quarta-feira, fevereiro 27, 2008

IRREAL PERIFÉRICO na Galeria Minerva


A Galeria Minerva inaugurou recentemente uma exposição colectiva de pintura intitulada "Irreal Periférico" com quatro artistas surrealistas: Santiago Ribeiro, Luis Morgadinho, Júlio Lopes e Paulo Vale. Uma exposição equilibrada e surpreendente.

"Em Santiago Ribeiro as telas surpreendem-nos pelo "admirável mundo", ou não, que ele recria magistralmente, colocando as pequenas figuras (homens e mulheres) numa busca incessante ou simplesmente expectantes sobressaindo o equilíbrio das cores. Ao olhar as suas telas o visitante sente-se intrigado e assaltado por uma dualidade de sentimentos. Já Luiz Morgadinho utiliza a tela como suporte debruçando-se no imaginário com fortes influências da paisagem que o rodeia: a montanha, a paisagem rural e os seus elementos. Em Paulo Vale destacam-se o fantástico e o simbolismo. E por fim, em Júlio Lopes é notória uma forte influência das crenças e mezinhas populares".

Isabel de Carvalho Garcia


A exposição pode ser visitada até ao próximo dia 13 de Março, na Galeria Minerva (Rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.

SANTIAGO RIBEIRO
Natural de Coimbra. Possui o curso técnico de Artes e Ofícios da Escola Avelar Brotero. Organizou a participou em diversas exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. Está representado em diversas colecções particulares e públicas.

LUIZ MORGADINHO
Nasceu em Coimbra em 1964. Pintor autodidacta.
Desde 1995 que participa em várias exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. Várias menções honrosas.
Está representado em diversas colecções particulares Nacionais e Internacionais.
Citado em vários livros, ilustrou igualmente alguns.

PAULO VALE
Natural de Castelo Branco, artista plástico, mencionado no Directório de Arte 2001/2002 e membro da Associação de Artes Plásticas de Campo Maior. Recebe o 1.º prémio no Concurso de Pintura Artemisia e o 1.º prémio no V Fórum Multimédia do IPJ.
Desde 1990 que participa em exposições individuais e colectivas.
Está representado em várias colecções particulares e públicas.

JÚLIO LOPES
Natural do Fundão. Artista plástico autodidacta.
Desde 2000 que participa em exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro.


































sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Terças-Feiras de Minerva recordam Fernando Pessoa


Prosseguem no dia 26 as Terças-Feiras de Minerva dedicadas à Língua Portuguesa com uma sessão em que Maria Regina Rocha irá recordar o texto “Mensagem”, de Fernando Pessoa.

Como habitualmente, a sessão tem início às 18h30, decorre na Livraria Minerva (Rua de Macau 52 – Bairro Norton de Matos) e a entrada é livre.

Maria Regina Rocha é professora da Escola Secundária José Falcão, com larga experiência de ensino da Literatura Portuguesa. É consultora do “Ciberdúvidas da Língua Portuguesa”, participa em emissões do programa “Páginas de Português”, da Antena 2, e é autora dos conteúdos linguísticos do programa “Cuidado com a Língua!”, transmitido na RTP.

Irreal Periférico

A Galeria Minerva inaugura amanhã, dia 23, pelas 18 horas, a exposição colectiva de pintura "IRREAL PERIFÉRICO" de Santiago Ribeiro, Luis Morgadinho, Júlio Lopes e Paulo Vale.

A exposição pode ser visitada até ao próximo dia 13 de Março, na Galeria Minerva, Rua de Macau, 52, Bairro Norton de Matos, em Coimbra.

domingo, fevereiro 17, 2008

“O teu conto de encontro” e “A Cidade e o Livro”

A Livraria Minerva promove no dia 22 de Fevereiro uma actividade dedicada às crianças e intitulada “O teu conto de encontro”, que terá como convidados especiais as crianças da creche dos Casais Santa Maria e a contadora de histórias Luísa Sequeira. O convite é extensível a todos quantos queiram participar, especialmente os mais novos, que são os reis e as rainhas do dia.

