iniciativa que pretende pôr à prova a criatividade dos participantes na forma como vêem o livro, a cidade e o seu potencial enquanto criativos fotográficos.

As fotografias, em formato digital, com uma resolução mínima de 1600×1200 pixeis, em cor ou preto e branco, deverão ser entregues até ao dia 18 de Março de 2008, por e-mail para minervaeventos@gmail.com, acompanhadas da identificação do autor, contendo o nome, telefone, e-mail e o título da obra (facultativo).

O júri do concurso inclui profissionais e individualidades com reconhecidas provas no mundo da fotografia. Haverá um prémio surpresa para o melhor trabalho a concurso e as dez melhores fotografias ficarão temporariamente expostas na Galeria.

Estes evento é organizado por Ana Rita Carvalho, finalista do Curso Técnico de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade do ITAP, no âmbito da sua prova de aptidão profissional.



Concurso de Fotografia
“A Cidade e o Livro”

Regulamento

Preâmbulo
Com o presente regulamento se definem as regras do Concurso de Fotografia a realizar no âmbito da Prova de Aptidão Profissional da aluna Ana Rita Carvalho, finalista do Instituto Técnico Artístico e Profissional de Coimbra - ITAP, em parceria com a Livraria Minerva, que culminará com uma exposição a realizar entre 24 de Março a 2 Abril de 2008.

Artigo 1.º
Objecto e Tema
Propõe-se realizar um Concurso de Fotografia, com especial relevância à Cidade de Coimbra e ao livro. Nesse sentido, o Concurso de Fotografia com o tema “A Cidade e o Livro” pretende estimular o sentido de observação, curiosidade e divulgar novos valores na área da fotografia, com o sentido de promover o gosto pelo livro, pela Cidade de Coimbra e pela fotografia.

Artigo 2.º
Entrega dos trabalhos/Prazos
As fotografias, em formato digital, com uma resolução mínima de 1600×1200 pixéis, a cor ou preto e branco, deverão ser entregues até ao dia 18 de Março de 2008, por e-mail para minervaeventos@gmail.com, acompanhadas da identificação do autor, contendo o nome, telefone, e-mail e o título da obra (facultativo).

Artigo 3.º
Júri
O júri será constituído por representantes das seguintes entidades:
• Instituto Técnico Artístico e Profissional de Coimbra – ITAP;
• Livraria MinervaCoimbra;
• Principal Patrocinador.

Artigo 4.º
Prémios
Serão atribuídos prémios aos três primeiros classificados, sendo:
• 1.º Classificado – (a definir)
• 2.º Classificado – Livro de Fotografia
• 3.º Classificado – Vale de desconto em serviços fotográficos
Será feita uma exposição com os melhores trabalhos a concurso na Galeria Minerva, de 24 de Março a 2 de Abril.

Artigo 5.º
Divulgação dos resultados do concurso e entrega dos prémios
A divulgação dos resultados do concurso e a entrega dos prémios, serão realizadas no dia 25 de Março de 2008 na Livraria Minerva e, em devido tempo, notificadas a todos os concorrentes. A devolução de todas as fotografias será efectuada após o encerramento da exposição.

Artigo 6.º
Exclusão dos concorrentes
A falta de qualquer elemento ou o não cumprimento de qualquer dos itens do presente Regulamento, implica a exclusão do concorrente.

Artigo 11.º
Casos omissos
Os casos omissos neste regulamento são da competência da organização.

domingo, março 16, 2008

Sugestões de leitura em 101.7 FM

A partir de agora, pode ouvir sugestões de leitura de Isabel de Carvalho Garcia, das Edições MinervaCoimbra, na frequência 101.7 FM.


A rubrica integra o novo programa radiofónico do Diário de Coimbra, que surgiu de uma parceria com a Rádio Beira Litoral, com o apoio de três empresas de Coimbra: lojas Góis, Vasco da Gama Pastelarias e Servifinança.

A emissão acontece de segunda a sexta-feira, das 8 às 11 horas.