Simultaneamente, e até 10 de Março, a Livraria Minerva, em parceria com o Instituto Técnico Artístico e Profissional de Coimbra (ITAP), promovem o concurso de fotografia “A Cidade e o Livro”, cujos trabalhos serão exibidos ao público de 24 de Março a 2 de Abril, na Galeria Minerva, e cujo tema pretende explorar o universo literário. Uma iniciativa que pretende pôr à prova a criatividade dos participantes na forma como vêem o livro, a cidade e o seu potencial enquanto criativos fotográficos.

As fotografias, em formato digital, com uma resolução mínima de 1600×1200 pixeis, em cor ou preto e branco, deverão ser entregues até ao dia 10 de Março de 2008, por e-mail para minervaeventos@gmail.com, acompanhadas da identificação do autor, contendo o nome, telefone, e-mail e o título da obra (facultativo).

O júri do concurso inclui profissionais e individualidades com reconhecidas provas no mundo da fotografia. Haverá um prémio surpresa para o melhor trabalho a concurso e as dez melhores fotografias ficarão temporariamente expostas na Galeria.

Estes eventos são organizados por Ana Rita Carvalho, finalista do Curso Técnico de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade do ITAP, no âmbito da sua prova de aptidão profissional.

A Livraria Minerva, localizada no Bairro Norton de Matos, Rua de Macau n.º 52, em Coimbra, foi fundada a 21 de Novembro de 1998. É um espaço polivalente onde se realizam vários eventos, dos quais se destacam exposições de pintura e escultura, palestras, conferências, lançamentos de livros e ainda tertúlias.

A Livraria Minerva foi a primeira em Coimbra a oferecer café aos seus clientes, convidando-os a sentarem-se e descontraidamente consultarem obras do seu interesse, bem como foi a primeira a ter um espaço dedicado às crianças e uma Galeria de Arte com exposições permanentes. Enquanto Galeria, a Minerva tem exposto trabalhos de artistas nacionais e estrangeiros e realizado exposições em parceria com outras instituições.

A Livraria Minerva foi, igualmente, a primeira em Coimbra a promover tertúlias, sob o título “Terças-feiras de Minerva”, com uma periodicidade semanal, quinzenal ou mensal de acordo com os temas a debater. Estes encontros, que já duram há oito anos, tanto se realizam ao fim da tarde como se prolongam pela noite dentro, e as temáticas debatidas vão desde a poesia à ficção, passando pelas ciências sociais e humanas. Nestes encontros, a arte também não tem sido esquecida e os temas da actualidade são presença assídua. Estas tertúlias pretendem envolver num debate e reflexão todos os cidadãos interessados, preocupados e conscientes das constantes mutações que ocorrem na sua cidade, no seu país e no mundo.




Concurso de Fotografia
“A Cidade e o Livro”

Regulamento

Preâmbulo
Com o presente regulamento se definem as regras do Concurso de Fotografia a realizar no âmbito da Prova de Aptidão Profissional da aluna Ana Rita Carvalho, finalista do Instituto Técnico Artístico e Profissional de Coimbra - ITAP, em parceria com a Livraria Minerva, que culminará com uma exposição a realizar entre 24 de Março a 2 Abril de 2008.

Artigo 1.º
Objecto e Tema
Propõe-se realizar um Concurso de Fotografia, com especial relevância à Cidade de Coimbra e ao livro. Nesse sentido, o Concurso de Fotografia com o tema “A Cidade e o Livro” pretende estimular o sentido de observação, curiosidade e divulgar novos valores na área da fotografia, com o sentido de promover o gosto pelo livro, pela Cidade de Coimbra e pela fotografia.

Artigo 2.º
Entrega dos trabalhos/Prazos
As fotografias, em formato digital, com uma resolução mínima de 1600×1200 pixéis, a cor ou preto e branco, deverão ser entregues até ao dia 10 de Março de 2008, por e-mail para minervaeventos@gmail.com, acompanhadas da identificação do autor, contendo o nome, telefone, e-mail e o título da obra (facultativo).

Artigo 3.º
Júri
O júri será constituído por representantes das seguintes entidades:
• Instituto Técnico Artístico e Profissional de Coimbra – ITAP;
• Livraria MinervaCoimbra;
• Principal Patrocinador.

Artigo 4.º
Prémios
Serão atribuídos prémios aos três primeiros classificados, sendo:
• 1.º Classificado – (a definir)
• 2.º Classificado – Livro de Fotografia
• 3.º Classificado – Vale de desconto em serviços fotográficos
Será feita uma exposição com os melhores trabalhos a concurso na Galeria Minerva, de 24 de Março a 2 de Abril.

Artigo 5.º
Divulgação dos resultados do concurso e entrega dos prémios
A divulgação dos resultados do concurso e a entrega dos prémios, serão realizadas no dia 25 de Março de 2008 na Livraria Minerva e, em devido tempo, notificadas a todos os concorrentes. A devolução de todas as fotografias será efectuada após o encerramento da exposição.

Artigo 6.º
Exclusão dos concorrentes
A falta de qualquer elemento ou o não cumprimento de qualquer dos itens do presente Regulamento, implica a exclusão do concorrente.

Artigo 11.º
Casos omissos
Os casos omissos neste regulamento são da competência da organização.

Crítica social e política sem meias-tintas



As Edições MinervaCoimbra lançaram sábado o livro “SEM meias-tintas. Crónicas, Cartas, Sátiras e Histórias”, de Júlio Correia. A sessão contou com a presença do vereador da Cultura, Mário Nunes, de António Vilhena, autor do prefácio da obra, e de Amadeu Carvalho Homem, que fez a apresentação.

Mário Nunes destacou o facto de Júlio Correia ter dedicado o livro a dois grandes mestres da pintura portuguesa: Pinho Dinis, recentemente falecido, e Zé Penicheiro, enquanto Isabel de Carvalho Garcia, das Edições MinervaCoimbra, recordou que “Júlio Correia é uma pessoa que sempre se pautou por dizer o que pensa sem meias-tintas”.

O título do livro serviu, aliás, para muitas referências ao longo da tarde. Amadeu Carvalho Homem recordou a amizade que há 34 anos o une ao autor, uma amizade consolidada sempre sem meias-tintas, reforçou. Quanto ao livro, que considerou ser de uma “acutilante sátira, em regra política”, Carvalho Homem alertou, no entanto, ser esta apenas “aparentemente demolidora”.

Efectivamente, no contraponto da sátira de Júlio Correia, há uma nota de “uma certa compreensão pela natureza humana” e uma nota “de grande ternura humana”. Se tivesse que qualificar o livro, referiu, “diria que ele se insere mais na categoria do humor do que propriamente na sátira”. Amadeu Carvalho Homem destacou ainda uma cerca melancolia, “sempre presente na escrita de Júlio Correia”.

O livro tem uma primeira parte de crónicas, de crítica social e política, “sem qualquer espécie de concessão”, em que o autor “diz sem meias-tintas o que muito bem entende”. Um segundo capítulo onde é visível uma nota de grande humanismo e uma última parte com um conjunto de poemas de grande significado e um conjunto de contos, completam o livro “SEM meias-tintas”.

Júlio Correia nasceu em Lisboa, em 9 de Maio de 1927. Radicou-se em Coimbra a partir de 28 de Fevereiro de 1957. Aos 14 anos, com outro colega, fundou o jornal escolar “A Casa Pia”, que se publicou durante 20 anos. Entre 1952 e 1957, colaborou na edição e redacção do jornal “Voz do Trabalho”, que veio substituir o jornal “O Trabalhador”, do Padre Abel Varzim. Desde 1974 que escreve para a Imprensa, com maior incidência e regularidade a partir de 1992.

Tem publicados os livros “Da Minha Janela em Coimbra”, “Estórias do Meu Beco” e “Tempos de Mim” (Poesia).



















Os afectos ao longo da vida



No dicionário de Língua Portuguesa podem ler-se as seguintes definições: Afecto – afeiçoamento; amor; carinho; inclinação; Afectivo – indivíduo caracterizado pela predominância da sensibilidade sobre a inteligência e a vontade; em que há afecto; dado a afectos; afectuoso; Afectividade – qualidade de afectivo; conjunto de fenómenos afectivos; capacidade individual para experimentar sentimentos e emoções.

Assim começou Cristina Vieira a sua exposição sobre “Os afectos ao longo da vida”, que enriqueceu mais uma sessão do “Chá com Lágrimas”, desta vez intitulado “Chá com Afectos”.
A docente de psicologia falou dos estereótipos que pontuam a sociedade, nomeadamente em relação à afectividade. “Os afectos sempre foram vistos como subordinados à cognição, ao raciocínio, à inteligência. Era como se fossem a outra moeda, a parte mais fraca, sobretudo na cultura Ocidental”. Dicotomia esta que prejudica a socialização plena.

Mas os afectos e a maneira como os expressamos são algo construído por cada sociedade, isto é, são realidades que não são vividas nem expressas da mesma maneira por todas as pessoas, afirmou ainda Cristina Vieira. Mas o que é, sobretudo, preciso, é que se desconstruam todos os estereótipos e ideias erradas sobre os afectos. “Não podemos nunca separa a afectividade da cognição”, alertou.

A sessão contou ainda com a leitura por José Ribeiro Ferreira de poemas do livro “Mil Vezes Mil Beijos. O livro dos beijos”, de Jean Everaerts, com introdução, tradução do latim e notas de Carlos Jesus e chancela das Edições MinervaCoimbra. A música, essa, esteve a cargo de Luíz Alcoforado, acompanhado à viola por Luís Carlos, que interpretaram temas contemporâneos portugueses, brasileiros e cubanos.

O “Chá com lágrimas” é a mais recente criação da Fundação Inês de Castro, em parceria com as Edições MinervaCoimbra e o Hotel Quinta das Lágrimas, e tem por objectivo relembrar a ambiência das velhas tertúlias coimbrãs, razão que explica o espaço dado ao diálogo artístico e cultural, num clima da maior informalidade. A iniciativa conta ainda com o apoio da Empresa Municipal de Turismo.

“Chá com imaginação” é o tema da próxima sessão que se realizará no dia 13 de Março, incluída na X Semana Cultural da Universidade de Coimbra.











quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Os textos da nossa memória colectiva


A Livraria Minerva promoveu mais uma Terça-Feira de Minerva, incluída no ciclo dedicado à Literatura Portuguesa. Desta feita, Maria Regina Rocha recordou "Textos da nossa memória colectiva", numa conversa sobre aquilo que nos une em termos de identidade cultural.

Recordando o livro único, que durante anos serviu de apoio ao estudo nos primeiros anos de escola, a professora e especialista em português tentou perceber, com a ajuda do público presente, o que é que nos faz decorar uns textos e outros não e também recordar uns e outros não.

Porque é que uns permanecem na memória colectiva de todos? O que é que eles têm que os diferencia de todos os outros? Através dos poemas de Guerra Junqueiro, "Regresso ao lar" (1892), de Augusto Gil, "Balada da Neve" (1909), de Almeida Garrett, "A Nau Catrineta" (1843), de Fernando Pessoa, “Mar Português” e "Mostrengo" (1934) — que os presentes na Livraria Minerva leram em uníssono com manifesta satisfação — e ainda de João de Deus e de António Nobre, entre outros —, Maria Regina Rocha provou que temas como a partida, característica intrínseca ao povo português, mas também a saudade, a inocência da infância, os valores da família, a idealização do campo ou os mitos da história nacional tocam, afinal, a alma lusitana.

Outros poemas há que têm um ritmo contagiante que nos fazem quase cantar ao recordá-los, como aconteceu na Livraria Minerva na tarde da última terça-feira com um coro de vozes a entoar afinadamente “Os treze anos”, de António Feliciano de Castilho, e a acompanhar o saudoso João Villaret no conhecido texto “Procissão”, de António Lopes Ribeiro. Textos e textos que, afinal, fazem parte do nosso imaginário comum.

A última parte da sessão foi deveras participada, pois Maria Regina Rocha, depois de focar outros textos, como, por exemplo, “Quase”, de Mário de Sá-Carneiro, “Cântico Negro”, de José Régio, “Segredo”, de Miguel Torga, ou “Trova do Vento que Passa”, de Manuel Alegre (muito bem cantada por duas belas vozes da assistência: Maria Helena Carneiro e Maria Helena Marques), resolveu desafiar os presentes a responder a uma pergunta: “Que textos (contemporâneos e outros) ficarão na memória das novas gerações?”.

E de muito se falou: da importância da memória no ensino, do que se ensina na disciplina de Língua Portuguesa, de valores, de alguns textos que deveriam constituir um cânone a ser legado de geração em geração.

Maria Regina Rocha é professora da Escola Secundária José Falcão, com larga experiência de ensino da Literatura Portuguesa. É consultora do "Ciberdúvidas da Língua Portuguesa", participa em emissões do programa "Páginas de Português", da Antena 2, e é autora dos conteúdos linguísticos do programa "Cuidado com a Língua!", transmitido na RTP.



sábado, fevereiro 09, 2008

SEM meias-tintas



“Quem conhece Júlio Correia sabe que ele cultiva o estilo da frontalidade, que as suas palavras têm a sua silhueta que lhe empresta carácter e lhe devolve uma acrescida afirmação para lá dos contextos, que as suas metáforas bebem nos rios onde o povo ainda lava os trapos. Este livro é a feliz combinação do sonho das suas raízes com a cidade onde vive mas, também, da crítica, às vezes mordaz, que se esgueira aos lugares que trazem os cheiros e as gentes que ajudaram a fazer a sua história de vida”. — António Vilhena in “Quase Prefácio”

“Este livro é impróprio, sobretudo, para pessoas conformadas consigo mesmas, com os seus supostos e apregoados êxitos e os seus reais e mascarados fracassos. Conformadas com a mortalha em que se refugiam e lhes anestesia o espírito crítico. Conformadas com a voluntária abdicação do exercício da sua cidadania e com a globalização da incultura, cujas manifestações todos os dias lhes entram pelos olhos e pelos ouvidos com a prodigalidade e a benção das televisões, dos jornais e dos rádios. Conformadas com a abdicação do pensamento próprio (meditado e expresso) e com o cómodo e alienante conceito do “não vale a pena”... Não se pense, contudo, que os textos aqui reunidos, nomeadamente as Crónicas e as Sátiras, são do género “bota-abaixo” ou decorrentes de um gratuito e persecutório espírito de maldizer. Longe disso!” — Autor, in “Preâmbulo”


Júlio Correia nasceu em Lisboa, em 9 de Maio de 1927. Radicou-se em Coimbra a partir de 28 de Fevereiro de 1957. Aos 14 anos, com outro colega, fundou o jornal escolar “A Casa Pia”, que se publicou durante 20 anos. Entre 1952 e 1957, colaborou na
edição e redacção do jornal “Voz do Trabalho”, que veio substituir o jornal “O Trabalhador”, do Padre Abel Varzim. Desde 1974 que escreve para a Imprensa, com maior incidência e regularidade a partir de 1992.
Tem publicados os livros “Da Minha Janela em Coimbra”, “Estórias do Meu Beco” e “Tempos de Mim” (Poesia).

Afectos tomam conta do Chá com Lágrimas

"O Beijo", Gustav Klimt


Na data em que se assinala o Dia dos Namorados, cujo patrono é São Valentim, o Chá com Lágrimas dedica a sua sessão aos afectos.

"Chá com afectos" reunirá na Sala Jardim do Hotel Quinta das Lágrimas Cristina Vieira, docente da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, que falará sobre "Os afectos ao longo da vida".

Os afectos estarão também presentes na poesia, com leitura por José Ribeiro Ferreira de poemas do livro “Mil Vezes Mil Beijos. O livro dos beijos”, de Jean Everaerts, com introdução, tradução do latim e notas de Carlos Jesus e chancela das Edições MinervaCoimbra.

A música estará, desta vez, a cargo de Luís Alcoforado que interpretará temas contemporâneos brasileiros e portugueses.

“Chá com afectos” tem lugar na quinta-feira, dia 14 de Fevereiro, às 17h30, no Hotel Quinta das Lágrimas.


O “Chá com lágrimas” é a mais recente criação da Fundação Inês de Castro, em parceria com as Edições MinervaCoimbra e o Hotel Quinta das Lágrimas, e tem por objectivo relembrar a ambiência das velhas tertúlias coimbrãs, razão que explica o espaço dado ao diálogo artístico e cultural, num clima da maior informalidade. A iniciativa conta ainda com o apoio da Empresa Municipal de Turismo.

As inscrições para o “Chá com afectos” poderão ser feitas na recepção do hotel ou por telefone, através do 239 802 380.

"Chá com imaginação", "Chá com rosas" e "Chá com música" são os temas das próximas sessões.

Os textos da nossa memória colectiva

A Livraria Minerva promove no próximo dia 12 de Fevereiro, pelas 18h30, mais uma sessão das Terças-feiras de Minerva integrada no ciclo dedicado à Língua Portuguesa.

Subordinada ao tema "OS TEXTOS DA NOSSA MEMÓRIA COLECTIVA", esta sessão conta de novo com a presença da Dr.ª Regina Rocha que, desta vez, entrará no domínio da poesia.

Quem não se lembra de “Regresso ao lar”, de Guerra Junqueiro?

“Ai, há quantos anos que eu parti chorando
deste meu saudoso, carinhoso lar!...
Foi há vinte? Há trinta?
Nem eu sei já quando!...
Minha velha ama, que me estás fitando,
Canta-me cantigas para me eu lembrar (…)”.


Cantigas… poesias… Vão ser evocados alguns dos textos conhecidos de várias gerações de leitores, tais como a “Balada da neve”, de Augusto Gil:

“Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será vento?”


“A Moleirinha”, de Guerra Junqueiro:

“Pela estrada plana, toc, toc, toc,
guia o jumentinho uma velhinha errante.”


“Os ninhos”, de Afonso Lopes Vieira:

“Os passarinhos, tão engraçados
fazem os ninhos com mil cuidados.”


E ainda “O sono do João”, de António Nobre ou “Mar português”, de Fernando Pessoa.

E porque é que nos lembramos destes textos? O que é que eles têm em comum? É para falar destas e de outras poesias, que Maria Regina Rocha vai estar presente em mais uma Terça-Feira de Minerva.

Maria Regina Rocha é professora da Escola Secundária José Falcão, com larga experiência de ensino da Literatura Portuguesa. É consultora do “Ciberdúvidas da Língua Portuguesa”, participa em emissões do programa “Páginas de Português”, da Antena 2, e é autora dos conteúdos linguísticos do programa “Cuidado com a Língua!”, transmitido na RTP.

A sessão decorre na Livraria Minerva [Rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos] e a entrada é livre.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Pequenas armadilhas da língua portuguesa



A Livraria Minerva promoveu mais uma sessão das Terças-Feiras de Minerva, desta vez com a presença de Maria Regina Rocha, professora da Escola Secundária José Falcão, com experiência de leccionação na Escola Superior de Educação de Coimbra, e que tem feito diversos estudos na área da didáctica da Língua Portuguesa.

Uma conversa animada à volta da nossa língua, do seu uso diário, das dúvidas que temos quando falamos ou escrevemos animou o fim de tarde na Livraria Minerva, numa sessão com o subtítulo “Pequenas armadilhas”.

“Faz falta em Portugal uma entidade reguladora da língua portuguesa”, afirmou Maria Regina Rocha, à semelhança do que acontece em Espanha ou no Brasil, porque “se há aspectos na língua que estão normalizados, estão referidos em gramáticas e há consenso, a verdade é que há outros domínios que são mais pantanosos”.

A professora de português falou de estrangeirismos, palavras que são “importadas” de outros idiomas por força da tecnologia, por exemplo, mas também de adaptações que são erradamente feitas à língua portuguesa. “Se há palavras em que não há correspondente em português, existem outras em que há alternativas possíveis”.

Entre outros exemplos, Maria Regina Rocha salientou a manutenção da palavra “site” para definir um “sítio” de internet, ou do uso corrente de “salvar” um documento quando o correcto será “gravar”. A convidada das Terças-feiras de Minerva apelou assim ao uso de palavras portuguesas em detrimento de “importações” desnecessárias.

Os acrónimos, as siglas e os substantivos compostos foram outras, entre as muitas, armadilhas abordadas por Maria Regina Rocha na sessão da Livraria Minerva.

Maria Regina Rocha é consultora do “Ciberdúvidas da Língua Portuguesa”, participa em emissões do programa “Páginas de Português”, da Antena 2, e é autora dos conteúdos linguísticos do programa “Cuidado com a Língua!”, transmitido na RTP.






terça-feira, janeiro 29, 2008

Lançamento de Infografia de Imprensa

Versão integral da apresentação do livro INFOGRAFIA DE IMPRENSA disponível aqui por cortesia do canal Youtorga.










As Edições MinervaCoimbra agradecem ao Instituto Superior Miguel Torga na pessoa do Prof. Doutor Dinis Manuel Alves.